Aumentou a atividade de aeronaves militares dos EUA para o Médio Oriente
O Flightradar24, uma aplicação de rastreio de voos, detetou um aumento invulgar no número de aeronaves militares norte-americanas que viajam da Europa para países do Médio Oriente no sábado.
A maioria enviada para a região eram aviões de carga militar C-17A Globemaster III, cada um capaz de transportar cerca de 77 toneladas de equipamento e cerca de 100 pessoas.
Pelo menos 12 aviões de transporte estavam a caminho do Médio Oriente, alguns a partir da Alemanha.
Os aviões-cisterna Boeing KC-135 Stratotanker também estavam entre os que se dirigiam para a região, tendo sido observados pelo menos quatro aviões de reabastecimento a operar em Israel e nas áreas próximas.
Israel prolonga detenção de dois ativistas da flotilha de Gaza por dois dias
“O tribunal prolongou a sua detenção por dois dias”, disse Miriam Azem, coordenadora de defesa internacional do grupo de defesa dos direitos humanos Adalah, que representa os homens.
As autoridades israelitas tinham solicitado ao tribunal a prorrogação da detenção por quatro dias, segundo Azem, citada pela AFP.
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"Flotilha de Gaza". Dois ativistas apresentam-se perante tribunal israelita
O espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Avila chegaram de manhã ao tribunal em Ashkelon, cidade costeira onde estão detidos, e a audiência teve início, informou Miriam Azem Adalah, da organização israelita de defesa dos direitos humanos Adalah, à AFP.
"O Estado solicitou uma prorrogação de quatro dias para a sua detenção", acrescentou.
Os advogados da ONG já tinham visitado os dois ativistas na prisão de Shikma.
Israel ordena novas evacuações para lá da zona que controla no sul do Líbano
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) em língua árabe, Avichai Adraee, publicou na rede social X um aviso dirigido aos habitantes de várias localidades, incluindo Nabatiyé.
Esta cidade situa-se vários quilómetros a norte da chamada “linha amarela”, que delimita a “zona de segurança” com cerca de dez quilómetros de profundidade, no interior da qual Israel se autoriza a operar desde a entrada em vigor, a 17 de abril, de um frágil cessar-fogo com o Hezbollah, aliado do Irão no Líbano.
“Qualquer ameaça (…) mesmo para além da linha amarela e a norte do rio Litani [a cerca de 30 quilómetros da fronteira] será eliminada”, advertiu na quarta-feira o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, durante uma visita a esta zona do território libanês.
Teerão apresenta proposta para acabar com o conflito em 30 dias
Os Estados Unidos propuseram um cessar-fogo de dois meses, mas a resposta de Teerão visa resolver o conflito no prazo de um mês, com pontos-chave como as garantias de não-agressão, a retirada das forças norte-americanas das proximidades do Irão, o fim do bloqueio naval e a libertação de bens iranianos congelados.
A proposta inclui ainda o pagamento de indemnizações, o levantamento das sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, bem como a implementação de um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz, segundo a Tasnim.
O Irão aguarda agora a resposta oficial dos Estados Unidos a esta proposta, que foi transmitida através de países mediadores.
Pequim bloqueia sanções de Washington contra empresas chinesas por ligação a Teerão
Pequim bloqueou a aplicação das sanções de Washington contra cinco empresas chinesas devido às alegadas ligações com o comércio de petróleo iraniano, através de uma ordem que proíbe pessoas e entidades de cumprir, reconhecer ou executar essas medidas.
O Ministério do Comércio explicou, no sábado, que a ordem, conhecida como "blocking ban", visa neutralizar dentro da China o efeito das sanções norte-americanas, impedindo que empresas ou indivíduos adiram às mesmas ou colaborem na aplicação.
De acordo com o comunicado oficial, as medidas adotadas por Washington, que envolvem a inclusão em listas de sanções, o congelamento de ativos e a proibição de transações, interferem nas "atividades comerciais normais" entre empresas chinesas e países terceiros e violam "o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais".
A ordem baseia-se no quadro jurídico chinês contra a aplicação extraterritorial de leis estrangeiras, desenvolvido nos últimos anos e reforçado recentemente, em abril, com novas normas que ampliam a capacidade de Pequim para contrariar sanções adotadas por outros países.
As autoridades chinesas reiteraram a oposição às sanções unilaterais sem o apoio das Nações Unidas e sublinharam que a medida não afeta o cumprimento das obrigações internacionais do país nem a proteção dos direitos das empresas estrangeiras na China.
A decisão surge depois de Washington ter sancionado --- na semana passada --- dezenas de entidades e indivíduos pela alegada participação em redes financeiras ligadas ao petróleo iraniano, no âmbito da política de pressão sobre Teerão.
Entre as empresas afetadas encontram-se várias refinarias e grupos petroquímicos chineses, apontados pelos Estados Unidos pelo suposto papel na comercialização de petróleo iraniano, um fluxo que Washington considera fundamental para o financiamento de atividades militares e de grupos aliados da República Islâmica.
A medida de Pequim coincide com a preocupação expressa pela China quanto ao impacto do conflito no Irão na estabilidade energética global, com especial atenção para o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o abastecimento de petróleo bruto.
"A bola está com os Estados Unidos". Irão "pronto" para a guerra ou para a diplomacia
"O Irão apresentou o seu plano ao mediador paquistanês, com o objetivo de terminar permanentemente a guerra imposta, e agora a bola está com os Estados Unidos, que devem escolher entre o caminho da diplomacia ou a continuidade de uma abordagem confrontativa", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi.
Trump disse "não estar satisfeito" com a proposta e, embora já tivesse ameaçado destruir a "civilização" iraniana, acrescentou que preferia não ter de "aniquilar" o Irão de uma vez por todas, mas que o retomar da guerra continuava a ser "uma opção".
"O retomar do conflito entre o Irão e os Estados Unidos é provável, e os acontecimentos mostraram que os Estados Unidos não honraram qualquer promessa ou acordo", disse Asadi.