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Atentado em França faz um morto e dois feridos
O presumível autor do atentado entrou na fábrica de gás industrial Air Products, em Saint-Quentin-Fallavier, perto de Lyon, para tentar provocar a explosão de diversas botijas de gás.
Um corpo decapitado foi encontrado próximo do local do atentado, afirmaram ainda fontes ligadas à investigação. A cabeça da vítima estava presa no gradeamento da fábrica a vários metros do corpo e coberta de palavras escritas em árabe.
A sua identidade não foi revelada mas os media franceses referem-se que se tratava do gerente de uma empresa local de transporte, que se encontrava na fábrica a fazer uma entrega.
De acordo com a investigação a explosão ocorreu "quando um veículo conduzido por uma pessoa e talvez acompanhada de outra" foi projetado a "grande velocidade" contra um estabelecimento industrial classificado e contendo botijas de gás (...) pouco antes das 10h00", confirmou o Presidente francês François Hollande.
Algumas fontes afirmam que o veículo, após um percurso errático no pátio da fábrica, acabou por embater nas botijas de gás provocando a explosão.
Autor do atentado será Yassin Sahli
O autor do atentado, um homem, de cerca de 30 anos, sobreviveu à explosão e foi detido. As autoridades identificaram-no como Yassin Sahli. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, adianta que a polícia deteve outros suspeitos em relação com o atentado. Pelo menos um homem foi detido durante a tarde.
Cazeneuve refere que Yassin não tinha registo criminal mas que havia sido vigiado pelas autoridades entre 2006 e 2008, por suspeitas de ter sido radicalizado.
Jornais locais dizem que Yassin é um condutor de camiões de 35 anos que vivia nos subúrbios de Lyon. As autoridades não confirmaram a informação.
O atentado causou pelo menos dois feridos ligeiros, presumivelmente entre os empregados da Air Products.
Foi de imediato aberto um inquérito de contraterrorismo.
A explosão ocorreu às 9h50 e provocou um incêndio, que levou à intervenção de um forte dispositivo de socorro e de bombeiros.
De acordo com o jornal Le Monde, que cita o Dauphin Liberé, o autor do atentado gritou que pertencia ao Daesh, o autodenominado Estado Islâmico que reclama parte da Síria e do Iraque.
Uma testemunha, agente de seguros local, afirma ter ouvido o que lhe parecia um "avião a passar mais baixinho". Pelo menos um dos suspeitos foi interpelado pelos guardas da fábrica e no local do atentado foram encontradas diversas bandeiras com palavras em árabe, ainda não identificadas.
Veja abaixo a localização do local do atentado
Os vários locais envolvidos no atentado foram selados pelas autoridades. Os comissariados de Valence, Romans-sur-Isère et Montélimar dans la Drôme foram colocados em estado de alerta.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ordenou ainda a "vigilância reforçada" de todos os locais estratégicos da região Rhône-Alpes. Ainda de acordo com informações do Dauphiné Libéré, as autoridades já estavam a seguir um homem que circulou várias vezes em torno da fábrica, esta manhã, antes do atentado.
Segundo fontes internas de segurança, "todos os sinais estavam a vermelho nestas últimas semanas prevendo que um atentado deste género se ia produzir em território nacional".
A Air Products emprega 400 pessoas e detém três fábricas de produção de gás em Saint-Quentin-Fallavier, Beauvais (Oise) e Estrasburgo (Bas-Rhin). Era considerada de baixo risco.
Hollande e Valls mantêm agendas
A líder da oposição e presidente da Frente Nacional, Marine le Pen, exigiu que fossem tomadas "imediatamente medidas firmes e fortes" para "arrasar com o islamismo".
Apesar do atentado e dos alertas, as instituições mantiveram-se em funcionamento, incluindo as escolas. Apenas o hospital de Bourgoin-Jallieu ficou em estado de alerta.
Ao saber do atentado, o Presidente de França, François Hollande, interrompeu uma reunião em Bruxelas com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. Os três acompanharam as primeiras imagens através da televisão e algumas fontes referem que Merkel estava "chocada".
Pouco depois o Presidente francês confirmou em conferência de imprensa a detenção e identificação de um suspeito. Hollande não vai alterar a sua agenda, mantendo-se em constante contacto com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Também Manuel Valls vai prosseguir a sua viagem à Colômbia.
