Colômbia investiga mortes em confrontos entre dissidentes das FARC e guerrilha do ELN

por Lusa

Bogotá, 29 nov (Lusa) -- As autoridades colombianas estão a investigar se 13 pessoas morreram durante confrontos entre dissidentes das FARC e guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), ocorridos na segunda-feira no departamento de Nariño, no sudoeste do país.

Segundo denúncias da comunidade, pelas 17:30 de terça-feira (22:30 em Lisboa), dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) festejavam um aniversário em Pueblo Nuevo, no município de Maguí Payán, no departamento de Nariño, quando foram atacados por guerrilheiros do ELN.

Os confrontos terão causado resultado em 13 mortos, além de oito desaparecidos.

O secretário do Interior de Magui Payan, Jhon Jairo Rodríguez, disse aos jornalistas que, de momento, "nenhuma autoridade pôde chegar ao local dos confrontos para confirmar os factos". Para esclarecer o sucedido, o exército destacou uma comissão que, esta terça-feira, ainda tentava chegar a Pueblo Nuevo.

Por seu lado, o procurador provincial do vizinho município de Tumaco, Carlos Bastidas, garantiu ter sido "informado do confronto que se registou na segunda-feira entre dissidentes das FARC e membros do ELN".

Aparentemente, acrescentou, "os mortos serão dissidentes e civis".

Em novembro de 2016, o governo de Bogotá e as FARC assinaram um histórico acordo de paz para pôr termo a mais de meio século de conflito armado. No entanto, em todo o país, contam-se ainda 15 grupos de desertores, que somam cerca de 700 guerrilheiros, de acordo com um relatório divulgado na semana passada pela Fundação Paz e Reconciliação.

Após o acordo com as FARC, em novembro de 2016, o Governo de Bogotá tenta alcançar a "paz plena", negociando um pacto similar com o ELN para pôr termo a mais de meio século de conflito armado.

O processo de diálogo foi encetado em fevereiro último, na capital do Equador, Quito.

A disputa entre os dissidentes e o ELN versa sobre o controlo das zonas onde antes operavam as FARC, agora convertidas em partido político.

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