AIEA pede "moderação militar" após Irão anunciar ataque à central de Natanz
"A AIEA foi informada pelo Irão de que a central nuclear de Natanz foi atacada hoje. Não houve relatos de aumento dos níveis de radiação fora da central", acrescentou.
Ataques dos EUA e de Israel contra o Irão "vão intensificar-se" na próxima semana
Num comunicado divulgado pela AFP, Katz disse que haverá um aumento “significativo” dos ataques contra o país.
“Esta semana, a intensidade dos ataques que serão levados a cabo pelas Forças de Defesa de Israel e pelos militares dos EUA contra o regime terrorista iraniano e as infraestruturas das quais depende aumentará significativamente”, revelou.
Irão informa AIEA sobre ataque à central nuclear de Natanz
Não foi relatado qualquer aumento nos níveis de radiação fora da central, disse a agência de vigilância nuclear das Nações Unidas, acrescentando que está a investigar o relatório.
Organização de Energia Atómica do Irão fala em "ataques criminosos"
O ataque de sábado viola as leis e compromissos internacionais, incluindo o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e outras normas de segurança nuclear, acrescentou a organização.
A instalação nuclear, localizada a 220 quilómetros a sudeste de Teerão, foi alvo de ataques aéreos israelitas durante a guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, em junho de 2025, e posteriormente por parte dos Estados Unidos.
Um morto em ataque com drone contra sede dos serviços de informação iraquianos
O organismo condenou “um ataque terrorista levado a cabo por elementos rebeldes”.
Estados Unidos e Israel atacaram complexo nuclear iraniano de Natanz
Não houve fugas radioativas e os moradores próximos do local não correram riscos, acrescentou a Tasnim.
Japão diz que Teerão vai facilitar trânsito de navios japoneses por Ormuz
Araqchi disse na sexta-feira, numa entrevista telefónica com a agência japonesa, que o Irão não fechou esta via estratégica, mas que impôs restrições aos navios de países envolvidos nos ataques contra a República Islâmica, e que o país persa está preparado para garantir uma passagem segura a nações como o Japão - que depende em 90% do petróleo proveniente do Médio Oriente - se estas se coordenarem com Teerão.
A entrevista foi igualmente partilhada por Araqchi no seu canal oficial na rede de mensagens Telegram.
A questão da navegação de navios japoneses pelo estreito de Ormuz foi abordada em conversas recentes de Araqchi com o homólogo japonês, Toshimitsu Motegi, disse o ministro iraniano à Kyodo, salientando que as discussões continuam, mas que os detalhes não podem ser revelados.
Irão diz ter atacado cinco bases militares dos EUA e cidades de Israel
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou ter atacado cinco bases militares norte-americanas no Médio Oriente e as cidades de Telavive e Haifa, em Israel.
Segundo o comunicado da força militar iraniana, emitido já no sábado, no horário de Teerão, os ataques à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, à base aérea de Al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, à base aérea de Ali al-Salem, no Kuwait, à base aérea de Erbil, no Curdistão iraquiano, e à Quinta Frota Aérea, no Bahrein, foram bem sucedidos.
A Guarda Revolucionária anunciou ataques repetidos contra essas bases nas últimas horas, através dos sistemas de mísseis Qiyam e Emad, além de um drone.
O Bahrein, o Kuwait e a Arábia Saudita relataram interceções recentes de drones e mísseis.
Quanto a Israel, a Guarda Revolucionária dirigiu mísseis Khorramshahr 4 e Qadr às cidades de Telavive, a segunda mais populosa do país, e de Haifa, a terceira mais populosa.
Já o Exército iraniano ameaçou atacar a cidade de Rasa al-Khaiman, onde se encontra o porto mais importante dos Emirados Árabes Unidos, caso as ilhas iranianas no Golfo Pérsico voltem a ser atingidas a partir daquele território.
O exército iraniano ameaçou, na sexta-feira, atacar Ras al-Khaimah, cidade que abriga o porto mais importante dos Emirados Árabes Unidos (EAU), caso as ilhas iranianas no Golfo Pérsico sejam novamente alvejadas a partir daquele país.
"Advertimos os Emirados Árabes Unidos de que, se retomarem a agressão contra as ilhas iranianas de Abu Musa e Tumb Mayor, no Golfo Pérsico, as poderosas Forças Armadas iranianas desferirão um duro golpe contra Ras al-Khaimah", afirmou o exército, num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars e citado pela EFE.
O exército prometeu atacar a origem de qualquer agressão contra o território iraniano e a respetiva "soberania nacional".
