Mundo
Centenas protestam contra presença do ICE nos Jogos Olímpicos de Inverno
Centenas de pessoas tomaram as ruas de Milão esta sexta-feira em manifestação contra a anunciada presença dos agentes de imigração norte-americanos nos Jogos Olímpicos de Inverno em Itália, o que já havido gerado críticas do autarca de Milão a semana passada.
Os Jogos Olímpicos de Inverno arrancam oficialmente esta sexta-feira. A competição realiza-se, este ano, em Itália e à medida que se fazem os últimos ajustes para a cerimónia de abertura desta noite, as ruas de Milão enchem-se de manifestantes exigindo o afastamento do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) do evento, bem como o fim das suas operações no território norte-americano.
Entre as centenas de cartazes contra as políticas da administração Trump, multiplicaram-se críticas ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, e ao secretário de Estado Marco Rubio, que já se encontram na cidade italiana para as olimpíadas de Inverno.
“ICE, Vance, Rubio fora de todos os lugares. Milão é repugnante e cúmplice do genocídio e do imperialismo norte-americano”, lê-se numa faixa feita à mão por manifestantes.
A mesma fonte garantiu que todas as operações de segurança conduzidas pelos agentes norte-americanos vão decorrer sob a legislação de Itália.
Entre as centenas de cartazes contra as políticas da administração Trump, multiplicaram-se críticas ao vice-presidente dos EUA, JD Vance, e ao secretário de Estado Marco Rubio, que já se encontram na cidade italiana para as olimpíadas de Inverno.
“ICE, Vance, Rubio fora de todos os lugares. Milão é repugnante e cúmplice do genocídio e do imperialismo norte-americano”, lê-se numa faixa feita à mão por manifestantes.
Os manifestantes, na sua grande maioria estudantes, reuniram-se esta sexta-feira frente a um edifício na Universidade Politécnica de Milão.
A presença de agentes de imigração dos EUA para proteção de cidadãos norte-americanos, anunciada na semana passada, não foi bem recebida por muitos cidadãos italianos, incluindo o presidente da Câmara de Milão, tendo em conta o seu papel na vanguarda da política de deportações integrada na campanha do Governo do presidente Trump.
O autarca, Giuseppe Sala, em declarações à estação de rádio RTL 102.5, descreveu o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos como uma "milícia que mata" e que invade casas sem autorização, reiterando que o ICE “não é bem-vindo em Milão”.
Na altura da divulgação do comparecimento da Administração Trump e do ICE na cerimónia olímpica, um porta-voz do ICE adiantou à Agência France Press que o seu Serviço de Segurança Interna (HSI) ia apoiar o Serviço de Segurança Diplomática do Departamento de Estado norte-americano, "bem como o país anfitrião (Itália), na avaliação e mitigação dos riscos relacionados com organizações criminosas transnacionais".
A mesma fonte garantiu que todas as operações de segurança conduzidas pelos agentes norte-americanos vão decorrer sob a legislação de Itália.
Na mesma linha de pensamento, o ministro italiano do Interior, Matteo Piantedosi, afirmou na quarta-feira que apenas o Serviço de Segurança Interna (HSI) integrará o dispositivo de segurança, garantindo que a função da agência terá um caráter estritamente operacional e que a sua presença “não é, de forma alguma, uma iniciativa súbita e unilateral que comprima a soberania nacional” da Itália.
O Comité Olímpico e Paraolímpico dos EUA afirmou também que nenhum agente do ICE está a cargo da segurança da equipa norte-americana na competição.