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Catar saúda concordância do Hamas com plano de Trump para Gaza

Catar saúda concordância do Hamas com plano de Trump para Gaza

O Catar, mediador entre Israel e o Hamas na guerra de Gaza, saudou esta sexta-feira a concordância do movimento islamista palestiniano com o plano de paz apresentando pelo Presidente norte-americano Donald Trump para pôr fim ao conflito.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Kai Pfaffenbach - Reuters

"O Estado do Qatar congratula-se com o anúncio do Hamas de que o plano do Presidente Trump tem a sua aprovação", destacou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari.

O Qatar elogiou ainda a disponibilidade do grupo islamita para libertar todos os prisioneiros israelitas e também apoia o apelo de Trump para um cessar-fogo imediato, de acordo com a mesma fonte.

"Ao mesmo tempo, o Estado do Qatar afirma que começou a trabalhar com os seus parceiros na mediação, a República Árabe do Egito, em coordenação com os Estados Unidos da América, para continuar as discussões sobre o plano de forma a garantir um caminho para o fim da guerra", adiantou ainda Al-Ansari, numa nota nas redes sociais.

O movimento islamita palestiniano Hamas afirmou hoje aceitar alguns elementos do plano de paz do Presidente norte-americano, incluindo a libertação dos restantes reféns, mas quer negociar outros pontos.

Em comunicado, o Hamas afirmou estar disposto a libertar reféns de acordo com a "fórmula" do plano, que prevê a libertação dos restantes indivíduos capturados pelo movimento no ataque a Israel há dois anos, e reiterou a sua já expressa abertura à transferência do poder para um órgão palestiniano politicamente independente.

O movimento acrescentou estar pronto para negociações imediatas para discutir os "detalhes" da libertação dos reféns, vivos e cadáveres.

Face à declaração do Hamas, Donald Trump afirmou hoje que Israel deve "interromper imediatamente" os ataques a Gaza.

"Com base na declaração recentemente emitida pelo Hamas, acredito que estão prontos para uma PAZ duradoura", publicou Trump na rede social Truth, após o movimento palestiniano aceitar partes, mas não a totalidade, do plano proposto pelo Presidente norte-americano.

"Israel deve interromper imediatamente o bombardeamento de Gaza, para que possamos resgatar os reféns de forma segura e rápida!", adiantou.

Israel declarou a 07 de outubro de 2023 uma guerra na Faixa de Gaza para "erradicar" o Hamas, horas depois de este ter realizado em território israelita um ataque de proporções sem precedentes, matando cerca de 1.200 pessoas, na maioria civis.

Desde 2007 no poder em Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) fez também nesse dia 251 reféns, cerca de 40 dos quais continuam em cativeiro.

A guerra na Faixa de Gaza fez dezenas de milhares de mortos, de acordo com números das autoridades locais, que a ONU considera fidedignos, e um desastre humanitário que tem forçado cerca de dois milhões de residentes a deslocarem-se repetidamente dentro do enclave.

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