Mundo
Coreia do Norte ameaça com resposta "terrível" a drones do Sul
O comunicado foi emitido por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un e número dois do Partido dos Trabalhadores.
As relações entre as duas Coreias enfrentam um novo capítulo de tensão depois de Pyongyang ter prometido, esta sexta-feira, uma resposta “terrível” caso ocorram novas incursões de drones vindos da Coreia do Sul.
O avisou partiu de Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un. Nas suas palavras, seria “sensato” o Governo sul-coreano lamentar os supostos voos de drones sobre a Coreia do Norte. Mas a número dois do Partido dos Trabalhares foi ao ponto de alertar para contra-ataques, caso estes se repitam.
“Aviso antecipadamente que a repetição de provocações como esta, que violam a soberania inalienável da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), provocará certamente uma resposta terrível”, vincou Yo-jong, citada pela Associated Press.
O aviso decorre de um incidente em janeiro, quando a Coreia do Norte comunicou ter abatido um drone de observação sul-coreano equipado com equipamento de vigilância perto de Kaesong, cidade situada a poucos quilómetros da linha de fronteira com forte influência militar entre os dois Estados.Fotos divulgadas pela agência KCNA a 10 de janeiro mostram os destroços do drone e dos componentes que teriam pertencido à câmara e aos sistemas de recolha de imagens do aparelho.
Na altura, Pyongyang afirmou que o drone alegadamente oriundo da Coreia do Sul violou o espaço aérea do país e que o aparelho tinha como objetivo “fazer o reconhecimento da zona”, através das duas câmaras de vídeo. Seul rejeitou as acusações.
As autoridades sul-coreanas negam qualquer envolvimento na operação dos drones durante os horários especificados pela Coreia do Norte.Apesar da negação das acusações, estão a ser investigados três civis suspeitos de pilotar drones em direçao ao Norte da Coreia a partir de áreas fronteiriças.
As forças militares de Seul defendem que os drones em causa não pertencem ao arsenal militar da Coreia do Sul e que podem ter sido lançados por civis a partir de zonas fronteiriças, segundo a agência AFP.
"Não nos interessa quem seja o verdadeiro operador da infiltração de drones no espaço aéreo da Coreia do Norte, seja um indivíduo ou uma organização civil", referiu Kim Yo-jong.
O episódio ocorre num momento em que o atual presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, tem demonstrado vontade em retomar o diálogo com Pyongyang, revertendo a linha mais conservadora do seu antecessor, Yoon Suk Yeol.
Apesar de reconhecer que presidente sul-coreano tem tomado medidas “significativas” para a aproximação dos dois hemisférios da Coreia, Kim Yo-jong reforça que violar a soberania da Coreia do Norte “seria inaceitável sob qualquer circunstância”, segundo a AFP.As autoridades sul-coreanas declararam ter feito buscas, na passada terça-feira, nos serviços secretos civis e militares do país.
Recentemente, o ministro da reunificação sul-coreano expressou “profundo pesar” pelos incidentes envolvendo drones, um gesto que Kim Yo-jong qualificou como “comportamento sensato”.
Contudo, insistiu que palavras não substituem medidas efetivas para evitar a repetição de tais violações.Em resposta às exigências norte-coreanas, o Ministério da Reunificação do Sul prometeu tomar medidas imediatas para prevenir novas incursões, sublinhando a importância de reforçar a cooperação inter coreana e evitar atos que possam reacender tensões militares.
“Sempre que a oportunidade se apresenta, reafirmamos três princípios- reconhecer e respeitar o sistema da outra parte, abster-se de qualquer ato hostil e não procurar a unificação por absorção”, afirmou Seul.
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul afirmou, esta sexta-feira, que o incidente com o drone contraria o princípio da coexistência pacífica com a Coreia do Norte e que Seul trabalhará para evitar que se repita, segundo a Reuters.
