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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Bombardeamentos abatem-se sobre Teerão. Netanyahu admite cenário de "componente terrestre"

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Bombardeamentos abatem-se sobre Teerão. Netanyahu admite cenário de "componente terrestre"

Teerão volta a ser alvo de uma vaga de bombardeamentos aéreos israelitas no momento em que os iranianos assinalam o Nowruz - ano novo persa. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nega ter "arrastado" os Estados Unidos para a guerra e sugere agora que pode ser necessária uma "componente terrestre". Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre o conflito.

Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Abedin Taherkenareh - EPA

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Lusa /

Preço do gás natural caiu mais de 3% e está abaixo dos 60 dólares

O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, caiu hoje mais de 3% e estava a ser negociado abaixo dos 60 euros por megawatt-hora (MWh).

De acordo com dados de mercado recolhidos pela agência EFE, na abertura do mercado holandês, o gás natural descia 3,33 %, para 59,7 euros por megawatt-hora (MWh).

Na quinta-feira, o gás natural fechou com uma subida de 11 %, embora durante a sessão tenha chegado a disparar cerca de 30 %, para mais de 70 euros.

O preço do gás, tal como o do petróleo - que hoje caiu ligeiramente 0,29 %, para 108,5 dólares - disparou após o ataque de Israel ao campo de gás natural South Pars, no Golfo Pérsico, e a resposta do Irão com ataques no Qatar e nos Emirados Árabes Unidos.

Neste contexto, a Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou que tinha começado a colocar no mercado os "primeiros volumes" das reservas estratégicas de petróleo, que foram revistas em alta, passando dos 400 milhões de barris inicialmente previstos para 426 milhões.

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RTP /

Exército israelita afirma ter atacado infraestruturas militares no sul da Síria

O exército israelita afirma ter atacado infraestruturas sírias – um centro de comando e armamento – em complexos militares no sul do país.

O exército disse que os ataques foram uma resposta ao que chamou de ataques contra civis drusos por parte das autoridades sírias na área de As-Suwayda na quinta-feira.

A agência de notícias estatal síria SANA e o Governo sírio ainda não reconheceram o ataque israelita.
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RTP /

Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão acusa Londres de cumplicidade

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, num telefonema com a sua homóloga britânica, Yvette Cooper, denunciou a utilização de bases militares britânicas pelos Estados Unidos, considerando-o como cumplicidade de Londres na guerra.

"Estas ações serão certamente consideradas como participação na agressão e ficarão gravadas na história das relações entre os dois países", disse Araghchi, segundo um comunicado do seu ministério.

“Os Estados Unidos e o regime israelita atacaram o nosso país, contrariando todos os princípios e regras internacionais”.

Abbas Araghchi criticou ainda a “abordagem negativa e tendenciosa do Reino Unido e de alguns países europeus em relação a esta agressão flagrante, que viola o direito internacional”.

Dando ênfase ao direito do Irão à autodefesa, de acordo com o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, o ministro dos Negócios Estrangeiros realçou: “Respeitamos a soberania dos países vizinhos e não tínhamos a intenção de os atacar, mas, infelizmente, as bases americanas estão localizadas nesses países, e somos atacados a partir dessas bases”.

No início de março, o governo britânico aprovou o uso estritamente "defensivo" das suas bases para atacar locais de mísseis iranianos, depois de ter sido fortemente criticado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, pela sua recusa inicial.
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RTP /

Ataques aéreos israelitas atingem várias cidades no sul do Líbano

A agência de notícias oficial libanesa ANI noticiou esta sexta-feira que ataques aéreos israelitas atingiram várias cidades no sul do Líbano.

"Aviões de guerra inimigos israelitas atacaram ao amanhecer" cidades nos distritos de Tiro e Bint Jbeil, informou a agência, acrescentando que as forças israelitas também atingiram outras cinco cidades no sul do país.
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Lusa /

Agência de Energia faz recomendações para reduzir procura de petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou hoje mais três dias de teletrabalho, menos 40% de voos comerciais e a gratuitidade dos transportes públicos para reduzir a procura de petróleo face à guerra no Médio Oriente.

