Wall Street em alta com investidores animados por cessar-fogo no Médio Oriente
Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 2,85%, enquanto o tecnológico Nasdaq fechou em alta de 2,80% e o alargado S&P500 escalou 2,51%.
Washington e Teerão concordaram na noite de terça-feira com uma trégua de duas semanas, aumentando as esperanças de uma retoma do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa normalmente um quinto do crude mundial.
"Está a espalhar-se pelo mercado uma sensação de alívio", comentou à AFP Angelo Kourkafas, analista da Edward Jones.
Os preços do petróleo caíram fortemente após o anúncio do cessar-fogo, ficando hoje abaixo do "limiar psicológico" de 100 dólares por barril, observou Kourkafas.
Isto "ajuda a aliviar os receios de recessão, a elevar as previsões de crescimento global e a reduzir as expectativas de inflação", afirmou José Torres, da Interactive Brokers.
No entanto, a trégua parece estar por um fio, uma vez que Teerão e Israel ameaçaram hoje retomar as hostilidades.
Com negociações bilaterais previstas para sábado, o Paquistão, mediador do cessar-fogo, instou as partes a exercerem "moderação" após os ataques israelitas mortais no Líbano e o retomar dos ataques iranianos contra os países do Golfo.
Além disso, apesar do anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz, poucos navios se aventuraram hoje pela passagem, um sinal de extrema cautela contínua em relação ao futuro do conflito.
Perante os ataques israelitas, Teerão decretou mesmo durante o dia novo encerramento do estratégico Estreito.
"Dependendo dos títulos, a volatilidade pode regressar" à Bolsa de Nova Iorque, afirmou Angelo Kourkafas.
"Wall Street ainda não está livre de perigo", acrescentou José Torres.
Lusa
"Inaceitável" e perigoso. Grécia protesta contra imposição de portagens no Estreito de Ormuz
Israel levanta quinta-feira maioria das restrições do estado de emergência
Tirando a fronteira a norte, com o Líbano, onde o exército continua em guerra, até à baía de Haifa, o maior porto israelita, o resto do país regressará a "atividade normal" a partir das 03:00 de quinta-feira, em horas de Lisboa.
Em muitas zonas, os ajuntamentos continuarão limitados a um máximo de mil pessoas, mas este levantamento significa que as escolas podem reabrir, assim como os negócios e lojas.
Esta decisão surge na sequência da trégua anunciada e abrange também o regresso à normalidade no Aeroporto Ben Gurion, em Telavive, a começar pelas 00:00 de quinta-feira.
Quanto aos locais religiosos em Jerusalém, que a polícia israelita tinha fechado "por razões de segurança" no arranque da guerra, estes também vão poder reabrir.
Lusa
Pedro Sánchez. Desprezo de Netanyahu pela vida e pelo direito internacional é intolerável
"Ainda hoje, Netanyahu lançou o seu ataque mais duro contra o Líbano desde o início da ofensiva", escreveu Sánchez no X. "O seu desprezo pela vida e pelo direito internacional é intolerável.
É tempo de falar claramente: o Líbano deve ser incluído no cessar-fogo.
A comunidade internacional deve condenar esta nova violação do direito internacional. A União Europeia deve suspender o seu Acordo de Associação com Israel. E não pode haver impunidade para estes atos criminosos."
O Acordo de Associação UE-Israel de Junho de 2000 é a base jurídica das relações comerciais da UE com Israel. Fornece um quadro jurídico e institucional para o diálogo político e a cooperação económica entre o bloco e Israel.
Reunião com secretário-geral da NATO. Trump estuda saída da NATO ou punição de membros da Aliança
A proposta envolveria a transferência de tropas norte-americanas de países membros da NATO considerados prejudiciais para o esforço de guerra contra o Irão, para países que apoiassem mais a campanha militar dos EUA, acrescentou o relatório.
A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas" com Rutte, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.
Acrescentou que "talvez tenham a oportunidade de ouvir diretamente o Presidente após essa reunião, esta tarde", disse aos jornalistas presentes.
A visita a Washington do secretário-geral da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.
Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.
Portagem a navios no Estreito de Ormuz seria "ceder à chantagem" diz Reza Pahlavi
Perante a intenção do regime iraniano impor taxas de trânsito aos navios que passam pelo estratégico Estreito de Ormuz, após alcançado um acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos na terça-feira, Pahlavi afirmou ao canal de televisão francês LCI que a medida não tem cabimento.
"Vejam o exemplo de Espanha e Marrocos. Gibraltar é um local onde vão começar a cobrar portagens aos navios de cruzeiro que saem? É a mesma lógica... é simplesmente ceder à chantagem", afirmou Pahlavi.
Exilado nos Estados Unidos, Pahlavi não regressa ao Irão desde a revolução de 1979 que derrubou a monarquia, lidera um dos muitos movimentos de oposição com base no estrangeiro e apresenta-se como uma alternativa caso o regime iraniano caia.
Reagindo ao anúncio de um cessar-fogo, válido por duas semanas, Pahlavi absteve-se de comentar os termos do acordo e afirmou que a sua luta é pela "libertação do regime iraniano".
"Esperamos (...) que o mundo livre compreenda que a única solução, não só para nós, mas para todos os nossos vizinhos regionais e para o mundo inteiro, é o afastamento deste regime", defendeu.
Lusa
Cessar-fogo no Líbano é uma das "condições essenciais" para o Irão
Pezeshkian, citado pela agência noticiosa Isna, afirmou que "a aceitação do cessar-fogo por parte do Irão é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos".
Segundo a mesma fonte, o presidente iraniano "enfatizou ainda a necessidade de um cessar-fogo no Líbano e reiterou que esta exigência era uma das condições essenciais do plano de dez pontos do Irão", que o presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu como "uma base viável para negociações" com Teerão, além da trégua de duas semanas acordada na noite de terça-feira.
Segundo a ISNA, o Sr. Pezeshkian "também enfatizou a importância do papel da França, como garante do cessar-fogo anterior no Líbano, no contexto atual".
O senhor Pezeshkian "apelou à Europa para que desempenhe um papel responsável e eficaz no apoio à estabilidade e segurança duradouras na região e para que pressione os Estados Unidos e o regime sionista (Israel) a respeitarem os seus compromissos e a lidarem com quaisquer violações dos mesmos".
Emmanuel Macron. Cessar-fogo deve incluir o Líbano para ser "credível e duradouro"
Líbano declara dia de luto nacional após ataques israelitas
"Esta quinta-feira será um dia de luto nacional pelos mártires e feridos nos ataques israelitas que visaram centenas de civis inocentes e indefesos", disse Salam em comunicado.
Segundo o seu gabinete, o primeiro-ministro deseja "mobilizar todos os recursos políticos e diplomáticos do Líbano para travar a máquina de matar israelita".
Vítimas dos ataques israelitas ao Líbano. Novo balanço aponta 182 mortos e quase 900 feridos
Vance. "Seria uma tolice" Irão sabotar o cessar-fogo "por causa do Líbano"
Antes da sua partida da Hungria o vice-presidente dos EUA falou aos jornalistas e esclareceu algumas dúvidas sobre o cessar-fogo que se têm verificado.
"Os iranianos prometeram abrir o Estreito de Ormuz e temos uma negociação que deverá começar este fim de semana", lembrou. "Penso que é um bom primeiro passo, mas vamos ver se conseguimos avançar mais nos próximos dias."
O vice-presidente disse que houve um "mal-entendido legítimo" sobre o Líbano. "Penso que os iranianos pensavam que o cessar-fogo incluía o Líbano, mas não incluía. Nunca fizemos essa promessa".
