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Avião desaparecido: China deteta “objetos suspeitos” no mar
Um dos aviões chineses que participam nas buscas pelo voo das linhas aéreas da Malásia detetou vários “objetos suspeitos” a flutuarem nos mares a sudoeste da Austrália, aumentando as expetativas de que o destino final do Boeing desaparecido venha a ser conhecido em breve. O mais recente avistamento segue-se ao de uma tripulação australiana que disse ter avistado, durante o fim de semana, um estrado de madeira e cintos de segurança a boiarem numa área do sul do Oceano índico, onde imagens de satélite tinham antes dentificado a presença de possíveis destroços.
A agência de notícias Xinhua diz que a tripulação do Iliushin Il-76 chinês avistou dois objetos “relativamente grandes” e muitos outros mais pequenos, de cor branca, espalhados num raio de vários quilómetros.
As autoridades de segurança marítima da Austrália dizem que tentarão localizar os objetos, que se encontram "dentro da área de buscas”. Oito aviões da Nova Zelândia, Austrália, EUA e Japão vão ajudar a vasculhar a área, localizada a 2500 metros a sudoeste da cidade australiana de Perth.
A China desviou para a área o navio quebra-gelos Xuelong (Dragão da Neve). Uma flotilha de outros navios chineses também vai a caminho e deve chegar à zona na terça-feira.
Mau tempo ameaça buscas
O esforço está a ser ameaçado pelo mau tempo que se abateu sobre a região. O organismo de meteorologia da Austrália dá conta de um aumento na velocidade dos ventos, associado a nuvens baixas e uma redução na visibilidade. Terça-feira, uma frente fria vinda de ocidente deverá passar sobre a zona, trazendo consigo mais nebulosidade, chuva e ainda menos visibilidade. O ciclone tropical Gillian, que se encontra mais a norte, não deverá afetar a área.
A China reagiu cautelosamente ao último avistamento. Cento e cinquenta dos passageiros do voo desaparecido têm nacionalidade chinesa.
“Neste momento, não podemos confirmar que os objetos flutuantes estejam relacionados com o avião desaparecido”, disse em Pequim um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Imagens de satélite divulgadas pela Austrália e pela China tinham anteriormente identificado possíveis destroços na mesma área.
Urgência em localizar "caixas negras"
O comando dos Estados Unidos para o Pacífico anunciou que enviará para a zona um dispositivo de localizar caixas negras, para o caso de serem encontrados destroços.
O Towed Ping Locator é rebocado a baixa velocidade por um navio e permite captar o sinal emitido por caixas negras submersas até 6100 metros de profundidade. O oceano na zona onde se localizam agora as buscas tem entre 1150 metros a 7000 metros de profundidade.
“Trata-se apenas de um esforço prudente para posicionar de antemão equipamento e pessoal treinado, nas proximidades da área de buscas e, se forem localizados destroços, poderemos responder tão rapidamente quanto possível, já que o tempo de bateria do localizador da caixa negra é limitado”, disse um porta-voz da sétima esquadra da marinha dos EUA.
Um responsável do Ministério da Defesa da Austrália também anunciou que um navio de apoio australiano, o Ocean Shield, chegará à zona dentro de quatro dias. Esse navio está equipado com equipamento de deteção acústica que também permite localizar as caixas negras do avião desaparecido.
“O tempo de bateria (do localizador) é, potencialmente, de apenas um mês”, disse à Reuters o professor de aviação australiano Jason Middleton, para acrescentar que “se forem localizados destroços seria terrível não ter nada na zona e perder tempo, [a enviar um detetor para a região], penso que estão a planear com antecedência para ter as coisas prontas”.
Desaparecimento misterioso
Em teoria, o sul do Oceano Índico é uma das áreas potenciais onde o jato poderá ser localizado, porque as autoridades da Malásia dizem que os ecos de radares militares primários indicam que a rota do avião terá descrito um de dois grandes arcos: um corredor a norte que se estende da Malásia à Asia Central ou um corredor a sul que se prolonga em direção à Antártida.
O voo MH370 das linhas aéreas da Malásia desapareceu a 8 de março quando voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo. O Boeing 777-200 sumiu-se dos radares civis menos de uma hora depois de ter levantado voo, não voltando a ser visto desde então. Sabe-se apenas que os sistemas de bordo que permitiam a localização do aparelho foram desligados e que poderá ter feito um desvio de rota para o estreito de Malaca, continuado a voar durante várias horas depois disso acontecer.