Num relatório, aquela instituição apresentou 10 medidas "de urgência", sobretudo para combater o recurso a viaturas privadas, as quais podem poupar até cerca de seis milhões de barris por dia, compensando em parte a escassez global de crude.

"O conflito no Médio Oriente provocou a maior interrupção de fornecimento da história do mercado internacional de petróleo devido à paragem quase total do trânsito naval pelo estreito de Ormuz", lê-se.

Segundo a AIE, cerca de 15 milhões de barris de crude e outros cinco milhões de produtos petrolíferos passavam diariamente naquela via marítima, cerca de 20% do consumo mundial daquelas matérias, mas as quantidades ficaram reduzidas a "conta-gotas".

O texto defende ser essencial trabalhar do lado da procura, já que os preços do crude já ultrapassaram a barreira dos 100 dólares/barril, apesar do esforço de libertação das reservas por parte de muitos países (426 mil barris).

"Há uma crescente preocupação com o impacto da alta de preços sobre as famílias, as empresas e a economia em geral", alertou a AIE.

Entre as restantes medidas propostas está a redução do limite de velocidade nas estradas em, pelo menos, 10 km/h, para baixar o consumo de combustível "entre 5% e 10% por veículo".

A partilha de veículos e a restrição de circulação nas grandes áreas metropolitanas, através do rateio de matrículas (pares/ímpares, por exemplo), também constam do plano.

O diretor-executivo da AIE, o turco Fatih Birol, reconheceu porém que medidas de austeridade, por si só, não vão ser suficientes.

"Retomar a navegação pelo estreito de Ormuz é a ação mais importante para restaurar a estabilidade dos fluxos de petróleo e de gás e reduzir a pressão sobre os mercados e os preços", declarou.

Segundo Birol, a atual situação causada à ofensiva militar de Israel e Estados Unidos contra o Irão e consequentes retaliações na região do golfo Pérsico, é diferente da verificada aquando da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022.

"Como vimos em 2022, os governos podem intervir com medidas para ajudar os consumidores com suas contas de energia durante picos de preços. No entanto, os recursos fiscais são limitados e é vital que essas medidas sejam direcionadas àqueles que mais precisam", concluiu.

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RTP /

Irão insiste que a produção de mísseis "continua" apesar da guerra

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou esta sexta-feira que a produção de mísseis continua no Irão, um dia depois de Israel ter alegado que a guerra destruiu a capacidade do país de produzir mísseis balísticos.

"A nossa indústria de mísseis balísticos merece a nota máxima. (...) Não há motivo para preocupação, porque mesmo em tempo de guerra, continuamos a fabricar mísseis", disse o porta-voz do IRGC, Ali-Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Fars.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irão já não tem capacidade para produzir mísseis balísticos ou enriquecer urânio.
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Lusa /

Líder Supremo pediu retaliação pela morte do ministro das informações

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje através de um comunicado que os inimigos da República Islâmica não devem viver em segurança, sublinhando a retaliação pela morte do ministro dos serviços de informações.

O ayatollah Mojtaba Khamenei fez as declarações num comunicado enviado ao Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, depois de Israel ter morto o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib.

Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado líder supremo, sucedendo ao pai, o ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, que foi morto num ataque aéreo israelita no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro.

As autoridades norte-americanas e israelitas sugeriram que Mojtaba Khamenei tinha ficado ferido na sequência de um bombardeamento.

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RTP /

Espanha vai reduzir IVA sobre combustíveis de 21% para 10%

Espanha vai reduzir esta sexta-feira o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) sobre os combustíveis de 21% para 10%, como parte das medidas para atenuar o impacto económico do conflito no Médio Oriente, informou a estação de rádio SER, citando fontes familiarizadas com os planos.

Madrid planeia também suspender o imposto especial de consumo sobre os hidrocarbonetos, o que levaria a uma redução imediata do preço do gasóleo e da gasolina entre 0,30 e 0,40 euros.
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“Somos imparciais”
RTP /

Sri Lanka declara neutralidade na guerra contra o Irão

O Sri Lanka, que mantém fortes laços económicos e diplomáticos tanto com o Irão como com os Estados Unidos, recusou-se a permitir que os EUA estacionassem dois dos seus aviões de guerra num aeroporto no sul da ilha no início de março, declarou esta sexta-feira o presidente do país, Anura Kumara Dissanayake, ao parlamento.

