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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Crescente Vermelho regista 555 mortos no Irão desde o início do conflito

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Crescente Vermelho regista 555 mortos no Irão desde o início do conflito

Ao terceiro dia consecutivo de retaliação iraniana pelos bombardeamentos israelitas e norte-americanos, há notícia de fortes explosões em diferentes cidades do Golfo e em Jerusalém. E o conflito propagou-se, entretanto, ao Líbano. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação no Médio Oriente.

Joana Raposo Santos, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Amir Cohen - Reuters

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RTP /

Preços do gás na Europa disparam mais de 22%

Os preços do gás na Europa dispararam hoje mais de 22% devido aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão, que estão a comprometer as exportações de gás natural liquefeito (GNL) do Golfo, sobretudo as do Qatar.

Cerca das 08:00 (hora de Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, subiu mais de 20%, depois de ter subido 22% para 38,885 euros, um preço ainda inferior ao atingido em janeiro devido a uma vaga de frio.

c/ Lusa
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RTP /

Registados 39 pedidos de portugueses que querem sair de Israel

A RTP apurou que foram registados 39 pedidos de portugueses que desejam sair de Israel. No entanto, só dois de 13 portugueses pediram para sair da capital iraniana, Teerão.
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RTP /

Três aeronaves norte-americanas caíram no Kuwait

Pelo menos três aeronaves norte-americanas caíram no Kuwait. De acordo com o ministro da defesa desse país, as tripulações conseguiram sobreviver sem grandes danos e foram levadas para hospitais. As agências de informação internacionais referem que as circunstâncias dos acidentes estão ser investigadas.
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RTP /

França pronta para participar na defesa dos países do Golfo e da Jordânia

A França está pronta para participar na defesa dos países do Golfo e da Jordânia, alvos de ataques do Irão, "em conformidade com os acordos que a vinculam aos seus parceiros e ao princípio da legítima defesa coletiva", declarou esta segunda-feira o ministro francês dos Negócios Estrangeiros.

"Aos países amigos que foram deliberadamente alvo de mísseis e drones dos Guardas da Revolução e arrastados para uma guerra que não escolheram - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque, Bahrein, Kuwait, Omã e Jordânia -, a França expressa o seu total apoio e solidariedade. Estamos prontos (...) para participar na sua defesa", afirmou Jean-Noël Barrot em conferência de imprensa.

Há neste momento cerca de 400 mil franceses no Médio Oriente, residentes ou de passagem. França recebeu já 100 mil pedidos de repatriamento de cidadãos que sairão assim que possível.
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Lusa /

Refinaria na Arábia Saudita atacada por drones

A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.

A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP.

A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.

Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.

Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.

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RTP /

Agência Internacional de Energia Atómica realiza reunião extraordinária

A agência das Nações Unidas para a energia nuclear (AIEA) iniciou na manhã desta segunda-feira uma reunião extraordinária dedicada ao Irão, após os ataques iniciados no sábado por Israel e pelos Estados Unidos.

A reunião na sede da agência é realizada por iniciativa da Rússia, aliada de Teerão, que fez o pedido no sábado, após um pedido semelhante do Irão.

Esta reunião extraordinária antecede uma reunião do Conselho de Governadores da AIEA, que representa 35 países.

A agência é responsável por promover o uso pacífico da energia nuclear. As suas relações com o Irão deterioraram-se após a breve guerra iniciada em 13 de junho por Israel.

As inspeções da agência da ONU foram finalmente retomadas, mas não em locais nucleares importantes, como Fordo, Natanz e Isfahan, atingidos durante os ataques.

Num relatório ao qual a AFP teve acesso na sexta-feira, a agência apelou ao Irão para que cooperasse "de forma construtiva" para que a AIEA pudesse verificar todas as suas instalações.
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Lusa /

Bolsas europeias em forte baixa depois do ataque dos EUA e Israel ao Irão

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, depois de no passado fim de semana os Estados Unidos e Israel terem lançado um ataque conjunto sobre o Irão.

Cerca das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,57% para 624,05 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,57%, 1,94% e 2,14%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2,56% e 2,09%.

A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 0,86% para 9.196,26 pontos.

Uma hora antes da abertura da sessão, os futuros dos mercados europeus viraram para vermelho, enquanto o preço do petróleo Brent, de referência no Velho Continente, para entrega em maio, dispara quase 10%, para mais de 80 dólares por barril.

