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Debate democrata tenso com o favorito Sanders na mira
O 10.º debate presidencial democrata em Charleston, na Carolina do Sul, ficou marcado por momentos de tensão e pelos ataques ao favorito Bernie Sanders durante grande parte da noite. Este foi o último debate antes das votações na Carolina do Sul, seguidas por 14 outros Estados na próxima terça-feira.
Pete Buttigieg tem sido apresentado pelos media dos Estados Unidos como o “vencedor da noite”. O ex-mayor de South Bend conseguiu encontrar várias ocasiões para fazer contrastes diretos com Bernie Sanders. Nomeadamente, sobre os perigos para os democratas de nomearem um socialista democrático. Além disso, mostrou senso de humor ao conectar durante o debate o seu site para incentivar doações, o que acabou por aligeirar o debate.
Já Michael Bloomberg, que na semana passada, no palco do Nevada, ter sido alvo de duras críticas por parte dos outros candidatos, esteve agora melhor. Bloomberg teve alguns momentos “brilhantes”, vangloriando-se do seu histórico de políticas económicas e sociais na cidade de Nova Iorque e destacando seu apoio ao controlo de armas. Está claro neste momento que o ativo mais forte da campanha de Bloomberg vão ser os seus recursos ilimitados e não os efeitos retóricos na sala de debates.
O ex-mayor de Nova Iorque fez ainda referência a um relatório recente que demonstrava que a Rússia estava a tentar impulsionar a campanha presidencial de Sanders.
"Vladimir Putin acha que Donald Trump deveria ser o presidente dos Estados Unidos", disse Bloomberg, acrescentando que a Rússia está a ajudar Sanders a ser eleito para depois perder contra Trump.
Já Elizabeth Warren, que não costuma colocar Sanders na mira, disse no debate que ambos queriam uma assistência médica universal. Contudo, referiu que se tinha interessado e feito o seu trabalho, enquanto a equipa de Bernie a “destruiu”. A senadora do Massachusetts persistiu no argumento de que poderia executar as ideias, sobre as quais o senador de Vermont apenas poderia falar.
"Bernie e eu concordamos em muitas coisas", apontou. "Mas acho que seria uma Presidente melhor que Bernie", finalizou Warren.
Além disso, Sanders ficou por atrás dos seus recentes elogios aos programas comunistas de alfabetização de Cuba, apesar de ainda continuar a condenar os abusos dos direitos humanos da nação.
"A sério? Programas de alfabetização são maus?", questionou Sanders.
Acrescentou que "ocasionalmente pode ser uma boa ideia ser honesta sobre a política externa americana. Os Estados Unidos derrubaram governos em todo o mundo".
Por duas horas, Sanders enfrentou “flechas” dos seus oponentes. O senador do Vermont respondeu da maneira típica: com intervenções justificadas e verdadeiras.
Biden encostado à parede na Carolina do Sul
Esta não era a luta que a maioria das pessoas esperava. Contudo, muito provavelmente deveriam ter esperado. Biden está encostado à parede na Carolina do Sul, uma vez que necessita de uma vitória se quiser manter viva a esperança de ganhar a eleição.
Embora Tom Steyer não tenha sido um fator de grande importância no país, o candidato bilionário tem vindo a beneficiar do ex-vice-presidente da Carolina do Sul.
Neste debate, Biden tentou derrubá-lo, ao criticar o investimento que Steyer fez numa empresa que administrava prisões privadas. Em causa, esteve o facto de estas terem sido mencionadas por violações dos Direitos Humanos.
Apesar de Steyer ter respondido que tinha vendido as suas ações e apoiado um financiamento de um banco para auxiliar negócios de propriedade de negros, Biden não deixou de contra atacar o candidato.
Este pode não ter sido o “golpe decisivo” de que Biden precisava. Mas durante todo o debate ele mostrou um “senso de urgência” que lhe faltou nos debates anteriores.
O candidato terá de esperar para ver se o que fez foi suficiente para ter oportunidade de chegar à liderança da Casa Branca.
Um debate caótico e tenso
Este não foi um debate “para cavalheiros”. Foi caótico e tenso, onde os candidatos estavam frequentemente a interagir entre si e com os moderadores. Além disto, muitas vezes as respostas ultrapassaram o tempo previsto.