O clima de desconfiança entre Pyongyang e Seul permanece elevado, sendo que os últimos acontecimentos podem dificultar- ainda mais- os esforços para retomar um diálogo político, marcado pela ausência de negociações desde 2019.
O avisou partiu de Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un. Nas suas palavras, seria “sensato” o Governo sul-coreano lamentar os supostos voos de drones sobre a Coreia do Norte. Mas a número dois do Partido dos Trabalhares foi ao ponto de alertar para contra-ataques, caso estes se repitam.
“Aviso antecipadamente que a repetição de provocações como esta, que violam a soberania inalienável da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), provocará certamente uma resposta terrível”, vincou Yo-jong, citada pela Associated Press.
O aviso decorre de um incidente em janeiro, quando a Coreia do Norte comunicou ter abatido um drone de observação sul-coreano equipado com equipamento de vigilância perto de Kaesong, cidade situada a poucos quilómetros da linha de fronteira com forte influência militar entre os dois Estados.Fotos divulgadas pela agência KCNA a 10 de janeiro mostram os destroços do drone e dos componentes que teriam pertencido à câmara e aos sistemas de recolha de imagens do aparelho.
Na altura, Pyongyang afirmou que o drone alegadamente oriundo da Coreia do Sul violou o espaço aérea do país e que o aparelho tinha como objetivo “fazer o reconhecimento da zona”, através das duas câmaras de vídeo. Seul rejeitou as acusações.
As autoridades sul-coreanas negam qualquer envolvimento na operação dos drones durante os horários especificados pela Coreia do Norte.Apesar da negação das acusações, estão a ser investigados três civis suspeitos de pilotar drones em direçao ao Norte da Coreia a partir de áreas fronteiriças.
As forças militares de Seul defendem que os drones em causa não pertencem ao arsenal militar da Coreia do Sul e que podem ter sido lançados por civis a partir de zonas fronteiriças, segundo a agência AFP.
"Não nos interessa quem seja o verdadeiro operador da infiltração de drones no espaço aéreo da Coreia do Norte, seja um indivíduo ou uma organização civil", referiu Kim Yo-jong.
O episódio ocorre num momento em que o atual presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, tem demonstrado vontade em retomar o diálogo com Pyongyang, revertendo a linha mais conservadora do seu antecessor, Yoon Suk Yeol.
Apesar de reconhecer que presidente sul-coreano tem tomado medidas “significativas” para a aproximação dos dois hemisférios da Coreia, Kim Yo-jong reforça que violar a soberania da Coreia do Norte “seria inaceitável sob qualquer circunstância”, segundo a AFP.As autoridades sul-coreanas declararam ter feito buscas, na passada terça-feira, nos serviços secretos civis e militares do país.
Recentemente, o ministro da reunificação sul-coreano expressou “profundo pesar” pelos incidentes envolvendo drones, um gesto que Kim Yo-jong qualificou como “comportamento sensato”.
Contudo, insistiu que palavras não substituem medidas efetivas para evitar a repetição de tais violações.Em resposta às exigências norte-coreanas, o Ministério da Reunificação do Sul prometeu tomar medidas imediatas para prevenir novas incursões, sublinhando a importância de reforçar a cooperação inter coreana e evitar atos que possam reacender tensões militares.
“Sempre que a oportunidade se apresenta, reafirmamos três princípios- reconhecer e respeitar o sistema da outra parte, abster-se de qualquer ato hostil e não procurar a unificação por absorção”, afirmou Seul.
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul afirmou, esta sexta-feira, que o incidente com o drone contraria o princípio da coexistência pacífica com a Coreia do Norte e que Seul trabalhará para evitar que se repita, segundo a Reuters.
O clima de desconfiança entre Pyongyang e Seul permanece elevado, sendo que os últimos acontecimentos podem dificultar- ainda mais- os esforços para retomar um diálogo político, marcado pela ausência de negociações desde 2019.