Paris e Londres vão organizar conferência para "missão multinacional pacífica"
Emmanuel Macron, que conversou com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer no domingo, não comentou a decisão norte-americana de impor um "bloqueio" naval nesta passagem marítima do Golfo, anunciado por Donald Trump após o fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irão e com entrada em vigor prevista para segunda-feira.
Keir Starmer afirmou que não apoia este bloqueio.
Numa mensagem sobre o Dia X, o presidente francês pediu que "nenhum esforço" seja poupado para "alcançar rapidamente uma solução sólida e duradoura para o conflito no Médio Oriente através da diplomacia", "uma solução que proporcione à região uma estrutura robusta que permita a todos viver em paz e segurança".
"Para alcançar isso, todas as questões substantivas devem ser abordadas com soluções duradouras, incluindo as atividades nucleares e de mísseis balísticos do Irão e as suas ações desestabilizadoras na região, bem como garantir a retomada, o mais rápido possível, da navegação livre e desimpedida no Estreito de Ormuz e permitir que o Líbano retorne ao caminho da paz com pleno respeito à sua soberania e integridade territorial", enfatizou.
Preços do petróleo e do gás natural voltam a aumentar
Os preços do petróleo Brent e do gás natural voltaram a subir após o fim das negociações entre os EUA e o Irão, no Paquistão, e depois de o presidente dos EUA ter anunciado o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Também o crude West Texas Intermediate (WTI) subiu 8,59 por cento para 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.Na sexta-feira, a cotação do barril para entrega em junho terminou no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,75 por cento, para 95,20 dólares. Por este motivo, os combustíveis ficaram mais baratos em Portugal.
Um litro de gasóleo desceu 5,5 cêntimos e a gasolina três cêntimos. É a maior descida no preço dos combustíveis desde o início do conflito no Médio Oriente.
Também o gás natural voltou a subir esta segunda-feira, com um aumento de 8,60 por cento, para 47,66 euros por megawatt-hora, embora tenha atingido 49,52 euros na abertura.
Os preços voltaram a subir após o fim das negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão, que terminaram sem acordo este fim de semana, e depois de Donald Trump ter anunciado que os Estados Unidos iriam bloquear todas as embarcações que tentassem entrar ou sair do Estreito de Ormuz.
"O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianas, incluindo os portos iranianos situados no Golfo da Arábia e no Golfo de Omã", a partir das 14h00 GMT (15h00 em Lisboa), segundo uma mensagem publicada pelo Comando Central (CENTCOM) dos EUA nas redes sociais.
Reino Unido não apoia bloqueio do Estreito de Ormuz
Em entrevista ao programa 5Live Breakfast da BBC, esta segunda-feira de manhã, Keir Starmer afirmou que todos os esforços britânicos estão concentrados neste momento em garantir a abertura completa do estreito.
“Enquanto o estreito estiver fechado ou não estiver livre para navegação como deveria, isso significa que o petróleo e o gás não estão a chegar ao mercado, o que significa que o preço está subir e todos que estão a ouvir isso estão a enfrentar contas de energia mais altas”, disse Starmer. “Eu não quero que isso aconteça. Quero que as contas de energia deles se estabilizem e diminuam".
Questionado sobre se responsabilizava Trump pelo aumento dos custos de energia causado pelo encerramento do Estreito de Ormuz, Starmer disse que culpava o Irão, que começou a impedir a passagem de navios e petroleiros pela hidrovia em resposta aos ataques dos EUA e de Israel.
“A culpa é do Irão, que impôs restrições ao tráfego e à circulação de embarcações no Golfo, violando o direito internacional”, disse Starmer.
Alemanha sentirá consequências da guerra "por muito tempo"
China e Turquia defendem via diplomática para resolver questão do Estreito de Ormuz
Começam a avolumar-se as reações negativas à decisão de Donald Trump de travar os navios em trânsito para o Irão. A China e a Turquia já vieram argumentar que a abertura do Estreito de Ormuz só pode ser conseguida pela via diplomática.
Papa Leão XIV "não teme Administração Trump"
“Não entrarei em debates. O que eu disser não pretende ser um ataque a ninguém”, declarou o Papa Leão XIV.
“Convido todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e reconciliação, de procurarem formas de evitar a guerra sempre que possível".
O pontífice prometeu “continuar com aquilo que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje”.
“Não tenho medo do governo Trump nem de falar abertamente sobre a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão, a missão da igreja. Não somos políticos, não lidamos com política externa da mesma perspectiva que ele. Mas acredito na mensagem do Evangelho, como um pacificador”.
"Calúnias infundadas". Pequim nega suspeitas de fornecimento militar a Teerão
Espanha diz que bloqueio naval dos EUA "não faz sentido"
China pede navegação "sem entraves" no Estreito de Ormuz
Teerão diz que restrições norte-americanas no Estreito de Ormuz "equivalem a pirataria"
Governo paquistanês garante que prosseguem negociações entre EUA e Irão
Pelo menos três palestinianos mortos em Gaza após bombardeamento israelita
Na Faixa de Gaza, a trégua, que entrou em vigor a 10 de outubro, após mais de dois anos de ofensiva israelita, reduziu a intensidade dos bombardeamentos, mas pouco alterou a vida quotidiana da maioria dos habitantes, que continuam deslocados, sem acesso a serviços básicos e sob constante ameaça de violência.
