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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Casa Branca diz que Teerão irá entregar o urânio enriquecido

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Casa Branca diz que Teerão irá entregar o urânio enriquecido

A secretária de imprensa da Casa Branca respondeu "sim" a uma pergunta sobre se o Irão iria entregar os seus stocks de urânio enriquecido. O primeiro-ministro de Israel afirmou por seu lado que permanecem objetivos a alcançar no Irão, agora "um país fraco" e diz-se pronto a retomar ataques. Donald Trump anunciou que Líbano está fora do cessar-fogo acordado entre EUA e Teerão. Regime dos Ayatholas suspendeu de novo a navegação em ormuz, após ataques massivos de Israel contra alvos do Hezbollah em Beirute. Acompanhamos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Mariana Ribeiro Soares, Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado, Joana Raposo Santos, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Foto: Evelyn Hockstein - Reuters

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RTP /

Wall Street em alta com investidores animados por cessar-fogo no Médio Oriente

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em forte alta, com os investidores animados pelo anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão. 

Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 2,85%, enquanto o tecnológico Nasdaq fechou em alta de 2,80% e o alargado S&P500 escalou 2,51%.

Washington e Teerão concordaram na noite de terça-feira com uma trégua de duas semanas, aumentando as esperanças de uma retoma do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa normalmente um quinto do crude mundial.

"Está a espalhar-se pelo mercado uma sensação de alívio", comentou à AFP Angelo Kourkafas, analista da Edward Jones.

Os preços do petróleo caíram fortemente após o anúncio do cessar-fogo, ficando hoje abaixo do "limiar psicológico" de 100 dólares por barril, observou Kourkafas.

Isto "ajuda a aliviar os receios de recessão, a elevar as previsões de crescimento global e a reduzir as expectativas de inflação", afirmou José Torres, da Interactive Brokers.

No entanto, a trégua parece estar por um fio, uma vez que Teerão e Israel ameaçaram hoje retomar as hostilidades.

Com negociações bilaterais previstas para sábado, o Paquistão, mediador do cessar-fogo, instou as partes a exercerem "moderação" após os ataques israelitas mortais no Líbano e o retomar dos ataques iranianos contra os países do Golfo.

Além disso, apesar do anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz, poucos navios se aventuraram hoje pela passagem, um sinal de extrema cautela contínua em relação ao futuro do conflito.

Perante os ataques israelitas, Teerão decretou mesmo durante o dia novo encerramento do estratégico Estreito.

"Dependendo dos títulos, a volatilidade pode regressar" à Bolsa de Nova Iorque, afirmou Angelo Kourkafas.

"Wall Street ainda não está livre de perigo", acrescentou José Torres.

Lusa
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RTP /

"Inaceitável" e perigoso. Grécia protesta contra imposição de portagens no Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que seria inaceitável que os navios tivessem de pagar uma taxa para atravessar o estreito de Ormuz, como sugerido pelo Irão, e que tal medida criaria um precedente perigoso para a liberdade de navegação.

"Não creio que a comunidade internacional esteja disposta a aceitar que o Irão instale uma praça de portagem por cada navio que atravesse o estreito", disse Mitsotakis à CNN. "Isto parece-me completamente inaceitável."

Mitsotakis disse que o Estreito sempre teve liberdade de navegação e que esta tem de continuar.

A Grécia controla uma das maiores frotas mercantes do mundo em termos de capacidade de carga e sofreu um forte impacto com o encerramento do Estreito de Ormuz. 

A guerra com o Irão ameaçou os portos do Golfo e interrompeu o comércio global através do Estreito, uma via navegável por onde passa normalmente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Em plenas negociações de cessar-fogo com os EUA e Israel, Teerão, que controla o ponto de estrangulamento, propôs taxas ou portagens para que as embarcações possam atravessar o estreito em segurança. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu na quarta-feira que os EUA e o Irão poderiam cobrar portagens numa parceria, enquanto a Casa Branca afirmou que a prioridade era reabrir o estreito sem restrições.


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RTP /

Israel levanta quinta-feira maioria das restrições do estado de emergência

O Comando da Frente Interna de Israel confirmou que a maior parte das restrições relativas ao estado de emergência impostas a 28 de fevereiro, devido ao ataque israelo-norte-americano ao Irão, vão ser levantadas quinta-feira.

Tirando a fronteira a norte, com o Líbano, onde o exército continua em guerra, até à baía de Haifa, o maior porto israelita, o resto do país regressará a "atividade normal" a partir das 03:00 de quinta-feira, em horas de Lisboa.

Em muitas zonas, os ajuntamentos continuarão limitados a um máximo de mil pessoas, mas este levantamento significa que as escolas podem reabrir, assim como os negócios e lojas.

Esta decisão surge na sequência da trégua anunciada e abrange também o regresso à normalidade no Aeroporto Ben Gurion, em Telavive, a começar pelas 00:00 de quinta-feira.

Quanto aos locais religiosos em Jerusalém, que a polícia israelita tinha fechado "por razões de segurança" no arranque da guerra, estes também vão poder reabrir.

Lusa
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RTP /

Pedro Sánchez. Desprezo de Netanyahu pela vida e pelo direito internacional é intolerável

O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, acusou Netanyahu de "desprezo pela vida e pelo direito internacional" face à onda de ataques de hoje contra o Líbano, que fez mais de 280 mortos e quase 900 feridos, de acordo com o balanço mais recente.

"Ainda hoje, Netanyahu lançou o seu ataque mais duro contra o Líbano desde o início da ofensiva", escreveu Sánchez no X. "O seu desprezo pela vida e pelo direito internacional é intolerável.

É tempo de falar claramente: o Líbano deve ser incluído no cessar-fogo.

A comunidade internacional deve condenar esta nova violação do direito internacional. A União Europeia deve suspender o seu Acordo de Associação com Israel. E não pode haver impunidade para estes atos criminosos."

O Acordo de Associação UE-Israel de Junho de 2000 é a base jurídica das relações comerciais da UE com Israel. Fornece um quadro jurídico e institucional para o diálogo político e a cooperação económica entre o bloco e Israel.
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RTP /

Reunião com secretário-geral da NATO. Trump estuda saída da NATO ou punição de membros da Aliança

A Casa Branca declarou que o presidente norte-americano vai discutir a possível saída da NATO dos Estados Unidos com o secretário-geral da organização, Mark Rutte, na reunião que hoje manterão na Sala Oval.

O Wall Street Journal citou responsáveis ​​governamentais, para referir que poderá em vez disso ser apresentado um plano para Trump punir alguns membros da aliança da NATO que, na sua opinião, não foram úteis aos EUA e a Israel durante a guerra com o Irão, informou

A proposta envolveria a transferência de tropas norte-americanas de países membros da NATO considerados prejudiciais para o esforço de guerra contra o Irão, para países que apoiassem mais a campanha militar dos EUA, acrescentou o relatório.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas" com Rutte, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

Acrescentou que "talvez tenham a oportunidade de ouvir diretamente o Presidente após essa reunião, esta tarde", disse aos jornalistas presentes.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.
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Momento-Chave
RTP /

Portagem a navios no Estreito de Ormuz seria "ceder à chantagem" diz Reza Pahlavi

O filho do último Xá do Irão, Reza Pahlavi, defendeu hoje que, aceitar a imposição iraniana de portagem a navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, seria "ceder à chantagem" da República Islâmica.

Perante a intenção do regime iraniano impor taxas de trânsito aos navios que passam pelo estratégico Estreito de Ormuz, após alcançado um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos na terça-feira, Pahlavi afirmou ao canal de televisão francês LCI que a medida não tem cabimento.

"Vejam o exemplo de Espanha e Marrocos. Gibraltar é um local onde vão começar a cobrar portagens aos navios de cruzeiro que saem? É a mesma lógica... é simplesmente ceder à chantagem", afirmou Pahlavi.

Exilado nos Estados Unidos, Pahlavi não regressa ao Irão desde a revolução de 1979 que derrubou a monarquia, lidera um dos muitos movimentos de oposição com base no estrangeiro e apresenta-se como uma alternativa caso o regime iraniano caia.

Reagindo ao anúncio de um cessar-fogo, válido por duas semanas, Pahlavi absteve-se de comentar os termos do acordo e afirmou que a sua luta é pela "libertação do regime iraniano".

"Esperamos (...) que o mundo livre compreenda que a única solução, não só para nós, mas para todos os nossos vizinhos regionais e para o mundo inteiro, é o afastamento deste regime", defendeu.

Lusa
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Cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" para o Irão

O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, insistiu junto do seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" do Irão para a trégua com os Estados Unidos.

Pezeshkian, citado pela agência noticiosa Isna, afirmou que "a aceitação do cessar-fogo por parte do Irão é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos".

Segundo a mesma fonte, o presidente iraniano "enfatizou ainda a necessidade de um cessar-fogo no Líbano e reiterou que esta exigência era uma das condições essenciais do plano de dez pontos do Irão", que o presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu como "uma base viável para negociações" com Teerão, além da trégua de duas semanas acordada na noite de terça-feira.

Segundo a ISNA, o Sr. Pezeshkian "também enfatizou a importância do papel da França, como garante do cessar-fogo anterior no Líbano, no contexto atual".

O senhor Pezeshkian "apelou à Europa para que desempenhe um papel responsável e eficaz no apoio à estabilidade e segurança duradouras na região e para que pressione os Estados Unidos e o regime sionista (Israel) a respeitarem os seus compromissos e a lidarem com quaisquer violações dos mesmos".
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Emmanuel Macron. Cessar-fogo deve incluir o Líbano para ser "credível e duradouro"

O presidente francês falou esta quarta-feira com Donald Trump, dos EUA, e Masou Pezeshkian, do Irão.

"Manifestei a minha esperança de que o cessar-fogo seja plenamente respeitado por cada um dos beligerantes, em todas as áreas de confronto, incluindo no Líbano", disse Macron numa publicação no LinkedIn.

O presidente francês acrescentou que qualquer acordo entre os países deve abordar as preocupações levantadas pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do Irão, bem como a sua política regional e as suas ações que obstruem a navegação pelo Estreito de Ormuz.

O presidente iraniano insistiu junto do seu homólogo francês que um cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" do Irão para a trégua com os Estados Unidos.

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Líbano declara dia de luto nacional após ataques israelitas

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, declarou esta quinta-feira dia de luto nacional, após uma série de ataques aéreos israelitas que mataram mais de 180 pessoas no país na quarta-feira e feriram quase 900.

"Esta quinta-feira será um dia de luto nacional pelos mártires e feridos nos ataques israelitas que visaram centenas de civis inocentes e indefesos", disse Salam em comunicado.

Segundo o seu gabinete, o primeiro-ministro deseja "mobilizar todos os recursos políticos e diplomáticos do Líbano para travar a máquina de matar israelita".
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Vítimas dos ataques israelitas ao Líbano. Novo balanço aponta 182 mortos e quase 900 feridos

O Ministério da Saúde do Líbano atualizou em alta o número de mortos, para 182 e de feridos para 890, nos ataques israelitas no Líbano esta quarta-feira, "dos maiores de sempre".
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Vance. "Seria uma tolice" Irão sabotar o cessar-fogo "por causa do Líbano"

Vance. "Seria uma tolice" Irão sabotar o cessar-fogo "por causa do Líbano"

Antes da sua partida da Hungria o vice-presidente dos EUA falou aos jornalistas e esclareceu algumas dúvidas sobre o cessar-fogo que se têm verificado.