Nos Estados Unidos, os futuros sobre os principais indicadores de Wall Street caem: o Dow Jones de Industriais, 1,03%, o tecnológico Nasdaq, 1,33%.

Antes da abertura da Europa, na Ásia, o Nikkei de Tóquio fechou com uma queda de 1,35%.

O Hang Seng de Hong Kong caiu 1,99%, enquanto, ao contrário, a Bolsa de Xangai, embora tenha aberto em baixa, terminou a subir 0,47%.

Noutros mercados, e perante as tensões no Médio Oriente, o ouro sobe 2,4%, para 5.407,60 dólares por onça, enquanto a prata avança 2,17%, para 95,8230 dólares.

O euro está em baixa e a ser negociado a 1,1712 dólares, contra 1,1812 dólares na sexta-feira.

A bitcoin, a criptomoeda mais conhecida e negociada do mercado, valoriza-se em 0,6%, para 66.158,60 dólares.

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RTP /

Paulo Rangel diz que MNE da UE estão de acordo com retoma de negociações

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse no domingo à agência Lusa que há consenso entre os parceiros europeus para retomar negociações com o Irão e coordenar o repatriamento de cidadãos europeus retidos no Golfo.

Os chefes de diplomacia dos Estados-membros da União Europeia reuniram-se hoje para discutir a ofensiva militar israelita e norte-americana contra o regime islâmico de Teerão.

"Houve um consenso (...) no sentido de que é muito importante haver contenção, é muito importante haver limitação dos danos e, assim que possível" deve-se "retomar as negociações", referiu Paulo Rangel.

Destacou que "também ficou muito clara a solidariedade com os países do Golfo".

"Praticamente todos os ministros, eu próprio também o fiz, já tinham falado com vários, se não com todos os seus homólogos do Qatar, do Bahrein, dos Emirados, da Arábia Saudita, da Omã, da Jordânia", relatou.

Paulo Rangel criticou a resposta iraniana, com "um conjunto de países que foram objeto de uma retaliação pelo Irão, o que não se compreende" porque "há aqui um conflito em que estão os Estados Unidos e Israel de um lado, o Irão do outro".

Aquilo que "será expectável é que haja um ataque basicamente recíproco e não envolver Estados terceiros", defendeu

O ministro adiantou que "há vontade de marcar já uma reunião da União Europeia, dos ministros dos Negócios Estrangeiros com os ministros do Conselho de Cooperação do Golfo".

"O resultado com efeitos práticos mais importante foi a questão dos cidadãos europeus que estão neste momento retidos" nesses países, em particular nos Emirados, no Qatar, na Arábia Saudita, tal como Israel, que "também está nesta situação" e no Irão.

No caso do Irão, "as pessoas que temos, que têm nacionalidade portuguesa, não chegam uma dezena e todas querem lá ficar, o que não quer dizer que se mudarem de ideias não se possa tentar encontrar uma solução alternativa", disse.

O ministro sublinhou a questão "da necessidade de, eventualmente, repatriar os cidadãos europeus que estão no Golfo e, designadamente, aqueles que estão em trânsito".

No entanto, "há pessoas que estão em férias, há pessoas que estão a trabalhar durante dois ou três dias em viagens de negócios, há as pessoas que estão simplesmente em trânsito e a usar o aeroporto de Dubai ou o aeroporto de Doha para ir e para vir e que ficaram retidas naquela região sem possibilidade de sair", notou.

"Tem que se encontrar uma solução para que essas pessoas possam regressar aos seus países", sublinhou, referindo que "se acordou que haveria, no fundo, uma espécie de coordenação europeia deste processo de repatriamento".

"Chipre, porque tem a presidência (do Conselho da União Europeia), porque tem esta localização, já está a coordenar esforços e houve aqui um compromisso para este efeito, destacou.

c/ Lusa
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RTP /

Ministro israelita da Defesa afirma que líder do Hezbollah libanês é "alvo a eliminar"

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou esta segunda-feira que o líder do Hezbollah, Naim Kassem, é agora um "alvo a ser eliminado", depois de o grupo militante alinhado com o Irão ter disparado contra Israel em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
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Lusa /

China pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz

Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro "não contaram com autorização do Conselho de Segurança" das Nações Unidas e "violam o direito internacional", apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que "o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia".

"Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional", acrescentou.

A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual "alastramento" dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo "devem ser plenamente respeitadas".

