EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

China defende punição de Jimmy Lai e rejeita libertação sob pressões externas dos EUA

China defende punição de Jimmy Lai e rejeita libertação sob pressões externas dos EUA

Pequim defendeu hoje que o magnata dos media de Hong Kong Jimmy Lai deve ser punido de acordo com a lei e rejeitou libertá-lo sob pressões externas dos Estados Unidos, depois de responsáveis norte-americanos terem sugerido a sua libertação.

Lusa /

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou numa conferência de imprensa que Lai foi um "planeador chave e participante" em atividades "contra a China e desestabilizadoras" em Hong Kong que, segundo Pequim, colocaram em risco a segurança nacional e minaram a prosperidade e a estabilidade do território.

O porta-voz sustentou que o empresário, fundador do já encerrado jornal pró-democracia Apple Daily, "deve enfrentar um castigo severo de acordo com a lei", e advertiu que ninguém deve "alimentar a ilusão" de poder cometer crimes graves e evitar sanções legais.

Guo reiterou ainda que o Governo central apoia o executivo de Hong Kong na perseguição de crimes que ameacem a segurança nacional e criticou aquilo que classificou como tentativas de "forças externas" de interferir no sistema judicial do território.

Pequim condenou também as sanções impostas por Washington contra instituições do Governo central em Hong Kong e contra responsáveis da região administrativa especial, que classificou como "ilegais", depois de o porta-voz ter sido questionado sobre notícias que apontam para um possível alívio dessas medidas caso Lai seja libertado.

As declarações surgem depois de órgãos de comunicação terem noticiado que responsáveis norte-americanos terão sugerido a libertação de Lai por razões humanitárias no contexto das sanções impostas à China devido à situação em Hong Kong.

Lai, de 78 anos e com nacionalidade britânica, cumpre uma pena de 20 anos de prisão aplicada em fevereiro por um tribunal de Hong Kong, depois de ter sido considerado culpado de conspiração para colaborar com forças estrangeiras e de publicar material considerado sedicioso ao abrigo da Lei de Segurança Nacional.

O caso tornou-se um dos símbolos da transformação política de Hong Kong desde os protestos pró-democracia de 2019 e tem gerado críticas de governos ocidentais e de organizações de direitos humanos, que consideram o processo politicamente motivado, algo que Pequim rejeita e atribui a ingerências externas.

 

Tópicos
PUB