"Os iranianos prometeram abrir o Estreito de Ormuz e temos uma negociação que deverá começar este fim de semana", lembrou. "Penso que é um bom primeiro passo, mas vamos ver se conseguimos avançar mais nos próximos dias."

O vice-presidente disse que houve um "mal-entendido legítimo" sobre o Líbano. "Penso que os iranianos pensavam que o cessar-fogo incluía o Líbano, mas não incluía. Nunca fizemos essa promessa".

Disse ainda que Israel, que matou hoje mais de 250 pessoas no Líbano, "ofereceu-se... para se conter um pouco no Líbano porque quer garantir que a nossa negociação seja bem-sucedida". 

“Se o Irão quiser deixar esta negociação falhar num conflito em que estava a ser muito criticado por causa do Líbano, que não tem nada a ver com eles e que os Estados Unidos nunca disseram que fazia parte do cessar-fogo, essa é, em última análise, uma escolha deles. Achamos que seria uma tolice. Mas essa é a escolha deles”.
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Confusão. Teerão apresentou "três propostas diferentes", diz vice-presidente dos EUA

JD Vance afirmou na quarta-feira que houve três propostas diferentes de 10 pontos, o que contribuiu para a confusão sobre o que está a servir de base para as negociações.

“A primeira proposta de 10 pontos foi algo que foi submetido, e nós pensamos, francamente, que provavelmente foi escrito pelo ChatGPT, e foi enviado a Steve Witkoff e Jared Kushner, mas foi imediatamente descartado e rejeitado”, disse Vance aos jornalistas à saída da Hungria.

“Havia uma segunda proposta de 10 pontos que era muito mais razoável e que se baseava em algumas trocas de ideias entre nós, entre os paquistaneses e entre os iranianos. Esta é a proposta de 10 pontos a que o presidente se referiu no seu discurso de ontem”, acrescentou Vance.

Criticou uma terceira proposta de 10 pontos que, segundo disse, foi vista nas redes sociais como “ainda mais maximalista” do que a primeira.

Esta proposta inicial foi apresentada por “pouco mais do que um zé-ninguém qualquer no Irão”, disse Vance, criticando duramente a cobertura mediática do assunto. Mas esta declaração, que afirmava que o Irão alcançou uma grande vitória e obrigou os Estados Unidos a aceitar o seu plano de 10 pontos como base para negociações, foi obtida pela CNN junto das autoridades iranianas e divulgada por vários órgãos de comunicação social estatais iranianos.

O , afirmou na sua conta no X que três cláusulas da proposta de 10 pontos do Irão foram "aberta e claramente violadas" — incluindo um cessar-fogo proposto no Líbano.

Vance diz ter visto a publicação do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibafe, sobre alegadas violações do cessar-fogo e considerou-a positiva. 

Se existem apenas três pontos de divergência, isso sinaliza um consenso alargado, afirmou. O vice-presidente dos EUA descartou contudo alguns dos pontos de Ghalibaf.

"Pergunto-me realmente o quão bem ele entende inglês", diz. "Porque há coisas que ele disse que, francamente, não fazem sentido no contexto das negociações que temos tido".

Prosseguiu chamando a questão do Líbano de "mal-entendido razoável".

"Os cessar-fogos são sempre complicados", disse, acrescentando que nunca ocorrem sem alguma "conturbação".
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JD Vance. Se Irão não reabrir Estreito de Ormuz, cessar-fogo termina

“O presidente foi muito claro: o acordo é um cessar-fogo, uma negociação. É isso que oferecemos, e o que oferecem é a reabertura dos estreitos. Se isso não acontecer, o presidente não cumprirá os nossos termos, se os iranianos não cumprirem os seus”, disse Vance aos jornalistas à porta do Air Force Two, à saída da Hungria.

Os comentários fazem eco das declarações feitas pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, mais cedo nesse dia.

Vance acrescentou que o acordo está numa “boa posição”, mas prometeu que o regime iraniano enfrentará “sérias consequências” se violar os termos do acordo.

“Fundamentalmente, estamos numa boa posição. Estão a reabrir o estreito. Temos um cessar-fogo. E, francamente, se quebrarem a sua parte do acordo, vão sofrer consequências graves”, disse Vance.
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Presidente do Parlamento do Irão ameaça. Violações de cessar-fogo inviabilizam negociações

Mohammad Bagher Qalibaf, declarou hoje que as violações de vários pontos-chave do plano do Irão para negociar o fim do conflito com os Estados Unidos inviabilizam um cessar-fogo bilateral ou negociações.

"A base sólida sobre a qual se pode negociar foi aberta e claramente violada, mesmo antes do início das negociações. Perante esta situação, um cessar-fogo bilateral ou negociações são inviáveis", afirmou Qalibaf na rede social X.

Qalibaf justifica a desconfiança "histórica" do Irão em relação aos Estados Unidos com "repetidas violações" norte-americanas a compromissos de todo o tipo, o que, "infelizmente", se repetiu nesta ocasião.

Entre os pontos do plano apresentado por Teerão para negociar o fim da guerra estão o compromisso do Irão em não desenvolver armas nucleares, o levantamento de todas as sanções contra o país e a criação de um fundo para compensar os danos sofridos na ofensiva lançada contra o país a 28 de fevereiro.

"No entanto, três cláusulas desta proposta foram violadas até à data", disse Qalibaf.

Lusa
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RTP /

Seguro saúda acordo para os órgãos externos

O presidente da República disse estar muito satisfeito com o acordo entre partidos para as eleições dos órgãos externos e sugere que teve responsabilidade no fim do impasse.

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RTP /

Acordo de cessar-fogo saudado em todo o mundo

Vários líderes apelaram às negociações e à reabertura do Estreito de Ormuz.

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RTP /

Anúncio do cessar-fogo animou as bolsas europeias

Os principais índices fecharam a subir mais de 3,5%, enquanto os preços do petróleo e do gás caíram. O petróleo teve a maior queda desde a pandemia.

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Momento-Chave
RTP /

Médicos Sem Fronteiras denunciam situação "caótica" nos hospitais libaneses

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) deram hoje conta de uma situação "caótica" nos hospitais libaneses, após os ataques de Israel no primeiro dia do cessar-fogo do conflito dos Estados Unidos com o Irão, `alastrado` aos países vizinhos.

Segundo o reporte dos MSF, tem havido uma grande afluência de pacientes a vários hospitais, e no centro público Rafik Hariri, em Beirute, onde trabalham médicos daquela organização, têm chegado pacientes com "feridas de estilhaços e hemorragias graves".

O coordenador de emergências para o Líbano, Christopher Stokes, nota no comunicado que a MSF atendeu muitos feridos em Tiro, no Hospital Jabal Amel, no sul do país, incluindo uma criança que perdeu seis familiares num ataque.

Segundo a organização, os profissionais de saúde e de emergência no Líbano também são vítimas da ofensiva israelita, lembrando o ataque da noite de terça-feira ao hospital Hiram, em Tiro, que deixou vários feridos.

"Ataques indiscriminados a zonas densamente povoadas são completamente inaceitáveis", sublinhou Stokes.

Segundo um balanço da Defesa Civil libanesa, morreram já 254 pessoas e 1.165 ficaram feridas numa vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, hoje, em várias regiões do país, tendo Israel atingido mais de 100 alvos em 10 minutos, segundo Beirute.

Lusa
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Al Jazeera condena a morte de um dos seus jornalistas num ataque israelita em Gaza

A cadeia de notícias Al Jazeera, com sede no Catar, condenou a morte de um dos seus jornalistas em Gaza, vítima de um ataque com um drone israelita, classificando-a como um "crime deliberado e premeditado".

A Al Jazeera "condena veementemente o crime hediondo de alvejar e matar o correspondente da Al Jazeera, Mohammed Wishah Mubasher, após um ataque ao veículo em que seguia na região oeste da Faixa de Gaza", afirmou a cadeia em comunicado.

A cadeia "responsabiliza totalmente as forças de ocupação israelitas" e acredita que "este não foi um ato aleatório, mas sim um crime deliberado e premeditado com o objetivo de intimidar os jornalistas".
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ONU denuncia dimensão "horrível" de mortes em ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos na ONU disse que a dimensão das mortes nos ataques israelitas no Líbano é "horrível".

“A escala das mortes e da destruição no Líbano hoje é simplesmente horrível”, disse Volker Turk em comunicado. “Tal carnificina, poucas horas depois de se ter acordado um cessar-fogo com o Irão, é inacreditável. Isto coloca uma enorme pressão sobre uma paz frágil, tão desesperadamente necessária para os civis", acrescentou.

A vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes atingiu esta quarta-feira diversas zonas do Líbano. Israel diz que atingiu mais de 100 alvos em dez minutos.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

O número total de mortos no Líbano devido aos ataques israelitas subiu para 254, segundo um balanço da Defesa Civil libanesa publicado esta quarta-feira.
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Luís Montenegro subscreve declaração da UE e Canadá que pede "fim rápido" da guerra

O primeiro-ministro subscreveu hoje uma declaração conjunta de vários países da UE e Canadá que pede o "fim rápido" da guerra no Irão e saudou "o início de uma nova fase diplomática", esperando que crie paz e estabilidade regional.

Esta manhã, os líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha, Itália, Dinamarca e Países Baixos, assim como os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, divulgaram uma declaração conjunta na qual saúdam o cessar-fogo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos e pedem que se traduza num "fim rápido e duradouro da guerra".

Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro diz subscrever esta declaração, salientando a "relevância do início de uma nova fase diplomática, bem como a perspetiva de reabertura do Estreito de Ormuz".

"Esta nova fase deve permitir paz e estabilidade regionais sustentáveis, com os consequentes efeitos positivos na nossa economia e na nossa sociedade", afirma.

Na declaração conjunta divulgada esta manhã, os líderes europeus e do Canadá pedem "progressos rápidos rumo a um acordo negociado substancial" para acabar com a guerra no Irão, afirmando que isso "será crucial para proteger a população civil do Irão e garantir a segurança na região".

"Pode também evitar uma grave crise energética global", acrescentam.

Os líderes deixam também uma mensagem a Israel, cujo Governo afirmou que o cessar-fogo alcançado esta noite não cobre a ofensiva contra o movimento islamita pró-iraniano Hezbollah no Líbano.

"Exortamos todas as partes a cumprir o cessar-fogo, incluindo no Líbano", afirmam.

Os líderes destes oito países dizem ainda que os seus governos vão "contribuir para assegurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz" e agradecem ao Paquistão e a "todas as partes envolvidas" por terem ajudado a que se chegasse a um cessar-fogo.

Lusa
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EAU exigem posição "firme" contra ataques do Irão e esclarecimentos sobre acordo

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos afirmou que os ataques iranianos contra o país do Golfo exigem uma posição firme contra o Irão e Teerão, com indemnização total por perdas e danos.

Frisou ainda que o país vai pedir esclarecimentos sobre o acordo de cessar-fogo, para garantir o pleno cumprimento, por parte do Irão, da cessação imediata de todos os ataques na região e da reabertura incondicional do Estreito de Ormuz.


