Mundo
Aviação da Arábia Saudita ataca frentes xiitas no Iémen
Uma coligação de mais de dez países liderada pelos sauditas iniciou bombardeamentos aéreos depois do pedido de ajuda apresentado pelo Governo do Iémen. A subida de tom dos ataques das milícias houthi já tinha obrigado o Presidente iemenita a fugir da cidade onde estava refugiado.
Os aviões de guerra da Arábia Saudita e aliados têm como alvo os locais-chave dos rebeldes xiitas, insurrectos do Governo iemenita.
A televisão saudita Al-Arabiya News anuncia que foram enviados pelo menos 100 caças e 150 mil soldados numa operação denominada “Operação Tempestade Decisiva”.
Já a televisão Al-Masirah, sob controlo dos houthis, refere que os ataques sauditas já provocaram 18 mortos e 24 feridos entre a população civil.
O maior exportador de petróleo do mundo anunciou também na quinta-feira a criação de uma aliança regional com mais nove países para combater as forças houthi, nomeadamente os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrain, Egito, Jordânia, Paquistão, Marrocos e o Sudão. Após o anúncio da intervenção da Arábia Saudita ao fim do dia de quarta-feira, muitas foram as nações limítrofes que se disponibilizaram para ajudar por via aérea e terrestre.
O ministro da Defesa do Sudão anunciou já na quinta-feira que as forças militares estão em “movimentos mecânicos” rumo à área de intervenção.
Por sua vez, o Egito já terá mesmo enviado quatro navios de guerra, tendo em vista assegurar a proteção do Golfo de Aden. Também a Liga Árabe manifestou “apoio total” à coligação contra os soldados xiitas.
Na quarta-feira, os rebeldes houthis ocuparam uma base militar em Sana e chegaram a controlar o aeroporto da cidade, que é a capital temporária do país, onde o presidente Abed Rabbo Mansour Hadi estava refugiado desde fevereiro.
Apreensão europeia
O ministro iemenita dos Negócios Estrangeiros, Riad Yassin, saúda a intervenção externa e pede aos rebeldes que “oiçam a voz da razão”.
As investidas dos combatentes xiitas obrigaram o Presidente do Iémen a abandonar o país na última quarta-feira, por via marítima.
Os aliados do golfo acreditam que a milícia houthi é instrumentalizada pelo Irão para alargar o poder e influência no Iémen. Nos últimos dias, os xiitas tomaram as cidades de Taiz e Lahj, para além de deterem a capital, Sana, desde setembro de 2014.
Com os últimos desenvolvimentos, adensam-se os receios de que o Iémen se torne palco de batalha entre forças xiitas e sunitas no mundo islâmico.
A ação liderada pela Arábia Saudita foi prontamente repudiada pelo Governo de Teerão, que considera a intervenção “um passo perigoso” que pode piorar a situação do país. “A invasão vai ajudar à expansão do terrorismo e do extremismo por toda a região”, declarou o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.
John Kerry, secretário de Estado norte-americano, já entrou em contato por conferência com os homólogos do Conselho de Cooperação do Golfo para apoiar a ação militar para proteger o regime do presidente Hadi. A Casa Branca já mostrou disponibilidade para cooperar na transmissão de informações e no apoio logístico necessário, mas descarta para já qualquer intervenção direta no terreno.
Mais apreensiva foi a reação europeia que chegou ao fim da manhã de quinta-feira, com Frederica Mogherini, alta representante da UE para a Política Externa, a considerar que uma ação militar “não é solução” e apela a que as forças regionais “ajam com responsabilidade".
Após ter sido anunciada a operação multilateral por cinco países do Golfo Pérsico levou a uma rápida reação dos mercados, com o preço do barril de petróleo Brent a chegar quase aos 60 dólares.
A televisão saudita Al-Arabiya News anuncia que foram enviados pelo menos 100 caças e 150 mil soldados numa operação denominada “Operação Tempestade Decisiva”.
Já a televisão Al-Masirah, sob controlo dos houthis, refere que os ataques sauditas já provocaram 18 mortos e 24 feridos entre a população civil.
O maior exportador de petróleo do mundo anunciou também na quinta-feira a criação de uma aliança regional com mais nove países para combater as forças houthi, nomeadamente os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrain, Egito, Jordânia, Paquistão, Marrocos e o Sudão. Após o anúncio da intervenção da Arábia Saudita ao fim do dia de quarta-feira, muitas foram as nações limítrofes que se disponibilizaram para ajudar por via aérea e terrestre.
O ministro da Defesa do Sudão anunciou já na quinta-feira que as forças militares estão em “movimentos mecânicos” rumo à área de intervenção.
Por sua vez, o Egito já terá mesmo enviado quatro navios de guerra, tendo em vista assegurar a proteção do Golfo de Aden. Também a Liga Árabe manifestou “apoio total” à coligação contra os soldados xiitas.
Na quarta-feira, os rebeldes houthis ocuparam uma base militar em Sana e chegaram a controlar o aeroporto da cidade, que é a capital temporária do país, onde o presidente Abed Rabbo Mansour Hadi estava refugiado desde fevereiro.
Apreensão europeia
O ministro iemenita dos Negócios Estrangeiros, Riad Yassin, saúda a intervenção externa e pede aos rebeldes que “oiçam a voz da razão”.
As investidas dos combatentes xiitas obrigaram o Presidente do Iémen a abandonar o país na última quarta-feira, por via marítima.
Os aliados do golfo acreditam que a milícia houthi é instrumentalizada pelo Irão para alargar o poder e influência no Iémen. Nos últimos dias, os xiitas tomaram as cidades de Taiz e Lahj, para além de deterem a capital, Sana, desde setembro de 2014.
Com os últimos desenvolvimentos, adensam-se os receios de que o Iémen se torne palco de batalha entre forças xiitas e sunitas no mundo islâmico.
A ação liderada pela Arábia Saudita foi prontamente repudiada pelo Governo de Teerão, que considera a intervenção “um passo perigoso” que pode piorar a situação do país. “A invasão vai ajudar à expansão do terrorismo e do extremismo por toda a região”, declarou o gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão.
John Kerry, secretário de Estado norte-americano, já entrou em contato por conferência com os homólogos do Conselho de Cooperação do Golfo para apoiar a ação militar para proteger o regime do presidente Hadi. A Casa Branca já mostrou disponibilidade para cooperar na transmissão de informações e no apoio logístico necessário, mas descarta para já qualquer intervenção direta no terreno.
Mais apreensiva foi a reação europeia que chegou ao fim da manhã de quinta-feira, com Frederica Mogherini, alta representante da UE para a Política Externa, a considerar que uma ação militar “não é solução” e apela a que as forças regionais “ajam com responsabilidade".
Após ter sido anunciada a operação multilateral por cinco países do Golfo Pérsico levou a uma rápida reação dos mercados, com o preço do barril de petróleo Brent a chegar quase aos 60 dólares.