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Brasil suspende taxa de importação de arroz no Rio Grande do Sul

por Lusa
As inundações no Rio Grande do Sul levaram o governo a suspender a taxa de importação de arroz Andre Borges - EPA

O governo do Brasil suspendeu a taxa de importação de arroz até 31 de dezembro devido às graves inundações que devastaram o estado do Rio Grande do Sul, o maior produtor do grão no país.

A medida anunciada na segunda-feira afeta três tipos de arroz que, no ano passado, representaram "91,8 % do total importado pelo Brasil", explicou o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, nas redes sociais.

O governo procura assim garantir o abastecimento e evitar uma subida dos preços face à redução prevista da oferta devido às chuvas torrenciais e inundações que este mês atingiram o Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção nacional de arroz.

Alckmin prometeu analisar com cuidado os efeitos da redução a zero do imposto de importação do arroz, produto central na dieta dos brasileiros, e, se necessário, reavaliar o prazo de validade da isenção.

De acordo com o governo, a maior parte das importações de arroz do país vem do Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que está no processo final da adesão permanente.

Entre os parceiros do grupo sul-americano, a tarifa para o arroz "já é de 0%", mas o governo brasileiro salientou que "há potencial para importações de outras origens, como a Tailândia".

A este respeito, indicou que as compras de arroz à Tailândia representaram 18,2% do total das importações entre janeiro e abril.

Inundações, chuvas torrenciais e deslizamentos de terra causaram danos em 464 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, uma importante região agrícola e industrial com uma população de 11,3 milhões de habitantes, 6% do total do país.

Segundo o último relatório da Defesa Civil, a tragédia climática causou até agora 158 mortes, 85 desaparecidos, 806 feridos e 2,3 milhões de pessoas afetadas, das quais cerca de 660 mil tiveram de abandonar as suas casas e vivem agora em abrigos ou em casa de familiares ou amigos.

 

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