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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Delegação iraniana já está em Islamabad para negociações com EUA

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Delegação iraniana já está em Islamabad para negociações com EUA

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, revelou que está ansioso por negociações positivas com o Irão, advertindo Teerão para não “tentar enganar" os EUA. Teerão respondeu que não haverá diálogo sem cessar-fogo no Líbano e descongelamento de bens. Horas depois, entrevistado pelo NYP, Donald Trump advertiu que falha no acordo levará ao regresso dos ataques. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir da situação do conflito no Médio Oriente.

Graça Andrade Ramos, Cristina Sambado - RTP /

Foto: Waseem Khan - Reuters

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EUA e Líbano pedem a Israel uma "pausa" nos ataques contra o Hezbollah

O Governo libanês e a administração Trump pediram a Israel uma "pausa" nos ataques contra o Hezbollah antes do início das negociações diretas entre Israel e o Líbano na próxima semana, informou a Axios esta sexta-feira, citando duas fontes.

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Israel não discutirá um cessar-fogo com o Hezbollah durante as negociações com o Líbano

Israel recusou discutir um cessar-fogo com o Hezbollah, mas concordou em iniciar negociações formais de paz com o Líbano na terça-feira, disse o embaixador de Israel nos Estados Unidos.

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Trump diz que os EUA vão reabrir o Estreito de Ormuz em breve

O presidente Donald Trump afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto em breve — com ou sem a cooperação do Irão — e que os negociadores norte-americanos a caminho do Paquistão estão sobretudo focados em garantir que Teerão não consegue obter uma arma nuclear.

“Acho que vai acontecer bastante depressa. E se não acontecer, arranjaremos forma de resolver a situação de uma forma ou de outra”, disse Trump sobre os esforços para garantir a livre passagem pelo estreito, que o Irão bloqueou.

Num discurso na Base Aérea Conjunta Andrews, antes de uma visita de angariação de fundos à Trump Winery, na região de Piemonte, no Estado da Virgínia, o presidente afirmou que o seu principal foco num acordo com o Irão era restringir as capacidades nucleares do país. "Sem armas nucleares. Isto representa 99% do acordo", disse.

Questionado se o acordo incluiria também o estreito, Trump respondeu que sim. "Sim, mas será aberto automaticamente", respondeu, acrescentando mais tarde que acreditava que o canal seria aberto "em breve".
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O que se vai negociar em Islamabad em busca de um acordo decisivo de paz entre EUA e Teerão

As negociações de paz marcadas para este sábado em Islamabad, entre EUA e Teerão, têm como temas centrais o fim duradouro da guerra e do bloqueio do estreito de Ormuz, o abandono do programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance.

O apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente - Hezbollah no Líbano, Huthis no Iémen e Hamas na Palestina - e as sanções económicas à República Islâmica estão também na agenda.

Teerão disse, sexta-feira, que devem ser cumpridas duas condições acordadas com os Estados Unidos: um cessar-fogo no Líbano e a libertação de ativos iranianos bloqueados.

"Estas duas matérias devem ser concretizadas antes de arrancarem as negociações", escreveu o lider da delegação iraniana, o presidente do Parlamento, Mohammed Bagher Qalibaf. A delegação integra também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

Israel e Estados Unidos consideram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito inicialmente o contrário.

Teerão diz que os ataques de Israel contra alvos no Líbano, são já violações da trégua que diz terem sido já cometidas.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump.

O  presidente norte-americano afirmou, esta sexta-feira, que as autoridades iranianas "não têm cartas" para as negociações entre as partes, exceto o bloqueio ao transporte marítimo de hidrocarbonetos no Estreito de Ormuz.

O levantamento do congelamento dos ativos iranianos sujeitos a sanções não tinha sido mencionado publicamente por Teerão como condição prévia para as negociações, embora esteja incluído na lista de dez exigências para um acordo de paz.

As negociações foram consguidas por intermédio do Paquistão, que obteve terça-feira, do presidente Trump, a anuência a duas semanas de cessar-fogo para se sentarem à mesa das negociações. 

Horas antes da chegada da delegação iraniana, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, qualificou as conversações como um momento "decisivo", mesmo que seja "difícil".

Num discurso transmitido pela televisão, o governante paquistanês agradeceu às duas partes por aceitarem a proposta de cessar-fogo e o convite a "negociar a paz" naquele país, o que é "motivo de orgulho não só para o Paquistão, como para todo o mundo muçulmano".
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Líbano. Ministro do Interior diz que "o objetivo é o cessar-fogo. Faremos o que for preciso"

O ministro do Interior libanês, Ahmad Hajjar, afirmou a um repórter da BBC, que um cessar-fogo é a principal reivindicação do Líbano.

"O objetivo é o cessar-fogo. Faremos o que for preciso, mesmo indo ao outro lado do mundo, para garantir a segurança, a paz e a estabilidade para o nosso país", afirmou.

"Estamos a trabalhar seriamente através da diplomacia", concluiu Hajjar.

As autoridades libanesas têm repetido que só participarão em negociações diretas com Israel, se houver um cessar-fogo em vigor previamente, depois de uma semana dos mais duros bombardeamentos israelitas em vários anos, que fizeram mais de 300 mortos e mais de mil feridos.

A presidência libanesa anunciou há pouco que os EUA vão mediar as conversações entre representantes do Líbano e de Israel em Washington, na terça-feira. 

Estas conversações "vão procurar um anúncio sobre um cessar-fogo e uma data para o início das negociações diretas", afirmou o gabinete do presidente libanês, Josef Aoun, em comunicado.
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Negociações terça-feira em Washington
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Líbano e Israel realizaram o seu primeiro contacto com telefonema entre embaixadores

A presidência do Líbano informou que o Líbano e Israel realizaram o seu primeiro contacto através de uma chamada telefónica entre os seus embaixadores em Washington na sexta-feira, com a participação do embaixador dos EUA no Líbano.

O comunicado referiu que a ligação fez parte dos esforços diplomáticos para garantir um cessar-fogo e iniciar negociações, acrescentando que as duas partes concordaram em realizar uma primeira reunião na terça-feira no Departamento de Estado dos EUA, sob mediação americana.

A presidência libanesa anunciou que as negociações com Israel serão realizadas na terça-feira, em Washington.

Estas conversações "vão procurar um anúncio sobre um cessar-fogo e uma data para o início das negociações diretas", afirmou o gabinete do presidente libanês, Josef Aoun, em comunicado, publicado no X.

Eis o texto completo do comunicado.

"O seguinte comunicado foi emitido pelo Gabinete de Imprensa da Presidência da República:

Com base na iniciativa lançada pelo Presidente da República, General Joseph Aoun, que se fundamenta na ação diplomática através do anúncio de um cessar-fogo e da condução de negociações diretas com Israel, e na sequência dos contactos internacionais e árabes recentemente realizados pelo Presidente Aoun em virtude da escalada dos ataques israelitas contra o Líbano, a administração dos EUA decidiu incumbir o Departamento de Estado dos EUA de desempenhar o papel de mediador entre o Líbano e Israel.

Em cumprimento desta decisão, e com base nas directivas do Presidente Aoun à Embaixadora do Líbano em Washington, ocorreu uma chamada telefónica às 21h00, hora de Beirute – a primeira entre o Líbano, representado pela sua Embaixadora em Washington, Nada Hamadeh Maacoud, e Israel, representado pelo seu Embaixador em Washington, Yechiel Leiter – com a participação do Embaixador dos EUA em Beirute, Michel Issa, que se encontra actualmente em Washington.

Durante a chamada, ficou acordado que a primeira reunião será realizada na próxima terça-feira na sede do Departamento de Estado dos EUA para discutir o anúncio de um cessar-fogo e a data de início das negociações entre o Líbano e Israel sob o patrocínio americano".
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Air Force Two com JD Vance a bordo faz escala em Paris a caminho do Paquistão

O vice-presidente dos EUA lidera a delegação americana nas negociações com Teerão para estabelecer acordos entre os EUA e o Irão.

O Air Force Two aterrou em Paris para uma escala programada para reabastecimento.

A equipa de imprensa da Casa Branca informou que o voo decorreu "sem incidentes" e que não houve visitantes na tribuna de imprensa.

Vance deixou os EUA há cerca de oito horas e disse estar "ansioso" pelas negociações.
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Delegação iraniana chegou a Islamabad

Uma delegação iraniana liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, chegou a Islamabad para conversações de paz com os Estados Unidos, noticiaram os meios de comunicação iranianos, acrescentando que as negociações terão início se Washington aceitar as "pré-condições" de Teerão.
A delegação inclui altos funcionários políticos, militares e económicos, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, o secretário do Conselho de Defesa, o governador do Banco Central e vários membros do Parlamento.