Confusão. Teerão apresentou "três propostas diferentes", diz vice-presidente dos EUA
“A primeira proposta de 10 pontos foi algo que foi submetido, e nós pensamos, francamente, que provavelmente foi escrito pelo ChatGPT, e foi enviado a Steve Witkoff e Jared Kushner, mas foi imediatamente descartado e rejeitado”, disse Vance aos jornalistas à saída da Hungria.
“Havia uma segunda proposta de 10 pontos que era muito mais razoável e que se baseava em algumas trocas de ideias entre nós, entre os paquistaneses e entre os iranianos. Esta é a proposta de 10 pontos a que o presidente se referiu no seu discurso de ontem”, acrescentou Vance.
Criticou uma terceira proposta de 10 pontos que, segundo disse, foi vista nas redes sociais como “ainda mais maximalista” do que a primeira.
Vance diz ter visto a publicação do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibafe, sobre alegadas violações do cessar-fogo e considerou-a positiva.
"Pergunto-me realmente o quão bem ele entende inglês", diz. "Porque há coisas que ele disse que, francamente, não fazem sentido no contexto das negociações que temos tido".
Prosseguiu chamando a questão do Líbano de "mal-entendido razoável".
"Os cessar-fogos são sempre complicados", disse, acrescentando que nunca ocorrem sem alguma "conturbação".
JD Vance. Se Irão não reabrir Estreito de Ormuz, cessar-fogo termina
Os comentários fazem eco das declarações feitas pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, mais cedo nesse dia.
Vance acrescentou que o acordo está numa “boa posição”, mas prometeu que o regime iraniano enfrentará “sérias consequências” se violar os termos do acordo.
Presidente do Parlamento do Irão ameaça. Violações de cessar-fogo inviabilizam negociações
"A base sólida sobre a qual se pode negociar foi aberta e claramente violada, mesmo antes do início das negociações. Perante esta situação, um cessar-fogo bilateral ou negociações são inviáveis", afirmou Qalibaf na rede social X.
Qalibaf justifica a desconfiança "histórica" do Irão em relação aos Estados Unidos com "repetidas violações" norte-americanas a compromissos de todo o tipo, o que, "infelizmente", se repetiu nesta ocasião.
Entre os pontos do plano apresentado por Teerão para negociar o fim da guerra estão o compromisso do Irão em não desenvolver armas nucleares, o levantamento de todas as sanções contra o país e a criação de um fundo para compensar os danos sofridos na ofensiva lançada contra o país a 28 de fevereiro.
Seguro saúda acordo para os órgãos externos
O presidente da República disse estar muito satisfeito com o acordo entre partidos para as eleições dos órgãos externos e sugere que teve responsabilidade no fim do impasse.
Acordo de cessar-fogo saudado em todo o mundo
Vários líderes apelaram às negociações e à reabertura do Estreito de Ormuz.
Anúncio do cessar-fogo animou as bolsas europeias
Os principais índices fecharam a subir mais de 3,5%, enquanto os preços do petróleo e do gás caíram. O petróleo teve a maior queda desde a pandemia.
Médicos Sem Fronteiras denunciam situação "caótica" nos hospitais libaneses
Segundo o reporte dos MSF, tem havido uma grande afluência de pacientes a vários hospitais, e no centro público Rafik Hariri, em Beirute, onde trabalham médicos daquela organização, têm chegado pacientes com "feridas de estilhaços e hemorragias graves".
O coordenador de emergências para o Líbano, Christopher Stokes, nota no comunicado que a MSF atendeu muitos feridos em Tiro, no Hospital Jabal Amel, no sul do país, incluindo uma criança que perdeu seis familiares num ataque.
Segundo a organização, os profissionais de saúde e de emergência no Líbano também são vítimas da ofensiva israelita, lembrando o ataque da noite de terça-feira ao hospital Hiram, em Tiro, que deixou vários feridos.
"Ataques indiscriminados a zonas densamente povoadas são completamente inaceitáveis", sublinhou Stokes.
Al Jazeera condena a morte de um dos seus jornalistas num ataque israelita em Gaza
A cadeia de notícias Al Jazeera, com sede no Catar, condenou a morte de um dos seus jornalistas em Gaza, vítima de um ataque com um drone israelita, classificando-a como um "crime deliberado e premeditado".
A cadeia "responsabiliza totalmente as forças de ocupação israelitas" e acredita que "este não foi um ato aleatório, mas sim um crime deliberado e premeditado com o objetivo de intimidar os jornalistas".
ONU denuncia dimensão "horrível" de mortes em ataques israelitas contra o Hezbollah no Líbano
O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos na ONU disse que a dimensão das mortes nos ataques israelitas no Líbano é "horrível".
Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.
Luís Montenegro subscreve declaração da UE e Canadá que pede "fim rápido" da guerra
Esta manhã, os líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Espanha, Itália, Dinamarca e Países Baixos, assim como os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, divulgaram uma declaração conjunta na qual saúdam o cessar-fogo alcançado entre o Irão e os Estados Unidos e pedem que se traduza num "fim rápido e duradouro da guerra".
Numa publicação na rede social X, Luís Montenegro diz subscrever esta declaração, salientando a "relevância do início de uma nova fase diplomática, bem como a perspetiva de reabertura do Estreito de Ormuz".
"Esta nova fase deve permitir paz e estabilidade regionais sustentáveis, com os consequentes efeitos positivos na nossa economia e na nossa sociedade", afirma.
Na declaração conjunta divulgada esta manhã, os líderes europeus e do Canadá pedem "progressos rápidos rumo a um acordo negociado substancial" para acabar com a guerra no Irão, afirmando que isso "será crucial para proteger a população civil do Irão e garantir a segurança na região".
"Pode também evitar uma grave crise energética global", acrescentam.
Os líderes deixam também uma mensagem a Israel, cujo Governo afirmou que o cessar-fogo alcançado esta noite não cobre a ofensiva contra o movimento islamita pró-iraniano Hezbollah no Líbano.
"Exortamos todas as partes a cumprir o cessar-fogo, incluindo no Líbano", afirmam.
Os líderes destes oito países dizem ainda que os seus governos vão "contribuir para assegurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz" e agradecem ao Paquistão e a "todas as partes envolvidas" por terem ajudado a que se chegasse a um cessar-fogo.
Lusa
EAU exigem posição "firme" contra ataques do Irão e esclarecimentos sobre acordo
Os principais pontos da conferência de imprensa de Karoline Leavitt
- O plano de 10 pontos do Irão era “fundamentalmente pouco sério”, alegando que o país “apresentou um plano mais razoável” que Washington considerou como “uma base viável” para as negociações.
- A administração Trump estará envolvida em negociações nas próximas duas semanas, “desde que o Estreito de Ormuz permaneça aberto, sem limitações ou atrasos”.
- Trump “tomou conhecimento” de reportagens nos meios de comunicação iranianos sobre o encerramento do Estreito de Ormuz no meio dos ataques de Israel ao Líbano, mas Leavitt diz que o presidente norte-americano espera que o estreito seja reaberto “imediatamente, rapidamente e em segurança”.
- “O Líbano não faz parte do cessar-fogo. Isto já foi comunicado a todas as partes envolvidas no cessar-fogo.”
- O Irão indicou que iria entregar os seus stocks de urânio enriquecido, afirmou Leavitt sem fornecer mais detalhes.
- “Esta é uma linha vermelha da qual o presidente não vai recuar e está empenhado em garantir que isso acontece. Esperamos que seja através da diplomacia”.
Casa Branca diz que Irão irá entregar urânio enriquecido
Trump disse na quarta-feira que os EUA iriam trabalhar com o Irão para "extrair e remover" o urânio. "Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, trabalhando com o Irão, irão extrair e remover toda a 'poeira' nuclear (dos bombardeiros B-2) profundamente enterrada", escreveu o presidente norte-americano na Truth Social.