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Os principais pontos da conferência de imprensa de Karoline Leavitt

A secretária de imprensa da Casa Branca tentou explicar a polémica sobre as propostas do Irão antes do cessar-fogo e afirmou que o Irão iria indicar o seu urânio enriquecido.
  • O plano de 10 pontos do Irão era “fundamentalmente pouco sério”, alegando que o país “apresentou um plano mais razoável” que Washington considerou como “uma base viável” para as negociações.
  • A administração Trump estará envolvida em negociações nas próximas duas semanas, “desde que o Estreito de Ormuz permaneça aberto, sem limitações ou atrasos”.
  • Trump “tomou conhecimento” de reportagens nos meios de comunicação iranianos sobre o encerramento do Estreito de Ormuz no meio dos ataques de Israel ao Líbano, mas Leavitt diz que o presidente norte-americano espera que o estreito seja reaberto “imediatamente, rapidamente e em segurança”.
  • “O Líbano não faz parte do cessar-fogo. Isto já foi comunicado a todas as partes envolvidas no cessar-fogo.”
  • O Irão indicou que iria entregar os seus stocks de urânio enriquecido, afirmou Leavitt sem fornecer mais detalhes.
  • “Esta é uma linha vermelha da qual o presidente não vai recuar e está empenhado em garantir que isso acontece. Esperamos que seja através da diplomacia”.
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Casa Branca diz que Irão irá entregar urânio enriquecido

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitte, disse esta quarta-feira que o Irão indicou que iria entregar os seus stocks de urânio enriquecido.

Em conferência de imprensa, Leavitte disse que o urânio enriquecido do Irão está no topo da lista de prioridades do presidente Donald Trump, à medida que as negociações com Teerão entram na sua próxima fase.

"Este é o principal assunto da lista de prioridades do presidente e da sua equipa de negociação, enquanto se preparam para esta próxima ronda de discussões", disse a secretária de imprensa aos jornalistas, reiterando que o urânio enriquecido do Irão é uma "linha vermelha" da qual Trump não recuará.

"Esta é uma linha vermelha da qual o presidente não vai recuar, e está empenhado em garantir que isso acontece. Esperamos que seja através da diplomacia", acrescentou.

Trump disse na quarta-feira que os EUA iriam trabalhar com o Irão para "extrair e remover" o urânio. "Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, trabalhando com o Irão, irão extrair e remover toda a 'poeira' nuclear (dos bombardeiros B-2) profundamente enterrada", escreveu o presidente norte-americano na Truth Social.
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Leavitt. Notícias que sugerem que o Estreito de Ormuz está fechado são falsas

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt foi questionada sobre notícias veiculadas pelos meios de comunicação estatais iranianos, de que o Estreito de Ormuz está fechado apesar da sua abertura ser uma condição do cessar-fogo temporário.

Leavitt afirmou que Trump foi informado sobre as notícias, que disse serem "falsas". Seria "inaceitável" se o Estreito fosse fechado, referiu.

A secretária de imprensa sublinhou que o que está a ser dito publicamente é diferente do que está a ser dito em privado, mencionando um "aumento" do tráfego hoje.

Leavitt reiterou a expectativa anunciada por Trump ao anunciar o cessar-fogo terça-feira, de que o Estreito seja aberto "imediatamente", acrescentando que lhe foi comunicado em privado que é isso que está a acontecer e que as notícias que sugerem o contrário são falsas.

A abertura "segura" de Ormuz foi a condição citada pelo presidente norte-americano para aceitar a proposta do Paquistão para suspender os ataques e bombardeamentos por "duas semanas". 

Se não se verificar, o acordo estará em perigo.
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Casa Branca fala em duas propostas do Irão, uma "pouco séria" e outra "viável"

A Casa Branca procurou esclarecer o que os EUA e o Irão já tinham acordado, sugerindo que, depois de um primeiro plano ter sido considerado “pouco sério”, uma segunda proposta foi vista como um ponto de partida “viável” para intensas negociações que começariam este fim de semana.

O plano de 10 pontos apresentado inicialmente pelos iranianos foi “fundamentalmente pouco sério, inaceitável e completamente descartado”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt. 

Depois, horas antes do prazo final das 20h (hora do leste dos EUA) estabelecido pelo presidente Donald Trump, o Irão “apresentou um plano mais razoável, totalmente diferente e condensado”, afirmou ela.

Trump e a sua equipa, segundo Leavitt, consideraram o plano alternativo uma “base viável para negociar” e que poderia ser alinhado com a proposta de 15 pontos do governo, o que sugere uma discrepância entre as declarações públicas do Irão e o que o país tem vindo a comunicar à equipa de Trump em conversas privadas.

Os negociadores trabalharão para consolidar estas estruturas num acordo durante as negociações à porta fechada que terão início em Islamabad este sábado.

“As linhas vermelhas do presidente, ou seja, o fim do enriquecimento de urânio no Irão, não mudaram”, disse Leavitt.
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"Termos do cessar-fogo" entre Irão e EUA "são claros e explícitos" diz MNE iraniano

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou numa publicação no X que os termos do cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA são “claros e explícitos”.

Defendeu ainda que Washington deve escolher entre manter o cessar-fogo ou prosseguir uma “guerra contínua através de Israel”.

"Não podem ter ambos”, disse Araghchi.

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, referiu-se ainda à situação no Líbano, escrevendo: “O mundo vê os massacres no Líbano”.

“A bola está com os EUA, e o mundo está a observar se vão cumprir os seus compromissos”, acrescentou Araghchi.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) avisou que responderá se as “agressões” contra o Líbano não cessarem imediatamente, informou hoje a emissora estatal IRIB.
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FMI, Banco Mundial e Programa Alimentar Mundial da ONU. Guerra está a agravar a insegurança alimentar

Os responsáveis ​​do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional e do Programa Alimentar Mundial da ONU alertaram esta quarta-feira que os aumentos acentuados dos preços do petróleo, do gás natural e dos fertilizantes conduzirão inevitavelmente ao aumento dos preços dos alimentos e à insegurança alimentar.

Numa declaração conjunta, os líderes afirmaram que o fardo recairá mais fortemente sobre as populações mais vulneráveis ​​do mundo, particularmente nas economias de baixo rendimento e dependentes de importações.

Disseram que as suas instituições continuarão a acompanhar de perto os desenvolvimentos e a "coordenar o uso de todas as ferramentas disponíveis para apoiar os afetados pela crise".
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"O dedo está no gatilho"
RTP /

Netanyahu declara que Israel está "pronto para retomar os combates a qualquer momento"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse esta quarta-feira que Israel conquistou "grandes feitos" nesta guerra contra o Irão, mas acrescentou que tem mais objetivos a cumprir e que estão "prontos para retomar os combates a qualquer momento".

“Ainda temos objetivos a alcançar e vamos alcançá-los seja através de um acordo ou através do retomar dos combates”, disse Netanyahu num discurso televisivo. "O dedo está no gatilho", garantiu. 

O primeiro-ministro israelita elogiou ainda as relações entre os EUA e Israe e disse que "o Irão é agora um país fraco, mais do que nunca".

As palavras do primeiro-ministro israelita parecem indicar vontade de não cumprir o cessar-fogo de dias semanas, anunciado terça-feira, por Donald Trump e Teerão.

Netanyahu insistiu ainda que o cessar-fogo entre os EUA e o Irão foi alcançado "em plena coordenação com Israel". "Não nos apanharam de surpresa no último minuto", garantiu. 

O primeiro-ministro do Estado hebraico sublinhou ainda que o cessar-fogo "não é o fim da campanha" no Irão. "Esta é uma etapa na conquista de todos os objetivos da campanha", declarou.
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RTP /

Jornalista da Al Jazeera morto pelas forças israelitas em Gaza

A televisão do Qatar reportou que o seu correspondente, Mohammed Wishah, foi morto num ataque de drone israelita em Gaza.

Foi alvo de um ataque e brutalmente assassinado enquanto conduzia na principal avenida da Cidade de Gaza, referiu a Al Jazeera.

Com a morte de Wishah, o número de jornalistas palestinianos mortos por Israel desde o início da guerra, em outubro de 2023, subiu para 262, de acordo com um comunicado do Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza, esta quarta-feira.

No texto, o mesmo Gabinete condenou o assassinato e o “ataque sistemático, assassinato e homicídio de jornalistas palestinianos pela ocupação israelita”.

“Consideramos a ocupação israelita, o governo dos Estados Unidos e os países cúmplices do crime de genocídio, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, totalmente responsáveis ​​pela prática destes crimes hediondos e brutais”, afirmou.
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RTP /

Número de mortos nos ataques israelitas no Líbano sobe para 254

O número de mortos no Líbano devido aos devastadores ataques de Israel subiu para 254, indicou Defesa Civil libanesa.

Anteriormente o Ministério da Saúde do Líbano tinha confirmado 112 mortos e 837 feridos.

Os ataques de hoje fizeram ainda 1.165 feridos.

A vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, atingiu esta quarta-feira diversas zonas do Líbano, Israel diz que atingiu mais de 100 alvos em dez minutos.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

Antes dos bombardeamentos de hoje, pelo menos 1.530 pessoas tinham sido mortas e 4.812 feridas no Líbano desde o início da guerra, segundo dados do Ministério da Saúde libanês, divulgados terça-feira.
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RTP /

Fornecimento de petróleo para UE mantém-se estável apesar de flutuações no preço

O fornecimento de petróleo para a União Europeia mantém-se estável, apesar das flutuações nos preços globais, indicaram hoje responsáveis da indústria petrolífera durante uma reunião com representantes das instituições europeias.

Em comunicado, a Comissão Europeia refere que se reuniu hoje o Grupo de Coordenação do Petróleo da União Europeia (UE), que junta representantes do executivo comunitário, dos Estados-membros e da indústria petrolífera, com o intuito de abordar a "situação de segurança de abastecimento de petróleo na UE", perante a guerra no Médio Oriente.

Nessa reunião, segundo o comunicado, os representantes da indústria petrolífera "indicaram que o fornecimento de petróleo se mantém, de momento, estável, apesar de ter sido afetado pelas flutuações nos preços globais" e manifestaram "preocupação quanto às incertezas relativamente à duração do conflito".

"Os representantes da indústria também destacaram a importância de evitar interferências indevidas nos mercados e de garantir transparência e coordenação ao nível da UE", indica a Comissão Europeia.

No comunicado, refere-se também que, nesta reunião, a Comissão Europeia e os Estados-membros discutiram "a partilha de dados mais recentes sobre as reservas da UE e as condições de mercado, com vista a analisar a situação da procura e da oferta na UE a médio prazo e servir de base para ações e medidas coordenadas a nível europeu no futuro".

Esta quinta-feira, está também prevista uma reunião do Grupo de Coordenação da Gás da UE.

As reuniões destes dois órgãos têm como intuito abordar uma eventual escassez de combustíveis, nomeadamente no que toca ao gasóleo e combustível de aviação, devido à incerteza relativa à circulação marítima no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito consumido a nível mundial.

Lusa
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RTP /

Forças israelitas voltam a bombardear Beirute ao fim do dia

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram um novo ataque em Beirute na noite de quarta-feira. O alvo foi um comandante do Hezbollah, revelaram.

