Rússia. Democratas instam Trump a respeitar "regras do Estado de direito"
Um conjunto de congressistas democratas apelou nas últimas horas ao Presidente dos Estados Unidos para que não afaste responsáveis pela investigação ao alegado conluio entre a Rússia e a sua campanha.
"Se o Presidente tomar esta decisão extrema, temo que possa desencadear uma confrontação de que a América não precisa", alertou Dick Durbin, senador democrata. A credibilidade do memorando de Devin Nunes tem vindo a ser largamente questionada, incluindo nas fileiras republicanas.
Na última sexta-feira foi admitido no Congresso um memorando que a Casa Branca encara como a demonstração definitiva de que "não houve conluio nem obstrução" à investigação judicial sobre a presumível ingerência de Moscovo na eleição presidencial norte-americana.
O documento em causa, cuja classificação de confidencial foi levantada por Donald Trump, acusa o FBI de abuso de poder, por alegadamente ter vigiado um antigo colaborador do agora 45.º Presidente dos Estados Unidos na campanha de 2016 contra Hillary Clinton.
"Este memorando inocenta totalmente Trump no inquérito. Mas a caça às bruxas russa continua", escreveu no sábado o Presidente em mensagem publicada na rede social Twitter.
This memo totally vindicates “Trump” in probe. But the Russian Witch Hunt goes on and on. Their was no Collusion and there was no Obstruction (the word now used because, after one year of looking endlessly and finding NOTHING, collusion is dead). This is an American disgrace!
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) 3 de fevereiro de 2018
O campo democrata no Capitólio receia que Donald Trump possa demitir o procurador especial Robert Mueller, titular da investigação ao já denominado Russiagate, ou mesmo Rod Rosenstein, número dois do Departamento de Justiça.
Da autoria do presidente do comité de serviços secretos da Câmara de Representantes, Devin Nunes, um republicano de ascendência portuguesa, o memorando assenta em dados classificados.
c/ agências