Aprovado primeiro medicamento para prevenir enxaquecas crónicas

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A enxaqueca afeta 16% da população portuguesa e atinge mais as mulheres do que homens
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O primeiro medicamento especificamente concebido para prevenir enxaquecas foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento. O laboratório diz que os pacientes poderão receber tratamento privado a partir de setembro sob licença da União Europeia.

O laboratório Novartis assegura que os pacientes poderão receber o tratamento a partir do próximo mês de setembro. A Agência Europeia do Medicamento indica que o medicamento estará disponível para pacientes que têm pelo menos quatro enxaquecas por mês.
Segundo a Novartis, o medicamento pode ser autoadministrado em casa uma vez por mês com uma caneta auto-injetora.

O fármaco, também conhecido como Aimovig, foi concebido para bloquear o recetor peptídico, relacionado com o gene da calcitonina, que se pensa estar envolvido na ativação da enxaqueca.

De acordo com o laboratório, após vários testes, o mediamento mostrou reduzir para metade o número médio de dias que os pacientes sofrem de enxaqueca por mês.

Aimovig é "o primeiro e único tratamento licenciado especificamente para prevenir a enxaqueca, demonstrando o nosso compromisso com o desenvolvimento de terapias inovadoras para pessoas que vivem com algumas das condições mais debilitantes", disse Haseeb Ahmad, diretor administrativo do Reino Unido e Irlanda da Novartis Pharmaceuticals.
Doença neurológica dolorosa

"A enxaqueca importa. É uma doença neurológica dolorosa e altamente perturbadora que afeta todos os aspetos da vida, desde o trabalho a passar tempo com a família e os amigos", referiu Patrick Little, presidente da organização sem fins lucrativos European Migraine and Headache Alliance, que representa grupos de pacientes.

"O tratamento pode transformar a vida de pacientes cujas terapias atuais não funcionam ou não são bem toleradas", sublinhou.
A enxaqueca afeta 16% da população portuguesa e atinge mais as mulheres do que homens. É a 10ª doença mais incapacitante do mundo.
“Esta decisão é maravilhosa, pois este novo tratamento tem o potencial de ajudar muitas pessoas com enxaquecas crónicas e episódicas", disse ao The Guardian Wendy Thomas, diretora executiva da Migraine Trust.

“A enxaqueca é incrivelmente dolorosa e tem sintomas que incluem vómitos e distúrbios visuais", sublinhou Trust. Por isso mesmo, “é importante que fique disponível aos pacientes o mais rápido possível", acrescentou.

O preço do produto ainda não foi anunciado.

Segundo a rede CUF, estima-se que 8 a 15% dos cidadãos dos países ocidentais, incluindo Portugal, sofram de enxaqueca. Ainda não há cura para a enxaqueca, embora uma série de tratamentos esteja disponível para ajudar a aliviar os sintomas.

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Enxaquecas, Saúde, Terapia, União Europeia, Medicamento,

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