Por sua vez, o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, anunciou que o Conselho de Defesa se irá reunir durante a tarde, em princípio com a presença de Hollande.
A sua identidade não foi revelada mas os media franceses referem-se que se tratava do gerente de uma empresa local de transporte, que se encontrava na fábrica a fazer uma entrega.
De acordo com a investigação a explosão ocorreu "quando um veículo conduzido por uma pessoa e talvez acompanhada de outra" foi projetado a "grande velocidade" contra um estabelecimento industrial classificado e contendo botijas de gás (...) pouco antes das 10h00", confirmou o Presidente francês François Hollande.
Algumas fontes afirmam que o veículo, após um percurso errático no pátio da fábrica, acabou por embater nas botijas de gás provocando a explosão.
Autor do atentado será Yassin Sahli
O autor do atentado, um homem, de cerca de 30 anos, sobreviveu à explosão e foi detido. As autoridades identificaram-no como Yassin Sahli. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, adianta que a polícia deteve outros suspeitos em relação com o atentado. Pelo menos um homem foi detido durante a tarde.
Cazeneuve refere que Yassin não tinha registo criminal mas que havia sido vigiado pelas autoridades entre 2006 e 2008, por suspeitas de ter sido radicalizado.
Jornais locais dizem que Yassin é um condutor de camiões de 35 anos que vivia nos subúrbios de Lyon. As autoridades não confirmaram a informação.
O atentado causou pelo menos dois feridos ligeiros, presumivelmente entre os empregados da Air Products.
Foi de imediato aberto um inquérito de contraterrorismo.
#SaintQuentin Fallavier:la section antiterroriste du parquet de Paris vient de se saisir de l'enquête.Le parquet de Paris se rend sur place.
— Ministère Justice (@justice_gouv) June 26, 2015
A explosão ocorreu às 9h50 e provocou um incêndio, que levou à intervenção de um forte dispositivo de socorro e de bombeiros.
De acordo com o jornal Le Monde, que cita o Dauphin Liberé, o autor do atentado gritou que pertencia ao Daesh, o autodenominado Estado Islâmico que reclama parte da Síria e do Iraque.
Uma testemunha, agente de seguros local, afirma ter ouvido o que lhe parecia um "avião a passar mais baixinho". Pelo menos um dos suspeitos foi interpelado pelos guardas da fábrica e no local do atentado foram encontradas diversas bandeiras com palavras em árabe, ainda não identificadas.
Veja abaixo a localização do local do atentado
Os vários locais envolvidos no atentado foram selados pelas autoridades. Os comissariados de Valence, Romans-sur-Isère et Montélimar dans la Drôme foram colocados em estado de alerta.
O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ordenou ainda a "vigilância reforçada" de todos os locais estratégicos da região Rhône-Alpes. Ainda de acordo com informações do Dauphiné Libéré, as autoridades já estavam a seguir um homem que circulou várias vezes em torno da fábrica, esta manhã, antes do atentado.
Segundo fontes internas de segurança, "todos os sinais estavam a vermelho nestas últimas semanas prevendo que um atentado deste género se ia produzir em território nacional".
A Air Products emprega 400 pessoas e detém três fábricas de produção de gás em Saint-Quentin-Fallavier, Beauvais (Oise) e Estrasburgo (Bas-Rhin). Era considerada de baixo risco.
Hollande e Valls mantêm agendas
A líder da oposição e presidente da Frente Nacional, Marine le Pen, exigiu que fossem tomadas "imediatamente medidas firmes e fortes" para "arrasar com o islamismo".
Apesar do atentado e dos alertas, as instituições mantiveram-se em funcionamento, incluindo as escolas. Apenas o hospital de Bourgoin-Jallieu ficou em estado de alerta.
Ao saber do atentado, o Presidente de França, François Hollande, interrompeu uma reunião em Bruxelas com a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. Os três acompanharam as primeiras imagens através da televisão e algumas fontes referem que Merkel estava "chocada".
Pouco depois o Presidente francês confirmou em conferência de imprensa a detenção e identificação de um suspeito. Hollande não vai alterar a sua agenda, mantendo-se em constante contacto com o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Também Manuel Valls vai prosseguir a sua viagem à Colômbia.
Por sua vez, o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, anunciou que o Conselho de Defesa se irá reunir durante a tarde, em princípio com a presença de Hollande.