Mundo
Conselho de Segurança da ONU decreta novas sanções contra Coreia do Norte
O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, uma nova série de sanções contra a Coreia do Norte, em resposta ao terceiro ensaio nuclear que Pyongyang levou a cabo em fevereiro. Antes mesmo da votação, o regime de Kim Jong Un ameaçou lançar “um ataque nuclear preventivo” contra os Estados Unidos e um general norte-coreano afirmou que a cidade de Washington será “envolvida num mar de fogo”.
Os 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram a resolução 2094, que prevê uma série de novas e duras sanções financeiras contra o regime norte-coreano.
ONU alarga "lista negra" de personalidades e empresas ligadas a Pyongyang
A resolução coloca sob vigilância todos os diplomatas norte-coreanos e alarga a lista negra de particulares e empresas que estão sujeitas ao congelamento de bens e proibições de viajar.
Entre os novos abrangidos contam-se dois responsáveis norte-coreanos apresentados como “traficantes de armas” , bem como um responsável de um banco, uma sociedade de importações e exportações e uma “academia de ciências naturais” suspeita de desenvolver pesquisas nucleares.
Além disso, o documento define com precisão uma lista de produtos de luxo que os dignatários do regime comunista não poderão importar. Torna também obrigatórias as inspeções de cargas suspeitas de conter tecnologia sensível que tenham como destino, ou sejam originárias da Coreia do Norte.
O intuito é o de impedir a Coreia do Norte de Obter a tecnologia necessárias para o desenvolvimento dos seus programas nuclear e de mísseis balísticos.
Conselho de Segurança ameaça ainda Pyongyang com "medidas suplementares"
Os Estados- membros devem “expulsar dos seus territórios qualquer indivíduo” norte-coreano que trabalhe para empresas suspeitas de alimentar as atividades visadas.
Passam também a estar congeladas todas as relações financeiras que sejam suspeitas de servir esses programas, as quais podem abranger a abertura de agências bancárias, garantias de exportação e transferências de fundos, incluindo as que são feitas em dinheiro vivo por “correios” que transportam malas com notas bancárias.
No texto da resolução, os membros do Conselho de Segurança manifestam “grande inquietação “ face ao mais recente ensaio nuclear norte-coreano que teve lugar a 12 de fevereiro e dizem-se prontos a tomar “importantes medidas suplementares” se Pyongyang voltar a testar alguma bomba atómica ou a disparar um míssil balístico.
Os anteriores ensaios nucleares e de mísseis já tinham valido à Coreia do Norte uma série de sanções internacionais que têm vindo a ser aplicadas desde 2006.
China apela a "diminuição das tensões"
A embaixadora dos Estados Unidos da ONU, considerou que as novas sanções agora aprovadas vão “atingir duramente” o regime de Kim Jong Un e “acentuar o isolamento da Coreia do Norte”.
“Desafiar a comunidade internacional vai custar mais caro aos dirigentes norte-coreanos”, disse Susan Rice.
O embaixador da China, Li Baodong, apelou, por seu lado, a “uma diminuição da tensões“ e a “uma retoma das negociações a seis”, que incluem as duas Coreias, a China, a Rússia o Japão e os Estados Unidos.
A China tem sido, historicamente, o principal aliado do regime comunista norte-coreano, mas Pequim tem vindo a dar sinais crescentes de exasperação com a imprevisibilidade do seu vizinho.
Pyongyang ameaça com "ataque nuclear preventivo"
Sem esperar sequer pelo voto da ONU, Pyongyang acentuou a escalada verbal, acusando os EUA de quererem desencadear uma guerra atómica e ameaçando Washington com “um ataque nuclear preventivo” .
“Enquanto os Estados Unidos estiverem dispostos a desencadear uma guerra nuclear, as nossas forças exercerão o seu direito a um ataque nuclear preventivo para destruir os baluartes dos agressores” disse o ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano.
Esta quinta-feira, um general do exército norte-coreano disse, durante um comício em Pyongyang, que a Coreia do Norte está pronta a disparar mísseis nucleares de longo alcance, armados com ogivas nucleares, contra os Estados Unidos.