O Ministério da Defesa dos EAU anunciou, entretanto, a interceção de quatro mísseis balísticos e 26 drones de origem iraniana, elevando o número total de ataques lançados pela República Islâmica para quase 2.100 desde o início da guerra entre o Irão e os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
Desde que norte-americanos e israelitas lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo Pérsico, além de ter praticamente encerrado a passagem naval do estreito de Ormuz.
EUA levantam sanções sobre vendas de petróleo de Teerão armazenado em navios
Os Estados Unidos suspenderam até 19 de abril sanções sobre petróleo iraniano armazenado em navios, prevendo a libertação no mercado de 140 milhões de barris, para conter a subida dos preços dos combustíveis provocada pela guerra no Médio Oriente.
Em particular, o Departamento do Tesouro norte-americano autorizou na sexta-feira a venda e fornecimento de petróleo e derivados iranianos carregados em navios antes de 20 de março.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou a decisão e estimou que a medida irá acrescentar aproximadamente 140 milhões de barris ao mercado petrolífero.
"O Irão terá dificuldades em aceder às receitas geradas, e os Estados Unidos continuarão a exercer a máxima pressão sobre a sua capacidade de aceder ao sistema financeiro internacional", referiu Bessent.
No entanto, o Irão informou na sexta-feira que não tem excedentes de petróleo disponíveis para os mercados internacionais.
"Agora, o Irão não tem qualquer disponibilidade de petróleo, no mar ou para abastecer os mercados internacionais, e as afirmações do secretário do Tesouro visam apenas dar esperança aos compradores", escreveu o porta-voz do Ministério do Petróleo iraniano, Saman Ghoddoosi, nas redes sociais.
Bessent afirmou na quinta-feira que os EUA poderiam levantar algumas sanções sobre o petróleo iraniano, com o que pretenderia responder à subida dos preços da energia causada pelo ataque israelo-norte-americano ao Irão.
Especificou que este alívio aplicar-se-ia apenas ao petróleo iraniano armazenado em navios no mar alto.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde circulavam cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo e gás, e os ataques às infraestruturas energéticas causaram um aumento acentuado dos preços da energia.
A medida do Tesouro norte-americano em relação ao petróleo iraniano surge depois de, na semana passada, terem sido levantadas as sanções ao petróleo russo, também armazenado em navios no mar alto, durante 60 dias.
Sons de explosões relatados a leste da capital iraniana
Ao longo da noite e na manhã de sábado, ocorreram explosões em toda a cidade, incluindo o distrito de Ekbatan e a Aldeia Olímpica.
Antes, Israel anunciou que tinha lançado vários ataques em Teerão no primeiro dia do Nowruz e do Eid al-Fitr.
Um morto e dois feridos num ataque israelita no sul do Líbano
Uma pessoa foi morta e outras duas ficaram feridas hoje num "forte ataque" israelita a uma casa no distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano, anunciou a Agência Nacional de Informação Libanesa (ANI, oficial).
No Telegram, as forças armadas israelitas ordenaram ainda aos habitantes de vários bairros da periferia sul de Beirute que se retirassem daquela zona, afirmando que "continuam as suas operações e ataques contra infraestruturas militares pertencentes ao grupo terrorista Hezbollah em várias partes da periferia, com intensidade crescente".
O exército israelita disse hoje também ter atacado alvos do Hezbollah em Beirute.
Mais de uma centena de embarcações atravessou o Estreito de Ormuz entre 1 e 19 de março
Um total de apenas 116 navios de carga e petroleiros atravessaram o estreito entre 1 e 19 de março, número que representa uma queda de 95% em comparação com os períodos de paz, avança o grupo, com sede em Paris.
Destas travessias, 71 foram realizadas por petroleiros, dos quais mais de metade estavam carregados, e maioria destes navios navegou para leste.
"O tráfego é assegurado principalmente por graneleiros, petroleiros e porta-contentores", afirmou, por outro lado, segundo a APF, Richard Meade, editor-chefe da Lloyd's List, revista especializada em informação marítima, durante uma conferência de imprensa na quinta-feira.
"No entanto, constatámos um ligeiro aumento do número de metaneiros em circulação na semana passada", acrescentou.
A maioria dos navios que atravessam o estreito são navios iranianos ou com pavilhão iraniano, segundo Bridget Diakun, analista da Lloyd's List Intelligence. Nos últimos dias, os navios gregos representaram 18% das travessias e os navios chineses 10%, precisou a mesma analista na quinta-feira.
"Embora o Irão continue a controlar o estreito e a exportar o seu petróleo, o tráfego permanece, em geral, paralisado", afirmou Meade.