O ataque ocorreu na zona de Tallet el Khayyat, em Beirute, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

Vídeos publicados nas redes sociais logo após o ataque mostram danos extensos num edifício de vários andares, com veículos destruídos e destroços espalhados pela rua. Noutro vídeo, grandes colunas de fumo cinzento e poeira podem ser vistas a subir do local.

Antes, as FDI realizaram o que descreveram como a maior onda de ataques em todo o Líbano desde o início do conflito, afirmando ter atingido 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah.

Ao fim do dia de quarta-feira, a Defesa Civil libanesa contabilizava 254 mortos nesses primeiros bombardeamentos.
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RTP /

Ataque de Israel a Beirute. Balanço aponta 89 mortos e mais de 700 feridos


De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano os bombardeamentos israelitas de Beirute provocaram 89 mortos e mais de 700 feridos.

Um elemento dos médicos sem fronteiras diz que equipas da organização estão a enfrentar uma situação caótica nos hospitais, com um elevado número de feridos – incluindo crianças - que chegam com estilhaços e hemorragias graves.

O Irão está a ponderar responder ao que considera serem violações israelitas do cessar-fogo contra o Líbano, segundo uma fonte de segurança não identificada citada pela agência Fars News, um órgão afiliado ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC).

"O Irão está em processo de preparar a sua resposta para levar a cabo operações dissuasoras contra posições militares israelitas nos territórios ocupados", afirmou a fonte citada.
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RTP /

Proposta iraniana. "Documento divulgado pelos media não é o documento de trabalho", diz casa Branca

A Casa Branca contestou esta quarta-feira as notícias sobre o esboço do plano de cessar-fogo divulgadas nos meios de comunicação social dos EUA a partir dos media iranianos.

A proposta de 10 pontos divulgada difere aparentemente da que foi efetivamente recebida pelas autoridades americanas.

Quando Donald Trump anunciou ontem um cessar-fogo de duas semanas com o Irão, disse que os EUA tinham recebido uma proposta de paz de 10 pontos que considerava uma “base viável para a negociação”.

Mas quando o Irão divulgou posteriormente uma proposta de 10 pontos à imprensa, esta era diferente daquela a que Trump se referia.

Um funcionário da Casa Branca confirmou isso mesmo à BBC e à CNN, afirmando que o "documento divulgado pelos media não é o documento de trabalho".

A extensão e a natureza das diferenças não ficaram imediatamente claras. O funcionário da Casa Branca não adiantou mais pormenores.

"Não vamos falar disso publicamente por respeito ao processo", explicou.

Trump tem expressado várias vezes a sua frustração com o que o Irão estava a dizer publicamente sobre o acordo de cessar-fogo. 

Terça-feira à noite, ridicularizou uma declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão que reivindicava a vitória no acordo, chamando-lhe "FRAUDE" e atacando a CNN por ter noticiado o facto. 

Já quarta-feira, sugeriu no Truth Social que alguns dos acordos que circulam publicamente não estavam a ser discutidos à porta fechada.

"Inúmeros acordos, listas e cartas estão a ser enviados por pessoas que não têm absolutamente nada a ver com a negociação EUA/Irão; em muitos casos, são burlões, charlatães e PIORES", escreveu

"Existe apenas um grupo de 'PONTOS' significativos que são aceitáveis ​​para os Estados Unidos, e iremos discuti-los à porta fechada durante estas negociações. Estes são os PONTOS que fundamentam o nosso acordo de cessar-fogo. É algo razoável e que pode ser facilmente descartado", acrescentou,
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RTP /

Teerão suspende tráfego em Ormuz após ataques de Israel no Líbano

A comunicação social iraniana diz que Irão suspendeu o tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz, no seguimento do ataque aéreo israelita em grande escala no Líbano, que hoje fez dezenas de mortos em Beirute.

"A passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi interrompida após os ataques de Israel ao Líbano", informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

Como parte da trégua no conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.

O Governo israelita anunciou que concordou com o cessar-fogo, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.

Israel lançou hoje fortes bombardeamentos contra a capital libanesa, que fizeram dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo as autoridades locais.

Lusa
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“EUA não conseguem controlar” Netanyahu diz Teerão
RTP /

Irão está a avaliar resposta a "violações" do cessar-fogo por Israel

O Irão está a avaliar a sua resposta ao que considera serem violações do cessar-fogo israelita contra o Líbano, segundo uma fonte de segurança não identificada que falou à agência de notícias Fars, afiliada da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC).

“O Irão está a trabalhar na sua resposta para realizar operações de dissuasão contra as posições militares israelitas nos territórios ocupados”, disse a fonte.

A fonte afirmou que a continuidade dos ataques indica que ou os “EUA não conseguem controlar” o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu ou que “concederam liberdade de ação ao regime sionista”.

Outra fonte, em declarações à agência de notícias estatal Tasnim, disse que as forças armadas iranianas estão a “identificar alvos” para responder aos ataques de Israel ao Líbano na quarta-feira, ameaçando retirar-se do acordo de cessar-fogo caso estes continuem.

“Se os EUA não conseguem controlar o seu agente de vigilância na região, o Irão, excecionalmente, ajudá-lo-á nesta questão! E isto pela força.”
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RTP /

Netanyahu convoca gabinete de segurança de Israel

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, vai convocar uma reunião do gabinete de segurança ainda hoje, segundo uma fonte oficial israelita.

A reunião terá lugar às 19h30 em Portugal continental, para discutir os desenvolvimentos do cessar-fogo com o Irão, informou a fonte.
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Questões de segurança
RTP /

Negociações no Paquistão. Presença de JD Vance em dúvida

O presidente norte-americano afirmou que não se sabe ao certo se o vice-presidente JD Vance irá comparecer em Islamabad.

"Teremos o Steve Witkoff, o Jared Kushner, o JD - talvez o JD, não sei. Há uma questão de segurança", disse Trump sobre as conversações planeadas para sexta-feira.

As delegações dos EUA e do Irão são esperadas em Islamabad já na quinta-feira, anunciou o Paquistão esta tarde.

Uma fonte familiarizada com o planeamento disse à CNN que as autoridades já não se estão a preparar para a presença do vice-presidente nas conversações presenciais desta semana. 

Dada a natureza precária das negociações em curso, esta decisão pode ainda mudar, observou a fonte.
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RTP /

Trump confirma que Líbano está excluído do cessar-fogo

O Presidente Donald Trump descreveu hoje os contínuos ataques israelitas ao Líbano como uma "escaramuça separada" com o Hezbollah que "não estava incluída" no acordo de cessar-fogo de duas semanas.

"Sim, não estavam incluídos no acordo", disse Trump ao programa PBS News Hour, num telefonema esta manhã.

"Por causa do Hezbollah. Não estavam incluídos no acordo. Isso também será resolvido. Está tudo bem."

A secretária de imprensa da Casa Branca já tinha avançado durante a tarde essa informação.
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RTP /

Países do Golfo continuam a reportar ataques do Irão apesar do cessar-fogo

É um sinal da fragilidade da trégua entre Washington e Teerão.

O Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter anulado sete mísseis e drones lançados a partir do Irão, esta quarta-feira, enquanto governo saudita anunciava a interceção de nove drones que tinham como alvo o seu território.

O Kuwait informou por seu lado ter sofrido uma "intensa onda de ataques" por parte do Irão, que danificaram instalações petrolíferas, centrais elétricas e centrais de dessalinização, segundo os militares.
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RTP /

Ventura responsabiliza Governo e PS por aumento de preços, socialistas associam-no a Trump

O presidente do Chega responsabilizou hoje o Governo mas também o PS pelo aumento do custo de vida, com a bancada socialista a acusar André Ventura de apoiar "o amigo Donald Trump" na guerra contra o Irão.

Na abertura do debate parlamentar de urgência marcado pelo Chega, André Ventura considerou que os preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação atingiram "um nível verdadeiramente imoral" na sequência do conflito no Médio Oriente.

"A receita do Estado com o ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) está no seu valor mais elevado de sempre. Isso significa que o Estado está a lucrar mais do que nunca com o ISP cobrado aos portugueses. Isto significa também que o Governo pode e deve fazer mais nesta matéria", defendeu.

O líder do Chega apontou exemplos de outros países da União Europeia que "anunciaram medidas implacáveis" para conter o aumento dos combustíveis, falando na Espanha, França e Grécia, mas destacando sobretudo o caso de Itália.

"Não é um governo comunista, não é um governo socialista, é um governo liberal e de direita. Um governo que sabe e compreende que as pessoas têm de estar em primeiro lugar e que não podemos ter uma guerra da qual não fomos culpados, da qual não temos responsabilidade, mas em que o Estado, em vez de ajudar os seus cidadãos, lucra à conta dos seus cidadão", criticou.

Ventura comparou o atual Governo ao anterior executivo socialista, dizem que ambos atuaram da mesma forma na resposta às crises energéticas, enquanto da bancada do PS de ouviam apartes como "diz ao Trump", numa referência ao presidente dos Estados Unidos, país que, juntamente com Israel, começou o conflito com o Irão.

"É verdade, talvez Donald Trump tenha a sua culpa, mas António Costa tem muito mais culpa do que Donald Trump na miséria que causou aos portugueses", afirmou, referindo-se ao anterior primeiro-ministro socialista.

O líder do Chega defendeu que deve ser aplicada uma taxa de 0% de IVA ao cabaz alimentar, avisando os deputados que se o parlamento nada fizer, será também responsável "pela maior miséria dos nossos concidadãos".

Num pedido de esclarecimento, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, defendeu que o principal culpado do aumento de combustíveis "é o atual Presidente dos Estados Unidos", Donald Trump.

"É o seu amigo, de quem foi à posse. E a responsabilidade é, do ponto de vista político nesta casa, em primeira ordem sua. É certo, o Governo podia ser mais lesto, mas cada vez que um português vai à bomba de gasolina e olha para o preço diz: cá está o preço de André Ventura e do seu amigo", ironizou.

Brilhante Dias considerou que, se um dia "a extrema-direita chegasse ao poder" em Portugal, seria este o resultado: "um aumento de preços irresponsável".

Na resposta, Ventura defendeu que Portugal e a maioria dos países europeus "estiveram bem em não alinhar totalmente com aquilo que tinha sido uma ação americana no Irão".

"Nós somos, acima de tudo, europeus e defendemos, acima de tudo, os interesses do nosso continente europeu", afirmou.

O líder do Chega deixou ainda uma crítica à recente deslocação de Brilhante Dias e do líder do PS, José Luís Carneiro, à Venezuela.

"Há uma coisa em que estamos, de facto, nos antípodas e que nunca me verá fazer: nunca estarei em Caracas a dar a mão ao ditador Nicolás Maduro", disse.

Lusa
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RTP /

Líbano está fora do acordo, diz secretária de imprensa da Casa Branca ao Axios

O Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo que os EUA têm com o Irão, informou o Axios esta quarta-feira, citando a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
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RTP /

Delegações dos EUA e do Irão em Islamabad na quinta-feira

Duas fontes paquistanesas afirmaram à agência Reuters que a delegação dos EUA liderada por JD Vance e a delegação iraniana liderada por Qalibaf e Araqchi chegarão a Islamabad, Paquistão, na quinta-feira.
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RTP /

Trump ao NY Post. Conversações presenciais com o Irão vão acontecer "muito em breve"

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que as conversações presenciais com o Irão vão acontecer "muito em breve", noticiou o New York Post.

