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Cuba. Pelo menos duas vítimas a bordo de barco intercetado são norte-americanas
Pelo menos dois de uma dezena de ocupantes de uma lancha registada na Florida, intercetada quarta-feira pela Guarda Costeira cubana, terão nacionalidade norte-americana. Havana garantiu que os EUA estão dispostos a "cooperar" na investigação.
O incidente incluiu troca de tiros e deixou quatro mortos e seis feridos confirmados.
A identificação da nacionalidade foi confirmada à agência France Presse por um alto funcionário norte-americano.
"Pelo menos duas pessoas [a bordo da embarcação] eram cidadãos norte-americanos. Uma morreu e a outra ficou ferida", revelou a fonte, acrescentando que "o proprietário da embarcação afirmou que esta tinha sido roubada por um funcionário".
"Pelo menos duas pessoas [a bordo da embarcação] eram cidadãos norte-americanos. Uma morreu e a outra ficou ferida", revelou a fonte, acrescentando que "o proprietário da embarcação afirmou que esta tinha sido roubada por um funcionário".
Uma terceira pessoa possuía visto, e as restantes "podem ser residentes permanentes legais", segundo a mesma fonte.
Em conferência de imprensa, Carlos Fernández de Cossio, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, garantiu que os Estados Unidos estão dispostos a "cooperar" na investigação.
Em conferência de imprensa, Carlos Fernández de Cossio, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, garantiu que os Estados Unidos estão dispostos a "cooperar" na investigação.
"As autoridades do Governo norte-americano demonstraram disponibilidade para cooperar no esclarecimento destes lamentáveis acontecimentos", indicou de Cossio. Havana denunciou na quarta-feira uma tentativa de "infiltração com fins terroristas" por parte de um grupo armado, depois de ter morto quatro ocupantes de uma lancha registada na Florida perto da ilha, no meio de crescentes tensões com os Estados Unidos.
"Desde o início, e após constatarem que os meios navais eram originários de território americano, as autoridades cubanas contactaram os seus homólogos americanos, incluindo o Departamento de Estado e a Guarda Costeira, a propósito desta tentativa terrorista", declarou o vice-ministro.
"O Governo cubano está disposto a partilhar informações com os Estados Unidos sobre o assunto", acrescentou de Cossio, especificando que a investigação está em curso.
"As autoridades do Governo cubano demonstraram disponibilidade para cooperar com os Estados Unidos na investigação".
De Cossio forneceu ainda uma lista com dez nomes correspondentes aos alegados participantes na operação. Reconheceu ainda um "erro de julgamento" na identificação de um deles, mencionado na quarta-feira pelo Ministério do Interior cubano poucas horas depois do incidente.
"Os grupos anticubanos que operam nos Estados Unidos recorrem ao terrorismo como expressão do seu ódio por Cuba e da impunidade de que acreditam usufruir", denunciou ainda o vice-ministro.
Além das quatro pessoas mortas, outros seis ocupantes da lancha ficaram feridos depois de terem sido intercetados em águas territoriais cubanas.
O violento confronto coincide com uma escalada das tensões entre Washington e Havana nas últimas semanas, com o embargo petrolífero de facto imposto pelo presidente Donald Trump ao país comunista a agravar uma crise económica que dura há anos.