Preço do petróleo Brent volta a ultrapassar os 100 dólares
O preço do petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje mais de 7%, ultrapassando os 102 dólares por barril, depois de o presidente norte-americano ter anunciado que os Estados Unidos tencionam bloquear o Estreito de Ormuz.
Às 6h00 de hoje (hora de Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do petróleo Brent, referência europeia, subiu 7,51% para os 102,25 dólares e durante a madrugada chegou a atingir os 103,87 dólares.
Também o crude West Texas Intermediate (WTI) subiu 8,59% para 104,86 dólares, antes da abertura oficial do mercado norte-americano.
Na sexta-feira, a cotação do barril para entrega em junho terminou no mercado de futuros de Londres em baixa de 0,75%, para 95,20 dólares.
Os preços do petróleo voltaram a subir após o fim das negociações entre os EUA e o Irão no Paquistão, que terminaram sem acordo este fim de semana, e depois de Donald Trump ter anunciado que os Estados Unidos iriam bloquear todas as embarcações que tentassem entrar ou sair do Estreito de Ormuz.
"O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianas, incluindo os portos iranianos situados no Golfo da Arábia e no Golfo de Omã", a partir das 14h00 GMT (15h00 em Lisboa), segundo uma mensagem publicada pelo Comando Central (CENTCOM) dos EUA nas redes sociais.
Os EUA aconselharam os marinheiros comerciais a monitorizar os Avisos aos Navegantes e a contactar as forças navais americanas através do canal 16 de comunicação entre pontes quando estas operam no Golfo de Omã e nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Bloqueio norte-americano "será implicado de forma imparcial"
- As Forças norte-americanas propõe-se iniciar esta segunda-feira o bloqueio dos portos iranianos, na ausência de um acordo para pôr fim ao conflito. O anúncio partiu do Comando Central dos Estados Unidos. "O bloqueio será aplicado de forma imparcial contra navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianas, incluindo os portos iranianos situados no Golfo da Arábia e no Golfo de Omã", a partir das 14h00 GMT (15h00 em Lisboa), lê-se em mensagem do CentCom nas redes sociais;
- As delegações dos Estados Unidos e do Irão deixaram no domingo Islamabad, no Paquistão, sem chegar a acordo, ao cabo de mais de 20 horas de reuniões. Donald Trump anunciou depois que os Estados Unidos bloqueariam o Estreito de Ormuz, decisão tomada porque, nas suas palavras, Teerão recusa-se a renunciar às "ambições nucleares";
- A Guarda Revolucionária do Irão advertiu, por sua vez, que "a aproximação de navios militares ao Estreito de Ormuz é considerada uma violação do cessar-fogo";
- O presidente dos Estados Unidos e o seu círculo mais próximo estarão a ponderar retomar ataques militares limitados ao Irão, além do bloqueio do Estreito de Ormuz, segundo o Wall Street Journal;
- Donald Trump lançou críticas a Leão XIV, afirmando que o Papa É “fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa”. Este ataque ocorreu depois que Leão XIV ter denunciado a “ilusão de omnipotência” como combustível para a guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irão;
- O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que não foi pedido ao seu Governo que integrasse qualquer bloqueio ao Estreito de Ormuz e manifestou o desejo de que as negociações sejam retomadas;
- Trump renovou também a ameaça de destruir as centrais de energia e outras infraestruturas civis do Irão, caso não se chegue a um acordo para encerrar a guerra. “Eu poderia acabar com o Irão num dia”, disse à Fox News no domingo;
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que encabeçou a delegação de Teerão nas negociações com os Estados Unidos, desvalorizou as novas ameaças de Trump: “Se vocês lutarem, lutaremos, e se vierem com lógica, lidaremos com lógica. Não cederemos a nenhuma ameaça”.
Sem tréguas. Netanyahu afasta cenário de cessar-fogo no Líbano
Apesar da pressão internacional, Israel não dá sinais de recuo na frente libanesa.
Foto: Ohad Zwigenberg, Pool - EPA
Segundo o chefe de governo, o exército mantém o foco total em operações que considera cruciais, e que estão ainda em fase de desenvolvimento.
Aeroportos europeus podem ficar sem combustível em menos de três semanas
O bloqueio do tráfego no estreito de Ormuz está a levar ao aumento dos preços e à escassez até de fertilizantes, o que põe em causa a produção alimentar em todo o mundo.
Negociações de paz fracassam em Islamabad e Trump volta às ameaças
Fracassaram as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão.
O presidente dos EUA ameaça agora bloquear o Estreito de Ormuz e destruir o Irão.
Estreito de Ormuz pode ficar ainda mais bloqueado à navegação
Depois do fracasso das negociações em Islamabad, a Guarda Revolucionária do Irão e o presidente norte-americano, Donald Trump, iniciaram uma disputa aberta pelo controlo de Ormuz.
A Marinha de guerra iraniana avisa que a aproximação de quaisquer navios militares ao Estreito será "violação das tréguas".
Em Washington, a correspondente da RTP, Cândida Pinto, analisa o imbróglio, que pode por em causa o cessar-fogo de duas semanas.