Em entrevista ao Post, Trump disse que o vice-presidente John D. Evans pode não comparecer às conversações devido a questões de segurança.
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RTP /

Pete Hegseth garante que Teerão implorou pelo cessar-fogo

Afirmando que Donald Trump conseguiu no Irão o que nenhum outro presidente americano conseguiu, o secretário da Defesa acrescentou que Teerão implorou pelo cessar-fogo.

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RTP /

Primeiro-ministro britânico inicia viagem pelo Golfo

Keir Starmer aterrou na Arábia Saudita, primeira paragem de uma viagem pelo Golfo que ocorre após o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão em troca da reabertura do Estreito de Ormuz.

Enquanto o líder trabalhista se preparava para se encontrar com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o governo saudita anunciava a interceção de nove drones que tinham como alvo o seu território, um sinal da fragilidade da trégua entre Washington e Teerão.

O Kuwait informou por seu lado ter sofrido uma "intensa onda de ataques" por parte do Irão, que danificaram instalações petrolíferas, centrais elétricas e centrais de dessalinização, segundo os militares.
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Apelo à moderação
RTP /

"Reportadas violações do cessar-fogo" afirma primeiro-ministro do Paquistão

O primeiro-ministro paquistanês afirmou que "foram reportadas violações do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos".

Shehbaz Sharif afirmou que estas violações do cessar-fogo minam o espírito do processo de paz e apelou à moderação.

"Exorto, de forma séria e sincera, todas as partes a exercerem moderação e a respeitarem o cessar-fogo durante duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo à solução pacífica do conflito", disse Sharif, que foi fundamental na intermediação da trégua, numa publicação no X.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão discutiu entretanto as violações do cessar-fogo israelita no Líbano, durante uma chamada telefónica na quarta-feira com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, que está a mediar a frágil trégua entre os Estados Unidos e o Irão, segundo um comunicado.

Abbas Araghchi e o poderoso chefe do Exército paquistanês, Marechal de Campo Asim Munir, enfatizaram a importância de implementar os pontos de acordo entre os dois países para reforçar a paz e a segurança na região.
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RTP /

Irão ameaça navios que tentem atravessar Estreito de Ormuz sem permissão

Marinha iraniana ameaçou destruir os navios que tentem passar pelo Estreito de Ormuz sem a permissão de Teerão, acrescentando que a travessia pela via navegável continua bloqueada, segundo várias fontes do sector marítimo.

"Qualquer embarcação que tente navegar pelo mar... será alvo e destruída...", dizia a mensagem.
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Esperança na abertura do Estreito de Ormuz
RTP /

Petrolíferas em queda após acordo de cessar-fogo, Galp cai quase 8%

As principais petrolíferas têm estado a registar hoje quedas acentuadas em bolsa, incluindo a Galp em Lisboa, após o Presidente norte-americano ter suspendido os ataques contra o Irão, num cessar-fogo que prevê a abertura do estreito de Ormuz.

A portuguesa Galp estava, cerca das 14:40, a cair 7,84%, num `ranking` do setor liderado pela norueguesa Equinor (-13%).

Lá fora, destacam-se ainda a Vår Energi (-12%), a Repsol (-12%) e a Eni (-11%).

Com quebras abaixo de 10% surgem a BP (-9,9%), OMV (-9,4%), Shell (8%) e a TotalEnergies (7,4%).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".

"Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um Cessar-Fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a Paz a longo prazo com o Irão e a Paz no Médio Oriente", afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.

Lusa
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Reação ao acordo
RTP /

Bolsa de Nova Iorque negocia em alta na abertura com cessar-fogo entre EUA e Irão

A bolsa em Wall Street negociava hoje em alta no início da sessão após os EUA e o Irão terem acordado um acordo de cessar-fogo de duas semanas e a reabertura do estreito de Ormuz.

Pelas 14:45 (hora de Lisboa), o industrial Dow Jones subia 2,82% para 47.896,86 pontos, e o tecnológico Nasdaq avançava 2,96% para 22.670,46 pontos.

O agregado S&P 500 ganhava 2,57% para 6.787,10 pontos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".

"Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irão e a PAZ no Médio Oriente", afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.

Na madrugada de hoje o preço do West Texas Intermediate (WTI), referência americana do petróleo bruto, descia 15,40% para 95,55 dólares.

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, descia 15,03%, para 92,85 dólares. Ambos caíam abaixo da barreira simbólica dos 100 dólares, num mercado aliviado pela pelo cessar-fogo no Irão e do desimpedimento do Estreito de Ormuz.

Lusa
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RTP /

Irão poderá estar a considerar ataques contra Israel

Segundo a agência iraniana de notícias Fars, o Irão está a considerar realizar ataques contra Israel, alegando que Telavive "violou o cessar-fogo temporário no Líbano".
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Enviado da ONU chega ao Irão

O enviado do secretário-geral da ONU António Guterres chegou ao Irão no âmbito de uma visita regional destinada a apoiar os esforços para resolver o conflito, afirmou um porta-voz das Nações Unidas em comunicado esta quarta-feira.

Jean Arnault deslocou-se à República Islâmica a pedido do secretário-geral, António Guterres, para "apoiar os esforços diplomáticos e promover um acordo para pôr fim às hostilidades", desencadeadas pela ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro, e que se alastraram a outros países da região.

Durante a visita, o enviado de Guterres vai reunir-se com dirigentes iranianos para "ouvir a sua posição sobre a situação e conhecer a sua perspetiva sobre o caminho a seguir", indicou o comunicado.

Arnault elogiou o acordo alcançado na terça-feira à noite, com mediação do Paquistão e de outros países (Egito, Turquia e Arábia Saudita), que inclui um cessar-fogo de duas semanas, destinado a criar espaço para o avanço de negociações e que abre "uma janela para a diplomacia", segundo o comunicado da organização internacional.

O enviado das Nações Undas expressou confiança de que os líderes da região vão optar pelo diálogo e pela proteção dos civis e afirmou que, durante a sua deslocação, pretende reiterar o compromisso de Guterres de "não poupar esforços para apoiar uma solução pacífica".

No final de março, o secretário-geral nomeou o diplomata francês, que trabalha em processos de paz há mais de três décadas, como seu enviado no âmbito dos esforços da organização para pôr fim ao conflito.

c/Lusa
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RTP /

AIE alerta para perturbações na aviação europeia caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, disse ao jornal alemão Sueddeutsche Zeitung que poderá haver perturbações no tráfego aéreo europeu a partir de meados de maio devido à escassez de combustível para aviões, caso o Estreito de Ormuz não seja totalmente reaberto.
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RTP /

Beirute convoca "amigos do Líbano" para intervir e travar ataques israelitas

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, apelou na quarta-feira aos "amigos do Líbano" para intervirem para travar os ataques israelitas que mataram dezenas de pessoas e feriram centenas num só dia.

"Todos os amigos do Líbano são convocados a virem em nosso auxílio para travar estes ataques por todos os meios necessários", disse Salam em comunicado, depois de Israel ter anunciado que realizou o seu "maior ataque coordenado" contra o Hezbollah desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.
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Afirma embaixador iraniano na ONU
RTP /

Irão vai abordar negociações de paz com os EUA com cautela

O Irão vai abordar as conversações de paz com os EUA com muito mais cautela do que em conversações anteriores devido a uma grande falta de confiança, e a guerra vai afetar o futuro regime jurídico do Estreito de Ormuz, disse o embaixador iraniano na ONU em Genebra esta quarta-feira.

"Não estamos a depositar qualquer confiança no outro lado. As nossas forças militares mantêm-se em prontidão... mas, entretanto, iremos às negociações para ver o quão sério está o outro lado", disse o embaixador, Ali Bahreini, à Reuters.
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RTP /

Israel compromete-se com cessar-fogo mas exclui Líbano do acordo

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deverá acatar a pausa de duas semanas na guerra contra o Irão, mas mantém que a situação é diferente no sul do Líbano, onde tem lançado uma investida nas últimas semanas.

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RTP /

Acordo de cessar-fogo saudado por todo o mundo

Os líderes mundiais consideram que a trégua abre caminho para o fim da guerra no Médio Oriente.

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RTP /

Emmanuel Macron saúda cessar-fogo para o Irão

O presidente francês estende as exigências de cessar-fogo ao Líbano e pede o fim dos ataques israelitas.

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Revela Dan Caine
RTP /

Forças norte-americanas "mantêm-se prontas" caso o cessar-fogo termine

O chefe do Estado-Maior norte-americano Dan Caine, afirmou na quarta-feira que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão "prontas" para retomar os combates com o Irão caso o cessar-fogo entre os dois países termine.

"Para que fique claro, um cessar-fogo é uma pausa, e as Forças Armadas continuam prontas, se ordenadas ou convocadas, para retomar as operações de combate com a mesma rapidez e precisão que temos demonstrado nos últimos 38 dias", acrescentou o general Dan Caine durante uma conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth.
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RTP /

Estados Unidos e Irão vão conversar em Islamabad

Washington aceitou ontem um cessar-fogo na investida contra o Irão. Trump diz que esta terça-feira foi um grande dia para a paz mundial".

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RTP /

Médio Oriente. Presidente diz que ontem foi um dia de esperança

António José Seguro pede que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão seja o início de uma paz sólida e duradoura.

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RTP /

Estados Unidos e Irão chegaram a acordo

O cessar-fogo vai durar duas semanas. E a partir de sexta-feira os dois países vão sentar-se à mesa das negociações em Islamabad, no Paquistão. O Irão faz 10 exigências. É o ponto de partida para um acordo definitivo.

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Afirmam EUA
RTP /

Indústria de defesa do Irão ficou "completamente" destruída

Os Estados Unidos "destruíram completamente a base industrial de defesa do Irão", afirmou o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa esta quarta-feira, um dia depois de os dois países terem anunciado um cessar-fogo.

"Já não podem construir mísseis, foguetões, lançadores ou drones; as suas fábricas foram arrasadas", acrescentou Hegseth.

O secretário da Defesa norte-americano realçou ainda que os Estados Unidos obtiveram uma vitória militar decisiva sobre o Irão.

Hegseth afirmou que as forças armadas norte-americanas estavam "de prontidão" no Médio Oriente para garantir que o Irão cumpria o cessar-fogo de duas semanas e para monitorizar o stock de urânio enriquecido do país.

"Em relação ao urânio, estamos de olho. Sabemos o que eles têm, e eles vão entregá-lo, e nós vamos buscá-lo. Vamos tomá-lo se for preciso", disse Hegseth aos jornalistas.

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Quinta ou sexta-feira
RTP /

Irão poderá abrir o Estreito de Ormuz de forma controlada antes de uma reunião com os EUA

O Irão poderá abrir o Estreito de Ormuz de forma limitada e controlada na quinta ou sexta-feira, antes de uma reunião entre responsáveis norte-americanos e iranianos no Paquistão, disse à Reuters na quarta-feira um alto funcionário iraniano envolvido nas negociações.

