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Casa Branca confirma descoberta de novos documentos confidenciais em propriedade de Joe Biden
Os documentos em causa datam dos anos de Joe Biden como vice-presidente dos Estados Unidos, durante a Administração Obama. Após a descoberta de documentação confidencial do Governo no Penn Biden Center, em novembro de 2022, foram também encontrados novos documentos numa garagem da residência do atual presidente em Wilmington, no Delaware.
A Casa Branca confirmou esta quinta-feira que foram encontrados mais documentos confidenciais em propriedades do atual presidente norte-americano. Depois da documentação recuperada no antigo gabinete no Penn Biden Center for Diplomacy and Global Engagement, think thank que Joe Biden co-fundou enquanto era vice-presidente, o conselheiro especial do atual presidente confirma que foram encontrados mais documentos, agora na casa de Joe Biden em Wilmington.
“Após a descoberta de documentos do governo no Penn Biden Center em novembro de 2022 e em coordenação estreita com o Departamento de Justiça, os advogados do presidente revistaram as residências do presidente em Wilmington e Rehoboth Beach, no Delaware – as outras localizações para onde os arquivos do gabinete da vice-presidência poderiam ter sido enviados durante a transição de 2017. Os advogados concluíram esta inspeção ontem à noite”, indicou o conselheiro especial do presidente, Richard Sauber, em comunicado.
Nesta revista às propriedades do atual presidente, os advogados descobriram “entre documentos pessoais e políticos, um pequeno número de documentos adicionais da Administração Obama-Biden marcados como classificados”.
O primeiro conjunto de documentos classificados que estava no Penn-Biden Center foi encontrado a 2 de novembro, apenas seis dias antes das eleições intercalares de 2022. O caso só se tornou público esta segunda-feira, com várias investigações publicadas na imprensa norte-americana. “Todos, exceto um desses documentos, foram encontrados numa garagem da residência do presidente em Wilmington. Um documento de uma página foi encontrado entre materiais armazenados numa sala adjacente. Nenhum documento foi encontrado na residência de Rehoboth Beach”, adiantou o conselheiro especial do presidente.
Richard Sauber acrescentou ainda que os documentos em causa foram entregues à Justiça. “Tal como aconteceu no caso do Penn-Biden Center, o Departamento de Justiça foi imediatamente notificado”, completou o responsável.
“Como afirmámos anteriormente, estamos a cooperar totalmente com os Arquivos Nacionais e com o Departamento de Justiça, num processos para garantir que qualquer documento da Administração Obama-Biden está devidamente na posse dos Arquivos”, refere o conselheiro especial do presidente.
“Não é como se estivessem no meio da rua”
Em declarações à imprensa esta quinta-feira, o atual presidente sublinhou que os documentos encontrados estavam “num garagem fechada” e garantiu que se mantinha plena cooperação com o Departamento de Justiça.
Questionado por um jornalista sobre a razão pela qual tinha documentos classificados ao lado de um carro desportivo, Joe Biden respondeu: “Não é como se estivessem no meio da rua”.
O presidente acrescentou ainda pretende esclarecer toda a questão a breve trecho, garantido que terá “oportunidade para falar de tudo isto, se Deus quiser em breve”.
Nesta altura, várias questões relevantes estão ainda por esclarecer. Falta saber, por exemplo, quem transportou estes documentos para as localizações referidas e qual o conteúdo dos mesmos.
“Após a descoberta de documentos do governo no Penn Biden Center em novembro de 2022 e em coordenação estreita com o Departamento de Justiça, os advogados do presidente revistaram as residências do presidente em Wilmington e Rehoboth Beach, no Delaware – as outras localizações para onde os arquivos do gabinete da vice-presidência poderiam ter sido enviados durante a transição de 2017. Os advogados concluíram esta inspeção ontem à noite”, indicou o conselheiro especial do presidente, Richard Sauber, em comunicado.
Nesta revista às propriedades do atual presidente, os advogados descobriram “entre documentos pessoais e políticos, um pequeno número de documentos adicionais da Administração Obama-Biden marcados como classificados”.
O primeiro conjunto de documentos classificados que estava no Penn-Biden Center foi encontrado a 2 de novembro, apenas seis dias antes das eleições intercalares de 2022. O caso só se tornou público esta segunda-feira, com várias investigações publicadas na imprensa norte-americana. “Todos, exceto um desses documentos, foram encontrados numa garagem da residência do presidente em Wilmington. Um documento de uma página foi encontrado entre materiais armazenados numa sala adjacente. Nenhum documento foi encontrado na residência de Rehoboth Beach”, adiantou o conselheiro especial do presidente.
Richard Sauber acrescentou ainda que os documentos em causa foram entregues à Justiça. “Tal como aconteceu no caso do Penn-Biden Center, o Departamento de Justiça foi imediatamente notificado”, completou o responsável.
“Como afirmámos anteriormente, estamos a cooperar totalmente com os Arquivos Nacionais e com o Departamento de Justiça, num processos para garantir que qualquer documento da Administração Obama-Biden está devidamente na posse dos Arquivos”, refere o conselheiro especial do presidente.
“Não é como se estivessem no meio da rua”
Em declarações à imprensa esta quinta-feira, o atual presidente sublinhou que os documentos encontrados estavam “num garagem fechada” e garantiu que se mantinha plena cooperação com o Departamento de Justiça.
Questionado por um jornalista sobre a razão pela qual tinha documentos classificados ao lado de um carro desportivo, Joe Biden respondeu: “Não é como se estivessem no meio da rua”.
O presidente acrescentou ainda pretende esclarecer toda a questão a breve trecho, garantido que terá “oportunidade para falar de tudo isto, se Deus quiser em breve”.
Nesta altura, várias questões relevantes estão ainda por esclarecer. Falta saber, por exemplo, quem transportou estes documentos para as localizações referidas e qual o conteúdo dos mesmos.
De acordo com a CNN, o primeiro conjunto de documentos encontrados continha dez documentos confidenciais, com conteúdo confidencial dos serviços de inteligência norte-americanos e ainda memorandos informativos sobre a Ucrânia, Irão e Reino Unido, datados entre 2013 e 2016.
De acordo com a Lei dos Registos Presidenciais, os documentos classificados devem estar armazenados em locais seguros e, em particular, os registos da Casa Branca devem ser entregues aos Arquivos Nacionais quando uma Administração cessa funções.
Recorde-se que o ex-presidente Donald Trump foi alvo de duas buscas do FBI no ano passado com base num mandato de "retenção de documentos confidenciais" e "obstrução a investigação federal". Foram então apreendidas cerca de 30 caixas com documentos etiquetados como "ultrassecreto", "secreto" ou "confidencial".
Na altura, as revelações levaram Joe Biden a classificar o antecessor de "irresponsável" por manter centenas destes documentos nas suas propriedades.