Avião comercial desviado para a Arábia Saudita. Governo israelita admite "ataque terrorista" no confronto de pilotos

Avião comercial desviado para a Arábia Saudita. Governo israelita admite "ataque terrorista" no confronto de pilotos

Um avião comercial que viajava do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Israel foi forçado a aterrar esta quarta-feira de emergência na Arábia Saudita. O caso chegou a levantar preocupações sobre um possível sequestro e levou Israel a mobilizar caças. O piloto terá sido esfaqueado pelo co-piloto, dizem os passageiros. Ambos têm ferimentos. O Governo israelita afirmou que o incidente poderá ter sido uma tentativa de ataque terrorista.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: NurPhoto via AFP

A imprensa israelita, citando responsáveis de segurança, informou que o incidente resultou de uma briga entre os dois pilotos da aeronave, mas que todas as restantes pessoas que seguiam a bordo estavam em segurança.

O avião aterrou em Tabuk, uma base civil e militar no reino saudita. Dados do Flightradar24 mostraram que a aeronave caiu cerca de quatro quilómetros em 30 segundos.

A aeronave da FlyDubai transmitiu um alerta de emergência logo após a descolagem, de acordo com informações de voos disponíveis.

Uma autoridade regional disse que houve uma contenda na cabine de comando e que aparentemente envolveu os pilotos. Não ficou imediatamente claro o que causou o conflito, disse a autoridade. Há registo de ferimentos em ambos.

Uma segunda autoridade confirmou que Israel mobilizou caças, temendo o sequestro de um avião que transportava dezenas de cidadãos israelitas.

Mais tarde, o  Governo israelita veio dizer que o incidente poderá ter sido uma tentativa de ataque terrorista.

Ambas as autoridades falaram sem se identificarem publicamente, uma vez que o incidente ainda está a ser investigado.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tinha alertado nos últimos dias para ameaças à segurança não especificadas e em escalada.

Os voos comerciais têm operado entre Israel e os Emirados Árabes Unidos desde que os países normalizaram as suas relações em 2020.


c/Lusa
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