"Se for alcançado um entendimento sobre uma estrutura para as negociações, o estreito poderá ser aberto 'de forma limitada, sob o controlo do Irão'", disse o responsável.

"A coordenação com as forças armadas iranianas será obrigatória para todos os navios. Ainda assim, o cessar-fogo é frágil; no entanto, preferimos uma paz duradoura, mas o Irão não teme regressar à guerra se os EUA quiserem seguir o mesmo caminho”, acrescentou.
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RTP /

Crise energética não será passageira

A crise energética provocada pelo conflito com o Irão não será passageira, afirmou esta quarta-feira uma porta-voz da Comissão Europeia.

A porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, disse aos jornalistas que cerca de 8,5% do GNL do bloco, 7% do petróleo e 40% do querosene de aviação e gasóleo passam pelo estreito de Ormuz, cujo acesso o Irão bloqueou em grande parte durante a guerra.

"O que já podemos prever é que esta crise não será passageira", disse. "É um ponto de estrangulamento muito, muito importante, obviamente".
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RTP /

Teerão ataca Kuwait e Emirados após ofensiva contra postos petrolíferos

O Irão lançou hoje ataques com mísseis e drones contra o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, horas depois de um bombardeamento às suas instalações petrolíferas, já após o anúncio de um cessar-fogo pelos Estados Unidos.

Segundo a televisão estatal iraniana, os ataques ocorreram após uma ofensiva contra infraestruturas energéticas na ilha de Lavan, no sul do país.

A emissora informou que tanto o Kuwait como os Emirados Árabes Unidos confirmaram ter sido alvo de ataques iranianos, sem adiantar, para já, informações sobre vítimas ou danos materiais.
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RTP /

Exército israelita lança os maiores ataques contra o Hezbollah no Líbano

As Forças Armadas israelitas anunciaram esta quarta-feira a realização d?os maiores ataques ?contra o Hezbollah libanês ?desde o início desta guerra, atingindo ?as infraestruturas do grupo no coração de ?zonas civis ?em todo o país.
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RTP /

Trump anuncia tarifas imediatas de 50% a países que forneçam armas ao Irão

Donald Trump acaba de anunciar tarifas imediatas de 50 por cento a qualquer país que forneça armas militares ao Irão, sem exceções.

"Um país que forneça armas militares ao Irão será imediatamente sujeito a uma tarifa de 50 por cento sobre todos e quaisquer bens vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exceções nem isenções", vincou na rede social Truth.
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RTP /

Trump diz que EUA vão colaborar estreitamente com o Irão e garante que "muitos dos 15 pontos já foram acordados"

O presidente norte-americano afirmou há momentos que os Estados Unidos vão trabalhar em estreita colaboração com o Irão e discutir o alívio das tarifas e sanções, numa altura em que já foram acordados vários pontos.

"Os Estados Unidos irão trabalhar em estreita colaboração com o Irão, país que, segundo determinámos, passou por aquilo que será uma mudança de regime muito produtiva", escreveu Donald Trump na rede social Truth.

"Não haverá enriquecimento de urânio e os Estados Unidos, em colaboração com o Irão, irão desenterrar e remover todo o "pó" nuclear profundamente enterrado (bombardeiros B-2)", acrescentou.

"Este encontra-se, e sempre esteve, sob vigilância por satélite muito rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque".

Trump escreveu ainda que os EUA "estão e continuarão a estar a discutir o alívio das tarifas e sanções com o Irão", sendo que "muitos dos 15 pontos" propostos por Washington "já foram acordados".
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RTP /

Trump está "impaciente por ver progressos" em relação ao Irão

O presidente dos EUA, Donald Trump, está "impaciente" quanto ao progresso no sentido de pôr fim à guerra com o Irão, afirmou o vice-presidente JD Vance esta quarta-feira.

"Ele está impaciente. Está impaciente por ver progressos", declarou durante uma viagem à Hungria.

Vance afirmou ainda que, embora algumas partes do regime iraniano estivessem a abordar as negociações de forma construtiva, outras estavam a "mentir" sobre o cessar-fogo.

O vice-presidente descreveu a situação como uma "trégua frágil".
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RTP /

Itália descarta enviar navios para patrulhar Estreito de Ormuz sem mandato da ONU

A Itália não enviará nenhum navio para ajudar a policiar a área do Estreito de Ormuz na sequência do cessar-fogo, a menos que isso faça parte de uma iniciativa liderada pela ONU, afirmou esta quarta-feira o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini.

"Não está na agenda. Já dissemos que não enviaremos navios, a menos que haja uma iniciativa das Nações Unidas", afirmou Salvini, que também é ministro das Infraestruturas no Governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
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RTP /

Kuwait denuncia onda matinal de ataques com drones iranianos

O Kuwait disse esta manhã que as suas defesas aéreas estavam a interceptar uma onda de drones iranianos lançados desde as 8h00 (5h00 em Lisboa). O Exército afirmou que alguns drones tinham como alvo instalações petrolíferas vitais, centrais elétricas e estações de dessalinização de água, causando danos significativos às infraestruturas.
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RTP /

Rússia saúda cessar-fogo e espera que EUA retomem negociações sobre a Ucrânia

O Kremlin acolheu esta quarta-feira o cessar-fogo entre os EUA e o Irão e disse esperar que Washington tenha agora tempo e margem de manobra para retomar as negociações de paz tripartidas sobre a Ucrânia.

Numa chamada com jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia espera que os EUA e o Irão mantenham contactos diretos nos próximos dias para dar continuidade às discussões de paz.
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RTP /

Vance afirma que iranianos devem negociar de boa-fé para chegar a um acordo

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou hoje que se o Irão estiver disposto a negociar com os Estados Unidos de boa-fé, então é possível chegar a um acordo para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

"O presidente dos Estados Unidos disse-me, e disse a toda a equipa de negociação para vir e trabalhar de boa-fé para chegar a um acordo", afirmou durante uma visita à Hungria.

"Foi isso que ele nos disse para fazer. Se os iranianos estiverem dispostos, de boa-fé, a trabalhar connosco, penso que podemos chegar a um acordo", acrescentou.
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RTP /

Pezeshkian confirmou participação do Irão nas negociações em Islamabad

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou que o Irão participará nas negociações com os EUA em Islamabad, que visam resolver o conflito entre os dois países, segundo um comunicado divulgado esta quarta-feira pelo gabinete do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif.
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RTP /

Primeiras travessias do Estreito de Ormuz desde o acordo de cessar-fogo

Dois navios atravessaram o Estreito de Ormuz desde que o Irão concordou em reabrir esta passagem estratégica no âmbito de um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, de acordo com o site de monitorização marítima MarineTraffic.
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RTP /

Rangel saúda cessar-fogo e aponta esperança à diplomacia internacional

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, em declarações à RTP Antena 1, disse ter recebido com agrado a notícia do acordo de um cessar-fogo temporário entre o Irão e os Estados Unidos. Um calar das armas de duas semanas que o mundo vê com agrado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português recebeu com satisfação a notícia do acordo de um cessar-fogo temporário entre o Irão e os Estados Unidos. Paulo Rangel refere que o mundo congratula este ato.
Uma boa notícia que traz esperança a Paulo Rangel no bom encaminhamento desta crise e na criação de um acordo sustentável e reconhecido por todas as partes envolvidas.
No que diz respeito ao mediador que conseguiu com que este pré-acordo fosse estabelecido, o diplomata português referiu-se ao Paquistão como um “mediador com capacidade de ser aceite e reconhecido pelas partes”.

Paulo Rangel elogiou a diplomacia do Paquistão e referiu que ele próprio incentivou “muito” o homólogo paquistanês e colocou-se à disposição para eventuais diligências necessárias.

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RTP /

Guterres congratula-se com acordo e Médio Oriente saúda cessar-fogo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, congratulou-se hoje com o cessar-fogo de duas semanas acordado entre os Estados Unidos e o Irão, pedindo respeito pelos termos definidos e sublinhando a necessidade de se preparar uma paz duradoura.

Guterres "exorta todas as partes envolvidas no atual conflito no Médio Oriente a cumprirem as suas obrigações perante o direito internacional", afirmou o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em comunicado hoje divulgado.

De acordo com a mesma fonte, o secretário-geral da ONU defendeu a necessidade de ambos os países "respeitarem os termos do cessar-fogo, a fim de preparar o caminho para uma paz duradoura e abrangente na região".

O responsável das Nações Unidas lembrou ainda que é urgente pôr fim às hostilidades "para proteger vidas civis e aliviar o sofrimento humano" e agradeceu os esforços do Paquistão e de outros países envolvidos na facilitação do cessar-fogo.

O enviado pessoal do secretário-geral para liderar os esforços da ONU no conflito, o diplomata francês Jean Arnault, está atualmente no Médio Oriente para "apoiar os trabalhos em prol de uma paz duradoura", concluiu o comunicado.

c/ Lusa
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RTP /

Agência marítima da ONU prepara mecanismo para garantir segurança no estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU responsável pela segurança marítima, afirmou hoje estar a trabalhar num mecanismo para garantir a segurança na passagem pelo estreito de Ormuz, praticamente paralisado desde o início da guerra no Médio Oriente.

"Já estou a trabalhar com as partes envolvidas na implementação de um mecanismo adequado para garantir a segurança do trânsito dos navios pelo estreito de Ormuz", afirmou o secretário-geral da OMI numa declaração transmitida à AFP.

"A prioridade, agora, é assegurar uma evacuação que garanta a segurança da navegação", acrescentou Arsenio Dominguez.

Esta declaração surge após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão.

c/ Lusa
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RTP /

Papa elogia cessar-fogo após criticar ameaça de Trump

O papa Leão XIV afirmou esta quarta-feira que acolheu com "grande satisfação" o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas na guerra do Irão.

O papa, que tem vindo a criticar o conflito nas últimas semanas, tinha afirmado na terça-feira que as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a população do Irão eram "inaceitáveis".
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RTP /

AIEA pronta para apoiar esforços de paz entre EUA e Irão

‌A agência nuclear da ONU saudou o cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos e o Irão e disse estar pronta para apoiar os esforços para encontrar uma solução duradoura que abranja o programa nuclear de Teerão.

"O diretor-geral da AIEA, Rafel Grossi, saúda o regresso à diplomacia com o objetivo de negociar um acordo sobre questões-chave, incluindo o programa nuclear do Irão", afirmou a Agência Internacional de Energia Atómica em comunicado.

"A AIEA está pronta para apoiar estes esforços através do seu papel indispensável em matéria de salvaguardas e verificação", acrescentou.
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RTP /

Turquia pede respeito por cessar-fogo, Egito elogia EUA pela opção diplomática

A Turquia pediu hoje a "todas as partes" para "respeitarem o acordo alcançado", após anúncio de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos, cuja postura foi saudada também pelo Egito por Washington "dar uma oportunidade à diplomacia".

"Insistimos que o cessar-fogo temporário deve ser totalmente executado no terreno e esperamos que todas as partes respeitem o acordo alcançado", lê-se em comunicado do ministério do ministério dos Negócios Estrangeiros turco.