“Eles queriam trazer dois aviões de guerra armados com oito mísseis anti navio de uma base no Djibuti para o Aeroporto Internacional de Mattala, de 4 a 8 de março, e nós dissemos ‘não’”, afirmou Dissanayake, citado pela agência noticiosa AFP.

No discurso no parlamento após uma reunião com Sergio Gor, embaixador dos EUA na Índia, Dissanayake abordou as críticas sobre as decisões recentes.

“Alguns grupos estão a dizer que assinámos acordos de defesa com os EUA e que por isso atrasámos a receção do navio iraniano”, disse.

“Estão a dizer que somos parciais”, acrescentou, afirmando que, na verdade, “somos imparciais”.

Segundo Dissanayake, tanto o Irão como os EUA solicitaram aos seus respetivos militares que fizessem visitas militares ao país nas últimas semanas, acrescentando: “Como nação neutra, dissemos não a ambos os pedidos. Isto é imparcialidade”.

O Sri Lanka, uma nação insular do Oceano Índico, a mais de 3.200 quilómetros do Golfo Pérsico, adotou uma política de não alinhamento desde a sua independência, em 1948.

Mas o país viu-se no fogo cruzado diplomático da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, depois de um ataque de um submarino norte-americano ter afundado um navio de guerra iraniano na costa sul do Sri Lanka, no início de março, matando pelo menos 87 marinheiros iranianos.
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RTP /

Guarda Revolucionária anuncia a morte do porta-voz em ataques aéreos

O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão e diretor-adjunto de relações públicas, Ali Mohammad Naini, morreu em ataques lançados pelos EUA e por Israel, informou a TV estatal iraniana esta sexta-feira.

"Caiu como mártir no cobarde e criminoso ataque terrorista perpetrado pelo campo sionista-americano ao amanhecer", afirmou a Guarda num comunicado publicado no seu site, Sepah News.
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RTP /

Pequim apela a fornecimento de petróleo estável e sem entraves

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China instou, na sexta-feira, todos os lados envolvidos no conflito do Golfo a garantir um fornecimento de petróleo estável e sem entraves, em comentários sobre os Estados Unidos considerarem a suspensão das sanções a parte do petróleo iraniano.

No entanto, o porta-voz do ministério, Lin Jian, não especificou nenhum país.
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Lusa /

Preço do petróleo recua quase 2% após declarações de Netanyahu sobre a guerra

O preço do petróleo recuou hoje cerca de 2%, depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter dito que o Irão está prestes a ser "dizimado" e que a guerra terminará mais cedo do que se imaginava.

O barril de Brent, referência internacional, recuava 1,71% para 106,79 dólares por volta das 06:15 (hora de Lisboa). Na quinta-feira, tinha subido quase até aos 120 dólares.

O seu equivalente americano, o barril de WTI, recuava hoje 2,15% para 93,50 dólares.

"As declarações de Netanyahu acalmaram os mercados", escreveu numa nota o analista da SPI Asset Management Stephen Innes.

Na quinta-feira, Benjamin Netanyahu disse, numa conferência de imprensa, que o Irão estava "a ser dizimado" e que Israel estava "a ganhar a guerra".

O Irão já não tem "capacidade para enriquecer urânio" nem "para produzir mísseis balísticos", acrescentou.

