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Davos. Ciberataque "catastrófico" provável nos próximos dois anos, alertam especialistas
A esmagadora maioria dos especialistas em cibersegurança e empresários acreditam que, devido à instabilidade geopolítica global, nos próximos dois anos deverá registar-se um "catastrófico" ciberataque. As conclusões são de um questionário realizado pelo Fórum Económico Mundial, a decorrer em Davos, na Suíça.
Segundo os dados recolhidos em Davos, 93% dos especialistas na área da cibersegurança e 86% dos líderes empresariais estão pessimistas e acreditam num ciberataque grave até 2025.
Para além da instabilidade geopolítica, também o número insuficiente de especialistas em cibersegurança qualificados está a ameaçar o futuro das empresas, alertou o Fórum Económico Mundial.
Falando em conferência de imprensa em Davos, o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, afirmou que o nível de preocupação atual é o maior já sentido até hoje.
Jürgen Stock defende que as empresas devem considerar a requalificação de pessoal para preencher essa lacuna e considera que as autoridades estão a progredir e a “fazer muito” na luta contra os piratas informáticos.
“Temos várias histórias de sucesso na aplicação da lei a nível global, e a Interpol está a fazer ligações entre países membros e geopolíticas. Mas precisamos de fazer muito, muito melhor”, reconheceu o secretário-geral da Interpol em declarações ao Guardian.
“Ainda não estamos onde gostaríamos de estar no que diz respeito a conseguir deter os criminosos”, acrescentou.
Segundo a Interpol, as autoridades costumam ter sucesso a desmantelar os servidores usados por piratas informáticos. No entanto, o facto de estes criminosos usarem a chamada darkweb para venderem cibercrime como se fossem serviços, utilizando para isso encriptação, anonimato e nicknames, dificulta que sejam encontrados.
Por ser um desafio adicional às forças de segurança, o cibercrime internacional beneficiaria de uma maior cooperação no setor privado, que poderia fornecer recursos, treinos e capacidades, defendeu o responsável da Interpol.
Esta organização de Polícia Criminal, fundada há 100 anos, facilita precisamente a cooperação policial e o controlo da criminalidade entre vários países, “apesar de todas as dificuldades geopolíticas”, adiantou Stock ao Guardian. A Rússia, por exemplo, é membro da Interpol.
Como exemplo, o secretário-geral referiu um esforço conjunto das autoridades coordenado por esta entidade em outubro passado. Catorze países de quatro continentes estiveram envolvidos no combate ao grupo de fraude cibernética Black Axe e a outros grupos de crime organizado.
Também presente em Davos está Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia. Aos jornalistas, este líder disse que se o cibercrime fosse um Estado, seria a terceira maior economia, depois dos Estados Unidos e da China.
O chefe de Governo albanês lembrou que o país tem sido alvo de ciberataques por parte do Irão desde o verão passado e comparou a ameaça dos hackers à de uma bomba-relógio.
Para além da instabilidade geopolítica, também o número insuficiente de especialistas em cibersegurança qualificados está a ameaçar o futuro das empresas, alertou o Fórum Económico Mundial.
Falando em conferência de imprensa em Davos, o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, afirmou que o nível de preocupação atual é o maior já sentido até hoje.
Segundo o líder da Organização Internacional de Polícia Criminal, o aumento da digitalização está criar maior necessidade de encontrar especialistas em cibersegurança, mas a oferta ainda não é a suficiente.
“Temos várias histórias de sucesso na aplicação da lei a nível global, e a Interpol está a fazer ligações entre países membros e geopolíticas. Mas precisamos de fazer muito, muito melhor”, reconheceu o secretário-geral da Interpol em declarações ao Guardian.
“Ainda não estamos onde gostaríamos de estar no que diz respeito a conseguir deter os criminosos”, acrescentou.
Segundo a Interpol, as autoridades costumam ter sucesso a desmantelar os servidores usados por piratas informáticos. No entanto, o facto de estes criminosos usarem a chamada darkweb para venderem cibercrime como se fossem serviços, utilizando para isso encriptação, anonimato e nicknames, dificulta que sejam encontrados.
“É um conceito completamente diferente do conceito de máfia, onde os criminosos operam com base na mesma família, na mesma região”, explicou Jürgen Stock.
Interpol quer maior cooperação entre nações
Esta organização de Polícia Criminal, fundada há 100 anos, facilita precisamente a cooperação policial e o controlo da criminalidade entre vários países, “apesar de todas as dificuldades geopolíticas”, adiantou Stock ao Guardian. A Rússia, por exemplo, é membro da Interpol.
Como exemplo, o secretário-geral referiu um esforço conjunto das autoridades coordenado por esta entidade em outubro passado. Catorze países de quatro continentes estiveram envolvidos no combate ao grupo de fraude cibernética Black Axe e a outros grupos de crime organizado.
Também presente em Davos está Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia. Aos jornalistas, este líder disse que se o cibercrime fosse um Estado, seria a terceira maior economia, depois dos Estados Unidos e da China.
O chefe de Governo albanês lembrou que o país tem sido alvo de ciberataques por parte do Irão desde o verão passado e comparou a ameaça dos hackers à de uma bomba-relógio.