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Arranca julgamento do filho da princesa-herdeira da Noruega acusado de violação
Inicia-se esta terça-feira o julgamento de Marius Borg Høiby, que enfrenta 38 acusações, quatro delas por violação. O filho de Mette-Marit apresenta-se à justiça poucos dias depois de novos ficheiros Epstein terem associado a princesa norueguesa ao abusador sexual norte-americano.
O julgamento, que deverá decorrer ao longo de sete semanas, começa um ano e meio depois de Marius Borg Høiby ter sido detido pela autoridades norueguesas na sequência de um episódio violento com a namorada da altura, a quem destruiu o apartamento.
No início do processo judicial, em agosto de 2024, o filho da princesa-herdeira da Noruega Mette-Marit, enfrentava 32 acusações, quatro delas por violação, além de crimes por violência doméstica e captação de imagens de mulheres sem o seu consentimento.
A lista de imputações aumentou para 38 crimes após Marius se ter declarado culpado pelo transporte de 3,5 quilos de canábis, ocorrido em 2020.
O jovem de 29 anos assegura, no entanto, não ter monitorizado com a transação.
Ainda no passado domingo, em vésperas do início do seu julgamento pelo Tribunal Distrital de Oslo, Marius foi novamente preso, em circunstâncias semelhantes à da sua detenção inicial, por suspeitas de agressão, ameaças com faca e violação de uma ordem de restrição.
A polícia pediu prisão preventiva durante quatro semanas para o filho mais velho de Mette-Marit, mulher do futuro rei Haakon Magnus, depois da sua mais recente apreensão.
Esta terça-feira, no arranque do julgamento, Marius Borg Høiby declarou-se inocente das quatro acusações de violação que lhe são imputadas, no momento em que estas foram proferidas em tribunal, segundo a emissora britânica BBC.
De acordo com o mesmo órgão de notícias, Marius admitiu, em tribunal esta terça-feira, ter violado uma restrição de ordem e incorrido em excesso de velocidade. Filho da princesa-herdeira declarou-se ainda culpado de algumas das acusações de que é alvo, responsabilizando-se pelas lesões corporais infligidas a uma mulher, em episódios que remontam a agosto de 2024 e que ocorreram em Frogner, na zona oeste da capital da Noruega.
Ao mesmo tempo, Høiby rejeitou todas as imputações por abuso, coação ou violência doméstica de que é visado, até mesmo as que remetem ao caso em Frogner.
Durante o processo judicial, o juíz do caso sublinhou a proibição de divulgar qualquer detalhe passível de identificar as quatro vítimas dos casos indiciados. O Tribunal Distrital de Oslo impôs também restrições à captação de imagens do réu, tanto dentro como fora do fórum.
O advogado de Marius Høiby acusa a imprensa de comprometer aquilo que deveria ser um julgamento justo do jovem norueguês.
Marius Borg Høiby enfrenta o escrutínio de um tribunal norueguês na mesma altura em que todos os olhos estão voltados para a sua mãe, após novos documentos do caso Epstein terem revelado uma relação de amizade entre Mette-Marit e o abusador sexual norte-americano.
O jovem de 29 vai a tribunal sozinho, tendo a família real adiantado que não irá comparecer no Tribunal Distrital de Oslo.
Marius Høiby é enteado do herdeiro do trono, o príncipe Haakon, fruto de um relacionamento anterior de Mette-Marit, pelo que não possui qualquer título real ou funções oficiais.
As controvérsias em torno da família real norueguesa trouxeram ao centro do debate político uma discussão e uma votação há muito previstas no parlamento do país. Esta terça-feira, o Stortinget deliberou sobre uma proposta de transição da Noruega para uma República, que acabou por ser rejeitada.
Apesar das polémicas recentes e de uma sondagem de opinião no país que revelou uma queda no apoio popular à realeza, o parlamento decidiu a seu favor. A votação terminou com uma esmagadora maioria dos deputados do Stortinget a apoiar a manutenção do regime monárquico na Noruega e a rejeitar a proposta de mudança.
Dos 169 membros do parlamento norueguês, apenas 26 votaram em prol do fim do reinado de Haroldo V e daqueles que o deverão seguir, segundo noticia a agência Reuters.
Os apoiantes da monarquia argumentam que este é o regime que traz mais estabilidade para o país por estar acima da política partidária. Já aqueles que apoiam a implementação de uma República no país refutam dizendo que o poder político é já responsabilidade do parlamento eleito e do Governo da Noruega.
Os defensores da proposta política rejeitada esta terça-feira consideram, ainda, que a nomeação do líder de um país sob privilégio hereditário não é compatível com uma sociedade democrática.
No início do processo judicial, em agosto de 2024, o filho da princesa-herdeira da Noruega Mette-Marit, enfrentava 32 acusações, quatro delas por violação, além de crimes por violência doméstica e captação de imagens de mulheres sem o seu consentimento.
A lista de imputações aumentou para 38 crimes após Marius se ter declarado culpado pelo transporte de 3,5 quilos de canábis, ocorrido em 2020.