Questionada sobre o papel da China enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, Mao indicou que Pequim e Moscovo promoveram uma reunião de emergência do órgão e apoiam a continuação do seu papel na manutenção da paz e da segurança internacionais.

A responsável acrescentou que a China "não foi informada com antecedência" sobre as ações militares norte-americanas.

No domingo, Pequim condenou a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, classificando-a como uma grave violação da soberania do Irão e dos princípios da Carta das Nações Unidas.

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RTP /

Crescente Vermelho fala em 555 mortos no Irão

Segundo a agência France-Presse, o Crescente Vermelho avançou há momentos que o número de mortos no Irão devido aos ataques israelitas e americanos, iniciados no sábado, subiu para 555.

Pelo menos 35 pessoas morreram na província de Fars, no sul do Irão, nos ataques da última noite por parte de Israel e dos Estados Unidos, de acordo com a agência de notícias Tasnim.

Este balanço "pode aumentar" devido à "continuação dos ataques aéreos do inimigo", alerta a Tasnim.
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Momento-Chave
RTP /

Teerão anuncia novo ataque com mísseis contra Israel

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou o lançamento de uma série de mísseis contra as cidades israelitas de Telavive e Haifa, bem como contra Jerusalém Oriental.

Os alvos são o "complexo governamental do regime sionista (israelita) em Telavive", ataques contra centros militares e de segurança em Haifa e um ataque contra Jerusalém Oriental, a área ocupada e anexada por Israel, afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado transmitido hoje pela televisão estatal.

c/ Lusa
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Antena 1 /

UE condena ataques regionais do Irão e pede contenção a todas as partes

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estiveram reunidos extraordinariamente a pedido de Kaja Kallas, por videoconferência, para analisar e responder à escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão.

Foto: Majid Asgaripour - WANA via Reuters

A União Europeia condena os ataques indiscriminados do Irão contra países vizinhos e mostra-se preocupada com a possibilidade do conflito se estender à região provocando uma guerra mais ampla.

Os 27 pedem ainda a máxima contenção de todas as partes e insistem no respeito pelo Direito Internacional.
Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas

A União Europeia diz que o Médio Oriente tem muito a perder com um novo e prolongado conflito e que os ataques a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis.

Para já, o foco principal dos 27 está na proteção dos cidadãos europeus e na possibilidade de ativar mecanismos de proteção consular e de repatriamento - também a preocupação com a possível interrupção da circulação no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo, que fará inevitavelmente fazer escalar o preço deste produto.

A União Europeia salienta a importância de procurar soluções diplomáticas e estratégias de contenção do conflito e pede o fim do programa nuclear do Irão.

Para esta segunda-feira está pedida uma reunião especial convocada pela presidente da Comissão Europeia, para discutir a situação no Irão, com o Colégio Europeu de Segurança e Defesa.
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Tsahal avisa
RTP /

Ataques de Israel contra Hezbollah vão continuar

O exército israelita afiança que os ataques contra o Hezbollah vão continuar ao longo dos próximos dias, depois de a milícia xiita libanesa ter atacado instalações militares no norte de Israel. A retaliação do Estado hebraico fez pelo menos 31 mortos e 149 feridos.

"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", afirmou o chefe do Estado-Maior do exército israelita.

Eyal Zamir colocou a ênfase na necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".

A maioria das vítimas em território libanês (20 mortos e 91 feridos) foi registada em Dahye, nos subúrbios de Beirute, enquanto que os restantes 11 mortos e 58 feridos resultaram de ataques na região sul do país.

O Hezbollah justificou os seus ataques como resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, a expensas do cessar-fogo de 2024.

O Hezbollah havia declarado que qualquer ataque contra o ayatollah Ali Khamenei seria encarado como linha vermelha.
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Lusa /

Pelo menos 20 mortos em ataques noturnos a Teerão

Pelo menos 20 pessoas morreram hoje num ataque de Israel e Estados Unidos contra uma praça central de Teerão, que sofreu várias vagas de bombardeamentos durante a noite.

O ataque na praça Nilufar destruiu várias casas e causou, pelo menos, 20 mortos, de acordo com a agência Mehr.

Os meios de comunicação iranianos não informaram sobre possíveis alvos nessa zona, mas no local está localizada uma esquadra da polícia.

A emissora SNN mostrou imagens de feridos entre os escombros de edifícios destruídos, incluindo crianças.

