Bush pede pressão sobre junta militar da Birmânia

O Governo norte-americano anunciou sanções económicas contra 14 responsáveis birmaneses e o Presidente George W. Bush apelou aos países que têm influência sobre a junta a pressioná-la para pôr fim à repressão em curso.

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"Todas as nações civilizadas têm a responsabilidade de estar ao lado de pessoas que sofrem sob um regime militar brutal", afirma o Presidente dos Estados Unidos EPA

Segundo a Administração Bush, as sanções económicas contra responsáveis governamentais birmaneses, incluindo o chefe da junta militar, visam protestar contra a ausência duradoura de democracia e o uso da força para reprimir as manifestações neste país.

"Nós impomos sanções contra altos responsáveis do governo da Birmânia", afirmou Adam Szubin, responsável da direcção do Tesouro que tem a seu cargo o controlo dos activos estrangeiros. O Presidente George W. Bush sublinhou que não ficaríamos passivos quando o regime birmanês tenta fazer calar a voz do povo birmanês pela repressão e a intimidação".

Esta decisão, tornada pública num comunicado do Departamento do Tesouro, implica o congelamento de todos os bens debaixo de jurisdição norte-americana sobre estas pessoas. Acresce que os cidadãos norte-americanos ficam proibidos de qualquer operação comercial com as pessoas visadas.

Entre os responsáveis birmaneses objecto das sanções figuram o general Than Shwe, ministro da Defesa e presidente do Conselho para a paz do Estado e do desenvolvimento (SPDC), a junta militar no poder.

Estão ainda o general Maung Than Aye, chefe do Exército e vice-presidente do SPDC, o tenente general Thein Sein, primeiro-ministro interino e primeiro secretário do SPDC e o general Thura Shwe Mann, chefe do Estado-Maior e membro do SPDC.

Os outros responsáveis sujeitos às sanções não são identificados no comunicado do Tesouro, indicando que se trata "de membros do SPDC, responsáveis militares chave e outros membros do governo".

Enquanto isto, Bush exortava o Mundo a pressionar a junta birmanesa a pôr termo à violenta repressão das manifestações.

"Apelo aos países que têm influência sobre o regime a juntarem-se a nós no apoio às aspirações do povo birmanês e a dizer à junta para pôr fim ao uso da força contra o seu próprio povo que exprime de maneira pacífica o seu desejo de mudança", disse o Presidente norte-americano num comunicado.

"Todas as nações civilizadas têm a responsabilidade de estar ao lado de pessoas que sofrem sob um regime militar brutal como o que está no poder na Birmânia desde há muito tempo", acrescentou.


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