Mundo
Ameaças de ataques norte-americanos. Turquia busca mediar relações EUA-Irão
A Turquia manifestou interesse me mediar as relações entre os Estado Unidos e o Irão, numa altura em que Washington ameaça atacar Teerão. A informação é avançada pelo Ministério turco dos Negócios Estrangeiros, no dia antes da visita do MNE iraniano, Abbas Araghchi, à Turquia.
O encontro entre o MNE iraniano, Abbas Araghchi, e o MNE turco, Hakan Fidan, irá abordar a crise vivida no Médio Oriente, mais concretamente as ameaças norte-americanas contra o Irão, com Ancara a rejeitar “qualquer intervenção militar” contra o Irão, temendo o aprofundamento da instabilidade na região.
Na quarta-feira, Donald Trump ameaçou atacar o Irão se não negociasse um acordo “justo e equitativo” relativo ao desenvolvimento de armas nucleares, após o porta-aviões USS Abraham Lincoln ter ancorado no Golfo Pérsico, e que pode ser usado nos ataques.
Teerão prometeu “resposta esmagadora” contra os Estados Unidos, mas também contra Israel, que acusa de ser um dos instigadores das manifestações antirregime do último mês.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, terá proposto um encontro via videoconferência entre Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Além disso, os diplomatas turcos estarão a tentar negociar com Teerão para oferecer “concessões em relação ao seu programa nuclear para evitar um conflito potencialmente devastador”.
O encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países vai também abordar a cooperação em matéria comercial, energética e de segurança, nomeadamente na manutenção da paz na Síria e no combate ao grupo curdo Partido da Vida Livre do Curdistão (PJAK), braço iraniano do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Além da questão nuclear, o regime iraniano está a passar por um teste nas ruas. Desde 28 de dezembro que a população se manifesta em vários pontos do país contra o aumento do custo de vida, com a repressão por parte das autoridades iranianas a causarem três mil mortos. No entanto, dados de organizações não-governamentais alegam que o número pode variar entre os seis mil e os 33 mil, com base em dados dos hospitais, morgues e cemitérios.
Na quarta-feira, Donald Trump ameaçou atacar o Irão se não negociasse um acordo “justo e equitativo” relativo ao desenvolvimento de armas nucleares, após o porta-aviões USS Abraham Lincoln ter ancorado no Golfo Pérsico, e que pode ser usado nos ataques.
Teerão prometeu “resposta esmagadora” contra os Estados Unidos, mas também contra Israel, que acusa de ser um dos instigadores das manifestações antirregime do último mês.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, terá proposto um encontro via videoconferência entre Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Além disso, os diplomatas turcos estarão a tentar negociar com Teerão para oferecer “concessões em relação ao seu programa nuclear para evitar um conflito potencialmente devastador”.
O encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países vai também abordar a cooperação em matéria comercial, energética e de segurança, nomeadamente na manutenção da paz na Síria e no combate ao grupo curdo Partido da Vida Livre do Curdistão (PJAK), braço iraniano do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Além da questão nuclear, o regime iraniano está a passar por um teste nas ruas. Desde 28 de dezembro que a população se manifesta em vários pontos do país contra o aumento do custo de vida, com a repressão por parte das autoridades iranianas a causarem três mil mortos. No entanto, dados de organizações não-governamentais alegam que o número pode variar entre os seis mil e os 33 mil, com base em dados dos hospitais, morgues e cemitérios.