Entretanto, ataques aéreos no oeste do Irão mataram, pelo menos, três pessoas hoje, informou a agência de notícias oficial IRNA.

Prédios residenciais na cidade de Sanandaj foram atingidos pelos ataques aéreos, de acordo com o governador Gharib Sajjadi, citado pela IRNA.

"Três pessoas morreram e várias outras ficaram feridas", disse o responsável, acrescentando que o número de mortos deve aumentar.

O Ministério da Saúde iraniano elevou para 180 o número de mortos pelo ataque à escola feminina de Minab, no sul do país, durante a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o país persa, iniciada no sábado.

O número de vítimas iranianas na guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos é desconhecido. A última contagem oficial foi feita no sábado, quando foram relatadas 200 mortes.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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Lusa /

Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil

Explosões foram ouvidas hoje perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.

O fotógrafo da agência de notícias francesa disse que os sistemas de defesa aérea próximos do aeroporto abateram drones.

Desde o início da campanha militar israelo-americana contra o Irão, foram intercetados drones por diversas vezes sobre Erbil, uma cidade no nordeste do Iraque que alberga um importante consulado dos EUA.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, alegadamente para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão já confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

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Lusa /

Impacto do fecho de Ormuz seria "gerível" para a China

Analistas consideram que a suspensão do trânsito no estreito de Ormuz expõe a China a riscos energéticos devido à forte dependência de petróleo importado, embora o impacto potencial da disrupção seja "gerível" no curto prazo.

A China, maior importador mundial de petróleo, adquiriu em 2024 cerca de 560 milhões de toneladas de crude no exterior, o equivalente a 11,2 milhões de barris por dia, com um grau de dependência próximo de 72%.

Embora o Irão represente cerca de 11% das importações chinesas e não seja o principal fornecedor de Pequim, aproximadamente 45% do petróleo comprado pela China provém de países do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque ou Kuwait.

Trata-se de fornecimentos que dependem em grande medida da rota marítima do estreito de Ormuz, cujo trânsito "já não é seguro", segundo declarou a Guarda Revolucionária iraniana após a morte do líder supremo iraniano, o `ayatollah` Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita.

Especialistas citados pelo portal China News consideram que o impacto direto na economia chinesa é "globalmente controlável".

Chen Fengying, antiga diretora do Instituto de Economia Mundial do Centro de Relações Internacionais Contemporâneas da China, afirmou que o país "se encontra num contexto de baixa inflação" e dispõe de "margem de política macroeconómica", o que permitiria "compensar a pressão sobre os custos decorrentes da subida do preço do petróleo".

Apesar da elevada dependência energética, acrescentou Chen, empresas chinesas operam no exterior e contam com mecanismos de diversificação que podem amortecer parte do impacto.

Face a economias com "maior pressão inflacionária", como Japão ou Índia, Pequim mantém maior capacidade de ajustamento para evitar que uma subida pontual do crude se transforme num "risco sistémico", sustentou.

Tian Lihui, diretor do Instituto de Desenvolvimento Financeiro da Universidade de Nankai, considerou que o atual choque se assemelha mais a um "impacto estrutural" do que a uma "crise sistémica", embora tenha alertado que economias com elevada dependência energética, incluindo várias asiáticas, estarão sujeitas a "maior pressão".

Já a economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, Alicia García Herrero, afirmou que a crise iraniana representa para Pequim um "risco maior" do que o caso venezuelano, dado o peso superior do crude iraniano nas importações chinesas.

Segundo a economista, o Irão tem fornecido petróleo à China com desconto, muitas vezes contornando sanções norte-americanas através do comércio triangular -- feito através de países terceiros --, sendo as transações maioritariamente liquidadas na moeda chinesa, o yuan.

"Este acordo manteve a economia iraniana à tona perante o isolamento ocidental, ao mesmo tempo que fornece combustível barato a Pequim", afirmou.

García Herrero sublinhou ainda que "o Irão é mais importante do que a Venezuela em termos de rotas comerciais", por se situar no "centro" de projetos estratégicos que podem ajudar a China a reduzir a sua exposição a estrangulamentos marítimos, como o Corredor Económico China -Paquistão ou o porto paquistanês de Gwadar.

Segundo a analista, "todas estas potenciais opções de diversificação" estão agora a ser "postas à prova pelos ataques contra o Irão e pelo futuro do regime iraniano".

