Teerão só negoceia quando for levantado o bloqueio naval no Golfo

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Teerão só negoceia quando for levantado o bloqueio naval no Golfo

Teerão só regressa à mesa de negociações com os EUA quando for levantado o bloqueio naval no Golfo Pérsico, avançou o embaixador do Irão nas Nações Unidas numa primeira reação ao prolongamento do cessar-fogo anunciado por Donald Trump. Já a Guarda Revolucionária iraniana avisou que infligirá "golpes devastadores" se os combates forem retomados. A segunda ronda de negociações continua em risco. A União Europeia apresenta hoje um conjunto de medidas para responder à eventual crise energética. Acompanhamos aqui o evoluir da situação.

Cristina Sambado, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Amr Alfiky - Reuters

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Pequim afirma que a situação no Médio Oriente está num momento "crítico" após anúncio de prolongamento do cessar-fogo

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Ataque de drone israelita provoca um morto no norte de Gaza

Um palestiniano foi morto e outros ficaram feridos após um ataque de um drone israelita na cidade de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, informou a agência de notícias palestiniana Wafa.

A agência afirmou que o exército israelita atacou um grupo de palestinianos que tentava remover os escombros da sua casa, numa zona que foi quase totalmente destruída durante a guerra genocida de Israel contra Gaza.
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Milhares de marinheiros retidos no Golfo Pérsico

O responsável da Organização Marítima Internacional (OMI), a agência marítima da ONU fez um apelo de ajuda para os milhares de marinheiros retidos no Golfo Pérsico devido ao encerramento efetivo do Estreito de Ormuz.

Cerca de 20 mil marinheiros e dois mil navios estão retidos desde os ataques conjuntos entre os EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).

A agência informou que pelo menos 10 marinheiros foram mortos e vários outros ficaram gravemente feridos em ataques a embarcações comerciais desde o início do conflito.

O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que a agência está a trabalhar num plano de evacuação para os navios retidos, mas que só poderá ser implementado quando houver sinais claros de desescalada.
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Guarda Revolucionária Islâmica do Irão avisa que infligirá "golpes devastadores" se combates forem retomados

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão alertou que infligirá "golpes devastadores" contra "os recursos remanescentes do inimigo" no Médio Oriente caso os combates sejam retomados, segundo os meios de comunicação iranianos.

O alerta surgiu depois de Donald Trump ter anunciado a prorrogação do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, que expiraria hoje.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, a IRGC afirmou estar "preparada para confrontar qualquer ameaça ou agressão renovada do inimigo de forma decisiva, conclusiva e imediata, e, na próxima fase de um potencial conflito militar, infligirá golpes devastadores e inimagináveis aos recursos remanescentes do inimigo na região".
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Teerão só se senta à mesa com EUA quando for levantado o bloqueio naval no Golfo

É a primeira reação do Irão ao prolongamento do cessar-fogo no Médio Oriente, anunciado durante a noite por Trump, pela voz do Embaixador do Irão nas Nações Unidas.
O Embaixador acrescenta que o país está preparado para qualquer cenário.
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Trump diz que Teerão está em "colapso financeiro" com estreito de Ormuz bloqueado

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, afirmou hoje que a República Islâmica iraniana está “a entrar em colapso financeiro” devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, numa mensagem na sua rede social.

"O Irão está a entrar em colapso financeiro! Eles querem o estreito de Ormuz aberto imediatamente - eles estão desesperados por dinheiro! Eles estão a perder 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) por dia (...) SOS!!!", escreveu o líder norte-americano.


Trump anunciara antes, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo, embora mantendo o bloqueio aos portos iranianos.
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Líbano. França exige recuo de Israel e desarmamento do Hezbollah

Emmanuel Macron traçou em Paris as linhas vermelhas para a paz no Líbano.

Ao receber o Primeiro-ministro libanês, o Presidente francês defendeu uma solução diplomática que exige dois passos cruciais, a retirada imediata das tropas israelitas do território e o desarmamento efetivo do Hezbollah.

Para o Eliseu, a soberania do Líbano só será plena quando o Estado detiver o monopólio da força e as fronteiras forem respeitadas.
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Líbano avisa, "não procuramos o confronto, mas não temos medo"

Nem o confronto, nem a submissão. É este o posicionamento de Beirute perante o braço de ferro com o Hezbollah.

