Defesa de Bolsonaro pede autorização para ex-PR reduzir pena através da leitura
A defesa de Jair Bolsonaro pediu hoje ao Supremo Tribunal Federal para que o ex-Presidente brasileiro possa participar no programa de redução de pena de prisão através da leitura de obras literárias.
Segundo a imprensa brasileira, Jair Bolsonaro pretende realizar "leituras periódicas", comprometendo-se, como exigido, a entregar um relatório escrito no final de cada livro.
De acordo com o portal G1, entre as obras permitidas para a redução de pena encontra-se o "Ainda estou aqui", livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva, "Democracia", de Philip Bunting, e "Crime e castigo", de Fiódor Dostoievski.
No total, caso o juiz Alexandre de Moraes autorize o pedido, Jair Bolsonaro pode ler e fazer o relatório de um máximo de 12 livros por ano, sendo que cada um diminui quatro dias da pena.
Jair Bolsonaro começou em 25 de novembro a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado).
O ex-Presidente nunca reconheceu a derrota eleitoral nas presidenciais de outubro de 2022, lançou suspeitas infundadas sobre o uso das urnas eletrónicas, incentivou manifestações de caráter antidemocrático junto a bases militares e, segundo a Justiça, projetou planos para permanecer no poder e até matar adversários políticos e judiciários, entre os quais o próprio Lula da Silva e o juiz Alexandre de Moares.
Os acontecimentos culminaram nos ataques em Brasília, em 08 de janeiro de 2023.
Milhares de apoiantes do ex-Presidente invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, numa tentativa de golpe de Estado para depor Lula da Silva da Presidência.