Mundo
Crise política em Espanha. Pedro Sánchez anuncia eleições antecipadas para 29 de novembro
O presidente do Governo espanhol fez uma comunicação ao seu país, ao início da manhã, para reprovar o que descreveu como bloqueios sucessivos por parte da oposição.
Os espanhóis vão ser chamados a votar em eleições legislativas antecipadas a 29 de novembro. O anúnciou partiu esta segunda-feira do presidente do Governo do país vizinho.
A decisão do socialista Pedro Sánchez é conhecida dois dias depois do Parlamento espanhol ter chumbado um par de decretos com medidas para a habitação e na sequência de protestos diários contra os despejos e obstáculos ao acesso a a casas.A legislatura deveria terminar em julho do próximo ano.
Ao longo do fim de semana, Sánchez desdobrou-se em consultas com membros do Governo e dirigentes do PSOE, acabando por avançar para a dissolução das Cortes Gerais.
Na comunicação ao país a partir da Moncloa, o presidente do Governo espanhol exortou desde logo os eleitores a escolherem entre a adesão "à onda de extrema-direita que retrocede onde quer que governe" e uma "maioria progressista mais ampla" que, nas suas palavras, mantenha o estatuto de Espanha como "baluarte de abertura e justiça social" e "referência mundial de paz, feminismo e prosperidade".
“Para empreender com profundidade as reformas pendentes de que necessitamos para que a sociedade consiga reduzir os níveis de desigualdade, devemos mobilizar-nos e garantir que o Parlamento nos conceda uma maioria progressista muito mais ampla, com a qual possamos vencer as elites, conquistar novos avanços sociais e continuar a transformar Espanha”, propugnou.A decisão foi comunicada ao rei de Espanha na tarde de domingo, de acordo com a imprensa espanhola.
O governante quis apontar o dedo a "elites muito poderosas": “Há mais de três anos, as urnas decidiram apostar novamente num governo de coaligação progressista. Coube-nos gerir emergências inéditas e navegar por uma conjuntura internacional muito difícil; tivemos de trabalhar com um Congresso extremamente hostil. Tivemos de enfrentar elites muito poderosas que não disputam eleições, mas querem controlar o nosso país. E também a pior oposição da história, que bloqueia políticas benéficas para o país e as boicota a partir das regiões autónomas”.Pedro Sánchez não deixou de reconhecer que o seu Governo “cometeu erros”, antes de sustentar que, “para fazer mais”, terá de “renovar e ampliar o apoio”.
"Chegou, portanto, o momento de os espanhóis e as espanholas decidirem que futuro querem para si mesmos e para o seu país. Agora, depende de vocês", clamou, antes de rumar a uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros destinada a carimbar o decreto de antecipação do ato eleitoral.
Numa primeira reação, o Partido Popular publicou, na rede social X, um lacónico “Finalmente”, ilustrado por um vídeo ao som do “Hino à Alegria”, de Beethoven, durante o qual promete: “Faremos justiça, recuperaremos tempo, dinheiro e esperança, e reconstruiremos o nosso país”.
A decisão do socialista Pedro Sánchez é conhecida dois dias depois do Parlamento espanhol ter chumbado um par de decretos com medidas para a habitação e na sequência de protestos diários contra os despejos e obstáculos ao acesso a a casas.A legislatura deveria terminar em julho do próximo ano.
Ao longo do fim de semana, Sánchez desdobrou-se em consultas com membros do Governo e dirigentes do PSOE, acabando por avançar para a dissolução das Cortes Gerais.
Na comunicação ao país a partir da Moncloa, o presidente do Governo espanhol exortou desde logo os eleitores a escolherem entre a adesão "à onda de extrema-direita que retrocede onde quer que governe" e uma "maioria progressista mais ampla" que, nas suas palavras, mantenha o estatuto de Espanha como "baluarte de abertura e justiça social" e "referência mundial de paz, feminismo e prosperidade".
“Para empreender com profundidade as reformas pendentes de que necessitamos para que a sociedade consiga reduzir os níveis de desigualdade, devemos mobilizar-nos e garantir que o Parlamento nos conceda uma maioria progressista muito mais ampla, com a qual possamos vencer as elites, conquistar novos avanços sociais e continuar a transformar Espanha”, propugnou.A decisão foi comunicada ao rei de Espanha na tarde de domingo, de acordo com a imprensa espanhola.
O governante quis apontar o dedo a "elites muito poderosas": “Há mais de três anos, as urnas decidiram apostar novamente num governo de coaligação progressista. Coube-nos gerir emergências inéditas e navegar por uma conjuntura internacional muito difícil; tivemos de trabalhar com um Congresso extremamente hostil. Tivemos de enfrentar elites muito poderosas que não disputam eleições, mas querem controlar o nosso país. E também a pior oposição da história, que bloqueia políticas benéficas para o país e as boicota a partir das regiões autónomas”.Pedro Sánchez não deixou de reconhecer que o seu Governo “cometeu erros”, antes de sustentar que, “para fazer mais”, terá de “renovar e ampliar o apoio”.
"Chegou, portanto, o momento de os espanhóis e as espanholas decidirem que futuro querem para si mesmos e para o seu país. Agora, depende de vocês", clamou, antes de rumar a uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros destinada a carimbar o decreto de antecipação do ato eleitoral.
Numa primeira reação, o Partido Popular publicou, na rede social X, um lacónico “Finalmente”, ilustrado por um vídeo ao som do “Hino à Alegria”, de Beethoven, durante o qual promete: “Faremos justiça, recuperaremos tempo, dinheiro e esperança, e reconstruiremos o nosso país”.