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Covid-19. Modelo prevê que o Reino Unido será o país com mais mortes em todo o mundo
Os dados, como sabemos, têm mudado com frequência, conforme os países reagem a adaptam-se a esta nova realidade. Mas um modelo criado pelo Instituto de Avaliação e Métricas de Saúde da Universidade de Medicina de Seattle prevê que, no quadro atual, o Reino Unido será o país com o maior número de vítimas mortais por causa desta pandemia.
O cenário agora previsto é de que no Reino Unido vão morrer 66.314 pessoas até ao início de agosto.
Um valor acima daquele que o Governo britânico tinha como estimativa, fornecido pelo Imperial College de Londres. Nesse estudo, as estimativas são que com as medidas de distanciamento social o Reino Unido irá ter entre 20 a 30 mil vítimas mortais. Para Portugal, este modelo da Universidade de Seattle aponta para 471 vítimas mortais até 4 de agostoUm trabalho que tem sido no entanto criticado por vários cientistas britânicos uma vez que está a fazer previsões com base nos resultados de outros países que já estão mais à frente no tempo da epidemia.
Já este modelo da Universidade de Seattle coloca o número de vítimas mortais no país no dobro, acima dos 60 mil.
Sugere também que o Reino Unido terá dificuldades em conseguir dar resposta a todas as pessoas com necessidade de cuidados intensivos. O pico será no dia 17 de abril, com a necessidade de 24.544 camas nos cuidados intensivos. Muito acima das 799 que estarão disponíveis.
No total de hospitalizações, no pico, serão necessárias 102.794 camas.
Estes dados são ainda mais impressionanente quando olhamos para o que o modelo prevê para os Estados Unidos.
O valor estimado de vítimas mortais é inferior ao do Reino Unido. Este modelo aponta que nos Estados Unidos vão morrer, até 4 de agosto, 60.415 pessoas.
É preciso ter em atenção que as projeções epidemiológicas são sempre complicadas de se fazer e estão em constante evolução ao longo do tempo.
Como explica o Dr. Simon Gubbins, em conversa com a CNN, "os resultados de qualquer modelo não devem ser tratados como previsões do que vai acontecer mas antes cenários plausíveis, baseados nos conhecimentos do momento".
Podem e devem ser utilizados, diz este especialista, pelos políticos para tomarem decisões informadas.