Leavitt. Notícias que sugerem que o Estreito de Ormuz está fechado são falsas
Leavitt afirmou que Trump foi informado sobre as notícias, que disse serem "falsas". Seria "inaceitável" se o Estreito fosse fechado, referiu.
A secretária de imprensa sublinhou que o que está a ser dito publicamente é diferente do que está a ser dito em privado, mencionando um "aumento" do tráfego hoje.
Casa Branca fala em duas propostas do Irão, uma "pouco séria" e outra "viável"
Trump e a sua equipa, segundo Leavitt, consideraram o plano alternativo uma “base viável para negociar” e que poderia ser alinhado com a proposta de 15 pontos do governo, o que sugere uma discrepância entre as declarações públicas do Irão e o que o país tem vindo a comunicar à equipa de Trump em conversas privadas.
Os negociadores trabalharão para consolidar estas estruturas num acordo durante as negociações à porta fechada que terão início em Islamabad este sábado.
“As linhas vermelhas do presidente, ou seja, o fim do enriquecimento de urânio no Irão, não mudaram”, disse Leavitt.
"Termos do cessar-fogo" entre Irão e EUA "são claros e explícitos" diz MNE iraniano
"Não podem ter ambos”, disse Araghchi.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, referiu-se ainda à situação no Líbano, escrevendo: “O mundo vê os massacres no Líbano”.
“A bola está com os EUA, e o mundo está a observar se vão cumprir os seus compromissos”, acrescentou Araghchi.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) avisou que responderá se as “agressões” contra o Líbano não cessarem imediatamente, informou hoje a emissora estatal IRIB.
FMI, Banco Mundial e Programa Alimentar Mundial da ONU. Guerra está a agravar a insegurança alimentar
Numa declaração conjunta, os líderes afirmaram que o fardo recairá mais fortemente sobre as populações mais vulneráveis do mundo, particularmente nas economias de baixo rendimento e dependentes de importações.
Disseram que as suas instituições continuarão a acompanhar de perto os desenvolvimentos e a "coordenar o uso de todas as ferramentas disponíveis para apoiar os afetados pela crise".
Netanyahu declara que Israel está "pronto para retomar os combates a qualquer momento"
"Iran is weaker than ever, Israel is stronger than ever - that is the bottom line," Israel's PM says.
— Sky News (@SkyNews) April 8, 2026
Netanyahu adds Israel still has goals to accomplish, saying, 'This is not the end of the campaign.'https://t.co/CDniAIFN2J
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Jornalista da Al Jazeera morto pelas forças israelitas em Gaza
Com a morte de Wishah, o número de jornalistas palestinianos mortos por Israel desde o início da guerra, em outubro de 2023, subiu para 262, de acordo com um comunicado do Gabinete de Imprensa do Governo de Gaza, esta quarta-feira.
“Consideramos a ocupação israelita, o governo dos Estados Unidos e os países cúmplices do crime de genocídio, como o Reino Unido, a Alemanha e a França, totalmente responsáveis pela prática destes crimes hediondos e brutais”, afirmou.
Número de mortos nos ataques israelitas no Líbano sobe para 254
A vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, atingiu esta quarta-feira diversas zonas do Líbano, Israel diz que atingiu mais de 100 alvos em dez minutos.
Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.
No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.
Fornecimento de petróleo para UE mantém-se estável apesar de flutuações no preço
Em comunicado, a Comissão Europeia refere que se reuniu hoje o Grupo de Coordenação do Petróleo da União Europeia (UE), que junta representantes do executivo comunitário, dos Estados-membros e da indústria petrolífera, com o intuito de abordar a "situação de segurança de abastecimento de petróleo na UE", perante a guerra no Médio Oriente.
Nessa reunião, segundo o comunicado, os representantes da indústria petrolífera "indicaram que o fornecimento de petróleo se mantém, de momento, estável, apesar de ter sido afetado pelas flutuações nos preços globais" e manifestaram "preocupação quanto às incertezas relativamente à duração do conflito".
"Os representantes da indústria também destacaram a importância de evitar interferências indevidas nos mercados e de garantir transparência e coordenação ao nível da UE", indica a Comissão Europeia.
No comunicado, refere-se também que, nesta reunião, a Comissão Europeia e os Estados-membros discutiram "a partilha de dados mais recentes sobre as reservas da UE e as condições de mercado, com vista a analisar a situação da procura e da oferta na UE a médio prazo e servir de base para ações e medidas coordenadas a nível europeu no futuro".
Esta quinta-feira, está também prevista uma reunião do Grupo de Coordenação da Gás da UE.
As reuniões destes dois órgãos têm como intuito abordar uma eventual escassez de combustíveis, nomeadamente no que toca ao gasóleo e combustível de aviação, devido à incerteza relativa à circulação marítima no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito consumido a nível mundial.
Lusa
Forças israelitas voltam a bombardear Beirute ao fim do dia
O ataque ocorreu na zona de Tallet el Khayyat, em Beirute, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.
Vídeos publicados nas redes sociais logo após o ataque mostram danos extensos num edifício de vários andares, com veículos destruídos e destroços espalhados pela rua. Noutro vídeo, grandes colunas de fumo cinzento e poeira podem ser vistas a subir do local.
Ataque de Israel a Beirute. Balanço aponta 89 mortos e mais de 700 feridos
Um elemento dos médicos sem fronteiras diz que equipas da organização estão a enfrentar uma situação caótica nos hospitais, com um elevado número de feridos – incluindo crianças - que chegam com estilhaços e hemorragias graves.
O Irão está a ponderar responder ao que considera serem violações israelitas do cessar-fogo contra o Líbano, segundo uma fonte de segurança não identificada citada pela agência Fars News, um órgão afiliado ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC).
"O Irão está em processo de preparar a sua resposta para levar a cabo operações dissuasoras contra posições militares israelitas nos territórios ocupados", afirmou a fonte citada.
Proposta iraniana. "Documento divulgado pelos media não é o documento de trabalho", diz casa Branca
Mas quando o Irão divulgou posteriormente uma proposta de 10 pontos à imprensa, esta era diferente daquela a que Trump se referia.
"Inúmeros acordos, listas e cartas estão a ser enviados por pessoas que não têm absolutamente nada a ver com a negociação EUA/Irão; em muitos casos, são burlões, charlatães e PIORES", escreveu
Teerão suspende tráfego em Ormuz após ataques de Israel no Líbano
"A passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi interrompida após os ataques de Israel ao Líbano", informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, no primeiro dia de um cessar-fogo de duas semanas, anunciado na terça-feira à noite pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Como parte da trégua no conflito desencadeado pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro contra a República Islâmica, as autoridades de Teerão comprometeram-se a autorizar a passagem de navios no Estreito de Ormuz, após mais de um mês de um bloqueio parcial que fez disparar os preços de petróleo e gás natural em todo o mundo.
O Governo israelita anunciou que concordou com o cessar-fogo, mas esclareceu que a trégua não inclui o Líbano, onde mantém uma frente aberta desde o início de março contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão.
Israel lançou hoje fortes bombardeamentos contra a capital libanesa, que fizeram dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo as autoridades locais.
Lusa
Irão está a avaliar resposta a "violações" do cessar-fogo por Israel
“O Irão está a trabalhar na sua resposta para realizar operações de dissuasão contra as posições militares israelitas nos territórios ocupados”, disse a fonte.
A fonte afirmou que a continuidade dos ataques indica que ou os “EUA não conseguem controlar” o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu ou que “concederam liberdade de ação ao regime sionista”.
