Ataques rebeldes terão obrigado presidente do Iémen a abandonar o país

Oficiais do porto de Aden confirmaram à Agência Reuters a fuga de Abed Rabbo Mansour Hadi de barco, ao início da tarde de quarta-feira. O gabinete presidencial desmente as informações e garante que o presidente do Iémen se mantem no país apesar dos recentes avanços dos rebeldes.

Andreia Martins, RTP /
Uma das bases militares de Aden, perto do local dos tiroteios e explosões à saída da cidade. Reuters

Os responsáveis de segurança do porto de Aden confirmaram à Associated Press que o presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, deixou o país por via marítima. O destino do presidente do Iémen é desconhecido, mas Hadi é esperado na Cimeira da Liga Árabe, na próxima semana.

Entretanto, oficiais do governo e o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros vieram rapidamente desmentir estas informações e garantem que Hadi se mantém em território iemenita. 
Aeroporto nas mãos dos rebeldes
O avanço dos rebeldes xiitas durante a manhã de quarta-feira já tinha obrigado Hadi a abandonar o palácio presidencial em Aden, a capital improvisada do Iémen desde que Sanaa foi tomada pelos rebeldes Houthis, em setembro de 2014.

A fuga aconteceu ao início da tarde de quarta-feira sob um grande dispositivo de segurança. Forças governamentais confirmaram entretanto que o aeroporto de Aden foi completamente tomado pelos rebeldes apoiantes do antigo presidente, Ali Adbullah Saleh, aliados importantes da milícia xiita.

Às agências internacionais chegam também relatos de residentes em Aden, que testemunharam tiroteios e explosões na base militar, localizada a 20 quilómetros da entrada norte da cidade.
As reações

Entretanto, a Arábia Saudita reforçou posições na fronteira a sul com o Iémen. Um oficial disse à agência Reuters que a movimentação é preventiva: "Os tanques foram deslocados para a fronteira mas apenas como forma de defesa do nosso país".

A Casa Branca também já reagiu aos novos desenvolvimentos e apelou às milícias Houthi pelo fim da incitação à violência: "Pedimos que parem com a instabilidade e com a violência, e que cooperem com os processos de negociação liderados pelas Nações Unidas".

Perante os rumores da fuga de Hadi, o gabinete de Barack Obama recusa-se a confirmar as notícias do paradeiro do presidente do Iémen.
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