O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é atravessado por cerca de 20% do petróleo e por uma parte significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos e das Nações Unidas.

Em 2024, cerca de 84% do crude e 83% do GNL que passaram por Ormuz tiveram como destino mercados asiáticos, incluindo China, Índia e Japão.

Embora o Organismo Britânico de Comércio Marítimo tenha indicado que o estreito não está oficialmente encerrado, os alertas iranianos e o aumento do risco levaram, na prática, à suspensão ou desvio de rotas por grandes companhias como a Maersk.

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Segurança "em risco"
RTP /

Beirute considera "irresponsável" e "perigoso" ataque do Hezbollah a Israel

O primeiro-ministro e o presidente libaneses, Nawaf Salam e Josep Aoun, classificam como "irresponsável" e "perigoso" o ataque desencadeado pelo movimento xiita Hezbollah contra o norte de Israel. Ao mesmo tempo, repudiam a ofensiva israelita contra o Líbano.

"Independentemente de quem esteja por detrás, o lançamento de projéteis a partir do sul do Líbano é um ato irresponsável e suspeito, que coloca em risco a segurança e a proteção do Líbano, e fornece pretextos a Israel para continuar com a sua agressão", afirmou Salam no X.

"Não permitiremos que o país seja arrastado para novas aventuras e tomaremos todas as medidas necessárias para capturar os autores e proteger o povo libanês", acrescentou.

Por sua vez,  o presidente do país declarou que "o lançamento de foguetes a partir do território libanês põe em risco todos os esforços do Estado para manter o Líbano longe dos perigosos confrontos militares que assolam a região".

Aoun condenou igualmente "os ataques israelitas" contra o país, que foi já hoje atingido pela artilharia israelita em Beirute.

O Hezbollah reivindicou um ataque contra instalações militares a sul da cidade israelita de Haifa como resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e à continuação dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano.
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Lusa /

Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país

O Kuwait declarou que a defesa aérea do país intercetou hoje um número indeterminado de drones que visavam o país, mas sem feridos registados, segundo a agência de notícias oficial do emirado do Golfo, rico em petróleo.

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.

Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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Lusa /

Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait

Uma espessa coluna de fumo negra subia hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, informou a agência France-Presse (AFP) neste emirado do Golfo.

Stephanie McGehee - Reuters

"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".

Antes disso, sirenes soaram na capital do Kuwait.

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.

Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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Lusa /

Milícia xiita iraquiana reivindica ataque contra tropas dos EUA no aeroporto de Bagdade

Uma milícia xiita iraquiana reivindicou um ataque com drones contra tropas norte-americanas, hoje, no aeroporto da capital do Iraque, Bagdade, numa nova ampliação da retaliação pela morte do líder supremo do Irão, o `ayatollah` Ali Khamenei.

Ahmed Saad - Reuters

O grupo, Saraya Awliya al-Dam, que reivindicou o ataque, é uma das milícias xiitas que operam no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.

Os Estados Unidos e o Iraque não comentaram imediatamente a reivindicação do ataque, que acontece no momento em que milícias apoiadas pelo Irão, incluindo o grupo libanês Hezbollah, entraram na guerra iniciada por Washington e Jerusalém contra a teocracia iraniana.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para alegadamente "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou este domingo a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Além da morte de Khamenei, Teerão confirmou a morte de várias figuras de topo na hierarquia militar e política do país.

Segundo a organização Crescente Vermelho iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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Lusa /

Ouro e prata sobem moderadamente após ataques dos EUA e de Israel

Os preços do ouro e da prata subiram hoje moderadamente 1,9% e 1,35%, respetivamente, após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel ao Irão no fim de semana.

De acordo com dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do ouro subia 1,9% às 7h15 (6h15 em Lisboa), cotado a 5.378,88 dólares por onça.

No entanto, chegou a atingir um máximo de 5.393,28 dólares durante as primeiras horas do dia.

O ouro tem mantido uma tendência de alta nas últimas semanas, tentando aproximar-se do máximo histórico de 5.595,47 dólares por onça, atingido a 28 de janeiro.

A prata valorizava hoje 1,35%, atingindo os 95,05 dólares.

No início da sessão de hoje, a prata disparou, atingindo quase 100 dólares (99,68 dólares).

