Mundo
Democrata Ilhan Omar atingida com substância desconhecida durante reunião pública em Minneapolis
A congressista democrata Ilhan Omar foi atingida por uma substância não identificada durante uma reunião pública com eleitores, na passada terça-feira, em Minneapolis, nos Estados Unidos.
Um homem foi detido no local e posteriormente acusado de agressão em terceiro grau, após borrifar um líquido com odor forte usando uma seringa enquanto a deputada discursava, como é possível verificar no vídeo publicado na Reuters.
Horas depois, o presidente dos EUA Donald Trump, em entrevista à ABC News afirmou não ter visto o vídeo do ataque, mas partilhou a sua opinião sobre o sucedido. “Ilhan Omar é … provavelmente ela mesma se deixou ser pulverizada. Espero não ter que me dar ao trabalho de ver”, acrescentou.
Testemunhas relataram que o homem se levantou da plateia, começou a gritar e pulverizou a substância, descrita como tendo um “cheiro ácido”, segundo o jornal britânico The Guardian.
O incidente ocorreu poucos minutos depois do início do encontro - o primeiro presencial do ano - quando Omar defendia a abolição “definitiva” do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) e a renúncia da secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem.
Após o ataque, Omar avançou na direção do homem, mas este foi imediatamente imobilizado por um agente de segurança. A plateia presente no centro comunitário de North Minneapolis mostrou-se “surpreendida” com o sucedido.
“Eis a realidade que pessoas como esse homem malformado não entendem, somos fortes como Minnesota”, afirmou a congressista à plateia.
Apesar das preocupações com a sua segurança, Omar recusou encerrar o evento mais cedo. “Dez minutos, eu imploro… por favor, não deixem que eles tenham o “show”, disse à equipa de segurança, mantendo-se no local.
Segundo a polícia de Minneapolis, o homem foi identificado como Anthony James Kazmierczak, de 55 anos, e conduzido para uma cadeia em Minnesota.A perícia foi acionada para analisar a substância. Em comunicado, o porta-voz da polícia, Trevor Folke, confirmou a detenção e as acusações.
“Não deixo os agressores vencerem”
À saída do encontro, Omar fez declarações aos jornalistas. “Sobrevivi à guerra. E com certeza vou sobreviver à intimidação e a tudo o que essas pessoas acham que podem me lançar”. Mais tarde, nas redes sociais, garantiu estar bem e reforçou. “Não deixo os agressores vencerem”.
O ataque ocorreu num contexto de tensão política crescente em Minneapolis, que já conta com seis mortes este ano com agentes do ICE envolvidos. Os episódios motivaram vários pedidos de demissão de Kristi Noem por parte de legisladores democratas e republicanos.
O presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey, condenou o ataque, classificando-o como “inaceitável” e sublinhou que “Podemos discordar sem colocar as pessoas em risco”.
A democrata Jasmine Crockett, do Texas, afirmou estar “enojada e indignada”, atribuindo a violência ao “ódio incessante e à retórica perigosa de Donald Trump e aos seus aliados”. Já a republicana Nancy Mace declarou-se “profundamente perturbada”, acrescentando que “nenhum funcionário eleito deveria sofrer ataques físicos”.
A Polícia do Capitólio dos EUA (USCP) classificou o ataque como “uma decisão inaceitável que será punida com rapidez”, garantindo que está a trabalhar para que o suspeito enfrente “as acusações mais graves possíveis”.
Ilhan Omar tem sido alvo de ataques políticos do presidente dos EUA, que recentemente chegou a sugerir, numa publicação na sua rede social Truth Social, que Omar fosse “enviada de volta para a Somália”. De acordo com dados divulgados pela Reuters, a USCP investigou 14.938 incidentes relacionados com ameaças ou comportamentos dirigidos a membros do Congresso em 2025, um aumento em relação aos 9.474 casos em 2024.
Horas depois, o presidente dos EUA Donald Trump, em entrevista à ABC News afirmou não ter visto o vídeo do ataque, mas partilhou a sua opinião sobre o sucedido. “Ilhan Omar é … provavelmente ela mesma se deixou ser pulverizada. Espero não ter que me dar ao trabalho de ver”, acrescentou.
Testemunhas relataram que o homem se levantou da plateia, começou a gritar e pulverizou a substância, descrita como tendo um “cheiro ácido”, segundo o jornal britânico The Guardian.
O incidente ocorreu poucos minutos depois do início do encontro - o primeiro presencial do ano - quando Omar defendia a abolição “definitiva” do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE) e a renúncia da secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem.
Após o ataque, Omar avançou na direção do homem, mas este foi imediatamente imobilizado por um agente de segurança. A plateia presente no centro comunitário de North Minneapolis mostrou-se “surpreendida” com o sucedido.
“Eis a realidade que pessoas como esse homem malformado não entendem, somos fortes como Minnesota”, afirmou a congressista à plateia.
Apesar das preocupações com a sua segurança, Omar recusou encerrar o evento mais cedo. “Dez minutos, eu imploro… por favor, não deixem que eles tenham o “show”, disse à equipa de segurança, mantendo-se no local.
Segundo a polícia de Minneapolis, o homem foi identificado como Anthony James Kazmierczak, de 55 anos, e conduzido para uma cadeia em Minnesota.A perícia foi acionada para analisar a substância. Em comunicado, o porta-voz da polícia, Trevor Folke, confirmou a detenção e as acusações.
“Não deixo os agressores vencerem”
À saída do encontro, Omar fez declarações aos jornalistas. “Sobrevivi à guerra. E com certeza vou sobreviver à intimidação e a tudo o que essas pessoas acham que podem me lançar”. Mais tarde, nas redes sociais, garantiu estar bem e reforçou. “Não deixo os agressores vencerem”.
O ataque ocorreu num contexto de tensão política crescente em Minneapolis, que já conta com seis mortes este ano com agentes do ICE envolvidos. Os episódios motivaram vários pedidos de demissão de Kristi Noem por parte de legisladores democratas e republicanos.
O presidente da câmara de Minneapolis, Jacob Frey, condenou o ataque, classificando-o como “inaceitável” e sublinhou que “Podemos discordar sem colocar as pessoas em risco”.
A democrata Jasmine Crockett, do Texas, afirmou estar “enojada e indignada”, atribuindo a violência ao “ódio incessante e à retórica perigosa de Donald Trump e aos seus aliados”. Já a republicana Nancy Mace declarou-se “profundamente perturbada”, acrescentando que “nenhum funcionário eleito deveria sofrer ataques físicos”.
A Polícia do Capitólio dos EUA (USCP) classificou o ataque como “uma decisão inaceitável que será punida com rapidez”, garantindo que está a trabalhar para que o suspeito enfrente “as acusações mais graves possíveis”.
Ilhan Omar tem sido alvo de ataques políticos do presidente dos EUA, que recentemente chegou a sugerir, numa publicação na sua rede social Truth Social, que Omar fosse “enviada de volta para a Somália”. De acordo com dados divulgados pela Reuters, a USCP investigou 14.938 incidentes relacionados com ameaças ou comportamentos dirigidos a membros do Congresso em 2025, um aumento em relação aos 9.474 casos em 2024.