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Confrontos entre estudantes e a polícia agravam-se em Paris

Confrontos entre estudantes e a polícia agravam-se em Paris

Os protestos estudantis em Paris não dão tréguas. Os relatos que chegam da capital francesa dão conta de um agravamento da situação e dos confrontos entre manifestantes e a polícia, que interveio com a utilização de gás lacrimogénio para afastar a multidão.

Nicole Russo - RTP / Adicionar como fonte informativa
Firas Abdullah - EPA

Em Paris vive-se uma nova mobilização dos estudantes, que protestam, pela segunda semana consecutiva, por melhores condições dos edifícios escolares e de acesso ao ensino superior.

Os jovens acusam o governo de Emmanuel Macron, responsável pela criação da plataforma de colocações nas universidades públicas (Parcoursup), em 2018, de “racismo social”.

As manifestações voltaram a motivar os confrontos entre os estudantes e a polícia. Para além da utilização de gás lacrimogénio, as autoridades recorreram, pela primeira vez, ao canhão de água, como mecanismo de defesa sobre as ações dos jovens, que tentavam avançar para lá do cordão de segurança.

Minutos mais tarde, as forças de segurança prepararam uma carga com os veículos pesados, com a intenção de fazer dispersar os estudantes. Se atingido pelo canhão de água, um menor pode ficar ferido.

Segundo o governo, 215 alunos, 85 funcionários do setor da Educação e cerca de 800 polícias ficaram feridos durante os protestos dos últimos dias.

Na última terça-feira, 266 mil pessoas manifestaram-se nas ruas de várias cidades francesas, de acordo com o Ministério do Interior. Os números dos grupos estudantis atingem os 450 mil manifestantes.

Ainda assim, na última quarta-feira, não se registaram confrontos violentos. O mesmo não se poderá dizer sobre a manifestação agendada para esta quinta-feira.

Centenas de escolas permanecem encerradas em França. Os alunos dos liceus e das universidades privadas juntaram-se aos protestos desta tarde, como forma de solidariedade para com a luta contra a desigualdade na educação.
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