Mundo
Chanceler alemão reconhece "desastre" eleitoral mas promete avançar com reformas
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, as primeiras projeções dão a vitória ao partido Alternativa para a Alemanha (AfD).
(em atualização)
Os eleitores de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram chamados às urnas este domingo para as eleições regionais.
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, as sondagens à boca das urnas colocam o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) à frente com 37% dos votos - mais do que duplicando o resultado de há cinco anos (16,7%).
Os social-democratas de centro-esquerda estão atrás com 35,5%. A Esquerda é a terceira força política, com 6%, à frente dos Verdes, com 5,5%, e só depois surgem os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, com 5%, no limiar para a eleição para o parlamento estadual. Este é o pior resultado do partido em eleições estaduais desde a II Guerra Mundial, o que deixa Merz numa situação ainda mais delicada.
Friedrich Merz reconheceu que a eleição regional em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foi um "desastre" para o seu partido, mas recusa renunciar e promete acelerar as reformas que tem implementado para “fazer avançar a Alemanha”.
Apesar dos apelos para abandonar o cargo, o chanceler já disse que vai cumprir mandato até ao fim.
Em Berlim, as sondagens colocam o partido de esquerda radical Die Linke na liderança, ultrapassando a CDU.
Os eleitores de Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foram chamados às urnas este domingo para as eleições regionais.
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, as sondagens à boca das urnas colocam o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) à frente com 37% dos votos - mais do que duplicando o resultado de há cinco anos (16,7%).
Os social-democratas de centro-esquerda estão atrás com 35,5%. A Esquerda é a terceira força política, com 6%, à frente dos Verdes, com 5,5%, e só depois surgem os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, com 5%, no limiar para a eleição para o parlamento estadual. Este é o pior resultado do partido em eleições estaduais desde a II Guerra Mundial, o que deixa Merz numa situação ainda mais delicada.
Friedrich Merz reconheceu que a eleição regional em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental foi um "desastre" para o seu partido, mas recusa renunciar e promete acelerar as reformas que tem implementado para “fazer avançar a Alemanha”.
Apesar dos apelos para abandonar o cargo, o chanceler já disse que vai cumprir mandato até ao fim.
"Estas reformas precisam de ser implementadas (...) Assumo esta responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar", declarou o chanceler alemão após o anúncio das primeiras sondagens à boca das urnas.
Apesar do triunfo previsto, a AfD não tem condições para governar em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, já que deverá eleger 27 ou 28 deputados, aquém dos 36 assentos necessários para uma maioria absoluta, e todos os outros partidos rejeitam liminarmente coligações com a extrema-direita.
A solução governativa deverá assim passar por uma nova coligação liderada pelo SPD, atualmente no poder com a Esquerda, e cuja líder, Manuela Schwesig é ministra-presidente deste estado no nordeste da Alemanha, da antiga RDA.
A solução governativa deverá assim passar por uma nova coligação liderada pelo SPD, atualmente no poder com a Esquerda, e cuja líder, Manuela Schwesig é ministra-presidente deste estado no nordeste da Alemanha, da antiga RDA.
Em Berlim, as sondagens colocam o partido de esquerda radical Die Linke na liderança, ultrapassando a CDU.
O Die Linke obteve entre 24,5% e 26% dos votos, de acordo com as sondagens realizadas nas mesas de voto para as emissoras públicas ARD e ZDF, contra 20% da CDU (que liderava a Câmara Municipal) e 13,5% a 16% do partido de extrema-direita AfD.
Futuro de Merz em risco
Este é mais um duro golpe para o chanceler alemão, depois de há duas semanas a AfD também ter imposto uma pesada derrota para a CDU na Saxónia-Anhalt, o seu bastião eleitoral.
A popularidade de Merz tem vindo a resvalar e não vai atualmente além dos dez por cento.
Eleito no ano passado com a promessa de implementar reformas para retomar o crescimento da economia alemã, Merz tem enfrentado dificuldades para conquistar os eleitores. Para além das reformas impopulares nas áreas da segurança social, impostos e saúde, há um descontentamento popular que se intensificou com a escalada dos preços dos combustíveis, potenciada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
Na esperança de conquistar alguns eleitores, o Governo de Merz anunciou na sexta-feira um desconto fiscal de aproximadamente 17 cêntimos por litro para o outono. E acenou com a discussão de um teto de preços a partir de 1 de janeiro do próximo ano.
Este é mais um duro golpe para o chanceler alemão, depois de há duas semanas a AfD também ter imposto uma pesada derrota para a CDU na Saxónia-Anhalt, o seu bastião eleitoral.
A popularidade de Merz tem vindo a resvalar e não vai atualmente além dos dez por cento.
Eleito no ano passado com a promessa de implementar reformas para retomar o crescimento da economia alemã, Merz tem enfrentado dificuldades para conquistar os eleitores. Para além das reformas impopulares nas áreas da segurança social, impostos e saúde, há um descontentamento popular que se intensificou com a escalada dos preços dos combustíveis, potenciada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
Na esperança de conquistar alguns eleitores, o Governo de Merz anunciou na sexta-feira um desconto fiscal de aproximadamente 17 cêntimos por litro para o outono. E acenou com a discussão de um teto de preços a partir de 1 de janeiro do próximo ano.
Já a prever um mau resultado para o seu partido este domingo, Merz convocou uma reunião de emergência da CDU, após a divulgação dos resultados, para discutir os próximos passos.
Merz cancelou também, de resto, a viagem que contava empreender até Nova Iorque, para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Merz cancelou também, de resto, a viagem que contava empreender até Nova Iorque, para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
c/agências