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Trump renova ameaça de ataque ao Irão à falta de acordo sobre arsenal nuclear

Trump renova ameaça de ataque ao Irão à falta de acordo sobre arsenal nuclear

“Uma enorme armada está a caminho do Irão”, avisou Trump, que afirma ser “uma frota maior” do que a enviada para a Venezuela.

RTP /
Mike Blake - Reuters

Donald Trump ameaça, uma vez mais, enviar contingentes militares para o Irão se não houver um acordo que ponha termo ao presumível programa de desenvolvimento de armas nucleares do Irão. O aviso foi reiterado através da rede Truth Social, do presidente norte-americano.

“Uma enorme armada está a caminho do Irão”, avisou Trump, que afirma ser “uma frota maior” do que a enviada para a Venezuela, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, e que um possível ataque será “muito pior” do que os ataques perpetrados pelos Estados Unidos em junho de 2025 contra os centros de enriquecimento de urânio iraniano.




O porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Médio Oriente na segunda-feira, estando estacionado no Oceano Índico, para fazer face ao clima de tensão no Irão.

Na publicação, Trump afirma que a armada está “pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário”, para sentar o Irão na mesa das negociações para a assinatura de um acordo “justo e equitativo” que não inclua as armas nucleares.

A ameaça vem na sequência das manifestações contra o regime iraniano que, segundo as estimativas conservadoras do Governo de Teerão, já provocaram três mil mortos.Organizações de defesa dos Direitos Humanos alegam que o número pode ser muitas vezes superior, entre os seis mil e os 33 mil, com base em relatos e dados de morgues, hospitais e cemitérios.


Já o alegado arsenal nuclear iraniano tem sido um tema recorrente há décadas, tendo os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a Alemanha e a União Europeia chegado a acordo, em 2015, para reduzir o enriquecimento de urânio para o desenvolvimento de armas nucleares durante um período mínimo de dez anos, assim como o fim das sanções contra o Irão.

No entanto, em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos retiraram-se do acordo, alegando que este provocaria uma corrida ao armamento nuclear no Médio Oriente - Washington repôs também as sanções contra Teerão.
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