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Após demissão de conselheiro. Papa dá voto de confiança à Comissão Pontifícia de Proteção de Menores
O Papa Francisco elogiou, esta sexta-feira, o trabalho da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores e disse para esta "seguir em frente". As palavras de Francisco seguem-se à demissão do seu conselheiro, o padre Hans Zollner, que acusou a comissão que combate os abusos sexuais na Igreja Católica de "falta de transparência".
Num discurso perante uma sessão plenária da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, esta sexta-feira, o Papa Francisco não fez referência às acusações feitas pelo seu conselheiro Hans Zollner, que renunciou a 29 de março, e, ao invés, renovou a confiança na comissão.
Francisco exortou os membros da comissão a “não ficarem atolados”, a “perseverar e a seguir em frente”. “Vocês já fizeram muito nestes primeiros seis meses”, disse o chefe da Igreja Católica.
O padre Hans Zollner, conselheiro influente de Francisco, anunciou na semana passada que ia abandonar a comissão para a proteção de menores, criticando a falta de transparência na gestão de fundos da comissão.
Em comunicado, o clérigo diz ter "ficado cada vez mais preocupado" com a forma como esse órgão consultivo papal funciona, "particularmente nas áreas da responsabilidade, cumprimento, responsabilização e transparência".
Zollner, um especialista no combate aos abusos sexuais, denunciou práticas de contratação pouco claras, um relacionamento indefinido com o escritório de doutrina do Vaticano e responsabilidade financeira e de tomada de decisão "inadequada".
“Deveria haver transparência sobre a forma como as decisões são tomadas na comissão. Demasiadas vezes, havia informação insuficiente e comunicação vaga", lia-se na declaração de Hans Zollner.
Zollner estava na Comissão desde 2014, altura em que foi criada pelo Papa Francisco. Tem sido o rosto e a voz do Vaticano no combate aos abusos sexuais na Igreja e tem desenvolvido formações sobre o tema em vários países, incluindo Portugal. O sacerdote vai prosseguir o trabalho nesta área, mas como membro do Serviço para a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis da Diocese de Roma.
A Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores é composta por especialistas em prevenção de abusos que aconselham o Papa a implementar as melhores práticas de proteção de menores em igrejas de todo o mundo.
Os crescentes escândalos de abuso têm destruído a reputação da Igreja e têm sido um grande desafio para o Papa Francisco, que aprovou uma série de medidas nos últimos dez anos com o objetivo de responsabilizar mais a hierarquia da Igreja.
No mês passado, Francisco alargou aos líderes leigos de associações internacionais a lei sobre a denúncia de abusos sexuais por membros da Igreja Católica. Entre várias alterações, a atualização aprovada pelo Papa prevê a denúncia de abusos praticados por padres contra menores, mas também quando as vítimas são adultos, como por exemplo freiras ou seminaristas.
"Na última década, todos nós aprendemos muito, inclusive eu", disse o chefe da Igreja Católica à comissão, esta sexta-feira. “O fracasso, especialmente por parte dos líderes da Igreja, em fazer o que deveríamos ter feito, tem sido motivo de escândalo para muitos”, acrescentou.
c/agências
Francisco exortou os membros da comissão a “não ficarem atolados”, a “perseverar e a seguir em frente”. “Vocês já fizeram muito nestes primeiros seis meses”, disse o chefe da Igreja Católica.
O padre Hans Zollner, conselheiro influente de Francisco, anunciou na semana passada que ia abandonar a comissão para a proteção de menores, criticando a falta de transparência na gestão de fundos da comissão.
Em comunicado, o clérigo diz ter "ficado cada vez mais preocupado" com a forma como esse órgão consultivo papal funciona, "particularmente nas áreas da responsabilidade, cumprimento, responsabilização e transparência".
Zollner, um especialista no combate aos abusos sexuais, denunciou práticas de contratação pouco claras, um relacionamento indefinido com o escritório de doutrina do Vaticano e responsabilidade financeira e de tomada de decisão "inadequada".
“Deveria haver transparência sobre a forma como as decisões são tomadas na comissão. Demasiadas vezes, havia informação insuficiente e comunicação vaga", lia-se na declaração de Hans Zollner.
Zollner estava na Comissão desde 2014, altura em que foi criada pelo Papa Francisco. Tem sido o rosto e a voz do Vaticano no combate aos abusos sexuais na Igreja e tem desenvolvido formações sobre o tema em vários países, incluindo Portugal. O sacerdote vai prosseguir o trabalho nesta área, mas como membro do Serviço para a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis da Diocese de Roma.
A Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores é composta por especialistas em prevenção de abusos que aconselham o Papa a implementar as melhores práticas de proteção de menores em igrejas de todo o mundo.
Os crescentes escândalos de abuso têm destruído a reputação da Igreja e têm sido um grande desafio para o Papa Francisco, que aprovou uma série de medidas nos últimos dez anos com o objetivo de responsabilizar mais a hierarquia da Igreja.
No mês passado, Francisco alargou aos líderes leigos de associações internacionais a lei sobre a denúncia de abusos sexuais por membros da Igreja Católica. Entre várias alterações, a atualização aprovada pelo Papa prevê a denúncia de abusos praticados por padres contra menores, mas também quando as vítimas são adultos, como por exemplo freiras ou seminaristas.
"Na última década, todos nós aprendemos muito, inclusive eu", disse o chefe da Igreja Católica à comissão, esta sexta-feira. “O fracasso, especialmente por parte dos líderes da Igreja, em fazer o que deveríamos ter feito, tem sido motivo de escândalo para muitos”, acrescentou.
c/agências