Segundo a televisão estatal, as negociações só começarão se os norte-americanos, liderados pelo vice-presidente, JD Vance, aceitarem as condições prévias do Irão.

A delegação liderada por Qalibaf aterrou em Islamabad durante a tarde de hoje e inclui equipas ligadas a segurança, política, defesa, economia e assuntos jurídicos, adiantou a mesma fonte.
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Primeiro-ministro Paquistão. Negociações de cessar-fogo em Islamabad são "decisivas"

As negociações deste fim de semana entre o Irão e os EUA em Islamabad são "decisivas" para alcançar um cessar-fogo permanente, afirmou o primeiro-ministro do Paquistão.

Numa mensagem emitida pelas televisivões, Shehbaz Sharif referiu que "este é um momento decisivo. Peço a todos que rezem para que estas negociações sejam bem-sucedidas, que inúmeras vidas sejam salvas e que o mundo veja a paz".

Sharif afirmou também que, "se Deus quiser", as delegações dos EUA e do Irão estarão presentes nas negociações em Islamabad no sábado, acrescentando que acolher as conversações "não é apenas um momento de orgulho para o Paquistão, mas para todo o mundo muçulmano".

Há cerca de três horas, o presidente norte-americano confirmou que a delegação dos EUA nas negociações será dirigida pelo vice-presidente, JD Vance.
"Enviei JD Vance ao Paquistão para negociar com os iranianos. Eu próprio iria, mas não quero ir ao Paquistão", escreveu Trump na sua conta no X.
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Israel afirma ter morto 180 combatentes do Hezbollah nos ataques de quarta-feira no Líbano

As Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgaram esta quarta-feira novos detalhes sobre os seus ataques em grande escala contra o Hezbollah em todo o Líbano, afirmando ter morto pelo menos 180 membros do grupo terrorista.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que os ataques mataram 357 pessoas, sem diferenciar entre civis e combatentes.

Os ataques atingiram cerca de 100 posições do Hezbollah no sul do Líbano, no Vale do Beqaa e em Beirute, segundo os militares. As IDF afirmam que os ataques foram realizados com base em "informações precisas e de alta qualidade", o que possibilitou "ataques simultâneos em múltiplas áreas em apenas um minuto".

Segundo as IDF, os ataques causaram "um golpe significativo e profundo" no Hezbollah.
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Líbano: Número de mortos nos ataques israelitas de quarta-feira sobe para 357

Ataques israelitas realizados em simultâneo em todo o Líbano, na quarta-feira, mataram 357 pessoas, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde, elevando o número de mortos para 1.953 desde o início da guerra entre Israel e o Hezbollah pró-Irão, a 2 de março.

O novo balanço é de "357 mártires e 1.223 feridos", disse o ministério em comunicado, acrescentando que "este número não é definitivo", uma vez que as operações de busca nos escombros e a identificação das vítimas continuam.
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Sérgio Alexandre /

Mercados fazem aposta tímida nas negociações EUA-Irão

Os mercados internacionais apresentam hoje um otimismo moderado em resposta às negociações com vista a uma trégua prolongada entre os Estados Unidos e o Irão, que se realizam este fim de semana em Islamabad, sob a égide do Paquistão.

Foto por JONATHAN RAA / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Os preços do petróleo estabilizaram abaixo da marca de 100 dólares, com o barril Brent, principal referência global do mercado do crude, a denotar uma descida ligeira para os 95,79 euros.

A Bolsa de Nova York apresentou resultados mistos: o Dow Jones caiu 0,3%, o Nasdaq subiu 0,6% e o índice S&P 500 teve um incremento marginal de 0,12%. Numa Europa sem tendência definida, Londres retrocedeu 0,03%, Frankfurt 0,01%, enquanto Madrid avançou 0,55% e Paris 0,17%. Em Lisboa, o índice PSI caiu 0,28%.
UE admite taxar lucros excessivos na energia
À semelhança do que aconteceu em 2022, após a invasão russa da Ucrânia, a União Europeia admite a possibilidade de impor taxas extraordinárias sobre os lucros excecionais obtidos pelas empresas do setor energético devido ao conflito no Médio Oriente.

Bruxelas confirmou esta sexta-feira que está a estudar pedidos nesse sentido apresentados por vários Estados-membros e, perante o quadro atual de subida generalizada dos preços junto dos consumidores, não descarta a adoção de "uma gama de medidas, algumas das quais já foram implementadas há alguns anos", declarou a porta-voz da Comissão Europeia Paula Pinho.
Tanques meio-vazios
A agência France-Presse dá hoje conta das preocupações da Associação de Aeroportos da Europa, que fala em risco de "escassez sistémica" de combustível para aviação, caso o tráfego marítimo no estreito de Ormuz não seja restabelecido nas próximas três semanas.
Camiões-cisterna com luz-verde em França
A circulação de camiões-cisterna aos sábados, domingos e feriados foi autorizada extraordinariamente pelo Governo francês até meados de maio, para facilitar o abastecimento dos postos de combustível em todo o país e mitigar riscos de escassez.

Clarificando o alcance do decreto publicado esta sexta-feira no Diário Oficial da República, o Governo francês concretiza que a autorização extraordinária, vigente até 11 de maio, abrange "domingos e feriados, bem como vésperas e dias seguintes a domingos e feriados”.
Inflação em subida acelerada nos EUA
O Bureau of Labor Statistics, organismo federal dos EUA, atualizou hoje o Índice de Preços no Consumidor com dados que confirmam a subida pronunciada da taxa de inflação no país em março para os 3,3% em termos homólogos, isto é, comparando com o mesmo mês de 2025.

Relativamente a fevereiro deste ano, a leitura hoje divulgada revela uma variação em alta de 0,9%, o que representa a maior subida desde 2022 e põe em evidência o impacto económico gerado no país pela tensão geopolítica no Médio Oriente.

Também entre fevereiro e março últimos, os preços dos combustíveis nos Estados Unidos dispararam 21,2%, um valor recorde no país desde que há registos.

(Com agências)

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RTP /

Impacto da guerra. Inflação nos Estados Unidos disparou em março

Os preços nos EUA subiram 0,9% em relação a fevereiro e 3,3% no acumulado do ano, segundo novos dados divulgados na sexta-feira.

O aumento do Índice de Preços no Consumidor (IPC), que mede o preço de um cabaz de bens e serviços, é o mais elevado em quase dois anos e a primeira medida oficial de como o conflito afetou os preços no consumidor nos EUA, particularmente porque o Irão bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e gás do mundo.

O índice energético subiu 10,9% em março, impulsionado por um aumento de 21,2% no índice da gasolina, que representou quase três quartos do aumento mensal de todos os artigos. As passagens aéreas subiram 2,7% em março e ficaram 14,9% mais caras do que no ano anterior.

A inflação subjacente – que exclui os preços voláteis dos alimentos e da energia – subiu a um ritmo mais moderado de 0,2% no mês e situou-se 2,6% acima do registado no ano anterior.

A taxa de inflação anualizada não ultrapassava os 3% desde o verão de 2024, quando a inflação começou finalmente a arrefecer após atingir um máximo histórico de 9,1% em junho de 2022.

A guerra contra o Irão mergulhou a economia norte-americana numa incerteza ainda maior, agravando a precariedade que surgiu com as tarifas de Donald Trump no ano passado. A inflação atingiu o nível mais baixo em quatro anos em abril passado, quando os aumentos de preços caíram para 2,3%. Subiu para 3% em setembro, antes de recuar para 2,4% em janeiro e fevereiro.
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Europa pode enfrentar escassez de combustível de aviação dentro de três semanas

O Conselho Internacional dos Aeroportos da Europa (ACI) – que representa mais de 600 aeroportos em todo o continente alertou que a Europa poderá enfrentar uma escassez sistémica de combustível de aviação se o Estreito de Ormuz não reabrir de forma “significativa e estável” nas próximas três semanas.

O Conselho apelou à UE para que tome medidas imediatas para evitar este cenário numa carta enviada ontem à Comissão Europeia.

Algumas das medidas sugeridas incluem compras coletivas da UE e uma flexibilização temporária das regulamentações que dificultam a importação de combustível de aviação pelo continente.

O grupo instou ainda a Comissão Europeia a realizar a sua própria avaliação e monitorização da produção e disponibilidade de combustível de aviação.

Caso ocorra uma crise de abastecimento, alertou o grupo, esta afetará gravemente as viagens aéreas e “prejudicará significativamente a economia europeia”, agravando o impacto da subida dos preços do petróleo.