Outra fonte, em declarações à agência de notícias estatal Tasnim, disse que as forças armadas iranianas estão a “identificar alvos” para responder aos ataques de Israel ao Líbano na quarta-feira, ameaçando retirar-se do acordo de cessar-fogo caso estes continuem.
“Se os EUA não conseguem controlar o seu agente de vigilância na região, o Irão, excecionalmente, ajudá-lo-á nesta questão! E isto pela força.”
Netanyahu convoca gabinete de segurança de Israel
A reunião terá lugar às 19h30 em Portugal continental, para discutir os desenvolvimentos do cessar-fogo com o Irão, informou a fonte.
Negociações no Paquistão. Presença de JD Vance em dúvida
Trump confirma que Líbano está excluído do cessar-fogo
Países do Golfo continuam a reportar ataques do Irão apesar do cessar-fogo
O Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter anulado sete mísseis e drones lançados a partir do Irão, esta quarta-feira, enquanto governo saudita anunciava a interceção de nove drones que tinham como alvo o seu território.
O Kuwait informou por seu lado ter sofrido uma "intensa onda de ataques" por parte do Irão, que danificaram instalações petrolíferas, centrais elétricas e centrais de dessalinização, segundo os militares.
Ventura responsabiliza Governo e PS por aumento de preços, socialistas associam-no a Trump
Na abertura do debate parlamentar de urgência marcado pelo Chega, André Ventura considerou que os preços do cabaz alimentar, combustíveis e habitação atingiram "um nível verdadeiramente imoral" na sequência do conflito no Médio Oriente.
"A receita do Estado com o ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos) está no seu valor mais elevado de sempre. Isso significa que o Estado está a lucrar mais do que nunca com o ISP cobrado aos portugueses. Isto significa também que o Governo pode e deve fazer mais nesta matéria", defendeu.
O líder do Chega apontou exemplos de outros países da União Europeia que "anunciaram medidas implacáveis" para conter o aumento dos combustíveis, falando na Espanha, França e Grécia, mas destacando sobretudo o caso de Itália.
"Não é um governo comunista, não é um governo socialista, é um governo liberal e de direita. Um governo que sabe e compreende que as pessoas têm de estar em primeiro lugar e que não podemos ter uma guerra da qual não fomos culpados, da qual não temos responsabilidade, mas em que o Estado, em vez de ajudar os seus cidadãos, lucra à conta dos seus cidadão", criticou.
Ventura comparou o atual Governo ao anterior executivo socialista, dizem que ambos atuaram da mesma forma na resposta às crises energéticas, enquanto da bancada do PS de ouviam apartes como "diz ao Trump", numa referência ao presidente dos Estados Unidos, país que, juntamente com Israel, começou o conflito com o Irão.
"É verdade, talvez Donald Trump tenha a sua culpa, mas António Costa tem muito mais culpa do que Donald Trump na miséria que causou aos portugueses", afirmou, referindo-se ao anterior primeiro-ministro socialista.
O líder do Chega defendeu que deve ser aplicada uma taxa de 0% de IVA ao cabaz alimentar, avisando os deputados que se o parlamento nada fizer, será também responsável "pela maior miséria dos nossos concidadãos".
Num pedido de esclarecimento, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, defendeu que o principal culpado do aumento de combustíveis "é o atual Presidente dos Estados Unidos", Donald Trump.
"É o seu amigo, de quem foi à posse. E a responsabilidade é, do ponto de vista político nesta casa, em primeira ordem sua. É certo, o Governo podia ser mais lesto, mas cada vez que um português vai à bomba de gasolina e olha para o preço diz: cá está o preço de André Ventura e do seu amigo", ironizou.
Brilhante Dias considerou que, se um dia "a extrema-direita chegasse ao poder" em Portugal, seria este o resultado: "um aumento de preços irresponsável".
Na resposta, Ventura defendeu que Portugal e a maioria dos países europeus "estiveram bem em não alinhar totalmente com aquilo que tinha sido uma ação americana no Irão".
"Nós somos, acima de tudo, europeus e defendemos, acima de tudo, os interesses do nosso continente europeu", afirmou.
O líder do Chega deixou ainda uma crítica à recente deslocação de Brilhante Dias e do líder do PS, José Luís Carneiro, à Venezuela.
"Há uma coisa em que estamos, de facto, nos antípodas e que nunca me verá fazer: nunca estarei em Caracas a dar a mão ao ditador Nicolás Maduro", disse.
Lusa
Líbano está fora do acordo, diz secretária de imprensa da Casa Branca ao Axios
Delegações dos EUA e do Irão em Islamabad na quinta-feira
Trump ao NY Post. Conversações presenciais com o Irão vão acontecer "muito em breve"
Em entrevista ao Post, Trump disse que o vice-presidente John D. Evans pode não comparecer às conversações devido a questões de segurança.
Pete Hegseth garante que Teerão implorou pelo cessar-fogo
Afirmando que Donald Trump conseguiu no Irão o que nenhum outro presidente americano conseguiu, o secretário da Defesa acrescentou que Teerão implorou pelo cessar-fogo.
Primeiro-ministro britânico inicia viagem pelo Golfo
Enquanto o líder trabalhista se preparava para se encontrar com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o governo saudita anunciava a interceção de nove drones que tinham como alvo o seu território, um sinal da fragilidade da trégua entre Washington e Teerão.
O Kuwait informou por seu lado ter sofrido uma "intensa onda de ataques" por parte do Irão, que danificaram instalações petrolíferas, centrais elétricas e centrais de dessalinização, segundo os militares.
"Reportadas violações do cessar-fogo" afirma primeiro-ministro do Paquistão
"Exorto, de forma séria e sincera, todas as partes a exercerem moderação e a respeitarem o cessar-fogo durante duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo à solução pacífica do conflito", disse Sharif, que foi fundamental na intermediação da trégua, numa publicação no X.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão discutiu entretanto as violações do cessar-fogo israelita no Líbano, durante uma chamada telefónica na quarta-feira com o comandante das Forças Armadas do Paquistão, que está a mediar a frágil trégua entre os Estados Unidos e o Irão, segundo um comunicado.
Abbas Araghchi e o poderoso chefe do Exército paquistanês, Marechal de Campo Asim Munir, enfatizaram a importância de implementar os pontos de acordo entre os dois países para reforçar a paz e a segurança na região.
Irão ameaça navios que tentem atravessar Estreito de Ormuz sem permissão
"Qualquer embarcação que tente navegar pelo mar... será alvo e destruída...", dizia a mensagem.
Petrolíferas em queda após acordo de cessar-fogo, Galp cai quase 8%
A portuguesa Galp estava, cerca das 14:40, a cair 7,84%, num `ranking` do setor liderado pela norueguesa Equinor (-13%).
Lá fora, destacam-se ainda a Vår Energi (-12%), a Repsol (-12%) e a Eni (-11%).
Com quebras abaixo de 10% surgem a BP (-9,9%), OMV (-9,4%), Shell (8%) e a TotalEnergies (7,4%).
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".
"Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um Cessar-Fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a Paz a longo prazo com o Irão e a Paz no Médio Oriente", afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.
Lusa
Bolsa de Nova Iorque negocia em alta na abertura com cessar-fogo entre EUA e Irão
Pelas 14:45 (hora de Lisboa), o industrial Dow Jones subia 2,82% para 47.896,86 pontos, e o tecnológico Nasdaq avançava 2,96% para 22.670,46 pontos.
O agregado S&P 500 ganhava 2,57% para 6.787,10 pontos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".
"Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irão e a PAZ no Médio Oriente", afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.
Na madrugada de hoje o preço do West Texas Intermediate (WTI), referência americana do petróleo bruto, descia 15,40% para 95,55 dólares.