“Eu sei que me está sempre a interromper, mas não vou ficar mais quieto”, disse Joe Biden a dada altura para Pete Buttigieg, expressando a sua irritação.
Perante isto, Biden parou de falar dizendo mais tarde: “Senhores não são muito bem tratados aqui em cima”.
Este debate foi um caso de grande agitação, com os candidatos a gritarem uns com os outros enquanto se esforçavam para demonstrar os contrastes entre si.
Já Michael Bloomberg, que na semana passada, no palco do Nevada, ter sido alvo de duras críticas por parte dos outros candidatos, esteve agora melhor. Bloomberg teve alguns momentos “brilhantes”, vangloriando-se do seu histórico de políticas económicas e sociais na cidade de Nova Iorque e destacando seu apoio ao controlo de armas. Está claro neste momento que o ativo mais forte da campanha de Bloomberg vão ser os seus recursos ilimitados e não os efeitos retóricos na sala de debates.
O ex-mayor de Nova Iorque fez ainda referência a um relatório recente que demonstrava que a Rússia estava a tentar impulsionar a campanha presidencial de Sanders.
"Vladimir Putin acha que Donald Trump deveria ser o presidente dos Estados Unidos", disse Bloomberg, acrescentando que a Rússia está a ajudar Sanders a ser eleito para depois perder contra Trump.
Já Elizabeth Warren, que não costuma colocar Sanders na mira, disse no debate que ambos queriam uma assistência médica universal. Contudo, referiu que se tinha interessado e feito o seu trabalho, enquanto a equipa de Bernie a “destruiu”. A senadora do Massachusetts persistiu no argumento de que poderia executar as ideias, sobre as quais o senador de Vermont apenas poderia falar.
"Bernie e eu concordamos em muitas coisas", apontou. "Mas acho que seria uma Presidente melhor que Bernie", finalizou Warren.
Além disso, Sanders ficou por atrás dos seus recentes elogios aos programas comunistas de alfabetização de Cuba, apesar de ainda continuar a condenar os abusos dos direitos humanos da nação.
"A sério? Programas de alfabetização são maus?", questionou Sanders.
Acrescentou que "ocasionalmente pode ser uma boa ideia ser honesta sobre a política externa americana. Os Estados Unidos derrubaram governos em todo o mundo".
Por duas horas, Sanders enfrentou “flechas” dos seus oponentes. O senador do Vermont respondeu da maneira típica: com intervenções justificadas e verdadeiras.
Biden encostado à parede na Carolina do Sul
Esta não era a luta que a maioria das pessoas esperava. Contudo, muito provavelmente deveriam ter esperado. Biden está encostado à parede na Carolina do Sul, uma vez que necessita de uma vitória se quiser manter viva a esperança de ganhar a eleição.
Embora Tom Steyer não tenha sido um fator de grande importância no país, o candidato bilionário tem vindo a beneficiar do ex-vice-presidente da Carolina do Sul.
Neste debate, Biden tentou derrubá-lo, ao criticar o investimento que Steyer fez numa empresa que administrava prisões privadas. Em causa, esteve o facto de estas terem sido mencionadas por violações dos Direitos Humanos.
Apesar de Steyer ter respondido que tinha vendido as suas ações e apoiado um financiamento de um banco para auxiliar negócios de propriedade de negros, Biden não deixou de contra atacar o candidato.
Este pode não ter sido o “golpe decisivo” de que Biden precisava. Mas durante todo o debate ele mostrou um “senso de urgência” que lhe faltou nos debates anteriores.
O candidato terá de esperar para ver se o que fez foi suficiente para ter oportunidade de chegar à liderança da Casa Branca.
Um debate caótico e tenso
Este não foi um debate “para cavalheiros”. Foi caótico e tenso, onde os candidatos estavam frequentemente a interagir entre si e com os moderadores. Além disto, muitas vezes as respostas ultrapassaram o tempo previsto.
“Eu sei que me está sempre a interromper, mas não vou ficar mais quieto”, disse Joe Biden a dada altura para Pete Buttigieg, expressando a sua irritação.
Perante isto, Biden parou de falar dizendo mais tarde: “Senhores não são muito bem tratados aqui em cima”.
Este debate foi um caso de grande agitação, com os candidatos a gritarem uns com os outros enquanto se esforçavam para demonstrar os contrastes entre si.