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Consulado britânico em Jerusalém fechou após ordem israelita

Consulado britânico em Jerusalém fechou após ordem israelita

O Consulado-Geral do Reino Unido em Jerusalém retirou hoje as placas e sinalizações que identificavam a sua sede, ao expirar o prazo de um mês dado por Israel ao governo britânico para encerrar a missão diplomática na cidade.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Ammar Awad - Reuters

Segundo constatou a EFE, a bandeira britânica continuava hasteada no edifício ao início da manhã, apesar da retirada das sinalizações, e o `site` do consulado permanece em funcionamento.

O prazo dado por Israel ao governo britânico foi uma represália à decisão de proibir a importação de produtos provenientes de assentamentos israelitas na Cisjordânia.

O fecho do consulado é a medida mais relevante adotada por Israel contra um país europeu, uma vez que implica o encerramento de um dos consulados considerados "históricos" de Jerusalém --- ou seja, aqueles que já existiam antes da criação do Estado de Israel, em 1948.

Além do Reino Unido, Espanha, França, Bélgica, Itália, Grécia, Turquia e Suécia também mantêm consulados na cidade.

Alguns desses países, como Espanha e França, já anunciaram medidas semelhantes diante da crescente expansão dos assentamentos israelitas em território palestino, sem que isso tenha provocado respostas tão drásticas.

Segundo a agência de notícias France Presse, apesar do fecho do consulado, uma pequena equipa de diplomatas britânicos foi autorizada a permanecer.

O consulado britânico, onde trabalham cerca de 30 diplomatas, está localizado em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel em 1967 e anexado em 1980, sem reconhecimento da comunidade internacional.

O consulado gere as relações do Reino Unido com os palestinianos dessa cidade, bem como com os da Cisjordânia e de Gaza.

Desde o anúncio do encerramento feito pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em 08 de setembro, o Reino Unido tem mantido uma postura discreta e os seus representantes em Israel recusaram fazer comentários.

Os porta-vozes limitam-se a realçar as declarações feitas em setembro pelo ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, lamentando a medida tomada por Israel e declarando-se "orgulhoso" da decisão de bloquear as importações provenientes dos assentamentos da Cisjordânia.

Segundo noticiou a imprensa israelita esta semana, o assessor de segurança nacional britânico, Jonathan Powell, viajou discretamente a Israel na semana passada para tentar encontrar uma fórmula que evitasse o encerramento, mas o encontro que não foi confirmado por nenhuma das partes.

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