O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, descia 15,03%, para 92,85 dólares. Ambos caíam abaixo da barreira simbólica dos 100 dólares, num mercado aliviado pela pelo cessar-fogo no Irão e do desimpedimento do Estreito de Ormuz.
Lusa
Irão poderá estar a considerar ataques contra Israel
Enviado da ONU chega ao Irão
Durante a visita, o enviado de Guterres vai reunir-se com dirigentes iranianos para "ouvir a sua posição sobre a situação e conhecer a sua perspetiva sobre o caminho a seguir", indicou o comunicado.
Arnault elogiou o acordo alcançado na terça-feira à noite, com mediação do Paquistão e de outros países (Egito, Turquia e Arábia Saudita), que inclui um cessar-fogo de duas semanas, destinado a criar espaço para o avanço de negociações e que abre "uma janela para a diplomacia", segundo o comunicado da organização internacional.
O enviado das Nações Undas expressou confiança de que os líderes da região vão optar pelo diálogo e pela proteção dos civis e afirmou que, durante a sua deslocação, pretende reiterar o compromisso de Guterres de "não poupar esforços para apoiar uma solução pacífica".
No final de março, o secretário-geral nomeou o diplomata francês, que trabalha em processos de paz há mais de três décadas, como seu enviado no âmbito dos esforços da organização para pôr fim ao conflito.
c/Lusa
AIE alerta para perturbações na aviação europeia caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto
Beirute convoca "amigos do Líbano" para intervir e travar ataques israelitas
"Todos os amigos do Líbano são convocados a virem em nosso auxílio para travar estes ataques por todos os meios necessários", disse Salam em comunicado, depois de Israel ter anunciado que realizou o seu "maior ataque coordenado" contra o Hezbollah desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro.
Irão vai abordar negociações de paz com os EUA com cautela
"Não estamos a depositar qualquer confiança no outro lado. As nossas forças militares mantêm-se em prontidão... mas, entretanto, iremos às negociações para ver o quão sério está o outro lado", disse o embaixador, Ali Bahreini, à Reuters.
Israel compromete-se com cessar-fogo mas exclui Líbano do acordo
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deverá acatar a pausa de duas semanas na guerra contra o Irão, mas mantém que a situação é diferente no sul do Líbano, onde tem lançado uma investida nas últimas semanas.
Acordo de cessar-fogo saudado por todo o mundo
Os líderes mundiais consideram que a trégua abre caminho para o fim da guerra no Médio Oriente.
Emmanuel Macron saúda cessar-fogo para o Irão
O presidente francês estende as exigências de cessar-fogo ao Líbano e pede o fim dos ataques israelitas.
Forças norte-americanas "mantêm-se prontas" caso o cessar-fogo termine
"Para que fique claro, um cessar-fogo é uma pausa, e as Forças Armadas continuam prontas, se ordenadas ou convocadas, para retomar as operações de combate com a mesma rapidez e precisão que temos demonstrado nos últimos 38 dias", acrescentou o general Dan Caine durante uma conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth.
Estados Unidos e Irão vão conversar em Islamabad
Washington aceitou ontem um cessar-fogo na investida contra o Irão. Trump diz que esta terça-feira foi um grande dia para a paz mundial".
Médio Oriente. Presidente diz que ontem foi um dia de esperança
António José Seguro pede que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão seja o início de uma paz sólida e duradoura.
Estados Unidos e Irão chegaram a acordo
O cessar-fogo vai durar duas semanas. E a partir de sexta-feira os dois países vão sentar-se à mesa das negociações em Islamabad, no Paquistão. O Irão faz 10 exigências. É o ponto de partida para um acordo definitivo.
Indústria de defesa do Irão ficou "completamente" destruída
Hegseth afirmou que as forças armadas norte-americanas estavam "de prontidão" no Médio Oriente para garantir que o Irão cumpria o cessar-fogo de duas semanas e para monitorizar o stock de urânio enriquecido do país.
"Em relação ao urânio, estamos de olho. Sabemos o que eles têm, e eles vão entregá-lo, e nós vamos buscá-lo. Vamos tomá-lo se for preciso", disse Hegseth aos jornalistas.
Irão poderá abrir o Estreito de Ormuz de forma controlada antes de uma reunião com os EUA
"Se for alcançado um entendimento sobre uma estrutura para as negociações, o estreito poderá ser aberto 'de forma limitada, sob o controlo do Irão'", disse o responsável.
"A coordenação com as forças armadas iranianas será obrigatória para todos os navios. Ainda assim, o cessar-fogo é frágil; no entanto, preferimos uma paz duradoura, mas o Irão não teme regressar à guerra se os EUA quiserem seguir o mesmo caminho”, acrescentou.
Crise energética não será passageira
A porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, disse aos jornalistas que cerca de 8,5% do GNL do bloco, 7% do petróleo e 40% do querosene de aviação e gasóleo passam pelo estreito de Ormuz, cujo acesso o Irão bloqueou em grande parte durante a guerra.
"O que já podemos prever é que esta crise não será passageira", disse. "É um ponto de estrangulamento muito, muito importante, obviamente".
Teerão ataca Kuwait e Emirados após ofensiva contra postos petrolíferos
Segundo a televisão estatal iraniana, os ataques ocorreram após uma ofensiva contra infraestruturas energéticas na ilha de Lavan, no sul do país.
A emissora informou que tanto o Kuwait como os Emirados Árabes Unidos confirmaram ter sido alvo de ataques iranianos, sem adiantar, para já, informações sobre vítimas ou danos materiais.
Exército israelita lança os maiores ataques contra o Hezbollah no Líbano
Trump anuncia tarifas imediatas de 50% a países que forneçam armas ao Irão
"Um país que forneça armas militares ao Irão será imediatamente sujeito a uma tarifa de 50 por cento sobre todos e quaisquer bens vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exceções nem isenções", vincou na rede social Truth.
Trump diz que EUA vão colaborar estreitamente com o Irão e garante que "muitos dos 15 pontos já foram acordados"
"Os Estados Unidos irão trabalhar em estreita colaboração com o Irão, país que, segundo determinámos, passou por aquilo que será uma mudança de regime muito produtiva", escreveu Donald Trump na rede social Truth.
"Não haverá enriquecimento de urânio e os Estados Unidos, em colaboração com o Irão, irão desenterrar e remover todo o "pó" nuclear profundamente enterrado (bombardeiros B-2)", acrescentou.
"Este encontra-se, e sempre esteve, sob vigilância por satélite muito rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque".
Trump escreveu ainda que os EUA "estão e continuarão a estar a discutir o alívio das tarifas e sanções com o Irão", sendo que "muitos dos 15 pontos" propostos por Washington "já foram acordados".
Trump está "impaciente por ver progressos" em relação ao Irão
"Ele está impaciente. Está impaciente por ver progressos", declarou durante uma viagem à Hungria.
Vance afirmou ainda que, embora algumas partes do regime iraniano estivessem a abordar as negociações de forma construtiva, outras estavam a "mentir" sobre o cessar-fogo.
O vice-presidente descreveu a situação como uma "trégua frágil".
Itália descarta enviar navios para patrulhar Estreito de Ormuz sem mandato da ONU
"Não está na agenda. Já dissemos que não enviaremos navios, a menos que haja uma iniciativa das Nações Unidas", afirmou Salvini, que também é ministro das Infraestruturas no Governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
Kuwait denuncia onda matinal de ataques com drones iranianos
Rússia saúda cessar-fogo e espera que EUA retomem negociações sobre a Ucrânia
Numa chamada com jornalistas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia espera que os EUA e o Irão mantenham contactos diretos nos próximos dias para dar continuidade às discussões de paz.
