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British American Tobacco acusada de financiar armas para a Coreia do Norte e ser cúmplice de terrorismo
Militares e civis norte-americanos apresentaram uma ação judicial contra a British American Tobacco (BAT), alegando que as ações da empresa na Coreia do Norte ajudaram a financiar ataques terroristas. A notícia foi avançada pelo jornal The Guardian.
Centenas de pessoas apresentaram uma denúncia formal contra a multinacional da indústria tabaqueira, proprietária de marcas como a Lucky Strike, acusando-a de ter contribuído ilegalmente para gerar receitas que terão sido usadas no desenvolvimento de armamento da Coreia do Norte, classificado pelos EUA como “país patrocinador do terrorismo”.
O documento, submetido na quinta-feira, encontra-se ao abrigo de uma lei federal que permite às vítimas de terrorismo processar tanto os autores diretos dos ataques, como também terceiros que tenham alegadamente auxiliado, incentivado ou conspirado para apoiar atos terroristas.
De acordo com o advogado que representa os queixosos, Ryan Sparacino, citado pelo jornal britânico The Guardian, “este caso estabelece uma ligação clara entre o esquema clandestino da BAT na Coreia do Norte e as armas utilizadas em ataques terroristas mortais”.
Em 2007, a BAT anunciou que iria cessar os seus negócios no país norte-coreano. No entanto, segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a empresa terá continuado a realizar atividades no país através de uma subsidiária, também esta visada na ação judicial apresentado esta semana.
O anúncio foi dado, em 2023, por Matthew Olsen, à época responsável pelo Conselho de Segurança Nacional do Departamento de Justiça dos EUA, quando as autoridades norte-americanas revelaram que as operações da empresa registaram cerca de 418 milhões de dólares (cerca de 350 milhões de euros) em transações bancárias, “gerando receitas utilizadas para promover o programa de armamento da Coreia do Norte”.
Nesse mesmo ano, a BAT aceitou um acordo de acusação diferida com as autoridades dos Estados Unidos. A empresa e a subsidiária declararam-se culpadas de conspiração para violar intencionalmente sanções do país e fraude bancária, concordando em pagar 629 milhões de dólares em multas.
A ação judicial entregue esta semana sustenta que os lucros da empresa foram utilizados para financiar o desenvolvimento de armamento que acabou por ser usado em ataques contra forças norte-americanas no Médio Oriente.
O processo, a que o Guardian teve acesso, cita os ataques de 8 de janeiro de 2020 às bases aéreas de al-Asad e Erbil, no Iraque, bem como um ataque com mísseis em 2022 no Curdistão iraquiano.
Raj Parekh, ex-procurador interino dos Estados Unidos e outro dos representantes das vítimas, afirma, citado pelo jornal britânico, que o processo representa uma “procura por justiça” e uma tentativa de responsabilização pelos “danos devastadores causados pela violência terrorista” que “não desaparecem com o tempo”.
O documento, submetido na quinta-feira, encontra-se ao abrigo de uma lei federal que permite às vítimas de terrorismo processar tanto os autores diretos dos ataques, como também terceiros que tenham alegadamente auxiliado, incentivado ou conspirado para apoiar atos terroristas.
De acordo com o advogado que representa os queixosos, Ryan Sparacino, citado pelo jornal britânico The Guardian, “este caso estabelece uma ligação clara entre o esquema clandestino da BAT na Coreia do Norte e as armas utilizadas em ataques terroristas mortais”.
A British American Tobacco (BAT) uniu-se, em 2001, a uma empresa norte-coreana e formou uma “joint venture” (ou empreendimento conjunto) para fabricar e vender cigarros no país asiático. Na altura, a Coreia do Norte integrava já a lista dos EUA de “Países Patrocinadores do Terrorismo”, uma designação que lhe foi retirada em 2008 e restabelecida em 2017.
O próprio jornal The Guardian já havia revelado, numa investigação que data de 2005, que as empresas continuavam a operar, apesar dos alertas públicos do governo dos Estados Unidos para o financiamento de ataques terroristas por parte da Coreia do Norte e das sanções impostas ao regime.
Em 2007, a BAT anunciou que iria cessar os seus negócios no país norte-coreano. No entanto, segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a empresa terá continuado a realizar atividades no país através de uma subsidiária, também esta visada na ação judicial apresentado esta semana.
O anúncio foi dado, em 2023, por Matthew Olsen, à época responsável pelo Conselho de Segurança Nacional do Departamento de Justiça dos EUA, quando as autoridades norte-americanas revelaram que as operações da empresa registaram cerca de 418 milhões de dólares (cerca de 350 milhões de euros) em transações bancárias, “gerando receitas utilizadas para promover o programa de armamento da Coreia do Norte”.
Nesse mesmo ano, a BAT aceitou um acordo de acusação diferida com as autoridades dos Estados Unidos. A empresa e a subsidiária declararam-se culpadas de conspiração para violar intencionalmente sanções do país e fraude bancária, concordando em pagar 629 milhões de dólares em multas.
A ação judicial entregue esta semana sustenta que os lucros da empresa foram utilizados para financiar o desenvolvimento de armamento que acabou por ser usado em ataques contra forças norte-americanas no Médio Oriente.
O processo, a que o Guardian teve acesso, cita os ataques de 8 de janeiro de 2020 às bases aéreas de al-Asad e Erbil, no Iraque, bem como um ataque com mísseis em 2022 no Curdistão iraquiano.
Raj Parekh, ex-procurador interino dos Estados Unidos e outro dos representantes das vítimas, afirma, citado pelo jornal britânico, que o processo representa uma “procura por justiça” e uma tentativa de responsabilização pelos “danos devastadores causados pela violência terrorista” que “não desaparecem com o tempo”.