Também o cobre teve hoje uma ligeira subida de 0,16%, atingindo os 13.391 dólares no mercado de futuros de Londres.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou "eliminar ameaças iminentes" do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

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Ponto de situação
RTP /

Explosões em Jerusalém, Dubai, Doha e Manama

  • Fortes explosões foram ouvidas, já esta segunda-feira, em diferentes cidades do Golfo, nomeadamente no Dubai, em Doha e Manama. Há também notícia de bombardeamentos sobre Jerusalém, em Israel. Vive-se o terceiro dia de ataques retaliatórios do Irão a países vizinhos do Golfo Pérsico e a Israel, depois dos bombardeamentos levados a cabo pelas forças do Estado hebraico e dos Estados Unidos;


  • Segundo a Força Aérea israelita, foram lançados novos mísseis a partir do Irão, nas últimas horas. Os sistemas defensivos do país, acrescenta no X aquele ramo das Forças de Defesa de Israel, estão a operar. Os habitantes das zonas consideradas de risco estão a receber mensagens nos telemóveis a aconselhar a que se procure "espaços protegidos";


  • Ataques israelitas sobre solo libanês fizeram pelo menos 31 mortos e 149 feridos, avançou a agência France-Presse, citando fonte do Governo do Líbano;


  • As Forças de Defesa de Israel afirmam que as operações contra o Hezbollah xiita libanês, movimento apoiado pelo Irão, podem prolongar-se por "muitos" dias. "Lançámos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah. Devemos estar preparados para vários dias de combates", anunciou o número um da máquina militar israelita, Eyal Zamir;


  • Um presumível ataque com recurso a um drone contra a base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre, seguiu-se à luz verde de Londres à utilização das suas bases para ataques da aliança entre norte-americanos e israelitas a alvos iranianos. Na noite de domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, explicou a decisão com o que descreveu como uma escalada do por parte do Irão;


  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou também no domingo que as operações militares no Irão vão continuar "até que todos os objetivos sejam atingidos". "Exorto uma vez mais a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber total imunidade ou a enfrentar a morte", acrescentou;


  • Em declarações à Foz News, o presidente norte-americano reivindicou as mortes de 48 dirigentes do regime iraniano: "Ninguém pode acreditar no sucesso que estamos a ter, 48 líderes desapareceram de uma só vez";


  • Centenas de voos foram cancelados esta segunda-feira, adensando-se assim as dificuldades nas viagens aéreas. Grandes aeroportos do Médio Oriente, entre os quais o do Dubai, permanecem fechados pelo terceido dia consecutivo. Ao início da manhã, haviam sido suprimidos 1.239 ligações aéreas;


  • A Europa está disponível para coordenar o repatriamento de cidadãos retidos na região do Golfo. Em declarações à agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que há consenso entre os parceiros europeus para que sejam retomadas as negociações com o Irão;


  • Há 11 portugueses residentes no Irão que não querem sair do país. O último balanço do número de pedidos de repatriamento revela que, dos 13 portugueses residentes no Irão, só dois decidiram regressar e saíram do país de carro. Há também 39 pedidos de repatriamento de Israel. Dos restantes países da zona em conflito, ainda não há pedidos;


  • O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, apela à calma, mas pede aos portugueses no Médio Oriente que evitem deslocações desnecessárias. O Governo garante que nenhum português ficará sem apoio;


  • Na Base das Lajes, nos Açores, tem havido muitas movimentações. Na manhã de domingo, descolaram da base cinco aviões KC46 e outros cinco permaneceram na pista. Ao início da tarde, saíram seis caças europeus, aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da Força Aérea do Reino Unido. E ao final da tarde descolaram mais oito aviões.
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Andreia Martins - RTP /

Guerra no Médio Oriente. Que líderes iranianos morreram nos ataques de Israel e EUA?

O ataque de sábado contra Teerão decapitou grande parte da liderança iraniana, a começar pelo próprio ayatollah Ali Khamenei, o Líder Supremo que supervisionava todos os órgãos de poder político, militar, religioso e judicial.

Foto: WANA via Reuters

Os ataques israelo-americanos mataram o Líder Supremo do país e grande parte da sua família, incluindo a filha, um dos netos, uma nora e um genro, segundo indicou a agência iraniana Fars. 

A televisão estatal iraniana adiantou também que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Moussavi, foi morto juntamente com outros generais de alta patente e com o ministro iraniano da Defesa, o general Aziz Nasirzadeh. 

O chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e Ali Shamkhani, conselheiro do Líder Supremo e secretário do Conselho de Defesa, também morreram nos ataques de sábado, adiantou a televisão do país. 

De acordo com a emissora, foram mortos “durante uma reunião do Conselho de Defesa”. 

As Forças de Defesa de Israel adiantaram ainda que os ataques mataram Saleh Asadi, chefe da Direção de Informações do comando de emergência Khatam-al-Anbiya, e Mohammad Shirazi, chefe do gabinete militar.

Hossein Jabal Amelian, chefe da Organização de Inovação e Investigação Defensiva (SPND) e Reza Mozaffari-Nia, antigo chefe da SPND e ex-vice-ministro da Defesa, também foram visados e terão morrido. 

Há um outro nome de grande destaque que é apontado como um dos mortos deste ataque: o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, segundo adiantou a agência pró-regime ILNA, citada pelo Jerusalem Post

Presidente do Irão entre 2005 e 2013, Mahmoud Ahmadinejad terá morrido nos ataques coordenados entre Israel e Estados Unidos que visaram a sua residência em Narnak, no nordeste de Teerão. Vários guarda-costas também morreram, segundo informou a mesma agência. 
Vazio de poder? 
Ao início da manhã, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, anunciava que o processo de transição do poder após a morte de Khamenei havia começado “de imediato” e que assumiria funções “um conselho de direção provisório”.

Larijani adiantou que este conselho será composto pelo Presidente do país, Masud Pezeshkian, o chefe do poder judicial, Golamhosein Mohseni Eye, e ainda um jurista do Conselho dos Guardiães, cujo nome foi entretanto anunciado: o ayatollah Alireza Arafi.

Os três líderes “assumirão a responsabilidade” até à designação do próximo ayatollah. Larijani, responsável do Conselho Supremo de Segurança Nacional, alertou ainda para o perigo de divisões internas no poder após o ataque.

O ayatollah Alireza Arafi tem 66 anos e é membro clérigo do Conselho dos Guardiães. Assume atualmente funções como presidente do Centro de Gestão dos Seminários Islâmicos do país.

Ainda que o processo de sucessão já esteja em andamento, há informações de que dezenas de líderes iranianos terão morrido nas últimas horas, prevendo-se um vazio de poder nos principais órgãos do país. De acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump, foram mortos “48 líderes” iranianos de uma só vez.

Fica a dúvida sobre como decorrerá efetivamente a sucessão de Ali Khamenei após quase 37 anos no poder, numa altura em que os ataques continuam a visar Teerão e outras cidades iranianas.

Artigo atualizado às 19h30 de domingo, dia 1 de março de 2026.

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RTP /

Repatriamentos. Governo garante que nenhum português ficará isolado

Portugal recebeu 39 pedidos de repatriamento de Israel e dois dos 13 portugueses residentes no Irão já saíram do país.

O som de explosões da defesa antiaérea continua a ouvir-se em vários países do Golfo, onde vivem cidadãos portugueses.

O Secretário de Estado das Comunidades assegura que o Governo não vai deixar nenhum cidadão português isolado.
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RTP /

EUA e Israel alargam alvos no segundo dia da ofensiva contra o Irão

Pelo segundo dia consecutivo os Estados Unidos e Israel bombardearam o Irão.

Foram também atingidos navios. Os israelitas convocaram mais de cem mil militares na reserva.

As autoridades iranianas garantem que já morreram mais de 200 pessoas.
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RTP /

Sondagem. Só um em quatro norte-americanos apoia ataques ao Irão

A Administração Trump já atingiu grande parte dos seus objetivos de decapitar o governo e as chefias militares do Irão, mas outra guerra se abre internamente.

Um dos argumentos invocados para justificar a ofensiva é o de que os Estados Unidos estariam sob "grave ameaça", uma vez que o Irão estaria a produzir mísseis balísticos a um ritmo extremamente elevado.

Muitos duvidam destes argumentos.

A análise da correspondente da RTP em Washington, Cândida Pinto.
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RTP /

França, Alemanha e Reino Unido admitem ações defensivas contra o Irão

Em comunicado conjunto, França, Alemanha e Reino Unido anunciaram este domingo estar "dispostos a realizar ações defensivas proporcionais para destruir a capacidade do Irão de disparar mísseis e drones".