De visita a França, o Primeiro-ministro libanês recebeu o apoio de Emmanuel Macron, mas foi pragmático quanto ao futuro.

Para Najib Mikati, o destino do país não se decide em Paris, mas sim na mesa de negociações em Washington. É lá que reside a única saída para a crise.
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Um morto e dois feridos em ataque israelita no Líbano

Uma pessoa morreu hoje e duas ficaram feridas após um ataque israelita na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, informou a imprensa estatal libanesa, apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah.
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Lusa /

Porta-contentores alvo de disparos iranianos ao largo de Omã

A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo, anunciou hoje que um porta-contentores foi alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã, causando danos, mas sem vítimas.

Olivier Hoslet - EPA

"A embarcação foi abordada por uma lancha de patrulha da Guarda Revolucionária Islâmica, sem aviso prévio por rádio, que abriu então fogo contra o navio, causando danos significativos na ponte de comando", informou a UKMTO.

"Não foram relatados incêndios ou impactos ambientais", informou a agência, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, acrescentando que a tripulação se encontra "sã e salva".

A UKMTO disse que o ataque foi lançado por volta das 07:55 (04:55 em Lisboa) no estreito de Ormuz, a 15 milhas náuticas (27,7 quilómetros) a nordeste da costa de Omã.

O Irão não fez até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.

O incidente ocorre depois de os Estados Unidos terem apreendido um navio porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.

No sábado, a UKMTO informou que duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária abriram fogo contra um navio cargueiro não identificado, também nas imediações do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Pouco depois, a mesma agência reportou um segundo incidente na mesma zona, envolvendo um projétil de origem desconhecida que atingiu um navio cargueiro, danificando alguns contentores.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro expirava hoje.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

 

 

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RTP /

União Europeia vai apresentar hoje plano para responder a eventual crise energética

São 55 medidas. Entre elas, Bruxelas quer promover o teletrabalho, que seria obrigatório pelo menos um dia por semana.

Pretende ainda que sempre que possível os edifícios públicos sejam encerrados. No âmbito dos transportes defende a criação de zonas sem carros, a redução do limite de velocidade nas autoestradas e incentivos para as pessoas recorrerem mais aos transportes públicos. 

A Comissão defende também uma redução de viagens de avião. 

A União Europeia decidiu já alargar as sanções ao Irão, para incluir os responsáveis pelo bloqueio do estreito de Ormuz,
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RTP /

Trump prolonga cessar-fogo mas mantém bloqueio e forças militares em prontidão

A horas do fim das tréguas, e perante a resistência a negociar por parte de Teerão, pelas 21h20 de terça-feira, em Lisboa, o presidente Donald Trump deu o dito por não dito e aceitou o pedido do Paquistão para prolongar o cessar-fogo, até o governo iraniano apresentar uma proposta de negociação. Mantém contudo o bloqueio aos portos do Irão e a prontidão das forças militares norte-americanas na região.

A segunda ronda de negociações continua em risco. 

O Irão ameaça destruir a produção de petróleo dos países vizinhos do Golfo. Foi a última ameaça de Tearão antes de Donald Trump prolongar o cessar-fogo. 

O Irão temia o regresso dos bombardeamentos, tal como prometia o presidente norte-americano. 

O primeiro-ministro de Israel garante que a ameaça nuclear iraniana foi destruída, mas avisa que vai continuar a lutar contra os Estados terroristas.
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Lusa /

Militares de 30 países discutem em Londres reabertura de Ormuz

Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.

Foto: Reuters

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.

O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro também expirava hoje.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

De acordo com o comunicado, a reunião em Londres irá focar-se na avaliação das capacidades militares disponíveis, da estrutura de comando e controlo e do potencial destacamento de forças na região, com vista à ativação da operação assim que as condições o permitam.

O ministro da Defesa britânico, John Healey, realçou que o objetivo é avançar com "um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação e apoiar um cessar-fogo duradouro".

"O comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação", afirmou, acrescentando que "uma ação coletiva eficaz" pode contribuir para a reabertura do estreito.

O Reino Unido e a França estão a trabalhar para envolver o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes na reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.

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