Hollande confirma detenção de suspeito de atentado em França

O Presidente francês interrompeu a reunião do Conselho Europeu para se referir ao atentado desta manhã ocorrido perto de Lyon, que matou pelo menos uma pessoa e feriu outras duas.

RTP /
François Hollande à entrada para o Conselho Europeu, em Bruxelas Eric Vidal, Reuters

Hollande falou do atentado de forma serena, reconhecendo que este foi um "ataque de natureza terrorista" envolvendo um autor, "talvez dois".
Confirmou ainda a detenção de um suspeito. Trata-se de um homem de cerca de 30 anos que estará a recusar revelar a sua identidade.François Hollande adiantou que o principal suspeito do atentado já foi identificado. Mas as autoridades ainda não tornaram pública a sua identidade.

Hollande deverá participar no conselho de Defesa convocado de emergência. "O Presidente da república reune um Conselho de Defesa e eu vou ter com ele", referiu laconicamente o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian.

O atentado desta manhã visou uma fábrica de gás, a Air Products, considerada um alvo de baixo risco, perto de Lyon (centro-sudeste de França) e ocorreu cerca de seis meses depois dos atentados de Paris.

O atentado fez pelo menos um morto, um homem encontrado decapitado e cuja cabeça, coberta de palavras em árabe, estava presa no gradeamento da fábrica de gás. Há ainda dois feridos.

O primeiro-ministro britânico expressou as suas condolências a François Hollande, reconhecendo tratar-se de uma situação "grave". "Os nossos pensamentos estão todos com as pessoas afetadas pelo incidente", afirmou Cameron, de acordo com fontes do seu gabinete.

O atentado provocou já várias reações entre os líderes políticos franceses. A presidente da Frente Nacional, Marine Le Pen, exige resposta imediata para "arrasar o terrorismo", outros apelam à "unidade" dos franceses.

Fontes dos serviços de segurança franceses referem que os alertas estavam no vermelho "há várias semanas" e que era esperado um atentado do género.

A polícia estava mesmo a seguir um suspeito esta manhã que circulava num carro nas imediações da fábrica que acabou por ser alvo do atentado.
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