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Ponto de situação
RTP /

"Componente terrestre" da guerra na mente de Netanyahu

  • Os iranianos assinalam esta sexta-feira o Nowruz, ou o ano novo persa. Sem direito a trégua. A máquina de guerra israelita retomou, nas últimas horas, os bombardeamentos aéreos sobre Teerão. Estes ataques acontecem um dia depois de Telavive se ter comprometido a travar os bombardeamentos contra o campo de gás iraniano de Pars Sul a pedido de Washington, o que levou o regime a intensificar os ataques a infraestruturas energéticas de diferentes países do Golfo;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nega ter "arrastado" para a guerra o presidente norte-americano, Donald Trump. O chefe do Governo do Estado hebraico clama que o regime dos ayatollahs está a ser "dizimado" e já não dispões de capacidade para enriquecer urânio ou produzir mísseis balísticos. Em simultâneo e sem mais detalhes, sugeriu que uma "revolução" em Teerão pode requerer uma "componente terrestre";


  • Os bombardeamentos do Irão conra a Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, reduziram em 17 por cento a capacidade de exportação de gás natural liquefeito deste país, segundo a estatal QatarEnergy. As reparações poderão levar "até cinco anos", adiantou o ministro da Energia do Catar e CEO da empresa energética, Saad al-Kaabi;


  • Desde o início da ofensiva israelo-americana, batizada de Fúria Épica, terão morrido no Irão mais de três mil pessoas, incluindo as 175 crianças e professores de uma escola da cidade de Minab, no sudeste do país. O Pentágono aponta para 15 mil alvos atingidos nas duas primeiras semanas da guerra;


  • A refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwat, foi atingida por múltiplos ataques com drones ao início do dia, que causam incêndios em várias unidades do complexo;


  • O Comando Central dos Estados Unidos afirma ter destruído a fábrica de mísseis terra-terra do Irão em Karaj. Este complexo estaria, de acordo com as forças da superpotência, a ser usado para "montar mísseis balísticos que ameaçavam americanos, países vizinhos e navegação comercial";


  • O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária, garante, todavia, que o Irão continua a construir mísseis. "O score da nossa indústria de mísseis é 20 e não há preocupações neste sentido, porque estamos a produzir mísseis até em condições de guerra, o que é espantoso, e não há qualquer problema particular no armazenamento", afiançou o responsável;


  • Em Portugal, o Governo decidiu aumentar o apoio na compra de botijas de gás para famílias mais vulneráveis. O valor sobe dos 15 para os 25 euros. Esta medida estará em vigor durante os próximos três meses;


  • Foram também aprovados novos apoios para fazer frente à subida dos combustíveis. No gasóleo profissional, a ajuda é de dez cêntimos por litro para as empresas de passageiros e mercadorias A medida é aplicada até aos 15 mil litros e vai estar em vigor por três meses. Este mecanismo extraordinário abrange o sector dos táxis e as associações de bombeiros;


  • O cabaz de bens essenciais atingiu esta semana o valor mais alto de sempre. Sessenta e três produtos custam agora 254,32 euros. A lista monitorizada pela DECO desde 2022 é composta por carne, congelados, frutas e legumes, lacticínios, mercearia e peixe. Nos últimos dias, a maior subida foi nos cereais e pão de forma.
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RTP /

Israel alega que "ameaça nuclear" do Irão "está neutralizada"

Benjamin Netanyahu cedeu ao pedido de Donald Trump e travou a ofensiva contra as infraestruturas energéticas do Irão.

Foto: Ronen Zvulun - Reuters

O primeiro-ministro israelita garante que a decisão não compromete a segurança de Israel, mas sublinha a autonomia da Casa Branca, afirmando que ninguém dita ordens a Trump.

Numa nota de otimismo sobre o conflito, Netanyahu antecipa o fim das hostilidades para breve e ensaia um diagnóstico: o regime iraniano perdeu a capacidade de enriquecer urânio.
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RTP /

Trump compara ofensiva no Irão ao ataque a Pearl Harbor

Houve mais um momento de profundo desconforto na Sala Oval da Casa Branca.

Foto: Aaron Schwartz - EPA

Donald Trump foi confrontado sobre a falta de aviso prévio aos aliados, como o Japão, antes do ataque ao Irão.

O presidente norte-americano justificou o silêncio com a necessidade de um elemento-surpresa e, perante a comitiva japonesa, traçou um paralelo inesperado com o ataque a Pearl Harbor.