Qualquer escassez de combustível afetaria as exportações europeias, das quais 26 por cento são processadas pelos aeroportos, bem como pelos cidadãos, com a aproximação da época alta de viagens de verão, observou o grupo.
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Trump. Iranianos "não têm outras cartas na manga, para além de uma extorsão"

Na rede Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que Teerão "não tem cartas".

"A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar!", acrescentou.

"The Iranians don’t seem to realize they have no cards, other than a short term extortion of the World by using International Waterways. The only reason they are alive today is to negotiate! President DONALD J. TRUMP"

"Os iranianos parecem não se aperceber de que não têm outras cartas na manga, para além de uma extorsão de curto prazo contra o mundo através do uso das vias navegáveis ​​internacionais", afirmou Trump. 

Entrevistado ao telefone pelo New York Post, Donald Trump adevertiu Teerão que os ataques serão retomados e com maior intensidade se acordo de cessar-fogo falhar.

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Trump volta a advertir Teerão. Ataques serão retomados com mais intensidade caso falhe acordo

O presidente Donald Trump avisou o Irão de que, se não for alcançado um acordo de paz, os Estados Unidos retomarão as suas ações militares com ainda mais intensidade. 

"Estamos em processo de reinicialização", afirmou ao New York Post. 

"Estamos a carregar os navios com as melhores munições, as melhores armas alguma vez fabricadas, ainda melhores do que as que tínhamos antes e que destruímos", referiu Trump numa entrevista por telefone na sexta-feira.

O presidente norte-americano acrescentou que os EUA utilizariam estas armas "de forma muito eficaz" caso não haja acordo.

Enquanto o vice-presidente JD Vance viaja para o Paquistão para liderar as negociações com os iranianos, Trump disse que as próximas 24 horas revelarão se as conversações serão bem-sucedidas.

"Vamos descobrir daqui a cerca de 24 horas. Saberemos em breve", disse Trump.

O presidente manifestou ainda dúvidas sobre a mensagem transmitida pelo Irão.

"Vocês estão a lidar com pessoas que não sabemos se estão a dizer a verdade", afirmou.

“À nossa frente, dizem que se estão a livrar de todas as armas nucleares, que tudo acabou. E depois vêm à imprensa e dizem ‘não, gostaríamos de enriquecer urânio’. Por isso, vamos ver o que acontece”, disse Trump.
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Embaixadores de Israel, Líbano e EUA iniciam conversações a preparar cessar-fogo

Os embaixadores de Israel, Líbano e Estados Unidos vão realizar, esta sexta-feira, uma primeira ronda de conversações preparatórias em Washington, D.C., para estabelecer as bases para futuras negociações entre Israel e o Líbano.

A informação foi dada por um responsável israelita e uma fonte familiarizada com as conversações.

A primeira ronda de discussões terá como objectivo chegar a acordo sobre as condições e a agenda para as negociações directas entre Israel e o Líbano, que Israel afirmou que visam desarmar o Hezbollah e estabelecer “relações pacíficas” entre os dois países.

Entre as questões mais urgentes a negociar está a exigência do Líbano de que Israel concorde com um cessar-fogo como condição para as negociações.

As autoridades libanesas afirmaram que não negociarão sob fogo, enquanto Israel rejeitou um cessar-fogo com o Hezbollah, apoiado pelo Irão, como pré-condição para as negociações.

As conversações de sexta-feira serão realizadas com Michel Issa, embaixador dos EUA no Líbano; Yechiel Leiter, embaixador de Israel nos EUA; e Nada Hamadeh Moawad, embaixadora do Líbano nos EUA, disseram as fontes.
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CNN detetou que um único petroleiro transitou pelo Estreito de Ormuz

A televisão norte-americana analisou os dados de navegação desta sexta-feira, os quais mostram que apenas um petroleiro, alvo de sanções dos EUA, transitou hoje pelo Estreito de Ormuz, até às 17h30, hora de Teerão.

O Mab 5, um petroleiro com bandeira do Botswana, passou hoje cedo pela importante via navegável, de acordo com os seus dados AIS no rastreador de embarcações MarineTraffic.

No entanto, as embarcações podem interromper a transmissão dos seus dados AIS, que mostram a sua localização, o que significa que mais navios podem estar a atravessar o Estreito sem serem detetados pelos rastreadores marítimos.

Uma embarcação à vela com bandeira da Índia, provavelmente um pequeno navio de carga, também saiu hoje do estreito em direção ao Golfo de Omã. 

Outras duas embarcações, um graneleiro com bandeira do Panamá e um navio cargueiro com bandeira da Índia, atravessaram igualmente a via navegável em direção ao Golfo Pérsico.
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Netanyahu pede adiamento de depoimento em julgamento por corrupção

O primeiro-ministro israelita solicitou o adiamento do seu depoimento no seu longo julgamento por corrupção, previsto para ser retomado no domingo.

Netanyahu alegou a atual situação de segurança na região para justificar o pedido, informou o advogado de Netanyahu.

"Devido a razões diplomáticas e de segurança sigilosas relacionadas com os acontecimentos dramáticos que ocorreram no Estado de Israel e em todo o Médio Oriente nos últimos tempos, o primeiro-ministro não poderá depor no processo durante pelo menos as próximas duas semanas", lê-se no documento apresentado pela equipa do primeiro-ministro ao Tribunal Distrital de Jerusalém.

O documento refere que um envelope selado detalhando as razões confidenciais foi entregue ao Tribunal, que emitirá a sua decisão assim que a acusação apresentar a sua resposta.

O julgamento de Netanyahu, iniciado em 2020, estava marcado para ser retomado no domingo, depois de Israel ter levantado o estado de emergência imposto devido à guerra com o Irão, na sequência do anúncio do cessar-fogo na quarta-feira.

A defesa afirmou estar preparada para continuar a ouvir o depoimento de uma testemunha de acusação.

Netanyahu, o primeiro primeiro-ministro israelita em funções a ser acusado de um crime, nega as acusações de suborno, fraude e abuso de confiança apresentadas em 2019, após anos de investigações.
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Líder do Hezbollah promete combater Israel "até ao último suspiro"

A promessa de Naim Qassem consta num comunicado lido na Al Manar TV, a estação do Hezbollah, esta sexta-feira.

"Não concordamos em regressar à situação anterior e apelamos aos que estão no poder para que ponham fim aos compromissos fáceis", disse, acusando Israel de lançar novos ataques apesar do cessar-fogo assinado com o grupo em novembro de 2024.

"Não tememos as ameaças nem as armas do inimigo, pois somos os donos da terra", afirmou Qassem.

As declarações surgem numa altura em que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quinta-feira que não haverá cessar-fogo no Líbano, embora tenha sinalizado abertura para negociações diretas com Beirute.

Teerão afirma que não aceitará a continuidade dos ataques no Líbano. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, exigiu o fim dos "massacres no Líbano", e outras autoridades iranianas alertaram que os ataques constituem uma violação do cessar-fogo.

Na quarta-feira, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter morto Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário particular de Qassem, num ataque aéreo perto de Beirute, parte do que descreveram como a maior onda coordenada de ataques contra alvos do Hezbollah desde o início da guerra.
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Revolta contra preços do gasóleo interrompe abastecimento de postos na Irlanda

Pelo menos 250 postos de abastecimento de combustível na Irlanda ficaram sem combustível, enquanto os protestos contra a subida dos preços, desencadeada pela guerra no Médio Oriente, continuam a causar grandes transtornos.

Kevin McPartlan, responsável da Fuels for Ireland, uma associação do setor, disse à CNN que os protestos têm sido "extremamente prejudiciais" para o abastecimento de combustível em todo o país e que o número de postos de abastecimento de combustível sem abastecimento pode duplicar para 500 até ao final do dia.

Durante quatro dias desta semana, o tráfego em grandes troços de autoestradas na Irlanda esteve paralisado, com os camionistas e os agricultores irritados com o aumento dos preços do gasóleo a estacionarem os seus camiões e tratores. Vídeos nas redes sociais mostraram turistas a sair dos carros para caminhar até ao Aeroporto de Dublin no meio de longas filas de carros.

O primeiro-ministro irlandês (Taoiseach), Micheál Martin, declarou à emissora irlandesa RTÉ, na sexta-feira, que o país está "à beira" de ter de recusar entregas de petróleo "no meio de uma crise global de abastecimento de petróleo".

Martin apontou para um petroleiro atualmente retido na costa oeste da Irlanda, que não consegue atracar no Porto de Galway devido aos bloqueios impostos pelos manifestantes.

O líder irlandês afirmou que "outra pessoa comprará" este petróleo se a Irlanda não puder aceitar o petroleiro, classificando os bloqueios como "inaceitáveis" e "ilógicos".