"Washington será envolvida num mar de fogo" diz general
“Mísseis balísticos intercontinentais e vários outros mísseis que já estão programados para atingir os seus alvos, estão agora armados com ogivas nucleares mais pequenas, mais leves e diversificadas, e foram colocados em estado de prontidão”, disse o general Kang Pyo Yong.
“Quando dispararmos [os mísseis], Washington, que é a raiz de todos os males (…) será envolvida num mar de fogo”, afirmou o militar norte-coreano.
Antes da votação de hoje, a Coreia do Norte emitiu uma declaração que acusa os Estados Unidos de liderarem os esforços para impor sanções contra o país e declara que as mesmas só vão servir para adiantar o calendário para que a Coreia do Norte cumpra as suas promessas de “tomar contramedidas poderosas de segunda e terceira linha” contra os seus inimigos.
A declaração instava o Conselho de Segurança da ONU a não cometer “outro grande erro como os do passado”, quando atraiu sobre si o “rancor inveterado” da Coreia do Norte ao agir como “servidor de guerra” para os EUA em 1950.
Coreia do Norte ameaçou pôr fim ao armistício da Guerra da Coreia
A Coreia do Norte exigia ainda que o Conselho de Segurança desmantele imediatamente o comando da ONU, [líderado por americanos] que está baseado em Seul e aja de forma a acabar com o estado de guerra que ainda existe na península coreana uma vez que, há seis décadas, os combates terminaram com um armistício e não com um tratado de paz.
Já na terça-feira o regime norte-coreano tinha subido de tom a retórica, ao ameaçar denunciar o acordo de armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953.
Em resposta a este conjunto de declarações a embaixadora dos EUA Susan Rice comentou que a Coreia do Norte “não lucrará nada” com ameaças e provocações.
EUA dizem-se "perfeitamente capazes" de se defenderem dos mísseis norte-coreanos
Reagindo à ameaça específica de ataque nuclear por parte dos norte-coreanos a Casa Branca assegurou que os Estados Unidos “são perfeitamente capazes” de se defenderem contra qualquer ataque de mísseis da Coreia do Norte.
O porta-voz Jay Carney repetiu na conferencia de imprensa que a Coreia do Norte nada ganhará em multiplicar as suas ameaças e provocações.
ONU alarga "lista negra" de personalidades e empresas ligadas a Pyongyang
A resolução coloca sob vigilância todos os diplomatas norte-coreanos e alarga a lista negra de particulares e empresas que estão sujeitas ao congelamento de bens e proibições de viajar.
Entre os novos abrangidos contam-se dois responsáveis norte-coreanos apresentados como “traficantes de armas” , bem como um responsável de um banco, uma sociedade de importações e exportações e uma “academia de ciências naturais” suspeita de desenvolver pesquisas nucleares.
Além disso, o documento define com precisão uma lista de produtos de luxo que os dignatários do regime comunista não poderão importar. Torna também obrigatórias as inspeções de cargas suspeitas de conter tecnologia sensível que tenham como destino, ou sejam originárias da Coreia do Norte.
O intuito é o de impedir a Coreia do Norte de Obter a tecnologia necessárias para o desenvolvimento dos seus programas nuclear e de mísseis balísticos.
Conselho de Segurança ameaça ainda Pyongyang com "medidas suplementares"
Os Estados- membros devem “expulsar dos seus territórios qualquer indivíduo” norte-coreano que trabalhe para empresas suspeitas de alimentar as atividades visadas.
Passam também a estar congeladas todas as relações financeiras que sejam suspeitas de servir esses programas, as quais podem abranger a abertura de agências bancárias, garantias de exportação e transferências de fundos, incluindo as que são feitas em dinheiro vivo por “correios” que transportam malas com notas bancárias.
No texto da resolução, os membros do Conselho de Segurança manifestam “grande inquietação “ face ao mais recente ensaio nuclear norte-coreano que teve lugar a 12 de fevereiro e dizem-se prontos a tomar “importantes medidas suplementares” se Pyongyang voltar a testar alguma bomba atómica ou a disparar um míssil balístico.