Trump comparou a atual estratégia militar ao bombardeamento que, na Segunda Guerra Mundial, vitimou mais de dois mil norte-americanos, deixando um rasto de incómodo na diplomacia de Tóquio.
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RTP /

Líderes da UE pedem moratória aos ataques contra infraestruturas energéticas no Médio Oriente

Os líderes dos 27 países da União Europeia apelaram, esta quinta-feira, a uma suspensão temporária dos ataques a infraestruturas energéticas e hídricas, no meio de crescentes preocupações sobre o impacto da guerra com o Irão na economia global.

Jana Rodenbusch - Reuters

Os líderes dos 27 discutiram a situação no Médio Oriente e as suas implicações mais vastas durante uma cimeira regular em Bruxelas, esta quinta-feira.

Nas conclusões da cimeira do Conselho Europeu relativas ao conflito no Médio Oriente, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia afirmam que os "desenvolvimentos no Irão e na região mais ampla ameaçam a segurança regional e global", sem nunca se referirem diretamente aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

"O Conselho Europeu apela à desescalada e à máxima contenção, à proteção de civis e infraestruturas civis e ao pleno respeito pelo direito internacional por todas as partes", disseram os líderes em conclusões escritas após as suas conversações.

"Nesse sentido, pede-se uma moratória nas greves contra as instalações de energia e água", apelam.

Esta proposta de moratória tinha sido avançada esta quarta-feira pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e, esta quinta-feira, subscrita pelos líderes do Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos, França e Japão num comunicado conjunto.

Os chefes de Estado e de Governo "condenam todos os atos que ameacem a navegação ou impeçam a entrada e saída de navios do estreito de Ormuz", no Golfo Pérsico.

"O Conselho Europeu congratula-se também com os esforços intensificados anunciados pelos Estados-membros, incluindo a coordenação reforçada com os parceiros na região, para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz quando as condições o permitirem", acrescentam.
Líderes da UE pedem vigilândia para fluxos migratórios
Os líderes da UE afirmam ainda que a guerra no Irão não provocou fluxos migratórios imediatos para a União Europeia, mas apelaram a que se aprendam as lições da crise migratória de 2015, de forma a evitar uma situação semelhante.

"Embora o conflito ainda não tenha resultado em fluxos migratórios para a União Europeia, o Conselho Europeu destaca a importância de manter um elevado grau de vigilância", afirmaram.

Os responsáveis da UE afirmaram ainda que o bloco está pronto para mobilizar plenamente os seus instrumentos diplomáticos, jurídicos, operacionais e financeiros para impedir movimentos migratórios descontrolados e proteger a segurança na Europa.

Em comunicado, acrescentaram que a UE está pronta para apoiar os esforços diplomáticos destinados a reduzir as tensões e a alcançar um fim duradouro das hostilidades.

As menções relativas a Israel encontram-se apenas nas conclusões relativas ao Líbano e à Faixa de Gaza e Cisjordânia.

No que se refere ao conflito no Líbano, pedem a Telavive para se "abster de novas escaladas através de operações aéreas ou terrestres e a respeitar a soberania e a integridade territorial do Líbano" e condenam veementemente "a decisão do Hezbollah de atacar Israel em apoio ao Irão", instando o movimento xiita a "parar imediatamente".

Relativamente à Palestina, os líderes da UE manifestam "preocupação séria" com a "deterioração da situação em Gaza e na Cisjordânia", reiterando a defesa da solução dos dois Estados e pedindo que se implemente o cessar-fogo na Faixa de Gaza.

c/agências
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Mariana Ribeiro Soares - RTP /

"Pequeno preço a pagar". EUA pedem 200 mil milhões de dólares para financiar guerra no Irão

O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares para financiar a guerra no Irão. O presidente norte-americano, Donald Trump, disse esta quinta-feira que os EUA precisam de mais financiamento "por várias razões" e que este é "um pequeno preço a pagar" para travar esta guerra.

Evan Vucci - Reuters

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou esta quinta-feira que o Pentágono vai solicitar ao Congresso cerca de 200 mil milhões de dólares (cerca de 175 mil milhões de euros) adicionais para financiar a guerra contra o Irão.

"Voltaremos ao Congresso e aos nossos representantes para garantir que temos financiamento adequado", afirmou Hegseth, acrescentando ser "preciso dinheiro para matar os bandidos".