Martin e outros membros do Governo vão reunir-se esta sexta-feira com representantes dos manifestantes, com o objetivo de pôr fim aos bloqueios.
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Conselho Económico Nacional dos EUA otimista sobre abertura do Estreito de Ormuz

Em entrevista à Fox Business, o diretor do Conselho Económico Nacional dos Estados Unidos da América, admitiu que a Administração Trump ainda tem trabalho a fazer em relação à inflação.

Kevin Hassett espera ainda que, assim que o Estreito de Ormuz voltar a operar normalmente, os preços da energia baixem rapidamente.

"O que esperamos, e o que os mercados de futuros esperam, é uma rápida redução dos preços da energia assim que o estreito for reaberto. Há navios a passar agora, mas a cerca de 10% do ritmo normal. Assim que voltarmos ao ritmo normal, esperamos que as coisas voltem ao normal", disse Hassett à Fox Business.

Os petroleiros ainda consideram a travessia do Estreito um risco significativo, dada a falta de clareza por parte do Irão. 

Mas Hassett mostrou-se optimista de que o governo conseguirá reabrir totalmente o Estreito de Ormuz e retomar o fluxo de petróleo dentro de alguns meses.

"Enviámos a nossa equipa principal ao Paquistão para negociar com os iranianos e também temos planos de contingência, se necessário", afirmou.
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Teerão condiciona início das negociações a duas exigências, incluindo cessar-fogo no Líbano

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, confirmou na rede X notícias veiculadas pelos orgãos de informação estatais iranianos, esta sexta-feira.

Na sua publicação, Ghalibaf, que deverá liderar a delegação de Teerão durante as conversações programadas para este fim de semana no Paquistão, afirmou que "um cessar-fogo no Líbano e a libertação dos activos iranianos bloqueados devem ser cumpridos", por Washington antes que as negociações possam começar.
"Duas das medidas mutuamente acordadas entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a libertação dos activos iranianos bloqueados antes do início das negociações. Estas duas questões devem ser cumpridas antes do início das negociações. Mohammad Bagher Ghalibaf"

A exigência de libertação dos activos bloqueados tem sido uma questão recorrente nas negociações anteriores, mas esta é a primeira vez que é levantada como pré-requisito para as próximas negociações de cessar-fogo.

A Administração Trump exige por seu lado, a abertura imediata e incondicional do estreito de Ormuz à navegação, promessa que levou oficialmente o presidente norte-americano a suster a ameaça de um ataque em larga escala e a aceitar duas semanas de cessar-fogo.

Teerão tem limitado a passagem de cargueiros e petroleiros a 15 por dia, providenciando uma determinada rota para evitar minas por si colocadas. Tem acenado ainda com apoissibilidade de portagens.
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Papa Leão XIV. "Ação militar não criará espaço para a liberdade"

O Papa Leão XIV fez uma crítica velada à guerra entre os EUA e Israel contra o Irão, afirmando que "a ação militar não criará espaço para a liberdade".

Numa publicação na rede X, acrescentou que Deus "não abençoa nenhum conflito".

"Deus não abençoa nenhum conflito. Quem é discípulo de Cristo, o Príncipe da Paz, nunca estará ao lado daqueles que outrora empunharam a espada e hoje lançam bombas.

A ação militar não criará espaço para a liberdade nem para tempos de #Paz, que só advém da promoção paciente da coexistência e do diálogo entre os povos", escreveu Leão XIV.

Logo depois, o sumo pontífice lamentou o sofrimento no Médio Oriente devido aos conflitos.
"Uma violência absurda e desumana alastra ferozmente pelos lugares sagrados do Oriente cristão, profanados pela blasfémia da guerra e pela brutalidade dos negócios, sem qualquer consideração pela vida das pessoas, tidas, quando muito, como um dano colateral do interesse próprio", denunciou. 

"Mas nenhum ganho pode valer a vida dos mais fracos, das crianças ou das famílias. Nenhuma causa pode justificar o derramamento de sangue inocente", acrescentou.
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Inflação sob pressão mesmo com cessar-fogo duradouro

A inflação continuará sob pressão, mesmo com um cessar-fogo duradouro no Médio Oriente, devido ao prémio de risco energético e aos danos nas infraestruturas, conclui uma análise da Generali AM.

Numa análise da Generali AM (parte da Generali Investments), hoje divulgada, Vincent Chaigneau, responsável pela investigação, afirma que a pressão sobre a inflação reduz as expectativas de cortes de juros na Europa e condiciona a política da Reserva Federal dos EUA (Fed).

Outra das conclusões é a de que "a incerteza sobre o fornecimento de petróleo e gás aumentará os custos de produção, afetando sobretudo a Europa e a Ásia pela sua dependência energética, enquanto o impacto nos EUA será mais limitado".

Devido à incerteza o investimento e o consumo serão travados, com as empresas a adiarem projetos e famílias a aumentarem a poupança, num contexto em que a inflação também é impulsionada pelos preços dos alimentos e da tecnologia, conclui a análise hoje divulgada.
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Garante o governo
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Portugal "está protegido da crise de abastecimento" de energia

A ministra do Ambiente disse hoje que Portugal “está relativamente protegido da crise de abastecimento” de energia, após ser questionada sobre os alertas deixados pelo Fundo Monetário Internacional sobre as consequências da guerra no Médio Oriente.

“Portugal está relativamente protegido da crise, não da crise dos preços, porque essas são globais, o preço é global, mas da crise de abastecimento”, afirmou aos jornalistas a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa.
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Israel exclui Espanha de mecanismo internacional para Gaza

Espanha vai ficar de fora do Mecanismo de Coordenação e Monitorização para Gaza (CMCC, na sigla em inglês), que visa controlar o cessar-fogo no território palestiniano, anunciou hoje o Governo israelita.

Israel justificou a decisão com o discurso anti-israelita "tão flagrante" do Governo espanhol.

"O enviesamento anti-israelita do governo de [Pedro] Sánchez é tão flagrante que o impediu de agir de forma construtiva na implementação do plano de paz do Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump e no CMCC, que opera ao abrigo desse plano", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

"No contexto da obsessão anti-Israel do governo do primeiro-ministro Sánchez, e do grave dano que causa aos interesses israelitas - e também norte-americanos -, incluindo durante a guerra contra o Irão", o Governo de Telavive decidiu que "Espanha não poderá participar no CMCC", de acordo com a mesma nota.

Gideon Saar indicou que Espanha foi já foi notificada formalmente desta decisão e os Estados Unidos foram informados com antecedência.

O CMCC é um centro multinacional instalado em finais de novembro do ano passado em Kiryat Gat, no sul de Israel, para avançar com o plano de paz para a Faixa de Gaza, governada pelo Hamas desde 2007, promovido pelos Estados Unidos.
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Parlamento recomenda ao Governo alívio fiscal nos combustíveis e no gás e chumba IVA zero

O parlamento aprovou hoje uma resolução da IL a recomendar ao Governo o alívio fiscal nos combustíveis e no gás e recusou outras iniciativas para responder à subida dos preços como a isenção de iva no cabaz alimentar.

O projeto de resolução da IL, entre várias recomendações ao Governo para responder à subida dos preços devido ao conflito no Médio Oriente, pede a redução do ISP de forma a "salvaguardar a neutralidade fiscal" em sede de IVA, a redução do IVA na bilha do gás, o reforço da oferta de transportes públicos e a reposição do IVA reduzido nos equipamento destinados à captação de energias renováveis.

A iniciativa - que não tem força de lei - foi aprovada com os votos a favor de Chega, PS, IL, PAN e JPP, abstenção do Livre e BE e votos contra de PSD, CDS-PP e PCP.

Foram rejeitadas outras dez iniciativas apresentadas pelo PS, Chega, IL, Livre, BE e PAN centradas no aumento do custo de vida, com especial incidência nos preços dos combustíveis e dos bens alimentares essenciais.

O PS, através de um projeto de resolução, e o Chega, BE e PAN, com projetos de lei, propunham a isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais.

A iniciativa dos socialistas, sem força de lei, que pedia também a redução do IVA dos combustíveis e do gás de 23% para 13% e a criação de um pacote de apoio a empresas de transporte de mercadorias e passageiros, foi chumbada com os votos contra do PSD, Chega e CDS-PP. A IL absteve-se.

Os projetos de lei no mesmo sentido de Chega, BE e PAN também ficaram pelo caminho, com os socialistas a absterem-se em todos os projetos, inviabilizando a sua aprovação em conjunto com os votos contra dos partidos do Governo. A IL apenas votou contra a iniciativa do BE.