Donald Trump chamou cobardes aos aliados da NATO
O presidente norte-americano criticou os países europeus por não ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz.
Reportagem RTP. Cidade Velha de Jerusalém praticamente fechada
A cidade velha de Jerusalém está praticamente fechada. O acesso à mesquita de Al-Aqsa foi interdito e até para ir ao Muro das Lamentações há condicionamentos, como constataram os enviados especiais da RTP a Jerusalém, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
Ministro apela a 54 empresas de Vale de Cambra para se envolverem na produção ou manutenção da Defesa
O ministro da Defesa apelou hoje a 54 empresas de Vale de Cambra para que se envolvam na "produção ou manutenção" de bens para a indústria militar, aproveitando as oportunidades da "revolução" em curso após "30 anos sem investimento".
No concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto que é conhecido como "capital do inox" e considerado uma referência da metalomecânica de precisão, Nuno Melo dirigiu um encontro "pedagógico" em que obteve da autarquia local, de duas entidades ligadas à formação profissional e da Associação Empresarial de Cambra e Arouca o compromisso de funcionarem como intermediários entre entidades da tutela e fábricas, para assegurar que essas tomam conhecimento "em tempo real" das oportunidades de negócio envolvendo as Forças Armadas.
"Durante 30 anos não se investiu na Defesa nacional", declarou o governante. "Agora as empresas portuguesas podem estar no circuito de produção ou, pelo menos, de manutenção da indústria da Defesa", afirmou, defendendo que está em curso uma "renovação do arsenal" militar português destinada a substituir equipamento como "blindados obsoletos e fragatas em fim de vida".
Nesse contexto, o propósito do encontro foi assegurar que as oportunidades existentes chegam ao conhecimento da indústria nacional. "Se os empresários não souberem quais são as oportunidades que existem, eles próprios muitas vezes não conseguem direcionar o investimento para estas áreas e por isso é que digo que esta é uma revolução que está em curso", explicou o governante.
Moldes, cablagens, pintura, metalomecânica, serviços de informática, tecnologias de informação, proteção balística, têxteis à prova de metal, radares e rações de combate são algumas das áreas que Nuno Melo apontou como "transversais a qualquer produção" no setor da Defesa e para as quais reconheceu capacidade industrial em Vale de Cambra, atendendo a que o município "está preparado há muito" para entrar nesse domínio de atividade.
"O distrito de Aveiro, aliás, é um bocadinho como Portugal devia ser do ponto de vista do empreendedorismo e, de facto, extraordinário, porque as pessoas veem as oportunidades, fazem-se à vida, investem, arriscam e depois têm resultados com empresas que são de ponta em diferentes áreas e de classe global", realçou.
No mesmo encontro participou também o responsável da Direção-Geral de Armamento e Património da Defesa, António José Baptista, que revelou que, para uma empresa concorrer às oportunidades de negócio no universo militar, o primeiro passo deve ser a sua credenciação no Gabinete Nacional de Segurança, que atestará a idoneidade da firma após verificação de aspetos como o registo criminal de todos os elementos da estrutura acionista.
A fase seguinte será a certificação da empresa como apta a produzir para a Defesa, o que compete à referida Direção-Geral de Armamento e envolve o que o próprio António José Baptista classificou como "um processo moroso", devido a fiscalizações de segurança destinadas a acautelar espionagem e outros conflitos de interesses.
Depois disso há então que seguir os anúncios da plataforma idD -- Portugal Defence, onde são publicados os concursos públicos relativos a compras das Forças Armadas.
Notando que um dos critérios de seleção nesses procedimentos é "o retorno para a economia nacional", o governante salientou, contudo, que a produção destinada a satisfazer as solicitações dos militares portugueses pode ter um mercado mais abrangente, já que as empresas certificadas como fornecedoras da Defesa têm obrigatoriamente que cumprir os parâmetros produtivos da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que integra atualmente 32 países.
Nesse sentido, há potencial de negócio mesmo em pequenos componentes -- que até são menos exigentes em termos de licenciamento -- e é por isso que Nuno Melo quer as associações empresariais a sensibilizarem as fábricas para oportunidades que podem servir o mundo inteiro, mas serão particularmente úteis na Europa, face à perda de antigos aliados e à necessidade crescente de autonomia militar.
"Temos que fazer mais do que fazíamos pela Defesa na NATO", afirmou o ministro. "Porque a primeira preocupação que um estado deve ter é que, se os nossos militares forem chamados a combater -- e esses serão em primeiro lugar os nossos jovens --, eles tenham as melhores condições para sobreviver. Quando falhar tudo o resto, quem lá estará serão os militares", concluiu.