Também em comunicado, o congénere egípcio, Badr Abdelatty, "expressou seu profundo apreço pela importante iniciativa americana de dar uma oportunidade à diplomacia e iniciar um processo sério de negociações", numa conversa telefónica com o enviado norte-americano americano Steve Witkoff.

c/ Lusa
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Chanceler alemão pede "fim definitivo" da guerra após cessar-fogo temporário

O chanceler alemão, Friedrich Merz, saudou hoje o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, apelando a que se negoceie nos próximos dias "o fim definitivo" da guerra.

O líder do Governo alemão agradeceu ao Paquistão o papel de mediação no acordo e considerou que o objetivo deve ser agora negociar um fim definitivo da guerra nos próximos dias.

Para o chanceler alemão, uma negociação diplomática irá servir a segurança da população civil iraniana e a estabilidade no Médio Oriente, além de contribuir para evitar "uma crise energética mundial".

Ao mesmo tempo, o Executivo alemão, segundo Merz, "apoia os esforços diplomáticos", e irá manter contacto próximo com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais, além de continuar disponível para contribuir "de forma adequada" para a livre navegação no Estreito de Ormuz.

c/ Lusa
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RTP /

Costa satisfeito com cessar-fogo insta Washington e Teerão a procurarem "paz sustentável"

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou hoje o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente, pedindo que seja respeitado com vista a uma "paz sustentável" na região.

"Acolho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sustentável na região", escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.

Reagindo ao anúncio da madrugada de hoje, o antigo primeiro-ministro português apontou que a União Europeia "está pronta para apoiar os esforços em curso e mantém-se em contacto próximo com os seus parceiros na região".

c/ Lusa
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RTP /

Iraque reabre o seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra

O Iraque anunciou hoje a reabertura do seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, pouco depois de Washington e Teerão terem anunciado um cessar-fogo de duas semanas.

"A Autoridade de Aviação Civil anuncia a reabertura do espaço aéreo iraquiano ao tráfego (...) a partir de hoje, após a estabilização da situação e o regresso às condições normais", afirmou este departamento governamental iraquiano em um comunicado.

Este serviço indicou ainda que "todos os voos civis estão autorizados a serem retomados (...) nos aeroportos do país".

c/ Lusa
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Lusa /

Bolsas europeias em forte alta animadas com trégua da guerra no Médio Oriente

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte alta, depois de alcançado um acordo de cessar-fogo de 15 dias entre Washington e Teerão, período durante o qual o estreito de Ormuz será reaberto e as partes continuarão a negociar.

Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 3,62%, para 611,95 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfuer avançavam 2,51%, 4,36% e 4,82%, bem como as de Madrid e Milão que valorizavam 3,30% e 3,66%, respetivamente.

A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,83%, para 9.444,50 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.

O euro também subia, 0,86% para 1,1695 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1595 dólares na terça-feira.

O Governo de Israel anunciou hoje que aceita a trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão anunciada pelo Presidente Donald Trump, mas assegurou que não inclui o Líbano, onde mantém uma frente de guerra aberta.

Trump explicou que seu Governo ajudará a gerir o "tráfego acumulado" no estreito de Ormuz e que com o acordo com o Irão poderia dar-se a "idade de ouro do Médio Oriente".

O acordo provocou a queda do preço do petróleo.

O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, Baixava 13,13%, para 94,92 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, recuava 14,67%, para 96,30 dólares.

O gás natural para entrega em maio no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 16,42%, para 44,52 euros por megawatt-hora (MWh).

Em sentido contrário, nos mercados de metais preciosos, o ouro regista um ganho de 2,35%, com a onça a 4.817,31 dólares, enquanto a prata avança 5,48% para 77,02 dólares a onça.

Esta quarta-feira, a agência estatística Eurostat divulgará o índice de preços da produção (IPP) da zona euro em fevereiro.

Embora em fevereiro ainda se espere que os preços da energia continuem a pesar na evolução homóloga deste índice, a situação mudará drasticamente no mês de março, depois do forte aumento dos preços do gás e do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.

Na Ásia, as bolsas terminaram hoje em alta: o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu 5,39%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, 6,87%, o índice de referência da bolsa de Xangai 2,69%, o da de Shenzhen 4,79% e o Hang Seng de Hong Kong, que opera hoje pela primeira vez esta semana, avançava 2,80% pouco antes do final da sessão.

Antes do acordo de cessar-fogo, Wall Street fechou na terça-feira mista: o Dow Jones caiu 0,18% e o tecnológico Nasdaq avançou 0,1%.

Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam a esta hora para subidas de 2,30% e 3,24%, respetivamente.

No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a dez anos descia para 2,993%.

Quanto às criptomoedas, a `bitcoin` subia 1,89% para 71.728 dólares.

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RTP /

China diz acolher com agrado o cessar-fogo no Irão

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China disse acolher com agrado os acordos de cessar-fogo no Irão, acrescentando que a China tinha envidado os seus próprios esforços para alcançar uma paz duradoura no Médio Oriente.
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RTP /

Espanha saúda cessar-fogo mas critica EUA

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, saudou o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão, mas criticou a Administração Trump, sem a nomear explicitamente, por ter iniciado as hostilidades.

"O Governo espanhol não vai aplaudir aqueles que incendiam o mundo só porque aparecem com um balde de água", escreveu Sánchez na sua conta do X.

Sánchez afirmou que os cessar-fogos são sempre notícias bem-vindas, mas acrescentou que "o alívio momentâneo não deve fazer-nos esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas", apelando ao prevalecimento da "diplomacia, do direito internacional e da paz".
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Cristina Sambado - RTP /

Cessar-fogo com o Irão. Kiev pede a Washington que concentre esforços na Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu a Washington, esta quarta-feira, que pressione Moscovo para alcançar um cessar-fogo e pôr fim a mais de quatro anos de guerra, afirmando que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão demonstra o sucesso da "firmeza americana".

Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano com o secretário de Estado norte-americano durante uma reunião do G7 no Canadá Mandel Ngan - Pool via Reuters

"A firmeza americana está a dar frutos. Acreditamos que é tempo de demonstrar firmeza suficiente para compelir Moscovo a um cessar-fogo e pôr fim à sua guerra contra a Ucrânia", escreveu Andriy Sybiga na rede social X.

O governante ucraniano saudou ainda “o acordo entre o presidente Trump e o regime iraniano para desbloquear o Estreito de Ormuz e cessar-fogo, bem como os esforços de mediação do Paquistão”.
Ataques russos à Ucrânia prosseguem

Um ataque com drone russo durante a última noite contra o maior porto fluvial do Danúbio na Ucrânia, Izmail, danificou instalações portuárias, informou o Ministério do Desenvolvimento Regional da Ucrânia no Telegram esta quarta-feira.

"Incêndios começaram no território dos armazéns", avançou o Ministério, acrescentando que foram extintos pelos socorristas.

na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, ataques de Moscovo provocaram a morte a uma pessoa entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira, anunciou o chefe da administração regional, Ivan Fedorov, no Telegram.

"Na aldeia de Balabyn, edifícios residenciais e comerciais foram destruídos e danificados durante o ataque, e os incêndios começaram", disse, acrescentando que "o corpo de uma pessoa falecida foi encontrado sob os escombros de uma casa".

Ivan Fedorov tinha indicado anteriormente que uma mulher de 47 anos ficou ferida e está a receber tratamento após um ataque aéreo a garagens ter provocado um incêndio.

Zaporizhzhia, uma importante cidade industrial perto da linha da frente no sul do país, é alvo de ataques quase diários de drones e mísseis russos.

Quase todos os dias, desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, civis têm sido mortos na Ucrânia por ataques aéreos russos. Em retaliação, Kiev tem atacado ativamente o território russo, provocando também vítimas civis.

c/ Agências 
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RTP /

Israel diz ter cessado fogo na campanha contra o Irão

As forças israelitas anunciaram esta quarta-feira que suspenderam as hostilidades contra o Irão, em conformidade com o acordado pelos Estados Unidos no âmbito do cessar-fogo de duas semanas.
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RTP /

Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo

As bolsas da China continental e de Hong Kong encerraram hoje em forte alta, com ganhos até 4,79%, prolongando o otimismo dos mercados após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos.

O índice de referência da Bolsa de Xangai avançou 2,69%, somando 104,83 pontos, para 3.995. O índice de Shenzhen valorizou 4,79%, ao ganhar 642,09 pontos, encerrando nos 14.042,5.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subia 2,80% pelas 15:20 (08:20, em Lisboa).

A subida dos mercados reflete o alívio dos investidores perante a perspetiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas.

c/ Lusa
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RTP /

Von der Leyen saúda cessar-fogo por trazer "necessária redução das tensões"

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou hoje o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente, por implicar a "necessária redução das tensões".

"Congratulo-me com o cessar-fogo de duas semanas acordado ontem [terça-feira] à noite entre os Estados Unidos e o Irão. Traz uma tão necessária redução das tensões", afirmou Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.

Agradecendo ao Paquistão pela sua mediação, a líder do executivo comunitário disse ser "fundamental que as negociações para uma solução duradoura para este conflito continuem".

c/ Lusa
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RTP /

Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão

O Governo português saudou hoje o acordo de cessar-fogo e de abertura do estreito de Ormuz alcançado na terça-feira pelos Estados Unidos e Irão.

Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português agradece a mediação do Paquistão, assim como "os esforços de todos os seus parceiros nas negociações".

c/ Lusa
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RTP /

Macron aplaude cessar-fogo e pede que inclua "plenamente" o Líbano

O presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou como "uma coisa muito boa" o anúncio do cessar-fogo no Irão, apelando ao seu pleno respeito "nos próximos dias e semanas" e pedindo que inclua "plenamente" o Líbano.

"Esperamos, nos próximos dias e semanas, que possa ser plenamente respeitado em toda a região e permita que se realizem negociações que, tal como a França defende desde 2018, permitam resolver de forma duradoura as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas com o Irão", afirmou no início de um Conselho de Defesa na terça-feira.

"O nosso desejo é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano" a longo prazo, acrescentou.
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RTP /

Cessar-fogo entre Washington e Teerão representa recuo à beira do abismo, diz UE

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) considerou hoje que o cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irão relativamente à guerra no Médio Oriente "representa um recuo à beira do abismo" e "cria oportunidades".

"O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão representa um recuo à beira do abismo, após semanas de escalada", reagiu Kaja Kallas, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.

A Alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança salientou que o cessar-fogo "cria uma oportunidade muito necessária para reduzir as ameaças, parar os mísseis, retomar a navegação marítima e abrir espaço para a diplomacia rumo a um acordo duradouro", vincando que o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado e crucial para o comércio mundial de petróleo, "deve voltar a estar aberto".

c/ Lusa
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RTP Antena 1 /

Cessar-fogo. EUA e Irão afirmam-se ambos vencedores

Uma trégua de duas semanas. Assim se espera depois de os Estados Unidos e o Irão acordarem um cessar-fogo. O anúncio chegou por uma mensagem de Donald Trump, nas redes sociais, quando estava quase a expirar-se o prazo do ultimato do presidente norte-americano.

Reuters

Teerão vai permitir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz durante a trégua.
Oriana Barcelos - RTP Antena 1

Mas o gabinete de Benjamin Netanyahu veio de imediato afirmar que o Líbano não está incluído neste acordo de cessar-fogo.