Os anteriores ensaios nucleares e de mísseis já tinham valido à Coreia do Norte uma série de sanções internacionais que têm vindo a ser aplicadas desde 2006.
China apela a "diminuição das tensões"
A embaixadora dos Estados Unidos da ONU, considerou que as novas sanções agora aprovadas vão “atingir duramente” o regime de Kim Jong Un e “acentuar o isolamento da Coreia do Norte”.
“Desafiar a comunidade internacional vai custar mais caro aos dirigentes norte-coreanos”, disse Susan Rice.
O embaixador da China, Li Baodong, apelou, por seu lado, a “uma diminuição da tensões“ e a “uma retoma das negociações a seis”, que incluem as duas Coreias, a China, a Rússia o Japão e os Estados Unidos.
A China tem sido, historicamente, o principal aliado do regime comunista norte-coreano, mas Pequim tem vindo a dar sinais crescentes de exasperação com a imprevisibilidade do seu vizinho.
Pyongyang ameaça com "ataque nuclear preventivo"
Sem esperar sequer pelo voto da ONU, Pyongyang acentuou a escalada verbal, acusando os EUA de quererem desencadear uma guerra atómica e ameaçando Washington com “um ataque nuclear preventivo” .
“Enquanto os Estados Unidos estiverem dispostos a desencadear uma guerra nuclear, as nossas forças exercerão o seu direito a um ataque nuclear preventivo para destruir os baluartes dos agressores” disse o ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano.
Esta quinta-feira, um general do exército norte-coreano disse, durante um comício em Pyongyang, que a Coreia do Norte está pronta a disparar mísseis nucleares de longo alcance, armados com ogivas nucleares, contra os Estados Unidos.
"Washington será envolvida num mar de fogo" diz general
“Mísseis balísticos intercontinentais e vários outros mísseis que já estão programados para atingir os seus alvos, estão agora armados com ogivas nucleares mais pequenas, mais leves e diversificadas, e foram colocados em estado de prontidão”, disse o general Kang Pyo Yong.
“Quando dispararmos [os mísseis], Washington, que é a raiz de todos os males (…) será envolvida num mar de fogo”, afirmou o militar norte-coreano.
Antes da votação de hoje, a Coreia do Norte emitiu uma declaração que acusa os Estados Unidos de liderarem os esforços para impor sanções contra o país e declara que as mesmas só vão servir para adiantar o calendário para que a Coreia do Norte cumpra as suas promessas de “tomar contramedidas poderosas de segunda e terceira linha” contra os seus inimigos.
A declaração instava o Conselho de Segurança da ONU a não cometer “outro grande erro como os do passado”, quando atraiu sobre si o “rancor inveterado” da Coreia do Norte ao agir como “servidor de guerra” para os EUA em 1950.
Coreia do Norte ameaçou pôr fim ao armistício da Guerra da Coreia
A Coreia do Norte exigia ainda que o Conselho de Segurança desmantele imediatamente o comando da ONU, [líderado por americanos] que está baseado em Seul e aja de forma a acabar com o estado de guerra que ainda existe na península coreana uma vez que, há seis décadas, os combates terminaram com um armistício e não com um tratado de paz.
Já na terça-feira o regime norte-coreano tinha subido de tom a retórica, ao ameaçar denunciar o acordo de armistício que pôs fim à Guerra da Coreia em 1953.
Em resposta a este conjunto de declarações a embaixadora dos EUA Susan Rice comentou que a Coreia do Norte “não lucrará nada” com ameaças e provocações.
EUA dizem-se "perfeitamente capazes" de se defenderem dos mísseis norte-coreanos
Reagindo à ameaça específica de ataque nuclear por parte dos norte-coreanos a Casa Branca assegurou que os Estados Unidos “são perfeitamente capazes” de se defenderem contra qualquer ataque de mísseis da Coreia do Norte.
O porta-voz Jay Carney repetiu na conferencia de imprensa que a Coreia do Norte nada ganhará em multiplicar as suas ameaças e provocações.