Vance afirma que iranianos devem negociar de boa-fé para chegar a um acordo
"O presidente dos Estados Unidos disse-me, e disse a toda a equipa de negociação para vir e trabalhar de boa-fé para chegar a um acordo", afirmou durante uma visita à Hungria.
"Foi isso que ele nos disse para fazer. Se os iranianos estiverem dispostos, de boa-fé, a trabalhar connosco, penso que podemos chegar a um acordo", acrescentou.
Pezeshkian confirmou participação do Irão nas negociações em Islamabad
Primeiras travessias do Estreito de Ormuz desde o acordo de cessar-fogo
Rangel saúda cessar-fogo e aponta esperança à diplomacia internacional
O ministro português dos Negócios Estrangeiros, em declarações à RTP Antena 1, disse ter recebido com agrado a notícia do acordo de um cessar-fogo temporário entre o Irão e os Estados Unidos. Um calar das armas de duas semanas que o mundo vê com agrado.
Guterres congratula-se com acordo e Médio Oriente saúda cessar-fogo
Guterres "exorta todas as partes envolvidas no atual conflito no Médio Oriente a cumprirem as suas obrigações perante o direito internacional", afirmou o seu porta-voz, Stéphane Dujarric, em comunicado hoje divulgado.
De acordo com a mesma fonte, o secretário-geral da ONU defendeu a necessidade de ambos os países "respeitarem os termos do cessar-fogo, a fim de preparar o caminho para uma paz duradoura e abrangente na região".
O responsável das Nações Unidas lembrou ainda que é urgente pôr fim às hostilidades "para proteger vidas civis e aliviar o sofrimento humano" e agradeceu os esforços do Paquistão e de outros países envolvidos na facilitação do cessar-fogo.
O enviado pessoal do secretário-geral para liderar os esforços da ONU no conflito, o diplomata francês Jean Arnault, está atualmente no Médio Oriente para "apoiar os trabalhos em prol de uma paz duradoura", concluiu o comunicado.
c/ Lusa
Agência marítima da ONU prepara mecanismo para garantir segurança no estreito de Ormuz
"A prioridade, agora, é assegurar uma evacuação que garanta a segurança da navegação", acrescentou Arsenio Dominguez.
Esta declaração surge após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão.
c/ Lusa
Papa elogia cessar-fogo após criticar ameaça de Trump
O papa, que tem vindo a criticar o conflito nas últimas semanas, tinha afirmado na terça-feira que as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a população do Irão eram "inaceitáveis".
AIEA pronta para apoiar esforços de paz entre EUA e Irão
"O diretor-geral da AIEA, Rafel Grossi, saúda o regresso à diplomacia com o objetivo de negociar um acordo sobre questões-chave, incluindo o programa nuclear do Irão", afirmou a Agência Internacional de Energia Atómica em comunicado.
"A AIEA está pronta para apoiar estes esforços através do seu papel indispensável em matéria de salvaguardas e verificação", acrescentou.
Turquia pede respeito por cessar-fogo, Egito elogia EUA pela opção diplomática
"Insistimos que o cessar-fogo temporário deve ser totalmente executado no terreno e esperamos que todas as partes respeitem o acordo alcançado", lê-se em comunicado do ministério do ministério dos Negócios Estrangeiros turco.
Também em comunicado, o congénere egípcio, Badr Abdelatty, "expressou seu profundo apreço pela importante iniciativa americana de dar uma oportunidade à diplomacia e iniciar um processo sério de negociações", numa conversa telefónica com o enviado norte-americano americano Steve Witkoff.
c/ Lusa
Chanceler alemão pede "fim definitivo" da guerra após cessar-fogo temporário
O líder do Governo alemão agradeceu ao Paquistão o papel de mediação no acordo e considerou que o objetivo deve ser agora negociar um fim definitivo da guerra nos próximos dias.
Para o chanceler alemão, uma negociação diplomática irá servir a segurança da população civil iraniana e a estabilidade no Médio Oriente, além de contribuir para evitar "uma crise energética mundial".
Ao mesmo tempo, o Executivo alemão, segundo Merz, "apoia os esforços diplomáticos", e irá manter contacto próximo com os Estados Unidos e outros parceiros internacionais, além de continuar disponível para contribuir "de forma adequada" para a livre navegação no Estreito de Ormuz.
c/ Lusa
Costa satisfeito com cessar-fogo insta Washington e Teerão a procurarem "paz sustentável"
"Acolho com satisfação o anúncio, por parte dos Estados Unidos e do Irão, de um cessar-fogo de duas semanas. Exorto todas as partes a respeitarem os seus termos, a fim de alcançar uma paz sustentável na região", escreveu António Costa, numa publicação na rede social X.
I welcome the announcement by the United States and Iran of a two-week ceasefire. I urge all parties to uphold its terms in order to achieve sustainable peace in the region.
— António Costa (@eucopresident) April 8, 2026
The EU stands ready to support ongoing efforts and remains in close contact with its partners in the…
Iraque reabre o seu espaço aéreo, encerrado desde o início da guerra
"A Autoridade de Aviação Civil anuncia a reabertura do espaço aéreo iraquiano ao tráfego (...) a partir de hoje, após a estabilização da situação e o regresso às condições normais", afirmou este departamento governamental iraquiano em um comunicado.
Este serviço indicou ainda que "todos os voos civis estão autorizados a serem retomados (...) nos aeroportos do país".
c/ Lusa
Bolsas europeias em forte alta animadas com trégua da guerra no Médio Oriente
As principais bolsas europeias abriram hoje em forte alta, depois de alcançado um acordo de cessar-fogo de 15 dias entre Washington e Teerão, período durante o qual o estreito de Ormuz será reaberto e as partes continuarão a negociar.
Cerca das 08:35 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a avançar 3,62%, para 611,95 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfuer avançavam 2,51%, 4,36% e 4,82%, bem como as de Madrid e Milão que valorizavam 3,30% e 3,66%, respetivamente.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,83%, para 9.444,50 pontos, um novo máximo desde junho de 2008.
O euro também subia, 0,86% para 1,1695 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1595 dólares na terça-feira.
O Governo de Israel anunciou hoje que aceita a trégua de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irão anunciada pelo Presidente Donald Trump, mas assegurou que não inclui o Líbano, onde mantém uma frente de guerra aberta.
Trump explicou que seu Governo ajudará a gerir o "tráfego acumulado" no estreito de Ormuz e que com o acordo com o Irão poderia dar-se a "idade de ouro do Médio Oriente".
O acordo provocou a queda do preço do petróleo.
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, Baixava 13,13%, para 94,92 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, de referência nos EUA, recuava 14,67%, para 96,30 dólares.
O gás natural para entrega em maio no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, descia 16,42%, para 44,52 euros por megawatt-hora (MWh).
Em sentido contrário, nos mercados de metais preciosos, o ouro regista um ganho de 2,35%, com a onça a 4.817,31 dólares, enquanto a prata avança 5,48% para 77,02 dólares a onça.
Esta quarta-feira, a agência estatística Eurostat divulgará o índice de preços da produção (IPP) da zona euro em fevereiro.
Embora em fevereiro ainda se espere que os preços da energia continuem a pesar na evolução homóloga deste índice, a situação mudará drasticamente no mês de março, depois do forte aumento dos preços do gás e do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.
Na Ásia, as bolsas terminaram hoje em alta: o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, subiu 5,39%, o principal índice da bolsa de Seul, o Kospi, 6,87%, o índice de referência da bolsa de Xangai 2,69%, o da de Shenzhen 4,79% e o Hang Seng de Hong Kong, que opera hoje pela primeira vez esta semana, avançava 2,80% pouco antes do final da sessão.