O Paquistão, mediador principal do conflito, afirma que a suspensão dos confrontos é imediata e ambos - Estados unidos e Irão - declararam-se vencedores neste conflito. 

Um acordo que já foi congratulado por vários atores políticos internacionais.

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RTP Antena 1 /

Médio Oriente. Os pontos que vão estar em negociação a partir de sexta-feira

As negociações entre o Irão e os Estados Unidos para pôr fim à guerra arrancam sexta-feira em Islamabad - a capital do Paquistão. Negociações que têm como base uma proposta com 10 pontos, feita pelo governo iraniano e enviado a Washington através da mediação paquistanesa.

Foto: Nathan Howard - Reuters

Entre os vários pontos está a coordenação da navegação do Estreito de Ormuz com as forças armadas do Irão, fim da guerra com o Irão e grupos pró iranianos, retirada das forças militares norte-americanas da região, entre outros.

Luís Peixoto – RTP Antena 1

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RTP /

Chefe da NATO vai encontrar-se hoje com Trump

O chefe da NATO, Mark Rutte, vai encontrar-se esta quarta-feira em Washington com Donald Trump, que ameaçou abandonar a Aliança Atlântica na sequência de um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.

“Ele vem ter comigo na quarta-feira, como sabem. É um tipo fantástico. O secretário-geral é genial”, afirmou na segunda-feira Donald Trump, que criticou duramente os europeus pela sua recusa em ajudar os Estados Unidos e Israel na ofensiva contra o Irão.

Rutte será também recebido pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e pelo ministro da Defesa, Pete Hegseth.

Segundo um responsável da Aliança Atlântica citado pela AFP, esta visita aos Estados Unidos estava prevista “há muito tempo”.
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RTP /

Preço do gás europeu cai 20% na abertura dos mercados

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Lusa /

Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que os Estados Unidos ajudarão a gerir o "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz, após ter anunciado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.

Annabelle Gordon - AFP

Numa mensagem publicada na Truth Social, a rede social que lhe pertence, o inquilino da Casa Branca reafirmou que haverá "muitas ações positivas" e que "se ganhará muito dinheiro", sem concretizar como a Administração norte-americana irá atuar no estreito, nem explicar essas ações, sobretudo perante a declaração de Teerão, segundo a qual continuará a "coordenar" o escoamento do petróleo no Golfo.

Após o anúncio do acordo de cessação das hostilidades, Teerão garantiu que, durante as próximas duas semanas, permitirá a "passagem segura" através de Ormuz, "em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", segundo o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, na rede social X.

"Um grande dia para a paz mundial", começou por anunciar Trump nesta mensagem, insistindo que podem vir a ser feitos "fornecimentos de todo o tipo" e que os EUA "ficarão por lá" - no Estreito de Ormuz - para garantir que "tudo corre bem", mais uma vez, sem concretizar.

Trump considerou ainda que o Irão já pode iniciar o seu "processo de reconstrução" e que esta nova etapa na região poderá tornar-se na "era dourada do Médio Oriente".

A notícia do acordo temporário e das negociações que terão início a 10 de abril em Islamabade, no Paquistão, provocou subidas acentuadas nas bolsas asiáticas e a queda abrupta do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.

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Papa Francisco apela ao fim das hostilidades contra a população iraniana

O Papa Francisco condenou hoje as ameaças de Donald Trump contra o Irão, rotulando-as de 'inaceitáveis'.

Numa corrida contra o tempo, antes do fim do prazo previsto, o líder da Igreja Católica dirigiu-se à comunidade internacional com um pedido desesperado de paz, exigindo que os governantes se unam para cessar as hostilidades de imediato.
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Lusa /

Washington anuncia libertação de jornalista norte-americana sequestrada em Bagdade

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou na terça-feira a libertação da jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que tinha sido sequestrada na semana passada por uma organização terrorista em Bagdade, no Iraque.

Rede Social: Instragram @Shelly Kittleson

Rubio agradeceu, numa mensagem na sua conta oficial do X, ao Departamento de Guerra e ao Conselho Supremo Judicial iraquiano por "ajudarem a garantir a libertação".

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos confirmou que Kittleson tinha sido detida pela organização terrorista Kata`ib Hezballah, no passado dia 31 de março, enquanto circulava pelas ruas da capital iraquiana.

Antes do anúncio de Rubio, o porta-voz e responsável pela segurança do grupo, Abu Mujahid al Aasaf, indicou num comunicado divulgado no seu canal na rede de mensagens Telegram que, "em reconhecimento da postura patriótica do primeiro-ministro cessante (Mohamed Shia al Sudani)", a Kata`ib Hezballah decidiu "libertar a acusada norte-americana, Shelly Kittleson, com a condição de que abandone o país imediatamente".

Al Aasaf advertiu ainda que a "iniciativa não se repetirá nos próximos dias", dado que o grupo se encontra atualmente num "estado de guerra travada pelo inimigo sionista-americano contra o Islão".

A Kata`ib Hizbulá faz parte das Forças de Mobilização Popular (FMP), um grupo que opera sob os auspícios do Governo iraquiano, mas mantém fortes laços com o Irão e é considerado uma das milícias mais poderosas do Iraque.

Kittleson, que vive em Itália, é uma jornalista independente que já trabalhou em várias zonas de conflito, como o Afeganistão e a Síria, e colaborou com meios de comunicação como a agência italiana ANSA e o jornal digital norte-americano "Al Monitor".

O Iraque concentra 10% dos 90 jornalistas desaparecidos em todo o mundo e, antes do sequestro de Kittleson, dois jornalistas estrangeiros e sete iraquianos estavam desaparecidos no país, todos confirmados ou suspeitos de terem sido sequestrados.

O último jornalista norte-americano sequestrado foi Steven Sotloff, que foi capturado na Síria em 2013 e assassinado em 2014, segundo o CPJ.

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Lusa /

Israel afirma que respeitará o cessar-fogo

Israel afirmou hoje apoiar a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, no âmbito de um acordo de cessar-fogo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.

Avi Ohayon - EPA

"Israel apoia a decisão do Presidente Trump de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques contra os Estados Unidos, Israel e os países da região", declarou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, num comunicado.

"Israel apoia igualmente os esforços dos Estados Unidos para garantir que o Irão deixe de representar uma ameaça nuclear, balística e terrorista para a América, Israel, os vizinhos árabes do Irão e o mundo", acrescentou o texto.

Israel respeitará o acordo alcançado entre Estados Unidos e Irão, que prevê o início de um cessar-fogo e o adiamento, por duas semanas, do ultimato norte-americano contra infraestruturas iranianas, segundo fonte citada pelo jornal israelita Haaretz.

A publicação indicou que "uma fonte israelita", não identificada, afirmou que Telavive "respeitará o cessar-fogo com o Irão", embora persistam preocupações quanto ao acordo anunciado na madrugada de hoje.

Segundo o jornal, a fonte referiu que Israel gostaria de "ter alcançado mais objetivos na guerra" antes da entrada em vigor do cessar-fogo.

Em contramão com esta informação, o jornal israelita The Times of Israel citou sem identificar um responsável de segurança de Israel, segundo o qual, apesar do anúncio de cessar-fogo a Força Aérea israelita continua a realizar ataques no Irão.

Trump anunciou nas redes sociais que decidiu adiar por duas semanas o ataque contra infraestruturas críticas iranianas que tinha ameaçado executar hoje, caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

A Casa Branca confirmou na rede social X o anúncio de Trump.

"Com base nas conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite para o Irão, e desde que a República Islâmica do Irão concorde com a ABERTURA TOTAL, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas", anunciou o Presidente norte-americano num comunicado da Casa Branca.

"Este será um CESSAR-FOGO mútuo! A razão para tal é que já atingimos e excedemos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados num Acordo definitivo relativo à PAZ a longo prazo com o Irão e à PAZ no Médio Oriente", acrescentou.

"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irão e acreditamos que é uma base viável para negociar. Quase todos os vários pontos de discórdia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", avançou ainda Trump no comunicado.

"Em nome dos Estados Unidos da América, na qualidade de Presidente, e também em representação dos países do Médio Oriente, é uma honra ver este problema de longa data perto de ser resolvido", concluiu.

A posição de Teerão foi divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Aragchi, que garantiu que será possível "a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas, na sequência do acordo com os EUA.

"Em resposta ao pedido fraterno do primeiro-ministro [paquistanês, Shehbaz] Sharif", e "tendo em conta o pedido dos EUA para que se realizem negociações com base na sua proposta de 15 pontos, bem como o anúncio do Presidente dos EUA sobre a aceitação do quadro geral da proposta de 10 pontos do Irão como base para as negociações, declaro, em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão: se os ataques contra o Irão forem interrompidos, as nossas poderosas Forças Armadas cessarão as operações defensivas", anunciou Aragchi.

"Durante um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em devida consideração as limitações técnicas", acrescentou o chefe diplomacia iraniana.

O Irão adiantou que haverá negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, a partir de 10 de abril e durante as duas semanas em que vigorar o cessar das hostilidades.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou o cessar-fogo de duas semanas acordado entre o Irão e os Estados Unidos e anunciou que a suspensão das hostilidades entra em vigor de imediato.

"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todos os locais, incluindo o Líbano e outros locais, COM EFEITO IMEDIATO", afirmou Sharif na rede social X.

O líder paquistanês referiu que espera que as delegações de ambos os países participem numa ronda de negociações em Islamabad esta sexta-feira para negociar um "acordo definitivo que resolva todas as disputas", tal como o Irão já tinha antecipado.

Islamabad assegurou que o cessar-fogo abrange também o Líbano, onde Israel conduz operações militares contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah.

 

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Negociação nas últimas horas do ultimato dado por Trump
RTP /

Acordo entre EUA e Irão para duas semanas de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz

Os dois países acordaram em fazer um cessar-fogo de duas semanas. Sexta-feira começam negociações, mediadas pelo Paquistão.

O acordo foi conseguido com uma série de condições do Irão e dos Estados Unidos. Trump exigiu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. O Irão apresentou dez exigências como base para a negociação.

Os iranianos exigem o controlo de navegação do Estreito de Ormuz, o fim dos ataques dos Estados Unidos, a retirada das forças de combate norte-americanas e o descongelamento de ativos iranianos.



Os Estados Unidos impuseram a reabertura imediata do estreito de Ormuz e Donald Trump assegurou que vai ajudar a descongestionar o estreito de Ormuz e a repor a normal circulação de navios.

Vinte por cento do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Depois do anúncio do cessar-fogo, o preço do petróleo baixou e o barril de Brent referência para a Europa passou a ser negociado a 95 dólares.

O presidente dos Estados Unidos justifica o acordo. Donald Trump explica que os objetivos militares já foram excedidos e adianta que foi aberto caminho para um acordo de paz a longo prazo, incluindo para toda a região do Médio Oriente.

Horas antes do acordo, China e Rússia vetaram a proposta do Bharein no Conselho de Segurança das Nações Unidas para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Também horas antes, os Estados Unidos atacaram alvos militares na ilha de Kharg, no Irão junto ao estreito de Ormuz.

Foram atingidos mais de 50 alvos militares na ilha que alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por cerca de 90 por cento das exportações de crude do país.
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