Mundo
Guerra no Médio Oriente
Casa Branca envia USS Gerald R. Ford para o Médio Oriente
O Pentágono ordenou que um segundo grupo de ataque de porta-aviões se prepare para rumar à região do Golfo.
O destacamento do vaso de guerra foi noticiado nas últimas horas por vários órgãos de comunicação social norte-americanos, enquanto Donald Trump intensifica a pressão sobre o Irão para que o regime termine os seus programas nuclear e de mísseis balísticos.
No início desta semana, Donald Trump tinha afirmado que estava a considerar enviar um segundo porta-aviões para o Médio Oriente caso não fosse alcançado um acordo com o Irão.
Um segundo porta-aviões juntar-se-ia ao USS Abraham Lincoln, que está na região desde janeiro com os seus navios de escolta, segundo a imprensa norte-americana.
Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do USS Ford, que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado, numa altura em que as forças norte-americanas aumentavam a presença militar na região antes da operação de surpresa do mês passado, que resultou na extração do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de Caracas para Nova Iorque.
O USS Ford partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas. Embora não esteja claro por quanto tempo o navio permanecerá no Médio Oriente, a mudança prepara a tripulação para uma missão excecionalmente longa.
De acordo com o New York Times, o porta-aviões Gerald Ford, atualmente em operação nas Caraíbas, será enviado para o Golfo Pérsico para se juntar ao Abraham Lincoln.
"A tripulação do navio foi informada da decisão na quinta-feira, segundo quatro responsáveis norte-americanos que pediram o anonimato", noticiou o New York Times.Já na quarta-feira, o Wall Street Journal e a CBS News tinham noticiado que um segundo porta-aviões poderia ser enviado para a região.
O envio de um segundo porta-aviões para o Médio Oriente seria inédito em quase um ano, observou o Wall Street Journal. Em março de 2025, o Harry Truman e o Carl Vinson foram para lá enviados para combater os rebeldes houthis, apoiados pelo Iémen.
Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do USS Ford, que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado, numa altura em que as forças norte-americanas aumentavam a presença militar na região antes da operação de surpresa do mês passado, que resultou na extração do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de Caracas para Nova Iorque.
O USS Ford partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas. Embora não esteja claro por quanto tempo o navio permanecerá no Médio Oriente, a mudança prepara a tripulação para uma missão excecionalmente longa.
De acordo com o New York Times, o porta-aviões Gerald Ford, atualmente em operação nas Caraíbas, será enviado para o Golfo Pérsico para se juntar ao Abraham Lincoln.
"A tripulação do navio foi informada da decisão na quinta-feira, segundo quatro responsáveis norte-americanos que pediram o anonimato", noticiou o New York Times.Já na quarta-feira, o Wall Street Journal e a CBS News tinham noticiado que um segundo porta-aviões poderia ser enviado para a região.
O envio de um segundo porta-aviões para o Médio Oriente seria inédito em quase um ano, observou o Wall Street Journal. Em março de 2025, o Harry Truman e o Carl Vinson foram para lá enviados para combater os rebeldes houthis, apoiados pelo Iémen.
Na quinta-feira, Donald Trump ameaçou o Irão com consequências "muito traumáticas" caso o país não concorde com um acordo sobre o seu programa nuclear, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, manifestou "um certo ceticismo" sobre as hipóteses de se chegar a um acordo.
"Precisamos de chegar a um acordo, caso contrário será muito traumático, muito traumático", disse o presidente norte-americano durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, depois de receber o primeiro-ministro israelita, acrescentando que espera que as negociações com a República Islâmica estejam concluídas dentro de um mês.
"Vou falar com eles durante o tempo que desejarem", acrescentou Trump, indicando que, caso não seja alcançado nenhum acordo, passará para a "fase dois", que seria "muito difícil" para os iranianos.
Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse na quinta-feira que esperava que Trump estivesse a criar as condições para chegar a um acordo com o Irão que evitasse uma ação militar.
O presidente norte-americano apontou novamente como exemplo o bombardeamento norte-americano de instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho. Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão.Washington e Teerão querem prosseguir negociações
Washington e Teerão afirmam que desejam continuar as discussões após a ronda inicial de negociações, a 6 de fevereiro, em Omã.
Após o início de um movimento de protesto brutalmente reprimido pelas autoridades iranianas, no início de janeiro, Donald Trump advertiu Teerão repetidamente.
Os Estados Unidos insistem em incluir nas negociações a questão dos mísseis balísticos e dos grupos apoiados pelo Irão e designados como terroristas, caso do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinianos, parte do chamado Eixo da Resistência.
Numa reunião com o primeiro-ministro israelita, Trump insistiu nas negociações, perante a alternativa de um ataque militar.
"Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca.
Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, "insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações".
"Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si", indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado.
Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região.
c/ agências