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Austrália investiga alegadas ligações ao país do copiloto de voo da Flydubai

Austrália investiga alegadas ligações ao país do copiloto de voo da Flydubai

As autoridades da Austrália confirmaram hoje que estão a investigar alegadas ligações ao país do copiloto de um voo da Flydubai que terá atacado o piloto durante uma viagem para Israel.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Ammar Awad - Reuters

A Polícia Federal Australiana (AFP, na sigla em inglês) disse que a Equipa Conjunta de Contraterrorismo de Victoria, integrada pela AFP, pela Polícia de Victoria e pela Organização Australiana de Inteligência de Segurança, está a investigar as alegadas ligações do homem à Austrália,

Isto após a imprensa local ter revelado que o copiloto do voo da Flydubai, Hamam al Hammami, natural de Omã, obteve um visto de estudante em 2014 e estudou na Austrália entre 2015 e 2017.

A AFP irá investigar se Hamam al Hammami se terá radicalizado durante a estadia no país.

O visto do copiloto foi cancelado em 2019, depois de ter deixado de estar inscrito num curso, segundo fontes citadas pela emissora pública australiana ABC.

O incidente aconteceu na quarta-feira, quando os dois pilotos de um voo que fazia a rota entre Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Telavive (Israel) se confrontaram na cabine, o que provocou uma queda do avião de cinco mil metros em menos de 30 segundos, gerando pânico a bordo e levando a alertas de emergência.

Uma investigação posterior feita pelo Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos concluiu que o copiloto tentou atacar o piloto e desviar o avião, iniciando "a execução de um atentado terrorista".

O copiloto já havia sido impedido de voar em Omã por suspeitas de comportamentos extremistas.

O caso está também a ser investigado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

No domingo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou uma revisão das medidas de segurança nos voos internacionais para Israel, na sequência do ataque.

"Netanyahu instruiu o diretor do Conselho de Segurança Nacional, Shmuel Ben Ezra, para nomear um responsável para conduzir uma revisão abrangente de todos os aspetos relacionados com a segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel", afirmou o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.

Segundo avançou a Rádio do Exército ("Galei Tzahal", em hebraico), o Ministério dos Transportes de Israel recebeu alertas de várias agências israelitas indicando deficiências na supervisão dos pilotos estrangeiros que voam para o país.

Citando documentos confidenciais, a rádio adiantou que, em 2025 e 2024 o Ministério foi alertado para a falta de cumprimento das responsabilidades em relação à segurança da aviação.

As diretrizes de segurança israelitas proíbem os pilotos de países com os quais Israel não mantém relações diplomáticas, como Omã, de voar para Israel.

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