Combatente pró-Irão morto em ataque aéreo perto da fronteira do Iraque com a Síria
"Às 4h da manhã (1h00 GMT) desta terça-feira, a 45ª Brigada foi alvo de uma agressão traiçoeira sionista-americana" na província de al-Anbar, segundo um comunicado das Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coligação integrada nas forças de segurança do Estado e que inclui grupos pró-Irão.
O ataque resultou na morte de "um combatente da 45ª Brigada", membro das Brigadas Hezbollah, acrescentou o comunicado.
Quase 20% dos postos de combustível em França estão vazios
Dois em cada dez postos de combustível em França não estão a ser reabastecidos. Um problema associado aos elevados preços da gasolina e gasóleo está a levar os condutores ao desespero.
Em Paris e nos arredores, o preço do gasóleo variava esta segunda-feira entre os €2,30 e os €2,40 por litro, revela a correspondente da RTP Antena 1 em França, Rosário Salgueiro.
"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas"
Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro.
"Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se".
"É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.
Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.
Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".
Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude".
"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".
O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada.
"Se o estreito (de Ormuz) permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou.
"Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".
Sinagoga em Teerão ficou totalmente destruída
"Segundo informações preliminares, a Sinagoga Rafi-Nia (...) foi completamente destruída nos ataques desta manhã", escreveu o Shargh.
O jornal descreveu o edifício, destruído, como "um dos mais importantes locais de encontro e celebração para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do Irão.
Seul envia representante ao Médio Oriente para garantir abastecimento energético
Kang explicou numa conferência de imprensa em Seul que a sua delegação partirá para o Cazaquistão, Omã e Arábia Saudita para garantir importações adicionais de petróleo e nafta, face às dificuldades logísticas decorrentes do conflito no Médio Oriente.
A Coreia do Sul importa do Médio Oriente cerca de 70% do petróleo bruto que consome, e mais de 95% deste volume transita por Ormuz. O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o seu alerta devido à crise de segurança energética.
Kang explicou que 54% da nafta que a Coreia do Sul consome também é importada da região, sublinhando a urgência de garantir rotas alternativas de abastecimento.
O responsável destacou o acordo recente em que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se comprometeram a fornecer 24 milhões de barris de petróleo bruto a Seul.
Além disso, indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança de 26 navios sul-coreanos que permanecem nas proximidades do estreito de Ormuz, coordenando medidas com companhias marítimas e parceiros internacionais para facilitar a sua passagem segura.
Seul tinha anunciado na véspera o envio de enviados especiais a diferentes regiões, a fim de estabilizar o abastecimento energético por vias alternativas, incluindo a Argélia e a Arábia Saudita.
Embaixador no Paquistão disse que negociações estão numa fase delicada
O embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabad no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".
O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.
O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".
O diplomata não forneceu mais detalhes sobre os contactos.
A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.
Paralelamente, as Forças Armadas iranianas voltaram a condenar hoje o que consideraram "retórica arrogante" do chefe de Estado norte-americano.
Por outro lado, o embaixador do Irão nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, criticou na segunda-feira à noite as ameaças dos Estados Unidos contra as infraestruturas civis.
As críticas foram expressas numa carta dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
"O silêncio ou a inação perante violações tão flagrantes vão prejudicar seriamente a integridade do direito internacional" disse Iravani, em declarações citadas pelos meios de comunicação iranianos.
Na noite de segunda-feira, a capital do Irão foi novamente atingida por bombardeamentos.
Os militares israelitas reivindicaram a responsabilidade por ataques aéreos com o objetivo de "danificar" as infraestruturas iranianas.
Donald Trump afirmou que "não estava preocupado" com o risco de cometer crimes de guerra destruindo infraestruturas destinadas sobretudo ao uso civil.
Ultimato de Trump ao Irão termina esta terça-feira às 20h00
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que o prazo de terça-feira que estabeleceu para o Irão fechar um acordo de paz é definitivo, acrescentando que "a proposta do Irão é significativa, mas não o suficiente".
Exército israelita avisa iranianos a não viajarem hoje de comboio
O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio até às 17:30 TMG, numa mensagem publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.
"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão", escreveu o exército israelita em persa na sua conta naquela rede social.
"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.
Governo altera regime do Imposto sobre Produtos Petrolíferos para manter alívio fiscal
O governo aprovou a alteração temporária do regime do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) para prolongar o alívio fiscal nos combustíveis, cujos preços têm escalado devido ao conflito no Médio Oriente.
Em comunicado, o Conselho de Ministros revela ter aprovado uma proposta de lei que altera, temporariamente, o regime jurídico do ISP, "descendo os limites mínimos do imposto".
"Esta alteração permite ao Governo continuar a reduzir, de forma periódica e temporária, o ISP, através da devolução da receita adicional de IVA, que resulta da evolução recente dos preços dos combustíveis, na sequência do conflito no Médio Oriente", refere o comunicado.Os preços dos combustíveis em Portugal voltaram a subir esta semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de nove cêntimos por litro e a gasolina 95 cerca de quatro cêntimos, segundo previsões de evolução dos preços cedidas à agência Lusa pela Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), que têm já o valor do IVA incluído.
Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), e tendo em conta as previsões das descidas com os valores da abertura do mercado, a partir de hoje o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,95 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá fixar-se nos 2,16 euros por litro.
Estes aumentos já têm em conta a portaria publicada na sexta-feira em Diário da República pelo Governo, que volta a descer o ISP.
Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz
O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes.
A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e "encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais".
O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação.
O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas" contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação.
Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás.
Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China.
A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.
Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz.
"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC.
"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque.
A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China.
"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso.
Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução.
"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade.
O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais.
Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.
Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
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Afirma que correram "riscos extraordinários" e que nenhum dos socorristas ficou ferido.
O próprio aviador ejetado, no entanto, ficou gravemente ferido e escalou penhascos sangrando profusamente para transmitir a sua localização, diz Trump.