Mundo
Guerra na Ucrânia
Aviso de Kaja Kallas. Moscovo pode estar a planear mais atos de sabotagem
Os relatórios dos serviços de informação mostram que a Rússia está a planear mais atos de sabotagem na Europa, afirmou esta segunda-feira Kaja Kallas, responsável pela política externa da União Europeia.
"Precisamos de estar vigilantes, pois vemos, através da inteligência, que a Rússia está a planear mais atos de sabotagem e ataques contra a nossa democracia — para dividir a nossa sociedade e intimidar as nossas sociedades, levando-as a deixar de ajudar a Ucrânia", afirmou a Kaja Kallas antes de uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia em Bruxelas.
A União Europeia vai discutir, esta segunda-feira, a eventual criação de um mecanismo de emergência próprio — inspirado no modelo da NATO — para reforçar a resposta conjunta aos "ataques híbridos" atribuídos a Moscovo, acrescentou a chefe da diplomacia da UE.
"Trata-se de tudo o que fica abaixo do limiar de uma agressão armada e de como podemos agir em conjunto (...) Que ferramentas podemos utilizar a diferentes níveis", declarou Kaja Kallas.
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs recentemente que a União adote um mecanismo de emergência, inspirado no artigo 4.º do tratado da NATO, que permita a coordenação e uma resposta rápida por parte dos países da UE.
O artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte permite a qualquer país-membro solicitar consultas urgentes com os seus aliados sempre que considere que a sua integridade territorial, independência política ou segurança estão ameaçadas, sem que isso desencadeie imediatamente uma resposta militar.O serviço de informações militares da Dinamarca alertou, na quinta-feira, que a Rússia irá provavelmente realizar mais ataques híbridos contra alvos ocidentais, sublinhando que uma invasão de um país da NATO seria "improvável", embora ainda possível.
Na semana passada, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, também tinha alertado para as ameaças "híbridas" russas, incluindo ataques com drones e mísseis, contra aliados da Ucrânia.
A Rússia intensificou a pressão, sobretudo sobre os países que apoiam a Ucrânia, "e devemos enfrentar este problema com calma, mas de forma resoluta", declarou, por sua vez, o ministro da Defesa da Finlândia, Antti Hakkanen.
A Rússia procura, acima de tudo, o "impacto psicológico" nos seus ataques híbridos para desestabilizar os países europeus, particularmente os que apoiam Kiev, explicou à AFP uma autoridade de Bruxelas sob anonimato.Neste contexto, Kaja Kallas e vários países da União Europeia consideram que a melhor resposta é, pelo contrário, reforçar o apoio europeu ao esforço de guerra ucraniano contra a Rússia.
"Trata-se de tudo o que fica abaixo do limiar de uma agressão armada e de como podemos agir em conjunto (...) Que ferramentas podemos utilizar a diferentes níveis", declarou Kaja Kallas.
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs recentemente que a União adote um mecanismo de emergência, inspirado no artigo 4.º do tratado da NATO, que permita a coordenação e uma resposta rápida por parte dos países da UE.
O artigo 4.º do Tratado do Atlântico Norte permite a qualquer país-membro solicitar consultas urgentes com os seus aliados sempre que considere que a sua integridade territorial, independência política ou segurança estão ameaçadas, sem que isso desencadeie imediatamente uma resposta militar.O serviço de informações militares da Dinamarca alertou, na quinta-feira, que a Rússia irá provavelmente realizar mais ataques híbridos contra alvos ocidentais, sublinhando que uma invasão de um país da NATO seria "improvável", embora ainda possível.
Na semana passada, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, também tinha alertado para as ameaças "híbridas" russas, incluindo ataques com drones e mísseis, contra aliados da Ucrânia.
"É evidente que é necessária uma abordagem conjunta da NATO e da União Europeia. Há opções a ser consideradas, e também precisam de ser coordenadas", afirmou Sebastian Hartmann, secretário de Estado do Ministério alemão da Defesa, à chegada a Bruxelas.
A preocupação é secundada pelo ministro português da Defesa, Nuno Melo, que afirma que o combate a estes ataques híbridos são obrigação de todos, até mesmo no combate à desinformação na Defesa, que considera "muito grave".
A Rússia intensificou a pressão, sobretudo sobre os países que apoiam a Ucrânia, "e devemos enfrentar este problema com calma, mas de forma resoluta", declarou, por sua vez, o ministro da Defesa da Finlândia, Antti Hakkanen.
A Rússia procura, acima de tudo, o "impacto psicológico" nos seus ataques híbridos para desestabilizar os países europeus, particularmente os que apoiam Kiev, explicou à AFP uma autoridade de Bruxelas sob anonimato.Neste contexto, Kaja Kallas e vários países da União Europeia consideram que a melhor resposta é, pelo contrário, reforçar o apoio europeu ao esforço de guerra ucraniano contra a Rússia.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pediu na quinta-feira aos países europeus que ofereçam "mais apoio à Ucrânia" caso "quiserem realmente enviar um sinal aos russos a cada incidente ou ataque híbrido".
c/agências