Mundo
Alegado mentor dos ataques de Paris dado como morto
O jornal Washington Post noticia que Abdelhamid Abaaoud, o jihadista belga suspeito de ter arquitetado os ataques de Paris, terá morrido esta quinta-feira durante o cerco policial a Saint-Denis. Por agora, as autoridades francesas não confirmam esta informação.
O jornal norte-americano cita duas fontes de serviços de informações da Europa, cuja identidade não foi revelada. Abaaoud terá sido abatido pela polícia numa operação policial em Saint-Denis. Esta manhã as autoridades cercaram o bairro situado a norte da capital francesa, próximo do Stade de France.
A operação policial envolveu mais de uma centena de polícias e fez pelo menos dois mortos, entre os quais estará o terrorista de nacionalidade belga, lê-se na edição online do diário.
João Botas, João Caldeirinha, Celestino Pereira - RTP
Segundo avança o Washington Post, o principal responsável pelos ataques terroristas de 13 de novembro preparava novas ações de terror na capital francesa, nomeadamente no coração financeiro da cidade, em La Défense. As duas fontes citadas pelo diário referem que as análises forenses ao local da intervenção policial desta manhã revelaram ADN do alegado mentor dos ataques terroristas.
Em conferência de imprensa ao fim da tarde, à mesma hora em que a notícia da morte de Abaaoud começou a circular, o procurador de Paris François Molins limitava-se a adiantar que Abaaoud e Salah Abdeslam, outro dos terroristas fugitivos, não estavam entre os oito detidos. No entanto, o responsável pelo inquérito judicial não foi capaz de esclarecer se o presumível mentor dos ataques de sexta-feira está entre os dois mortos.
"No momento em que vos falo, sou incapaz de transmitir um número definitivo de vítimas e as identidades dos dois mortos", esclareceu.
Na mesma comunicação, Molins referiu também que os investigadores ainda não tinham conseguido identificar o corpo de um suspeito que acabou por morrer durante a operação. Isto porque o cadáver foi atingido por várias balas e estilhaços.
À procura de Abaaoud
Cinco dias depois dos ataques simultâneos a Paris, que provocaram 129 mortos e mais de três centenas de feridos, a polícia francesa realizou um cerco policial em Saint-Denis, nos subúrbios da capital, a fim de neutralizar suspeitos terroristas ligados a Abdelhamid Abaaoud. As autoridades francesas acreditam que o jihadista belga de origem marroquina terá alegadamente coordenado os recentes atentados.
No Stade de France, muito próximo da zona habitacional de Saint-Denis, três terroristas fizeram-se explodir na passada sexta-feira.
A operação começou por volta das 4h20 locais e terminou ao fim da manhã, cerca das 12h00 (11h00 em Portugal Continental). Desta caça ao homem resultaram dois mortos, uma mulher que ativou um cinturão de explosivos no início do raide e um outro suspeito morto pela polícia, que o Washington Post diz agora tratar-se de Abaaoud.
Ainda não foram reveladas as identidades dos dois suspeitos. Deste autêntico cerco no banlieue resultaram também oito detenções - três destes suspeitos continuam por identificar.
A operação envolveu 110 polícias, seis dos quais ficaram feridos. Diesel, um cão-polícia que participava no ataque, acabou por morrer.
Segundo François Molins, citado pela France Presse, os serviços de informações franceses, com acesso a contactos telefónicos entre suspeitos, foram levados a acreditar que Abaaoud se encontrava num apartamento de Saint-Denis.
Nos primeiros dias após os atentados de Paris, os serviços de informação europeus consideravam a hipótese de o jihadista ter monitorizado os ataques através da Síria, mas agora desconfiam que este possa encontrar-se em território europeu.
Para além do “cérebro” dos ataques terroristas, continuam a monte Abdeslam Salah, que atacou um dos restaurantes na passada sexta-feira, e Fabien Clain, jihadista francês que reivindicou os ataques por via de um registo sonoro.
A operação policial envolveu mais de uma centena de polícias e fez pelo menos dois mortos, entre os quais estará o terrorista de nacionalidade belga, lê-se na edição online do diário.
João Botas, João Caldeirinha, Celestino Pereira - RTP
Segundo avança o Washington Post, o principal responsável pelos ataques terroristas de 13 de novembro preparava novas ações de terror na capital francesa, nomeadamente no coração financeiro da cidade, em La Défense. As duas fontes citadas pelo diário referem que as análises forenses ao local da intervenção policial desta manhã revelaram ADN do alegado mentor dos ataques terroristas.
Em conferência de imprensa ao fim da tarde, à mesma hora em que a notícia da morte de Abaaoud começou a circular, o procurador de Paris François Molins limitava-se a adiantar que Abaaoud e Salah Abdeslam, outro dos terroristas fugitivos, não estavam entre os oito detidos. No entanto, o responsável pelo inquérito judicial não foi capaz de esclarecer se o presumível mentor dos ataques de sexta-feira está entre os dois mortos.
"No momento em que vos falo, sou incapaz de transmitir um número definitivo de vítimas e as identidades dos dois mortos", esclareceu.
Na mesma comunicação, Molins referiu também que os investigadores ainda não tinham conseguido identificar o corpo de um suspeito que acabou por morrer durante a operação. Isto porque o cadáver foi atingido por várias balas e estilhaços.
À procura de Abaaoud
Cinco dias depois dos ataques simultâneos a Paris, que provocaram 129 mortos e mais de três centenas de feridos, a polícia francesa realizou um cerco policial em Saint-Denis, nos subúrbios da capital, a fim de neutralizar suspeitos terroristas ligados a Abdelhamid Abaaoud. As autoridades francesas acreditam que o jihadista belga de origem marroquina terá alegadamente coordenado os recentes atentados.
No Stade de France, muito próximo da zona habitacional de Saint-Denis, três terroristas fizeram-se explodir na passada sexta-feira.
A operação começou por volta das 4h20 locais e terminou ao fim da manhã, cerca das 12h00 (11h00 em Portugal Continental). Desta caça ao homem resultaram dois mortos, uma mulher que ativou um cinturão de explosivos no início do raide e um outro suspeito morto pela polícia, que o Washington Post diz agora tratar-se de Abaaoud.
Ainda não foram reveladas as identidades dos dois suspeitos. Deste autêntico cerco no banlieue resultaram também oito detenções - três destes suspeitos continuam por identificar.
A operação envolveu 110 polícias, seis dos quais ficaram feridos. Diesel, um cão-polícia que participava no ataque, acabou por morrer.
Segundo François Molins, citado pela France Presse, os serviços de informações franceses, com acesso a contactos telefónicos entre suspeitos, foram levados a acreditar que Abaaoud se encontrava num apartamento de Saint-Denis.
Nos primeiros dias após os atentados de Paris, os serviços de informação europeus consideravam a hipótese de o jihadista ter monitorizado os ataques através da Síria, mas agora desconfiam que este possa encontrar-se em território europeu.
Para além do “cérebro” dos ataques terroristas, continuam a monte Abdeslam Salah, que atacou um dos restaurantes na passada sexta-feira, e Fabien Clain, jihadista francês que reivindicou os ataques por via de um registo sonoro.