O Chega levou ainda a votação a redução do IVA sobre os combustíveis para a taxa intermédia, os bloquistas propunham a descida do IVA dos combustíveis e do gás e o PAN queria um reforço da monitorização dos preços dos alimentos essenciais e o combate a condutas especulativas.

O Livre - que agendou o debate - apresentou dois projetos de resolução em que recomendava ao Governo a fixação das margens máximas de combustíveis e o reembolso integral do IVA pago em bens essenciais para famílias de baixos rendimentos.

O PCP viu rejeitada uma resolução em que recomendava ao Governo que aplicasse um sistema de controlo de preços dos produtos do cabaz alimentar, a fixação de margens máximas e a definição de um preço de referência nos combustíveis,
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Conversações em risco? Irão só negoceia se houver cessar-fogo no Líbano

O Irão só vai participar nas negociações com os Estados Unidos se houver cessar-fogo no Líbano. A informação está a ser avançada pela agência de notícias iraniana.

Está assim marcado pela incerteza o início das conversações que deveriam começar este sábado na capital do Paquistão.
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Países do Atlântico Sul evitam contaminação bélica e vetam armas atómicas

Os países do Atlântico Sul dizem "não" à guerra no Irão e comprometem-se em manter a região livre de armas nucleares. No encontro, no Rio de Janeiro, exigiram ainda uma reforma urgente das Nações Unidas para que seja mais representativa e eficiente.

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"Não nos tentem enganar"
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Vance espera negociações positivas com o Irão

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, disse esta sexta-feira estar ansioso por negociações positivas com o Irão, ao partir para conversações no Paquistão, advertindo Teerão para não "nos enganar".

"Estamos ansiosos pela negociação. Penso que será positiva", disse Vance aos jornalistas antes de partir de Washington para o Islamabad.

"Como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, estaremos certamente dispostos a estender a mão", acrescentou Vance.

No entanto, deixou o alerta: "Se nos tentarem enganar, vão descobrir que a equipa de negociação não está muito recetiva."
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Mais de dois milhões de mulheres deslocadas no Irão e Líbano

Cerca de 1,6 milhões de mulheres no Irão e outras 620 mil no Líbano abandonaram as suas casas devido ao conflito regional que começou em 28 de fevereiro, afirmou hoje a ONU Mulheres.

Segundo as autoridades locais, pelo menos 204 mulheres morreram em ataques no Irão - incluindo 168 raparigas no ataque à escola em Minab - e outras 102 no Líbano, sendo que este último número ainda não inclui as vítimas do intenso bombardeamento de 08 de abril ao território libanês, disse a porta-voz da ONU Mulheres, Sofia Calltorp, em uma conferência de imprensa em Genebra.

Foram também relatadas mortes de mulheres noutros países da região, incluindo o Bahrein, o Iraque, Israel, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos, assim como nos Territórios Palestinianos Ocupados, acrescentou.

Além disso, muitas mulheres e raparigas da região correm o risco de insegurança alimentar devido ao aumento dos preços e às perturbações nas cadeias de abastecimento.

Neste contexto, as organizações regionais de defesa dos direitos das mulheres estão cada vez mais ameaçadas numa altura de redução do espaço cívico em muitos países. Muitas ativistas "sofreram intimidação, detenções arbitrárias e, em alguns casos, violência letal", acrescentou Sofia Calltorp.
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Hezbollah pede às autoridades libanesas que não façam "concessões gratuitas" a Israel

O líder do Hezbollah pediu esta sexta-feira às autoridades libanesas que não façam "concessões gratuitas" a Israel, dado que os dois países deverão iniciar negociações na próxima semana em Washington.

"Pedimos às autoridades que parem de fazer concessões gratuitas", disse Naim Qassem num comunicado escrito, cujo texto foi lido pelo canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar. Denunciou os "crimes sangrentos" de Israel, incluindo os ataques aéreos maciços contra o Líbano na quarta-feira, que mataram mais de 300 pessoas.
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Navios ligados ao Irão impulsionam o tráfego no Estreito de Ormuz

A maioria dos navios que navegaram pelo Estreito de Ormuz no último dia estavam ligados ao Irão, mostraram dados de seguimento de navios esta sexta-feira, com outras embarcações a adiarem as suas viagens apesar do cessar-fogo de duas semanas acordado esta semana entre Teerão e Washington, segundo dados e fontes do sector marítimo.

Três petroleiros – um superpetroleiro com capacidade para dois milhões de barris de crude, um petroleiro de abastecimento e um petroleiro mais pequeno – abandonaram as águas iranianas nas últimas 24 horas, com base em análises de dados separadas das plataformas Kpler e Lloyd’s List Intelligence.

Quatro navios graneleiros – incluindo um que carregou minério de ferro do Irão com destino à China – também zarparam no último dia, segundo os dados.
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Israel planeia estabelecer mais de 30 colonatos na Cisjordânia

Israel vai criar 34 novos colonatos na Cisjordânia ocupada, de acordo com uma ONG e a imprensa israelita, que afirmam que o governo israelita tomou esta decisão secretamente no início de abril.

"O gabinete de segurança decidiu criar secretamente 34 novos colonatos", afirma um relatório da ONG anti assentamentos Paz Agora.

Estes 34 novos colonatos vão juntar-se aos 68 já estabelecidos pelo governo de direita de Benjamin Netanyahu desde a sua formação no final de 2022.
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Sul de Israel
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Hezbollah reivindica responsabilidade por ataque com mísseis contra base militar em Ashdod

O grupo libanês Hezbollah anunciou esta sexta-feira que lançou mísseis contra uma base naval na cidade de Ashdod, no sul de Israel.

Em comunicado, o grupo pró-Irão afirmou que esta foi uma "resposta" aos ataques mortais de quarta-feira em Beirute e no resto do Líbano, que fizeram mais de 300 mortos. Acrescentou que "esta resposta continuará até que a agressão cesse".
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Países árabes saúdam decisão do Governo libanês de manter monopólio das armas

A Liga Árabe e o Conselho de Cooperação do Golfo saudaram hoje a decisão do Governo libanês de manter o monopólio das armas no país que continua a ser atacado por Israel para combater o grupo xiita Hezbollah.

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, afirmou, em comunicado, que falou por telefone com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, a quem transmitiu apoio às “decisões corajosas tomadas pelo Governo libanês para fortalecer a plena autoridade do Estado na província de Beirute”.

A medida, anunciada na quinta-feira após uma reunião do Conselho de Ministros libanês, inclui também “limitar a posse de armas exclusivamente às forças estatais legítimas”, observou Aboul Gheit, sublinhando que tanto o Estado libanês como o Exército devem cumprir as suas responsabilidades na implementação da medida.

Por sua vez, o responsável do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jassim Mohamed al-Budaiwi, afirmou que a decisão “representa um passo importante para consolidar a soberania do Estado libanês e fortalecer as suas instituições legítimas”, algo que contribui para “proteger a segurança dos cidadãos e residentes”.

Depois de condenar os ataques israelitas de quarta-feira no Líbano, que também afetaram áreas densamente povoadas de Beirute, o secretário-geral da Liga Árabe reiterou “a necessidade de incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo recentemente alcançado entre os Estados Unidos e o Irão”.

Aboul Gheit transmitiu ainda a Salam o seu apoio à decisão do seu Governo de iniciar negociações diretas com Israel para "alcançar uma solução duradoura”, expressando também a sua esperança de que “todas as partes envolvidas se comprometam a criar as condições adequadas para que estes esforços deem frutos e sejam bem-sucedidos”.
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Kuwait acusa Teerão de ataque que atingiu instalações da guarda nacional

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait acusou o Irão “e seus aliados” de atingirem uma instalação da guarda nacional num ataque lançado esta madrugada, avisando que isso “debilita os esforços” de acordo entre Teerão e Washington.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, o Ministério condenou “os ataques atrozes perpetrados pela República Islâmica do Irão e pelos seus aliados, incluindo fações, milícias e grupos armados afiliados, utilizando drones contra várias instalações vitais do Kuwait na noite de quinta-feira”.

A guarda nacional do Kuwait afirmou, na quinta-feira à noite, que uma das suas instalações sofreu “danos materiais significativos”, embora não tenha havido relatos de mortes.

“A continuidade destes ataques flagrantes da República Islâmica do Irão e dos seus aliados contra o Kuwait e outros países da região mina os esforços regionais e internacionais que culminaram recentemente no anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irão”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Os ataques da última noite aconteceram poucas horas depois de o Ministério da Defesa do Kuwait ter anunciado, em comunicado, que não se tinham registado “novos desenvolvimentos ou alterações operacionais” durante o dia.
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Revela o Reino Unido
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Keir Starmer e Donald Trump discutiram opções militares para o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, revelou esta sexta-feira que discutiu as capacidades militares e a logística para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz numa conversa com o presidente norte-americano, Donald Trump, no dia anterior.

