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Cinco pessoas em estado crítico em Paris na sequência de protestos em França

Cinco pessoas em estado crítico em Paris na sequência de protestos em França

Pelo menos cinco feridos encontram-se em estado crítico em Paris e 48 em urgência relativa na capital e noutras cidades francesas, na sequência dos protestos contra o custo de vida, informou hoje a emissora BFMTV.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Mohammed Badra - EPA

Em Paris, pelo menos cinco feridos estão estado crítico, enquanto seis encontram-se em urgência relativa, de acordo com fontes médicas citadas pela BFMTV.

Noutras cidades de França, foram registados pelo menos 10 feridos em Lyon, 12 em Lille, cinco em Dijon e 15 em Rennes. De acordo com a BFMTV, todos se encontram em urgência relativa, sem apresentarem risco de vida imediato.

O primeiro-ministro francês anunciou no sábado 1.200 detenções e 150 polícias e gendarmes feridos, na sequência de episódios de violência em várias cidades de França, enquanto o ministro da Justiça defendeu prisão preventiva por ataques às autoridades ou edifícios públicos.

As forças de segurança francesas detiveram 1.200 pessoas durante episódios de violência à margem das manifestações organizadas por todo o país este sábado, anunciou Sébastien Lecornu, informando ainda que 150 polícias e gendarmes ficaram feridos.

Para o chefe do Governo, que falou durante uma visita às forças de segurança mobilizadas no centro de Paris para a jornada de protesto, é "um milagre que o balanço não tenha sido mais grave".

Nas mesmas declarações, Lecornu dirigiu-se ao partido de esquerda radical França Insubmissa -- com o qual tem trocado acusações desde o início da mobilização estudantil e a quem acusa de apoiar a violência -- desafiando a força política liderada por Jean-Luc Mélenchon que "agora é o momento de escolher um lado".

O ministro da Justiça francês, Gérald Darmanin, anunciou que deu instruções às procuradorias francesas para que solicitem a prisão preventiva dos responsáveis por ataques à polícia ou a edifícios públicos.

O governante, em publicações nas redes sociais, defendeu a detenção "daqueles que atentaram contra as forças de segurança, os bombeiros, os edifícios públicos e os estabelecimentos comerciais" durante os graves distúrbios ocorridos hoje, nas principais cidades francesas, no meio de uma onda de manifestações e protestos sociais.

"Hoje [no sábado] ocorreram, e continuam a ocorrer neste momento, atos de violência urbana de uma gravidade inaudita (...). Reiterei a todos os procuradores-gerais e procuradores a necessidade de oferecer uma resposta judicial extremamente firme, à altura da violência que assolou o nosso país", afirmou Darmanin.

O ministro publicou a mensagem enquanto participava, durante a tarde, numa reunião de crise na sede do Ministério do Interior, na qual participaram também o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, e o ministro do Interior, Laurent Núñez.

"Quero elogiar a rápida resposta das forças de segurança interna", destacou Núñez, salientando que os ataques eram "muito difíceis de conter", mas, ainda assim, os agentes "realizaram um trabalho louvável, evitaram danos generalizados e efetuaram numerosas detenções".

"A grande maioria dos detidos são adultos", explicou.

Segundo um levantamento das estações de televisão TF1/LCI, foram saqueados 270 estabelecimentos comerciais em toda a França.

Além disso, várias sedes de entidades oficiais foram atacadas, incluindo a Câmara Municipal de Limoges, que ficou completamente destruída por um incêndio.

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