Antes do acordo de cessar-fogo, Wall Street fechou na terça-feira mista: o Dow Jones caiu 0,18% e o tecnológico Nasdaq avançou 0,1%.
Os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontam a esta hora para subidas de 2,30% e 3,24%, respetivamente.
No mercado de dívida, a rentabilidade do título alemão a dez anos descia para 2,993%.
Quanto às criptomoedas, a `bitcoin` subia 1,89% para 71.728 dólares.
China diz acolher com agrado o cessar-fogo no Irão
Espanha saúda cessar-fogo mas critica EUA
"O Governo espanhol não vai aplaudir aqueles que incendiam o mundo só porque aparecem com um balde de água", escreveu Sánchez na sua conta do X.
Sánchez afirmou que os cessar-fogos são sempre notícias bem-vindas, mas acrescentou que "o alívio momentâneo não deve fazer-nos esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas", apelando ao prevalecimento da "diplomacia, do direito internacional e da paz".
Cessar-fogo com o Irão. Kiev pede a Washington que concentre esforços na Ucrânia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia pediu a Washington, esta quarta-feira, que pressione Moscovo para alcançar um cessar-fogo e pôr fim a mais de quatro anos de guerra, afirmando que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão demonstra o sucesso da "firmeza americana".
O governante ucraniano saudou ainda “o acordo entre o presidente Trump e o regime iraniano para desbloquear o Estreito de Ormuz e cessar-fogo, bem como os esforços de mediação do Paquistão”.We welcome the agreement between President Trump and the Iranian regime to unblock the Hormuz strait and cease fire, as well as Pakistan’s mediation efforts. American decisiveness works. We believe it is time for sufficient decisiveness to force Moscow to cease fire and end its…
— Andrii Sybiha 🇺🇦 (@andrii_sybiha) April 8, 2026
"Incêndios começaram no território dos armazéns", avançou o Ministério, acrescentando que foram extintos pelos socorristas.
Já na região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, ataques de Moscovo provocaram a morte a uma pessoa entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta-feira, anunciou o chefe da administração regional, Ivan Fedorov, no Telegram.
"Na aldeia de Balabyn, edifícios residenciais e comerciais foram destruídos e danificados durante o ataque, e os incêndios começaram", disse, acrescentando que "o corpo de uma pessoa falecida foi encontrado sob os escombros de uma casa".
Ivan Fedorov tinha indicado anteriormente que uma mulher de 47 anos ficou ferida e está a receber tratamento após um ataque aéreo a garagens ter provocado um incêndio.
Zaporizhzhia, uma importante cidade industrial perto da linha da frente no sul do país, é alvo de ataques quase diários de drones e mísseis russos.
Israel diz ter cessado fogo na campanha contra o Irão
Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo
O índice de referência da Bolsa de Xangai avançou 2,69%, somando 104,83 pontos, para 3.995. O índice de Shenzhen valorizou 4,79%, ao ganhar 642,09 pontos, encerrando nos 14.042,5.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng subia 2,80% pelas 15:20 (08:20, em Lisboa).
A subida dos mercados reflete o alívio dos investidores perante a perspetiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas.
c/ Lusa
Von der Leyen saúda cessar-fogo por trazer "necessária redução das tensões"
"Congratulo-me com o cessar-fogo de duas semanas acordado ontem [terça-feira] à noite entre os Estados Unidos e o Irão. Traz uma tão necessária redução das tensões", afirmou Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.
Portugal saúda acordo de cessar-fogo entre EUA e Irão
Numa mensagem publicada na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português agradece a mediação do Paquistão, assim como "os esforços de todos os seus parceiros nas negociações".
O Governo português saúda o acordo de cessar-fogo e de abertura do estreito de Ormuz alcançado pelos Estados Unidos e Irão. Portugal agradece a mediação do Paquistão e, bem assim, os esforços de todos os seus parceiros nas negociações.
— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) April 8, 2026
Este é um primeiro passo determinante para…
c/ Lusa
Macron aplaude cessar-fogo e pede que inclua "plenamente" o Líbano
"Esperamos, nos próximos dias e semanas, que possa ser plenamente respeitado em toda a região e permita que se realizem negociações que, tal como a França defende desde 2018, permitam resolver de forma duradoura as questões nucleares, balísticas e regionais relacionadas com o Irão", afirmou no início de um Conselho de Defesa na terça-feira.
"O nosso desejo é garantir que o cessar-fogo inclua plenamente o Líbano" a longo prazo, acrescentou.
Cessar-fogo entre Washington e Teerão representa recuo à beira do abismo, diz UE
"O acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão representa um recuo à beira do abismo, após semanas de escalada", reagiu Kaja Kallas, numa publicação na rede social X, após o anúncio da madrugada de hoje.
A Alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança salientou que o cessar-fogo "cria uma oportunidade muito necessária para reduzir as ameaças, parar os mísseis, retomar a navegação marítima e abrir espaço para a diplomacia rumo a um acordo duradouro", vincando que o Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado e crucial para o comércio mundial de petróleo, "deve voltar a estar aberto".
c/ Lusa
Cessar-fogo. EUA e Irão afirmam-se ambos vencedores
Uma trégua de duas semanas. Assim se espera depois de os Estados Unidos e o Irão acordarem um cessar-fogo. O anúncio chegou por uma mensagem de Donald Trump, nas redes sociais, quando estava quase a expirar-se o prazo do ultimato do presidente norte-americano.
Médio Oriente. Os pontos que vão estar em negociação a partir de sexta-feira
As negociações entre o Irão e os Estados Unidos para pôr fim à guerra arrancam sexta-feira em Islamabad - a capital do Paquistão. Negociações que têm como base uma proposta com 10 pontos, feita pelo governo iraniano e enviado a Washington através da mediação paquistanesa.
Luís Peixoto – RTP Antena 1
Chefe da NATO vai encontrar-se hoje com Trump
“Ele vem ter comigo na quarta-feira, como sabem. É um tipo fantástico. O secretário-geral é genial”, afirmou na segunda-feira Donald Trump, que criticou duramente os europeus pela sua recusa em ajudar os Estados Unidos e Israel na ofensiva contra o Irão.
Rutte será também recebido pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e pelo ministro da Defesa, Pete Hegseth.
Segundo um responsável da Aliança Atlântica citado pela AFP, esta visita aos Estados Unidos estava prevista “há muito tempo”.
Preço do gás europeu cai 20% na abertura dos mercados
Trump diz que EUA vão ajudar a gerir "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz
O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que os Estados Unidos ajudarão a gerir o "tráfego acumulado" no Estreito de Ormuz, após ter anunciado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão.
Numa mensagem publicada na Truth Social, a rede social que lhe pertence, o inquilino da Casa Branca reafirmou que haverá "muitas ações positivas" e que "se ganhará muito dinheiro", sem concretizar como a Administração norte-americana irá atuar no estreito, nem explicar essas ações, sobretudo perante a declaração de Teerão, segundo a qual continuará a "coordenar" o escoamento do petróleo no Golfo.
Após o anúncio do acordo de cessação das hostilidades, Teerão garantiu que, durante as próximas duas semanas, permitirá a "passagem segura" através de Ormuz, "em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", segundo o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, na rede social X.
"Um grande dia para a paz mundial", começou por anunciar Trump nesta mensagem, insistindo que podem vir a ser feitos "fornecimentos de todo o tipo" e que os EUA "ficarão por lá" - no Estreito de Ormuz - para garantir que "tudo corre bem", mais uma vez, sem concretizar.
Trump considerou ainda que o Irão já pode iniciar o seu "processo de reconstrução" e que esta nova etapa na região poderá tornar-se na "era dourada do Médio Oriente".