"Temos reunido uma coligação de países... a trabalhar num plano político e diplomático, mas também a analisar as capacidades militares e... a logística para a passagem de navios pelo Estreito", disse Starmer durante a sua visita ao Golfo.

"Esse foi o foco da discussão de ontem à noite: refletir sobre o que tenho discutido aqui, mas também focar-me num plano prático em relação à navegação pelo Estreito”, acrescentou o primeiro-ministro do Reino Unido sem fornecer mais detalhes.

Questionado sobre se tinha discutido com Trump as ameaças dos EUA de se retirarem da NATO, Starmer não respondeu diretamente, mas disse que a aliança era do interesse tanto dos EUA como da Europa.

"A NATO é uma aliança defensiva que, durante décadas, nos manteve muito mais seguros do que estaríamos de outra forma", disse.
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Exército israelita afirma ter eliminado combatentes do Hezbollah

O exército israelita afirma ter morto mais de 40 combatentes do Hezbollah e destruído mais de 50 locais de infraestruturas no sul do Líbano na última semana.

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que as tropas da 91ª Divisão identificaram uma “célula” de combatentes nas proximidades das tropas que operavam na área no início da semana. O ataque matou um dos membros do grupo que se estava a abrigar "na vegetação" e atingiu um veículo que transportava outras pessoas que tentavam fugir, alegaram as Forças de Defesa de Israel.
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Oriana Barcelos - RTP Antena 1 /

Comer para ajudar: restaurantes em Lisboa apoiam deslocados no Líbano

Até 17 de abril, a associação Caram Portugal está a mobilizar restaurantes libaneses em Lisboa numa iniciativa solidária. Chama-se "Dine & Donate" e parte das receitas angariadas, nas refeições feitas nesses restaurantes aderentes, reverte para ajudar os deslocados da guerra no Líbano, que já ultrapassam o milhão. É comer para ajudar.

Fotos: Oriana Barcelos - RTP Antena 1

A cozinha libanesa é uma cozinha aromática, mas leve, temperada a hortelã e coentros, cominhos, zátar e sumac. À mesa partilha-se. É isso o mezze libanês: um momento de convívio e comunhão à volta de pratos como o hummus, o tabbouleh, o kibbeh, a shoarma ou o falafel. Não estranha, por isso, que uma das iniciativas solidárias da Caram Portugal seja um convite a uma viagem gastronómica pela cozinha do Médio Oriente.

Caram é a palavra árabe para "generosidade". A associação, criada em 2022 para unir a comunidade libanesa em Portugal, não esquece as suas raízes e continua a olhar por quem ainda vive no país de origem - e, sobretudo, para quem vive a ameaça da guerra.


De acordo com as últimas contas das Nações Unidas, já morreram, nos ataques israelitas em território libanês, mais de 1500 pessoas, e o número de deslocados ultrapassa o milhão. É a esses, àqueles que tiveram de abandonar as casas onde viviam, que a Caram Portugal quer chegar. Bassima Jamaleddine, membro da associação, explica que a prioridade é garantir-lhes alimentos, abrigo e medicamentos. No fundo, falta tudo aos deslocados libaneses. "A nossa maior preocupação é a segurança das pessoas. Quando vemos famílias e crianças a dormir na rua, a nossa única prioridade é encontrarmos formas de diminuir o seu sofrimento", afirma.

Encontramos Bassima Jamaleddine à mesa do Sumaya, restaurante de comida libanesa no Príncipe Real, em Lisboa. É um dos restaurantes que aderem, até dia 17 de abril, à iniciativa "Dine & Donate", cujas verbas revertem para organizações que trabalham com os deslocados libaneses. "O valor vai totalmente para a ajuda humanitária. A Caram Portugal envia essas doações para organizações parceiras, de confiança, no Líbano. O dinheiro é usado para ajudar as famílias deslocadas, garantindo que elas têm o básico: comida, um lugar seguro para ficar e cuidados médicos", adianta.

Bassima Jamaleddine vive em Portugal há quatro anos, mas tem, à distância, a sua própria experiência da guerra. Num equilíbrio determinado entre o português e o inglês, a futura presidente da Caram Portugal conta que mantém família em Beirute e que, agora, todas as suas irmãs estão deslocadas. "Acompanhamos sem parar o que acontece por lá", diz-nos.


A partir de Portugal, a mais de cinco mil quilómetros de distância, Bassima tenta ajudar como pode; Tarek Mabsoud, proprietário do Sumaya, também. "Esta iniciativa significa muito: é mexer-se, é fazer alguma coisa. É muito importante", considerou.

Tarek Mabsoud vive em Lisboa há 37 anos. Era pequeno quando veio com os pais, nos anos 80, para Portugal, mas nunca deixou a ligação ao Líbano. "Para mim, o Líbano são as pessoas e a maneira como fui acolhido tantas vezes. Não tenho palavras para descrever. Uma coisa que me surpreendeu sempre foi a generosidade das pessoas", explica. E entre elas está a avó, Sumaya - ela que dá o nome ao restaurante, ela que ensinou a Tarek Mabsoud os segredos da cozinha libanesa.

Tarek Mabsoud gostava, agora, de levar a filha ao seu país, mas não sabe se isso vai acontecer em breve. Para já, não há sinais de paz. "Estamos todas as manhãs, a todo o tempo, no telefone a ver o que se está a passar, que novidades é que há, que zonas é que estão em perigo. Desta vez parece-me que há muito mais zonas afetadas e elas têm pessoas que conhecemos, que estão espalhadas pelo país. Todo o país está a passar pela incerteza: Beirute, fora de Beirute - todas as zonas. Podemos inventar desculpas todos os dias para atacar qualquer prédio, qualquer lugar", lamenta.


Resta ajudar quem ficou e, desta vez, ajudar significa comer, até 17 de abril, num dos oito restaurantes que aderem à iniciativa da Caram Portugal: o Sumaya, o Mesa, o Bal, o Touta, o Falafoliva, o The Happy Salad, o Maída e o Taza. Era o que Tarek Mabsoud gostava que acontecesse, também, no Médio Oriente. "Vamos largar as armas, vamos sentar-nos à mesa, comer e apoiar aqueles precisam de ser apoiados", concluiu.
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TotalEnergies anuncia paragem da refinaria de Satorp, na Arábia Saudita devido a ataques

O grupo empresarial petrolífero francês TotalEnergies anunciou esta sexta-feira a paralisação da sua refinaria em Satorp, na Arábia Saudita, devido a danos provocados nas instalações por ataques militares.

"Como medida de segurança", as unidades da plataforma, de propriedade conjunta da empresa saudita Aramco (62,5%) e da TotalEnergies (37,5%), "foram paralisadas" após "incidentes ocorridos durante a noite de 7 para 8 de abril, que danificaram uma das duas linhas de processamento da refinaria", lê-se.

Os responsáveis pelo conglomerado energético francês esclareceram que "não houve vítimas" resultantes das ofensivas sofridas no complexo industrial, junto à margem do golfo Pérsico.
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Aeroportos europeus enfrentam escassez "sistémica" de combustível

O Conselho Internacional de Aeroportos da Europa alertou que os aeroportos europeus enfrentarão uma escassez "sistémica" de combustível de aviação se o Estreito de Ormuz não for totalmente reaberto dentro de três semanas, avançou o jornal Financial Times na sexta-feira, citando uma carta do grupo do sector.
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Litro de gasóleo baixa 5,5 cêntimos e de gasolina 3 cêntimos na próxima semana

O preço dos combustíveis vai baixar na próxima semana. A descida contraria a tendência das últimas semanas mas está longe de anular os aumentos.

Foto: Andreia Custódio - RTP

Os preços dos combustíveis em Portugal vão descer na próxima semana, com o gasóleo simples a recuar cerca de 5,5 cêntimos por litro e a gasolina 95 a baixar três cêntimos.

As previsões de evolução dos preços da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), a que a RTP teve acesso, têm já o valor do IVA incluído.

Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e tendo em conta as previsões das descidas, a partir de segunda-feira o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,913 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá fixar-se nos 2,090 euros por litro.

c/ Lusa

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Líbano quer participar nas negociações de cessar-fogo em Washington

O Líbano pretende participar numa reunião na próxima semana em Washington com representantes dos EUA e de Israel para discutir e anunciar um cessar-fogo, disse um alto funcionário libanês à Reuters na sexta-feira, acrescentando que a data exata ainda não tinha sido confirmada.