O jovem de 29 anos assegura, no entanto, não ter monitorizado com a transação.
Ainda no passado domingo, em vésperas do início do seu julgamento pelo Tribunal Distrital de Oslo, Marius foi novamente preso, em circunstâncias semelhantes à da sua detenção inicial, por suspeitas de agressão, ameaças com faca e violação de uma ordem de restrição.
A polícia pediu prisão preventiva durante quatro semanas para o filho mais velho de Mette-Marit, mulher do futuro rei Haakon Magnus, depois da sua mais recente apreensão.
A decisão do Tribunal Distrital de Oslo ordenou a que Høiby comece a ser julgado sob custódio e assim deverá permanecer até dia 2 de março, um prazo que poderá ser encurtado por deliberação do tribunal ou do Ministério Público. A defesa do arguido já avançou que vai recorrer da sanção imposta.
Esta terça-feira, no arranque do julgamento, Marius Borg Høiby declarou-se inocente das quatro acusações de violação que lhe são imputadas, no momento em que estas foram proferidas em tribunal, segundo a emissora britânica BBC.
De acordo com o mesmo órgão de notícias, Marius admitiu, em tribunal esta terça-feira, ter violado uma restrição de ordem e incorrido em excesso de velocidade. Filho da princesa-herdeira declarou-se ainda culpado de algumas das acusações de que é alvo, responsabilizando-se pelas lesões corporais infligidas a uma mulher, em episódios que remontam a agosto de 2024 e que ocorreram em Frogner, na zona oeste da capital da Noruega.
Ao mesmo tempo, Høiby rejeitou todas as imputações por abuso, coação ou violência doméstica de que é visado, até mesmo as que remetem ao caso em Frogner.
Durante o processo judicial, o juíz do caso sublinhou a proibição de divulgar qualquer detalhe passível de identificar as quatro vítimas dos casos indiciados. O Tribunal Distrital de Oslo impôs também restrições à captação de imagens do réu, tanto dentro como fora do fórum.
O advogado de Marius Høiby acusa a imprensa de comprometer aquilo que deveria ser um julgamento justo do jovem norueguês.
Caso Epstein envolve mãe de Marius
Os arquivos do Departamento de Justiça dos EUA divulgados na sexta-feira incluíam quase mil menções à princesa e mostravam e-mails entre os dois durante o período de 2011 a 2014, quando Jeffrey Epstein encontrava-se já preso por crime de prostituição de menores.
As repercussões da sua ligação a Epstein não tardaram a chegar, tendo a organização dinamarquesa Sex and Society, focada em educação e direitos sexuais e reprodutivos, afastado já Mette-Marit do seu papel como “madrinha honorária” da premiação Shameless Prize.
“Estamos cientes de que não temos conhecimento sobre todos os pormenores do caso mas, ao mesmo tempo, acreditamos que aquilo que já foi tornado público é incompatível com o que o prémio Shameless representa”, lê-se num comunicado publicado na página da fundação sem fins lucrativos.
“Estamos cientes de que não temos conhecimento sobre todos os pormenores do caso mas, ao mesmo tempo, acreditamos que aquilo que já foi tornado público é incompatível com o que o prémio Shameless representa”, lê-se num comunicado publicado na página da fundação sem fins lucrativos.
O jovem de 29 vai a tribunal sozinho, tendo a família real adiantado que não irá comparecer no Tribunal Distrital de Oslo.
Marius Høiby é enteado do herdeiro do trono, o príncipe Haakon, fruto de um relacionamento anterior de Mette-Marit, pelo que não possui qualquer título real ou funções oficiais.
O arguido deverá prestar o seu primeiro depoimento na próxima quarta-feira, naquele que é um dos julgamentos mais mediáticos da história da Noruega.
Parlamento apoia regime monárquico
As controvérsias em torno da família real norueguesa trouxeram ao centro do debate político uma discussão e uma votação há muito previstas no parlamento do país. Esta terça-feira, o Stortinget deliberou sobre uma proposta de transição da Noruega para uma República, que acabou por ser rejeitada.
Apesar das polémicas recentes e de uma sondagem de opinião no país que revelou uma queda no apoio popular à realeza, o parlamento decidiu a seu favor. A votação terminou com uma esmagadora maioria dos deputados do Stortinget a apoiar a manutenção do regime monárquico na Noruega e a rejeitar a proposta de mudança.
Dos 169 membros do parlamento norueguês, apenas 26 votaram em prol do fim do reinado de Haroldo V e daqueles que o deverão seguir, segundo noticia a agência Reuters.
Os apoiantes da monarquia argumentam que este é o regime que traz mais estabilidade para o país por estar acima da política partidária. Já aqueles que apoiam a implementação de uma República no país refutam dizendo que o poder político é já responsabilidade do parlamento eleito e do Governo da Noruega.
Os defensores da proposta política rejeitada esta terça-feira consideram, ainda, que a nomeação do líder de um país sob privilégio hereditário não é compatível com uma sociedade democrática.