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Crise migratória em Ceuta. Ministros do Interior da UE reúnem-se na terça-feira
A União Europeia convocou uma reunião por videoconferência na próxima terça-feira para a discussão dos "desenvolvimentos em Ceuta". O anúncio foi feito este sábado pela Irlanda, que tem nesta altura a presidência rotativa do Conselho da União Europeia.
Vários países pediram uma reunião para discutir a crise migratória no enclave espanhol e as tensões diplomáticas entre os vários países.
Cerca de 60 mil migrantes entraram ilegalmente em Ceuta ao longo dos
últimos dias. Este sábado, grande parte destes migrantes já tinha
regressado a Marrocos, segundo confirmou Madrid
Pelo menos 67 pessoas morreram na travessia para o enclave espanhol e as autoridades admitem que este número possa ainda aumentar.
O presidente do Governo de Espanha foi um dos representantes europeus a solicitar a marcação de uma reunião de emergência.
Numa missiva enviada este sábado às instituições europeias, Pedro Sánchez acusou vários países de uma atitude "egoísta" em relação à crise migratória em Ceuta.
Criticou os países que "optaram por atacar Espanha" e "exigir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen". Uma atitude que, indicou o líder espanhol, é motivada por "preconceitos, desinformação, ignorância ou interesses políticos".
O presidente do Governo espanhol assinalou que é uma atitude "não só é contrária ao Direito Europeu, ao Direito Humanitário" mas também "aos princípios de solidariedade que nos unem".
"No atual contexto internacional, a União Europeia não se pode dar ao luxo de adotar este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal", apontou.
"No atual contexto internacional, a União Europeia não se pode dar ao luxo de adotar este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal", apontou.
Noutra carta, um total de 22 líderes da União Europeia pediam a marcação de uma reunião por videoconferência para responder à crise em Ceuta.
"Não podemos permitir que travessias massivas e descontroladas, a exploração da migração ou outras ameaças híbridas criem a impressão de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia e que essa entrada ilegal possa ser transformada em residência legal", vincam.
"Não podemos permitir que travessias massivas e descontroladas, a exploração da migração ou outras ameaças híbridas criem a impressão de que é possível entrar ilegalmente na União Europeia e que essa entrada ilegal possa ser transformada em residência legal", vincam.
Esta carta é subscrita pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, país que suspendeu temporariamente as regras do Espaço Schenghen em relação a Espanha, e também pela líder dinamarquesa, Mette Frederiksen, que declarou, no mesmo sentido, que a União Eiropeia deveria considerar a suspensão da cooperação Schengen com Espanha.
A missiva em causa não é subscrita por Portugal ou França, vizinhos imediatos de Espanha.
Para além desta reunião ministerial, o Mecanismo Integrado de Resposta Política a Crises da União Europeia reuniu-se este sábado de emergência para debater o movimento migratório dos últimos dias.