A notícia do acordo temporário e das negociações que terão início a 10 de abril em Islamabade, no Paquistão, provocou subidas acentuadas nas bolsas asiáticas e a queda abrupta do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.
Papa Francisco apela ao fim das hostilidades contra a população iraniana
O Papa Francisco condenou hoje as ameaças de Donald Trump contra o Irão, rotulando-as de 'inaceitáveis'.
Washington anuncia libertação de jornalista norte-americana sequestrada em Bagdade
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou na terça-feira a libertação da jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que tinha sido sequestrada na semana passada por uma organização terrorista em Bagdade, no Iraque.
Rubio agradeceu, numa mensagem na sua conta oficial do X, ao Departamento de Guerra e ao Conselho Supremo Judicial iraquiano por "ajudarem a garantir a libertação".
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos confirmou que Kittleson tinha sido detida pela organização terrorista Kata`ib Hezballah, no passado dia 31 de março, enquanto circulava pelas ruas da capital iraquiana.
Antes do anúncio de Rubio, o porta-voz e responsável pela segurança do grupo, Abu Mujahid al Aasaf, indicou num comunicado divulgado no seu canal na rede de mensagens Telegram que, "em reconhecimento da postura patriótica do primeiro-ministro cessante (Mohamed Shia al Sudani)", a Kata`ib Hezballah decidiu "libertar a acusada norte-americana, Shelly Kittleson, com a condição de que abandone o país imediatamente".
Al Aasaf advertiu ainda que a "iniciativa não se repetirá nos próximos dias", dado que o grupo se encontra atualmente num "estado de guerra travada pelo inimigo sionista-americano contra o Islão".
A Kata`ib Hizbulá faz parte das Forças de Mobilização Popular (FMP), um grupo que opera sob os auspícios do Governo iraquiano, mas mantém fortes laços com o Irão e é considerado uma das milícias mais poderosas do Iraque.
Kittleson, que vive em Itália, é uma jornalista independente que já trabalhou em várias zonas de conflito, como o Afeganistão e a Síria, e colaborou com meios de comunicação como a agência italiana ANSA e o jornal digital norte-americano "Al Monitor".
O Iraque concentra 10% dos 90 jornalistas desaparecidos em todo o mundo e, antes do sequestro de Kittleson, dois jornalistas estrangeiros e sete iraquianos estavam desaparecidos no país, todos confirmados ou suspeitos de terem sido sequestrados.
O último jornalista norte-americano sequestrado foi Steven Sotloff, que foi capturado na Síria em 2013 e assassinado em 2014, segundo o CPJ.
Israel afirma que respeitará o cessar-fogo
Israel afirmou hoje apoiar a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, no âmbito de um acordo de cessar-fogo que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.
"Israel apoia a decisão do Presidente Trump de suspender os ataques contra o Irão durante duas semanas, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques contra os Estados Unidos, Israel e os países da região", declarou o gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, num comunicado.
"Israel apoia igualmente os esforços dos Estados Unidos para garantir que o Irão deixe de representar uma ameaça nuclear, balística e terrorista para a América, Israel, os vizinhos árabes do Irão e o mundo", acrescentou o texto.
Israel respeitará o acordo alcançado entre Estados Unidos e Irão, que prevê o início de um cessar-fogo e o adiamento, por duas semanas, do ultimato norte-americano contra infraestruturas iranianas, segundo fonte citada pelo jornal israelita Haaretz.
A publicação indicou que "uma fonte israelita", não identificada, afirmou que Telavive "respeitará o cessar-fogo com o Irão", embora persistam preocupações quanto ao acordo anunciado na madrugada de hoje.
Segundo o jornal, a fonte referiu que Israel gostaria de "ter alcançado mais objetivos na guerra" antes da entrada em vigor do cessar-fogo.
Em contramão com esta informação, o jornal israelita The Times of Israel citou sem identificar um responsável de segurança de Israel, segundo o qual, apesar do anúncio de cessar-fogo a Força Aérea israelita continua a realizar ataques no Irão.
Trump anunciou nas redes sociais que decidiu adiar por duas semanas o ataque contra infraestruturas críticas iranianas que tinha ameaçado executar hoje, caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.
A Casa Branca confirmou na rede social X o anúncio de Trump.
"Com base nas conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva que seria enviada esta noite para o Irão, e desde que a República Islâmica do Irão concorde com a ABERTURA TOTAL, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas", anunciou o Presidente norte-americano num comunicado da Casa Branca.
"Este será um CESSAR-FOGO mútuo! A razão para tal é que já atingimos e excedemos todos os objetivos militares, e estamos muito avançados num Acordo definitivo relativo à PAZ a longo prazo com o Irão e à PAZ no Médio Oriente", acrescentou.
"Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irão e acreditamos que é uma base viável para negociar. Quase todos os vários pontos de discórdia do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irão, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", avançou ainda Trump no comunicado.
"Em nome dos Estados Unidos da América, na qualidade de Presidente, e também em representação dos países do Médio Oriente, é uma honra ver este problema de longa data perto de ser resolvido", concluiu.
A posição de Teerão foi divulgada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Aragchi, que garantiu que será possível "a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas, na sequência do acordo com os EUA.
"Em resposta ao pedido fraterno do primeiro-ministro [paquistanês, Shehbaz] Sharif", e "tendo em conta o pedido dos EUA para que se realizem negociações com base na sua proposta de 15 pontos, bem como o anúncio do Presidente dos EUA sobre a aceitação do quadro geral da proposta de 10 pontos do Irão como base para as negociações, declaro, em nome do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão: se os ataques contra o Irão forem interrompidos, as nossas poderosas Forças Armadas cessarão as operações defensivas", anunciou Aragchi.
"Durante um período de duas semanas, será possível a passagem segura pelo Estreito de Ormuz, mediante coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em devida consideração as limitações técnicas", acrescentou o chefe diplomacia iraniana.
O Irão adiantou que haverá negociações para um acordo de paz em Islamabad, capital do Paquistão, a partir de 10 de abril e durante as duas semanas em que vigorar o cessar das hostilidades.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou o cessar-fogo de duas semanas acordado entre o Irão e os Estados Unidos e anunciou que a suspensão das hostilidades entra em vigor de imediato.
"Tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todos os locais, incluindo o Líbano e outros locais, COM EFEITO IMEDIATO", afirmou Sharif na rede social X.
O líder paquistanês referiu que espera que as delegações de ambos os países participem numa ronda de negociações em Islamabad esta sexta-feira para negociar um "acordo definitivo que resolva todas as disputas", tal como o Irão já tinha antecipado.
Islamabad assegurou que o cessar-fogo abrange também o Líbano, onde Israel conduz operações militares contra o movimento armado pró-iraniano Hezbollah.
Acordo entre EUA e Irão para duas semanas de cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz
Os dois países acordaram em fazer um cessar-fogo de duas semanas. Sexta-feira começam negociações, mediadas pelo Paquistão.
Os iranianos exigem o controlo de navegação do Estreito de Ormuz, o fim dos ataques dos Estados Unidos, a retirada das forças de combate norte-americanas e o descongelamento de ativos iranianos.
Vinte por cento do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Depois do anúncio do cessar-fogo, o preço do petróleo baixou e o barril de Brent referência para a Europa passou a ser negociado a 95 dólares.
Horas antes do acordo, China e Rússia vetaram a proposta do Bharein no Conselho de Segurança das Nações Unidas para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Também horas antes, os Estados Unidos atacaram alvos militares na ilha de Kharg, no Irão junto ao estreito de Ormuz.
Foram atingidos mais de 50 alvos militares na ilha que alberga o maior terminal de exportação de petróleo do Irão, responsável por cerca de 90 por cento das exportações de crude do país.