Donald Trump confirmou a notícia, classificando o valor como “um pequeno preço a pagar” para garantir que as Forças Armadas têm tudo o que precisam para travar uma guerra contra o Irão.

"Queremos estar na melhor forma possível, a melhor forma em que já estivemos", disse o presidente norte-americano aos jornalistas na Sala Oval, ao lado da primeira-ministra do Japão. "É um pequeno preço a pagar para garantir que nos mantemos no topo", acrescentou.

Trump não especificou para que necessitaria o Pentágono dos recursos, dizendo apenas que deseja garantir que as Forças Armadas têm "grandes quantidades de munições". Ainda assim, negou que os EUA estejam com falta de armamento, argumentando que o Governo está a ser "criterioso" com os seus gastos.

"Estamos a pedir por vários motivos, que vão além até do que estamos a discutir sobre o Irão", disse Trump. "Munições em particular, no que diz respeito ao armamento de alta qualidade, temos bastantes, mas estamos a preservá-las”, disse.
Resistência garantida no Congresso
O pedido terá ainda de passar pelo Congresso, onde irá certamente encontrar resistência por parte de alguns deputados que são contra o conflito.

Alguns republicanos moderados, que seriam fundamentais para a aprovação deste orçamento, já expressaram ceticismo em relação ao pedido.

"É consideravelmente maior do que eu imaginava, mas não sei como está discriminado", disse a senadora Susan Collins, republicana do Maine e presidente da Comissão de Orçamento da Câmara, citada pelo New York Times.

A senadora Lisa Murkowski, republicana do Alasca, disse que a Administração Trump teria de fazer um esforço mais concertado para dialogar com o Congresso sobre a guerra antes que tal pedido pudesse ser aprovado.


"Não se pode simplesmente chegar aqui com uma fatura e dizer «paguem isto» e esperar ter uma grande cooperação daqui para a frente", disse Murkowski aos jornalistas na quarta-feira.

O montante avançado representa um aumento significativo face ao orçamento anual do Departamento de Defesa, que ronda os 900 mil milhões de dólares (cerca de 780 mil milhões de euros), o mais elevado de sempre. De acordo com estimativas do Pentágono partilhadas com o Congresso e citadas pelo diário norte-americano The New York Times, os Estados Unidos gastaram mais de 11,3 mil milhões de dólares (cerca de 10 mil milhões de euros) nos primeiros seis dias da guerra contra o Irão.

O pedido de mais verbas para a guerra faz questionar por quanto tempo se irá prolongar o conflito.

O secretário da Defesa norte-americano disse que os Estados Unidos não têm um "cronograma definido" nem um "prazo final" para o fim das operações militares norte-americanas no Irão, que começaram há quase três semanas.


"Não queremos estabelecer um calendário específico para isto", indicou Pete Hegseth durante uma conferência de imprensa, ao mesmo tempo que garantiu que a operação estava "completamente dentro do calendário" para cumprir os objetivos definidos pelo presidente.
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Presidente do Conselho Europeu quer produção própria para travar preços da energia

António Costa coloca a crise energética no topo das prioridades de Bruxelas.

Foto: Olivier Hoslet - EPA

No termo dos trabalhos do primeiro dia da cimeira da UE, o presidente do Conselho Europeu alerta que os elevados preços da energia são um dos desafios mais críticos que o bloco enfrenta, ameaçando a competitividade europeia.

Como solução, Costa aponta para a autossuficiência. O caminho, defende, passa por investir em fontes de energia próprias e acelerar a descarbonização, reduzindo assim a perigosa dependência de mercados externos.
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António Costa reafirma UE como "parceiro fiável" da ONU na defesa do direito internacional

Numa altura de forte tensão global, o Presidente do Conselho Europeu reafirma a aliança histórica entre Bruxelas e a ONU.

António Costa posiciona a União Europeia como um garante da legalidade internacional, vincando que a credibilidade do bloco não é negociável.

Sobre o conflito no Leste, a mensagem é de exigência, a paz na Ucrânia continua a ser uma prioridade, mas apenas se estiver assente nos princípios fundamentais da soberania e da integridade territorial previstos pela ONU.
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