Decisão que visa adaptar nomeadamente a França à nova realidade dos ataques "indiscriminados" do Irão, explicou o presidente Emmanuel Macron, depois de uma base em Abu Dhabi, que aloja forças francesas, ter sido atingida esta tarde.

A correspondente da RTP em Paris, Rosário Salgueiro, acompanhou as decisões francesas.
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RTP /

Base das Lajes regista movimentações intensas no dia de domingo

Na Base das Lajes, nos Açores foram registadas muitas movimentações.

De manhã, descolaram desta base cinco aviões KC46, ficando outros cinco ainda na pista.

A missão terá demorado cerca de três horas, pois por volta da uma da tarde, duas horas no continente, estavam de volta.

À hora de almoço, saíram seis caças europeus aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da força aérea britânica.

Já ao fim da tarde, às cinco da tarde locais, 18h no continente, levantaram voo mais oito aviões.

O estado de alerta nas Lajes não foi elevado e o Presidente do Governo Regional dos Açores diz que a segurança dos açorianos está garantida.
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RTP /

Milhares celebram no mundo a morte de Ali Khamenei

Assim que foi confirmada a morte do líder supremo iraniano, milhares de pessoas saíram para celebrar.

Quer em Teerão e noutras cidades do Irão quer noutros países. Acreditam que é o principio do fim do regime.

Em Lisboa também houve manifestação.
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RTP /

Morte de Khamenei provoca protestos violentos em vários países

A morte do líder supremo do Irão está a provocar violentos protestos nalguns países da região.

No Paquistão, foi invadido o Consulado dos Estados Unidos em Carachi. 9 pessoas morreram.

Em Bagdade, no Iraque, os manifestantes tentaram entrar na Embaixada dos norte americana.
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Mecanismo de entreajuda dos 27 acionado após ataques do Irão

A diplomacia europeia esteve reunida em Bruxelas este domingo.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 decidiram acionar o mecanismo de entreajuda e proteção consular aos cidadãos europeus na região do Médio Oriente.

Um mecanismo que ainda não foi ativado por nenhum dos estados-membros.

Em comunicado, a União Europeia referiu que "segue com preocupação os acontecimentos no Médio Oriente e compromete-se com todos os esforços diplomáticos para impedir que um agravamento da situação".

Os ministros dos Negócios Estrangeiros estiveram reunidos a pedido da Chefe da Diplomacia Europeia, Kaja Kallas, e reforçaram "o apoio ao povo do Irão e a necessidade de que os confrontos não ponham em causa a economia global".

As duas das ideias marcaram o comunicado emitido pela chefe da diplomacia europeia, em nome dos 27, depois de uma reunião extraordinária com os ministros dos negócios estrangeiros.

No documento pode ler-se que %u201Ca intenção é continuar a proteger a segurança e os interesses da União, incluindo através de sanções adicionais às que já foram aprovadas nos últimos tempos em resposta à brutal repressão contra o povo iraniano e às ameaças dos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irão%u201D.

No comunicado, com o qual os estados-membros concordaram depois de três horas de reunião por vídeo conferência, existe também um %u201Capelo à máxima contenção e ao pleno respeito pelo direito internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o direito internacional humanitário%u201D.

Os 27 e a chefe da diplomacia europeia dizem que %u201Co Médio Oriente tem muito a perder com qualquer guerra prolongada e que os ataques e a violação da soberania de vários países da região por parte do Irão são indesculpáveis%u201D.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros defendem que o Irão deve abster-se %u201Cde ataques militares indiscriminados%u201D e expressam %u201Ca total solidariedade aos parceiros da região que foram atacados ou afetados com os quais estão em permanente contacto%u201D.

A União Europeia compromete-se a contribuir com %u201Ctodos os esforços diplomáticos para reduzir as tensões e alcançar uma solução duradoura para impedir o Irão de adquirir armas nucleares e reforça que a plena cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica e o cumprimento das obrigações legais ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear são cruciais%u201D.

Os ministros reiteram que %u201Cos acontecimentos no Irão não devem conduzir a uma escalada que possa ameaçar o Médio Oriente, a Europa e outras regiões, com consequências imprevisíveis, incluindo na esfera económica. A interrupção de vias navegáveis críticas, como o Estreito de Ormuz, deve ser evitada%u201D.

Por fim, a União Europeia e os estados-membros afirmam %u201Cestar a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos cidadãos europeus na região, incluindo a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil da UE, se necessário, para possíveis repatriamentos%u201D.
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