As autoridades não têm qualquer pista sobre o que se terá passado e as teorias são muitas, incluindo um ato de terrorismo, sequestro, cumplicidade dos pilotos no desvio e até suicídio de um deles mas, até ao momento, trata-se apenas de especulações. Os passageiros foram investigados e excluídos da lista de suspeitos, mas as investigações sobre o piloto e o copiloto ainda prosseguem.
As autoridades de segurança marítima da Austrália dizem que tentarão localizar os objetos, que se encontram "dentro da área de buscas”. Oito aviões da Nova Zelândia, Austrália, EUA e Japão vão ajudar a vasculhar a área, localizada a 2500 metros a sudoeste da cidade australiana de Perth.
A China desviou para a área o navio quebra-gelos Xuelong (Dragão da Neve). Uma flotilha de outros navios chineses também vai a caminho e deve chegar à zona na terça-feira.
Mau tempo ameaça buscas
O esforço está a ser ameaçado pelo mau tempo que se abateu sobre a região. O organismo de meteorologia da Austrália dá conta de um aumento na velocidade dos ventos, associado a nuvens baixas e uma redução na visibilidade. Terça-feira, uma frente fria vinda de ocidente deverá passar sobre a zona, trazendo consigo mais nebulosidade, chuva e ainda menos visibilidade. O ciclone tropical Gillian, que se encontra mais a norte, não deverá afetar a área.
A China reagiu cautelosamente ao último avistamento. Cento e cinquenta dos passageiros do voo desaparecido têm nacionalidade chinesa.
“Neste momento, não podemos confirmar que os objetos flutuantes estejam relacionados com o avião desaparecido”, disse em Pequim um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Imagens de satélite divulgadas pela Austrália e pela China tinham anteriormente identificado possíveis destroços na mesma área.
Urgência em localizar "caixas negras"
O comando dos Estados Unidos para o Pacífico anunciou que enviará para a zona um dispositivo de localizar caixas negras, para o caso de serem encontrados destroços.
O Towed Ping Locator é rebocado a baixa velocidade por um navio e permite captar o sinal emitido por caixas negras submersas até 6100 metros de profundidade. O oceano na zona onde se localizam agora as buscas tem entre 1150 metros a 7000 metros de profundidade.
“Trata-se apenas de um esforço prudente para posicionar de antemão equipamento e pessoal treinado, nas proximidades da área de buscas e, se forem localizados destroços, poderemos responder tão rapidamente quanto possível, já que o tempo de bateria do localizador da caixa negra é limitado”, disse um porta-voz da sétima esquadra da marinha dos EUA.
Um responsável do Ministério da Defesa da Austrália também anunciou que um navio de apoio australiano, o Ocean Shield, chegará à zona dentro de quatro dias. Esse navio está equipado com equipamento de deteção acústica que também permite localizar as caixas negras do avião desaparecido.
“O tempo de bateria (do localizador) é, potencialmente, de apenas um mês”, disse à Reuters o professor de aviação australiano Jason Middleton, para acrescentar que “se forem localizados destroços seria terrível não ter nada na zona e perder tempo, [a enviar um detetor para a região], penso que estão a planear com antecedência para ter as coisas prontas”.
Desaparecimento misterioso
Em teoria, o sul do Oceano Índico é uma das áreas potenciais onde o jato poderá ser localizado, porque as autoridades da Malásia dizem que os ecos de radares militares primários indicam que a rota do avião terá descrito um de dois grandes arcos: um corredor a norte que se estende da Malásia à Asia Central ou um corredor a sul que se prolonga em direção à Antártida.
O voo MH370 das linhas aéreas da Malásia desapareceu a 8 de março quando voava de Kuala Lumpur para Pequim com 239 pessoas a bordo. O Boeing 777-200 sumiu-se dos radares civis menos de uma hora depois de ter levantado voo, não voltando a ser visto desde então. Sabe-se apenas que os sistemas de bordo que permitiam a localização do aparelho foram desligados e que poderá ter feito um desvio de rota para o estreito de Malaca, continuado a voar durante várias horas depois disso acontecer.
As autoridades não têm qualquer pista sobre o que se terá passado e as teorias são muitas, incluindo um ato de terrorismo, sequestro, cumplicidade dos pilotos no desvio e até suicídio de um deles mas, até ao momento, trata-se apenas de especulações. Os passageiros foram investigados e excluídos da lista de suspeitos, mas as investigações sobre o piloto e o copiloto ainda prosseguem.