Segundo o responsável, “a posição do Líbano era de que um cessar-fogo era uma condição prévia para prosseguir negociações que visavam um acordo mais amplo com Israel”.
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Afirma Programa Alimentar Mundial
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Líbano enfrenta crise de segurança alimentar

O Líbano enfrenta uma crise de segurança alimentar, uma vez que a guerra com o Irão interrompe o fornecimento de produtos dentro do país, afirmou o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas esta sexta-feira.

"O que estamos a testemunhar não é apenas uma crise de deslocação, mas está a tornar-se rapidamente uma crise de segurança alimentar", disse a diretora do Programa Alimentar Mundial no país, Allison Oman, falando por videoconferência a partir de Beirute.

Allison Oman alertou que os alimentos estão a tornar-se cada vez mais inacessíveis devido ao aumento dos preços e à crescente procura entre as famílias deslocadas.
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Desde março. Quase 600 crianças morreram ou ficaram feridas no Líbano

A agência da ONU para a infância, UNICEF, informou que quase 600 crianças foram mortas ou feridas no Líbano desde o início da mais recente guerra entre Israel e o Hezbollah, a 2 de março.

Mais de 30 crianças foram mortas e quase 150 ficaram feridas na onda de bombardeamentos levada a cabo na quarta-feira pelas tropas israelitas, acrescentou a UNICEF.

“A UNICEF está a receber relatos de crianças que foram retiradas dos escombros, enquanto outras permanecem desaparecidas e separadas das suas famílias. Muitas estão traumatizadas, tendo perdido entes queridos, as suas casas e qualquer sensação de segurança. Em todo o país, mais de um milhão de pessoas foram desalojadas, incluindo cerca de 390 mil crianças, muitas pela segunda, terceira ou até quarta vez”, lê-se no comunicado da agência da ONU.

A UNICEF recorda que, “o direito internacional humanitário é claro: os civis, incluindo as crianças, devem ser protegidos em todos os momentos”.
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"Forças de Defesa de Israel estão em estado de guerra"

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, afirmou que as forças israelitas continuam as suas operações de combate no sul do Líbano e que “não estão em cessar-fogo” com o Hezbollah, de acordo com declarações divulgadas pelas IDF.

“As IDF estão em estado de guerra, não estamos em cessar-fogo, continuamos a combater aqui neste sector, este é o nosso principal sector de combate. No Irão, estamos em cessar-fogo e podemos retomar os combates a qualquer momento, e de forma muito intensa”, afirmou Eyal Zamir, durante uma visita à localidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano.
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França e Paquistão condenam `violações do cessar-fogo no Líbano`

O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, e o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, “expressaram preocupação com as graves violações do cessar-fogo cometidas no Líbano”.

Os comentários, feitos após uma conversa telefónica na manhã desta sexta-feira, são significativos porque o Paquistão — que mediou o cessar-fogo entre os EUA e o Irão — afirmou que a trégua abrange o Líbano, uma alegação contradita pelos EUA e por Israel.

A França argumentou que o cessar-fogo deveria incluir o Líbano.

Dar e Barrot “destacaram a importância da plena implementação e do respeito pelo cessar-fogo” na sua conversa, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão.
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Zelensky confirmou participação ucraniana no conflito contra o Irão

O presidente Volodymyr Zelensky disse que os militares ucranianos abateram drones Shahed, de fabrico iraniano, em vários países do Médio Oriente durante a guerra com o Irão, confirmando a participação em missões no estrangeiro.

Zelensky fez o primeiro reconhecimento público das operações internacionais na quarta-feira, em declarações à imprensa que estiveram sob embargo até hoje de manhã.

Segundo o Presidente da Ucrânia, as forças de Kiev participaram em operações no estrangeiro utilizando aparelhos aéreos não tripulados de interceção de fabrico ucraniano, eficazes contra drones Shahed de fabrico iraniano utilizados pela Rússia na Ucrânia.

"Não se tratava de uma missão de treino ou de exercícios, mas sim de apoio na construção de um sistema de defesa aérea moderno que realmente funcionasse", disse Zelensky.

A Ucrânia participou nas operações defensivas antes do cessar-fogo provisório no Médio Oriente, alcançado entre o Irão e os Estados Unidos.

Zelensky não identificou os países envolvidos, mas afirmou que os efetivos ucranianos operaram "em várias nações", ajudando a reforçar os respetivos sistemas de defesa aérea.

Anteriormente, Zelensky tinha declarado que 228 especialistas ucranianos estiveram destacados na região do Médio Oriente.
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Espanha pede ao Irão que negocie "de boa-fé"

Espanha pediu ao Irão que participe "de boa-fé" nas conversações de paz com os Estados Unidos em Islamabad e que se abstenha de atacar outros países, declarou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, após conversar com o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi.

"Encorajo o Irão, como já comuniquei ao seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, a participar nestas negociações e a participar de boa-fé", disse Albares aos jornalistas, acrescentando que falou com o seu homólogo iraniano "anteontem" (quarta-feira) e pediu-lhe que parasse de "lançar mísseis e drones".

José Manuel Albares voltou a criticar Israel por continuar a bombardear o Líbano apesar do cessar-fogo: "O que está a acontecer no Líbano é uma vergonha para a consciência da humanidade. O nível de violência, a violação do direito internacional, do direito internacional humanitário, por parte de Israel, é inaceitável."
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Hezbollah ataca colonatos israelitas com bombardeamentos de rockets

O grupo armado libanês afirma que os seus combatentes estão a atacar os povoados de Kiryat Shmona, Metula e Misgav Am com rockets.

Num comunicado divulgado na rede social Telegram na manhã desta sexta-feira, o Hezbollah prometeu que “estes ataques continuarão até que a agressão israelo-americana contra o país e o povo cesse”.
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Coreia do Sul envia representante especial a Irão por incertezas em Ormuz

A Coreia do Sul vai enviar um representante especial ao Irão, face à incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, em condições semelhantes às anteriores da guerra, apesar do acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Cho Hyun, acordou na quinta-feira à noite, num telefonema com o homólogo iraniano, Abbas Aragchi, o envio de um funcionário especial a Teerão "para tratar da situação no Médio Oriente e dos assuntos bilaterais" entre os países, de acordo com um comunicado ministerial.

De acordo com Seul, Aragchi "acolheu favoravelmente a iniciativa" das autoridades sul-coreanas e defendeu a necessidade de manter uma comunicação fluida, além de explicar a posição iraniana relativamente à "situação atual" na região, incluindo Ormuz.

Durante a conversa, Cho saudou o acordo de cessar-fogo, que "abriu caminho para o reinício da navegação no Estreito de Ormuz", e manifestou esperança de que as negociações entre as partes sejam concluídas com sucesso.

Neste sentido, o ministro sul-coreano salientou a necessidade de retomar "de forma rápida e segura" a livre navegação por Ormuz de todos os navios, incluindo os sul-coreanos, e instou Aragchi a "continuar a zelar pela segurança dos cidadãos coreanos no Irão".

O chefe da diplomacia iraniana esclareceu que a navegação pelo estreito de Ormuz "será possível, em coordenação com as Forças Armadas do Irão e tendo em conta as limitações técnicas existentes", desde que "a outra parte cumpra os compromissos durante o período de cessar-fogo".

No entanto, Aragchi salientou que a "base para o fim total da guerra em todas as frentes" passa pelo facto de "todas as partes respeitarem" o pacto de trégua, "tal como" referiu o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito.

A Coreia do Sul importa cerca de 70% do petróleo bruto desta região em guerra, e mais de 95% do volume passa por Ormuz.

O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o alerta de crise de segurança energética.
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Casa Branca avisou os funcionários do governo dos EUA para não fazerem apostas no mercado

A Casa Branca alertou os funcionários do Governo norte-americano contra o uso indevido das suas posições para fazer apostas em mercados de futuros num e-mail enviado a 24 de março, informou o Wall Street Journal na quinta-feira, citando fontes.

O jornal disse que o anúncio foi feito um dia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na Truth Social que iria ordenar aos militares que adiassem quaisquer ataques contra centrais elétricas e infraestruturas energéticas iranianas.

A Casa Branca já confirmou a autenticidade do alerta.
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China autoriza refinarias estatais a utilizar reservas comerciais

O Governo chinês autorizou as refinarias estatais a utilizarem reservas comerciais de petróleo enquanto a guerra com o Irão se prolonga.

