Ataques destruíram centenas de mísseis balísticos e toda a Marinha - EUA
O Comando Central das forças armadas norte-americanas (CENTCOM) reivindicou hoje ter afundado "toda a Marinha de guerra" iraniana e destruído centenas de mísseis balísticos desde o início dos ataques contra o Irão no sábado.
Num vídeo de atualização publicado nas redes sociais, o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques lançados em conjunto com Israel atingiram 2.000 alvos e permitiram, nas primeiras 100 horas de operações, "degradar severamente as defesas aéreas iranianas".
"E não iremos parar, vamos continuar a conduzir operações dinâmicas direcionadas contra os lançadores móveis de mísseis balísticos para destruir o que caracterizaria como a capacidade remanescente de lançamento" do Irão, afirma Cooper.
Numa missão num porto militar no sul do Irão, dezenas de bombardeiros norte-americanos "afundaram toda a Marinha iraniana", com 17 navios destruídos, "incluindo o mais operacional submarino iraniano".
"Durante décadas, o regime do Irão assediou a navegação internacional. Hoje, não há um único navio iraniano a navegar no Golfo Arábico, Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã", afirma Cooper.
Além de navios e centenas de mísseis balísticos, também foram destruídos `drones`, segundo o responsável do CENTCOM.
As operações têm envolvido o maior dispositivo militar norte-americano mobilizado na região "na última geração", bombardeiros furtivos B-1 e B-2, e mais recentemente B-52, que visaram centros de comando e controlo das forças iranianas.
"A capacidade do Irão está a declinar e a nossa capacidade a aumentar", afirma Cooper.
Em resposta, adiantou, Teerão disparou 500 mísseis balísticos e 2.000 `drones`, visando alvos civis "indiscriminadamente".
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.
Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial" ao seu país.
O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.