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Britânicos votam em legislativas para o Brexit sob o peso do terrorismo
O processo foi antecipado tendo em vista a saída da União Europeia, mas é agora com o cunho da ameaça terrorista que os britânicos são chamados a pronunciar-se em eleições legislativas. As assembleias de voto estão abertas desde as 7h00. O Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, chega a esta quinta-feira como favorito nas sondagens, apesar da perda de terreno para os trabalhistas de Jeremy Corbyn.
O Parlamento e, consequentemente, o Governo do Brexit. É o que os eleitores britânicos são convocados a designar. Mas três atentados reivindicados pelo Estado Islâmico em menos de três meses, com um balanço de 35 vítimas mortais, levaram o contraterrorismo a quase sobrepor-se ao dossier do adeus do Reino Unido à União Europeia.
Em Londres, a última das cidades atingidas por ações terroristas, é ainda aguda a memória dos ataques da noite de sábado nas zonas de London Bridge e Borough Market, que fizeram oito mortos. Há um reforço das medidas de segurança para o ato eleitoral: as autoridades garantem estar aptas a destacar forças policiais com rapidez acrescida.
Ricardo Alexandre, David Araújo - enviados especiais da RTP a Londres
A dúvida, a julgar pelas sondagens, reside em saber se Theresa May será capaz de repetir a maioria absoluta do antecessor David Cameron – logo, averbar a legitimidade cimentada que pretende levar para a mesa das negociações do Brexit com os diretórios europeus. Perto de 47 milhões de britânicos são esta quinta-feira chamados a votar.
Boa parte dos analistas políticos britânicos situa o fulcro da escolha no capítulo da segurança: por um lado, os conservadores tendem a ser avaliados como tendo maior solidez nesta matéria; por outro, a barragem de críticas que caiu sobre May, por ter presidido, enquanto ministra do Interior, à supressão de 20 mil efetivos nas polícias a partir de 2010, pode produzir efeitos no momento de votar.
Em abril, quando anunciou a intenção de ver antecipadas as eleições legislativas, a primeira-ministra britânica tinha mais de 20 pontos de vantagem sobre o Labour. Entretanto, viu escapar metade deste score para o partido de Jeremy Corbyn.
A mais recente sondagem do instituto You Gov, para o Times, atribuía aos conservadores 42 por cento das intenções de voto, contra 35 por cento dos trabalhistas.
“A realidade do Brexit”
“Dêem-me um mandato claro para negociar o melhor acordo possível para o Reino Unido”. Este foi um dos bordões mais repetidos pela líder conservadora ao longo da campanha. Após o atentado em Londres, Theresa May somou-lhe outro: “Se a lei sobre Direitos Humanos colidir com aquilo que eu acho necessário, à medida que a ameaça evolui, então mudaremos essas regras”.
Já Corbyn, figura do flanco esquerdo do Partido Trabalhista, dividiu-se entre a ideia de um tom mais conciliador para com Bruxelas, perante a “realidade do Brexit”, e o apontar de culpas à adversária conservadora pela erosão da segurança.

A verdade é que o Brexit, razão oficial destas eleições antecipadas, acabou por estar praticamente ausente da refrega de campanha entre trabalhistas e conservadores. Pelo menos no que toca à apresentação de projetos concretos para o pós-saída.
Centristas e liberais-democratas conduziram as respetivas campanhas em torno do tema inicial, tal como os nacionalistas escoceses. Mas é escasso o peso eleitoral dos dois primeiros e os terceiros formam um partido com uma meta específica – a independência da Escócia.
As assembleias de voto encerram às 22h00 e só então são conhecidas as sondagens à boca das urnas.
c/ agências internacionais
Em Londres, a última das cidades atingidas por ações terroristas, é ainda aguda a memória dos ataques da noite de sábado nas zonas de London Bridge e Borough Market, que fizeram oito mortos. Há um reforço das medidas de segurança para o ato eleitoral: as autoridades garantem estar aptas a destacar forças policiais com rapidez acrescida.
Ricardo Alexandre, David Araújo - enviados especiais da RTP a Londres
A dúvida, a julgar pelas sondagens, reside em saber se Theresa May será capaz de repetir a maioria absoluta do antecessor David Cameron – logo, averbar a legitimidade cimentada que pretende levar para a mesa das negociações do Brexit com os diretórios europeus. Perto de 47 milhões de britânicos são esta quinta-feira chamados a votar.
Boa parte dos analistas políticos britânicos situa o fulcro da escolha no capítulo da segurança: por um lado, os conservadores tendem a ser avaliados como tendo maior solidez nesta matéria; por outro, a barragem de críticas que caiu sobre May, por ter presidido, enquanto ministra do Interior, à supressão de 20 mil efetivos nas polícias a partir de 2010, pode produzir efeitos no momento de votar.
Em abril, quando anunciou a intenção de ver antecipadas as eleições legislativas, a primeira-ministra britânica tinha mais de 20 pontos de vantagem sobre o Labour. Entretanto, viu escapar metade deste score para o partido de Jeremy Corbyn.
A mais recente sondagem do instituto You Gov, para o Times, atribuía aos conservadores 42 por cento das intenções de voto, contra 35 por cento dos trabalhistas.
“A realidade do Brexit”
“Dêem-me um mandato claro para negociar o melhor acordo possível para o Reino Unido”. Este foi um dos bordões mais repetidos pela líder conservadora ao longo da campanha. Após o atentado em Londres, Theresa May somou-lhe outro: “Se a lei sobre Direitos Humanos colidir com aquilo que eu acho necessário, à medida que a ameaça evolui, então mudaremos essas regras”.
Já Corbyn, figura do flanco esquerdo do Partido Trabalhista, dividiu-se entre a ideia de um tom mais conciliador para com Bruxelas, perante a “realidade do Brexit”, e o apontar de culpas à adversária conservadora pela erosão da segurança.
A verdade é que o Brexit, razão oficial destas eleições antecipadas, acabou por estar praticamente ausente da refrega de campanha entre trabalhistas e conservadores. Pelo menos no que toca à apresentação de projetos concretos para o pós-saída.
Centristas e liberais-democratas conduziram as respetivas campanhas em torno do tema inicial, tal como os nacionalistas escoceses. Mas é escasso o peso eleitoral dos dois primeiros e os terceiros formam um partido com uma meta específica – a independência da Escócia.
As assembleias de voto encerram às 22h00 e só então são conhecidas as sondagens à boca das urnas.
c/ agências internacionais