Casa Branca atribui morte de cidadã em Minneapolis a "ataque organizado" contra agentes

A Casa Branca afirmou hoje que as forças de segurança norte-americanas enfrentam um "ataque organizado" em todo o país, atribuindo a este a morte de uma mulher na cidade de Minneapolis (norte) baleada por um agente da imigração. 

Lusa /

"O incidente fatal ocorrido ontem (quarta-feira) no Minnesota é o resultado de um movimento de esquerda mais amplo e perigoso que se espalhou por todo o país, onde os bravos homens e mulheres da polícia enfrentam um ataque organizado", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa. 

A cidadã norte-americana Renee Nicole Good foi morta na quarta-feira por um agente do serviço de imigração e alfândega (ICE), durante uma operação de imigração integrada na campanha do Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, naquela cidade. 

A morte provocou forte comoção em Minneapolis, que foi palco de protestos de grande escala em 2020 após a morte de George Floyd durante uma intervenção policial, levando milhares de pessoas a concentrarem-se no local onde Good foi abatida, para prestar homenagem. 

As manifestações prosseguiram em Minneapolis e na cidade vizinha de St. Paul, com dezenas de manifestantes reunidos junto a instalações federais, a entoar palavras de ordem contra o ICE e a exigir justiça. 

Trump acusou na quarta-feira a mulher morta a tiro de resistir e dificultar o trabalho dos agentes e a "esquerda radical" de promover o sucedido. 

"A condutora comportou-se de forma caótica, resistindo à autoridade antes de atropelar brutalmente um agente do ICE", afirmou Donald Trump na sua conta oficial do Truth Social, em reação à morte daquela mulher de 37 anos pelos agentes migratórios na maior cidade do estado de Minnesota. 

"Estes incidentes acontecem porque a esquerda radical ameaça e ataca diariamente os nossos agentes da lei e os oficiais do ICE", acrescentou o chefe de Estado norte-americano. 

Já o Presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a justificação das autoridades, classificando-a como "lixo", assim como o destacamento federal de mais de 2.000 agentes para as Cidades Gémeas de Minneapolis e St Paul, como parte da repressão à imigração pela administração Trump. 

"O que eles estão a fazer não é proporcionar segurança na América. O que eles estão a fazer é a causar o caos e a desconfiança", afirmou Frey, pedindo aos agentes de imigração que se retirem. 

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