Refinarias como a Sinopec e a China National Petroleum poderão utilizar os stocks comerciais mantidos em fábricas de processamento ou em instalações de armazenamento, acrescentou o relatório.
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Crescimento das economias na Ásia-Pacífico desacelera para 5,1%

O Banco Asiático de Desenvolvimento prevê que as economias em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico cresçam 5,1% em 2026, desacelerando face a 2025, devido à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

O conflito no Médio Oriente "agravou as tensões geopolíticas globais" e as "perturbações" no setor energético, "aumentando a inflação e travando ainda mais o crescimento em toda a região", indicou o BAD no seu principal relatório anual de perspetivas, Asian Development Outlook (ADO).

A instituição multilateral, com sede em Manila, antecipa que a guerra no Médio Oriente "afete negativamente as perspetivas dos países em desenvolvimento da Ásia e do Pacífico", cujo crescimento deverá moderar-se para 5,1%, tanto em 2026 como em 2027, num cenário otimista de "estabilização precoce".

Neste contexto, o BAD prevê um crescimento do PIB de 4,6% na China em 2026; de 6,9% na Índia; e de 4,7% no conjunto dos países do Sudeste Asiático.

No entanto, num cenário hipotético em que as perturbações no Médio Oriente se prolonguem até ao terceiro trimestre de 2026, o crescimento regional poderá cair para 4,7%, em 2026, e 4,8%, em 2027.
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RTP /

Paquistão prepara-se para receber delegações iranianas e americanas para negociações

O Paquistão tem agendado para esta sexta-feira a receção de delegações iranianas e norte-americanas para negociações, o terceiro dia do cessar-fogo, embora a participação iraniana permaneça incerta após os ataques israelitas que mataram mais de 300 pessoas no Líbano na quarta-feira.

Estes ataques israelitas são os mais mortíferos no Líbano, onde Israel luta contra o Hezbollah pró-Irão, desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou a 28 de fevereiro com um ataque conjunto israelo-americano contra o Irão.

"A realização de negociações com o objetivo de pôr fim à guerra depende do respeito dos Estados Unidos pelos seus compromissos de cessar-fogo em todas as frentes, particularmente no Líbano", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, conforme noticiado pela agência de notícias ISNA.

Na altura em que o cessar-fogo foi anunciado, o Paquistão, país mediador no conflito, afirmou que a trégua se aplicava "em todo o lado, incluindo o Líbano". Isto foi posteriormente negado tanto por Israel como pelos Estados Unidos.

Sob um forte esquema de segurança, Islamabad transformou-se numa cidade fantasma, onde as negociações serão realizadas num hotel de luxo.

O vice-presidente JD Vance vai liderar a delegação americana para as conversações sobre o Irão no sábado, ao lado do enviado especial Steve Witkoff e de Jared Kushner, genro de Donald Trump, anunciou a Casa Branca.
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RTP /

Maior flotilha de sempre para Gaza sai de Barcelona no domingo

Uma nova Flotilha Global Sumud, com pelo menos 70 barcos e mil pessoas, prevê partir no domingo de Barcelona, Espanha, rumo ao território palestiniano de Gaza, anunciou a organização.

Pretende ser "a maior missão marítima em defesa da Palestina" da história, com os organizadores a sublinharem que apesar de a atenção internacional se ter desviado de Gaza, Israel mantém o bloqueio ao território, assim como ataques, que se intensificaram também na Cisjordânia.

"À medida que a atenção mundial se deslocou para o conflito regional mais alargado, o regime israelita intensificou a sua agenda genocida, reforçando o cerco, restringindo a ajuda humanitária, expandindo os colonatos, acelerando a apropriação de terras, implementando uma lei de pena de morte de 'apartheid' que se aplica exclusivamente aos palestinianos e ocultando os seus crimes de guerra no meio do caos", defendeu a Flotilha Global Sumud, num comunicado divulgado na quarta-feira.

Para a organização, "cada barco, cada delegação, cada momento de ação cívica internacional pode ajudar a devolver a Palestina ao centro da atenção global".

A nova Flotilha Global Sumud deve sair no domingo de Barcelona com cerca de 70 barcos, mais 20 do que a anterior, a que partiu em outubro passado da mesma cidade e acabou intercetada pela marinha israelita, sem que nenhuma embarcação tenha conseguido aproximar-se de Gaza.
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RTP /

Mais de 70 países condenam ataques contra capacetes azuis e população civil no Líbano

Mais de 70 países juntaram-se hoje à Indonésia para condenar os ataques contra a Força Interina da ONU para o Líbano (UNIFIL), num contexto de escalada da guerra contra Beirute, apesar das conversações de paz com Israel.

Embaixadores de uma dezena de países expressaram "profunda preocupação com a escalada da tensão no Líbano desde 02 de março de 2026 e o impacto na segurança das forças de paz", na sequência da morte de três capacetes azuis indonésios e depois de militares de França, Gana, Nepal e Polónia terem ficado feridos.

As missões diplomáticas sublinharam que "as forças de paz nunca devem ser alvo de ataques" e alertaram que estes factos "podem constituir um crime de guerra", ao mesmo tempo que fizeram um "apelo à ONU para que continue a investigar todos os ataques".

Estas delegações também deram ênfase à "situação humanitária no Líbano, especialmente devido ao elevado número de vítimas civis, à destruição generalizada de infraestruturas e à deslocação em massa de mais de um milhão de pessoas".
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RTP /

Japão vai colocar no mercado 20 dias de reservas estratégicas de petróleo

As autoridades japonesas vão colocar no mercado o equivalente a vinte dias de abastecimento das reservas estratégicas de petróleo bruto para fazer face às interrupções no abastecimento decorrentes da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

A libertação, confirmada esta sexta-feira pela primeira-ministra, Sanae Takaichi, com início no início de maio, visa garantir que o arquipélago mantenha um abastecimento estável, segundo explicou a chefe do Governo numa reunião do Conselho de Ministros, avançou a estação japonesa de televisão NHK.
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RTP /

Guarda Revolucionária nega ter feito ataques na região durante cessar-fogo

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou que as forças armadas do país não lançaram qualquer ataque contra países da região desde que começou o cessar-fogo acordado com os Estados Unidos, na passada terça-feira.

Num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars, o corpo militar de elite da República Islâmica afirmou que, caso o Exército ataque algum alvo, tal será anunciado de forma oficial e "corajosa".

A mensagem surge depois de o Kuwait, que tem sido alvo habitual dos ataques iranianos desde o início do conflito a 28 de fevereiro, anunciar ter intercetado nas últimas horas ‘drones’ e mísseis que se dirigiam contra infraestruturas energéticas no país.

A agência noticiosa estatal da Arábia Saudita, SPA, também noticiou ataques contra instalações energéticas horas antes, que provocaram a morte de uma pessoa.

A Guarda Revolucionária acrescentou que, se estas informações forem verdadeiras, "são obra do inimigo", em referência a Israel e aos Estados Unidos.
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RTP /

Portugal e mais oito países do sul da UE pedem trégua efetiva no Líbano e em toda a região

Os Estados-Membros do sul da União Europeia (MED9), entre os quais Portugal, congratularam-se hoje com o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão e apelaram ao cumprimento do mesmo em todo o Médio Oriente, incluindo no Líbano.

Num comunicado conjunto, os países MED9 apelam a "uma desescalada sustentada" e ao cumprimento da trégua em toda a região, incluindo no Líbano, para se poder "avançar nas negociações rumo a uma paz duradoura e sustentável".

"Preocupa-nos profundamente que, infelizmente, a violência continue em grande escala", acrescentaram os nove países (Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Itália, Malta e Portugal).

Os ministros dos Negócios Estrangeiros ou seus representantes dos MED9, reuniram-se durante o dia em Split, na Croácia, na presença da comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, para abordar a situação de instabilidade na região mediterrânica e debater questões de segurança marítima, económica e energética.

O conflito, refere o comunicado final, é "inaceitável" e "pode deteriorar-se ainda mais, com repercussões importantes para a paz e a segurança regionais e mundiais".

As partes envolvidas devem respeitar o Direito Internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas ou o Direito Internacional do Mar, "especialmente no que diz respeito à segurança marítima e ao respeito pela liberdade de navegação, incluindo a passagem em trânsito pelo Estreito de Ormuz", adianta.

Lusa
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Hezbollah dispara míssil e desencadeia alarmes em Israel

Soaram alertas de ataque aéreo em Israel na madrugada de sexta-feira, incluindo no centro comercial de Telavive e na cidade costeira de Ashdod, no sul do país, após o lançamento de rockets vindos do Líbano.

O exército israelita afirmou depois que o Hezbollah lançou um míssil contra Israel, acionando as sirenes.

O Hezbollah disse ter atacado infraestruturas "militares israelitas" na cidade de Haifa, no norte do país, na noite de quinta-feira.

Israel e a milícia xiita libanesa apoiada pelo Irão, Hezbollah, trocaram tiros repetidamente na quinta-feira.
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